Copo de 3: Copo de 3 no Monte Seis Reis

17 Outubro 2005

Copo de 3 no Monte Seis Reis

Devido a que a primeira visita não ficou do agrado do Copo de 3, resolveu-se fazer nova visita ao Monte Seis Reis que se destacou no mercado, o ano passado com a sua primeira colheita de 2003.
Vinhos como Boa Memória em Branco e Tinto , Bolonhês Tinto, e dois Varietais de grande qualidade o Syrah e o Touriga Nacional. Alguns dos vinhos devem o seu nome, como tributo aos seis monarcas, que contribuiram para o desenvolvimento da região, escolhendo assim os seus cognomes. Destaque também para uma inovação nos contra-rótulos que são destacáveis, podendo ser lida uma breve história sobre o rei que deu origem ao nome do vinho.
Com um belo projecto, tudo parece dedicado a ser um museu, digamos que com um objectivo de ser mostrado ao visitante.


A visita desta vez foi feita pela simpática anfitriâ que foi explicando detalhadamente todas as instalações, começando com a passagem por dois lagares em cimento onde se faz a pisa, passando depois por uma breve sala museu com destaque para instrumentos e fotografias ligadas ao mundo do vinho.

Mais à frente, destaque para duas amostras de solos onde estão colocadas as vinhas, bem interessantes por sinal, passando então para a adega onde se encontra o laboratório, os depósitos de Inox, e a sala de rotulagem e engarrafemento. Destaque para um esquema colocado no local, em que facilmente se tem noção do processo de elaboração do vinho.

inda se ficou a saber que vamos ter novidades nos vinhos de 2004, dos quais um novo varietal de Tinta Caiada e um Reserva ainda sem o nome atribuido.


Depois uma breve passagem por um corredor ao lado da sala de barricas, mais uma vez o aspecto de museu está bem patente, visto que a sala de barricas se encontra isolada por um vidro, foi até agora a primeira adega onde não se entrou na sala de barricas.


Na fase final da visita, ainda passamos por uma parte dedicada a Exposições, seguindo a caminho da sala de provas, onde também se pode contar com uma ampla sala, que a pedido se pode reservar para servir refeições.

Uma chamada de atenção, as notas aqui colocadas são da primeira visita ao Monte Seis Reis, visto que durante a segunda visita a nova prova não foi feita visto que o Syrah já estar esgotado.
Falando de provas e da sala de provas, a meu ver esta sala mais parece um Wine Bar, onde as provas são feitas num pequeno balcão.
Mais um pequeno senão, o vinho servido já estava aberto faz coisa de 3 dias e o seu estado não era o melhor, mesmo abrindo novas garrafas a temperatura de serviço podia e devia ter sido mais baixa, no final da prova os vinhos estavam nos 22º. Penso que este pequeno grande detalhe é muito importante e o suficiente para se ter uma melhor ou pior opinião sobre um vinho.


Monte Seis Reis Touriga Nacional 2003:

Este vinho recentemente venceu a prova cega realizada pela Revista dos Vinhos, colocando e afirmando mais uma vez as Touriga Nacional do Alentejo como dos melhores varietais Nacionais desta casta. Com um estágio em barricas de carvalho francês durante 8 meses, seguido de estágio em garrafa, apresentou-se com 14,5% este vinho de tonalidade granada escuro e bastante concentrado. No nariz com boa entrada floral e com fruta presente, mas pouco se mostra, com algum tempo aparecem torrados da madeira, especiaria, café e cacau. Na boca a presença da fruta madura é mais evidente, tem boa estrutura, acidez colocada de maneira a dar frescura ao conjunto, tem um final longo. Os 14,5% ainda se fazem notar um pouco, mas nada que com um bom tempo de descanso na nossa garrafeira não resolva. Preço que ronda os 15€ para um Touriga Nacional ainda fechado e que se vai revelar com o tempo... aguardemos. 17

Monte Seis Reis Syrah 2003:

Mais um belo vinho desta casta, venceu a prova cega realizada pela Revista dos Vinhos de Varietais Syrah, tem também estágio de 8 meses em carvalho francês, seguido de estágio em garrafa, apresentou-se com 14,5% este vinho de tonalidade escura, muito mas muito concentrado. No nariz tem um belo bouquet, notas verdes, especiarias, muita fruta madura, aliada a uma evolução muito boa do conjunto, com torrados e fumo. Na boca, tem corpo equilibrado, elegante e controlado, acidez bem colocada, tudo muito bem com um final apimentado. Por 15€ uma boa aposta num varietal Syrah, que ainda não disse tudo aquilo que sabe.16,5

Um belo e inovador projecto, com belos vinhos, o Alentejo continua de boa saúde no que toca a novas adegas e novos vinhos. Talvez um pouco mais de atenção a pequenos detalhes como temperatura de serviço. Os parabéns do Copo de 3 ao produtor Monte Seis Reis, pelos seus belos vinhos.

4 comentários:

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Alentejano

A antepenultima fotografia podia ter sido lá ou em qualquer outro lugar. Está muito escura, não se percebe nada. Ou é mesmo assim?

Um abc

ZT

Anónimo disse...

Parece que estamos no Oceanário... mas dá para entender que é a sala de estágio em barrica.

JS

Anónimo disse...

Dentro das condições que te foram possíveis gosto da reportagem... mas é de todas a mais fraquinha.
Ficamos à espera da próxima.
Abraços.

Beja

A. Simoes disse...

Parabéns.
Até que enfim alguem fala aos produtores nas temperaturas dos vinhos.
Até pode ser que aparecem no próximo "encontro do vinho" com caves artificias, demonstrando assim algum respeito pelos consumidores. É que só bater nos restaurante é muito fácil.
A. Simões

 
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