Copo de 3: PROVA Grão Vasco 2004 Alentejo

22 Outubro 2005

PROVA Grão Vasco 2004 Alentejo

A notícia de que a Sogrape Vinhos acaba de alargar a gama Grão Vasco ao Alentejo, que passa assim a ser uma Marca Multi-Regional Portuguesa Forte – Alentejo e Dão – uma nova abordagem que vem facilitar a escolha do consumidor ao juntar duas das suas regiões preferidas sob a mais valia de uma marca de qualidade e confiança estabelecidas.
A embalagem de Grão Vasco foi objecto de uma ligeira intervenção estética que, mantendo a já iconográfica imagem do quadro de Grão Vasco que dá nome à marca, permite diferenciar claramente as regiões através de códigos de cor : o fresco verde para Grão Vasco Dão Branco, o clássico bordeaux para Grão Vasco Dão Tinto e o novo telha ocre a lembrar as terras quentes onde nasce Grão Vasco Alentejo Tinto. O destaque do fio de ouro nos rótulos reforça a sua identidade e permite uma maior identificação visual nas prateleiras e lojas de vinhos.O lançamento de Grão Vasco multi-regional é apoiado por uma forte e continuada campanha de comunicação que suporta o novo conceito da marca, apresenta o novo Grão Vasco Alentejo e reforça os bem conhecidos Grão Vasco Dão. A campanha utilizará os principais meios – TV, outdoor e imprensa – entre Outubro e Novembro de 2005. A campanha de publicidade aposta num tom de comunicação leve, contemporâneo e inesperado sob o claim: “Grão Vasco Dão ou Grão Vasco Alentejo. Não se explica. Saboreia-se.
(Retirado do site
www.sogrape.pt)

Com curiosidade o Copo de 3 resolveu provar o dito Fenómeno Multi-Regional, fica aqui a sua nota de prova:

Este Grão Vasco foi elaborado na Herdade do Peso (zona da Vidigueira) com as castas Aragonês, Trincadeira, Alfrocheiro e Alicante Bouschet, provenientes de vinhas próprias e de fornecedores seleccionados.
Com estágio em cubas de aço inox durante cerca de 6 meses, após o engarrafamento, seguiu-se um novo estágio em garrafa, durante cerca de 3 meses.
Mostrou tonalidade ruby e apresenta-se com 14%
Na nariz tem entrada com fruta vermelha e negra, bem madura, de inicio tem aromas animais (pelo e suor) que em nada agradou durante a prova, e lá no fundo uns leves aromas florais. Final com leve presença de álcool.
Na prova de boca mostrou-se muito ligeiro apesar dos seus 14%, com corpo leve, lembrança a fruta com alguma secura e adstrigência na boca, o vinho é pouco mais que isto. Final de boca médio/curto.
Mostrou ser um vinho muito simples, directo de aromas e sem grandes pretensões, que não veio trazer nada de novo ao panorama de vinhos do Alentejo, para o preço praticado de quase 4€ num Hiper encontramos melhores ofertas da mesma região a preços mais baratos.
É caso para dizer: Grão Vasco Alentejo. Não se explica...

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4 comentários:

Anónimo disse...

Também eu já conheço este vinho, e posso afirmar que qualidade é coisa que lhe falta em grande quantidade... não entendo estas apostas, muito mau mesmo, a evitar.
E aquele cheiro parece suor de cavalo, ou cocheiras...

JS

Anónimo disse...

Eu achei o vinho simples e directo, aquele aroma inicial que é um pouco desagradável vai desaparecendo com o tempo, e dando lugar a fruta bem madura e muito presente, mas mais uma vez limita-se a isso... penso que no Alentejo temos vinhos bem melhores dentro da mesma gama de preço. E não vejo este Grão Vasco durar muito tempo nas nossas prateleiras...

Beja

Anónimo disse...

Pelos vistos, estou a ver que não existe nenhuma vantagem em tornar o Grão Vasco patrono de um vinho alentejano.

Será que iremos ver a Sogrape retroceder?

Rui Miguel

Anónimo disse...

Achei o vinho deplorável, comprámos este vinho para jantar com uns amigos, levados pela maravilhosa publicidade, o pior foi quando o abrimos, é algo de muito mau, e aquele aroma mais que desagradável. Grão Vasco Não se explica evita-se...

 
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