Copo de 3: Brancos Fiúza com sotaque Francês.

07 Setembro 2006

Brancos Fiúza com sotaque Francês.

Em pleno Ribatejo onde Joaquim Mascarenhas Fiúza herdeiro de uma tradição familiar já secular no mundo do vinho, junta-se em parceria com o enólogo australiano Peter Bright, nascendo assim a Fiuza & Bright.
Relembro com alguma saudade o Fiúza Reserva 1996, aquele que foi a minha estreia nos vinhos de qualidade do Ribatejo e que lembra um pouco a escola de Bordéus no seu perfil onde junta a Cabernet Sauvignon com a Merlot.
Mas em prova vão estar dois vinhos com sotaque Francês, mas desta vez em versão brancos, por um lado o Fiúza Sauvignon Blanc 2005 e por outro o Fiúza Chardonnay 2005.

Fiúza Sauvignon Blanc 2005
100% Sauvignon Blanc - 12,5% Vol.

Tonalidade não muito concentrada, com uma mistura de dourado muito leve com toque esverdeado.
Nariz com entrada fresca, a componente vegetal está de braço dado com a componente frutada apesar de a intensidade não ser tão grande como eu gostaria, se na primeira temos a sensação de relva e erva, na segunda temos a fruta tropical presente (ananás) leve citrino, ainda se destaca um leve floral com fundo mineral.
Na prova de boca não se mostra com muito corpo, com uma acidez viva bem colocada a dar frescura ao conjunto, a fruta marca presença neste caso com destaque para o citrino e algum vegetal, mineral no final de boca que se mostra com uma persistência final média.

Como marca foi um dos primeiros varietais de Sauvignon Blanc em Portugal, custou cerca de 4€ e está um bom branco, fresco e para um consumo do dia a dia.
15


Fiúza Chardonnay 2005
100% Chardonnay - 5 meses em carvalho americano - 13% Vol.

Tonalidade amarelo dourado de concentração média/alta.
Nariz a mostrar uma boa intensidade de aromas, fruta presente com maçã verde e fruto tropical (ananás) em boa companhia com alguma baunilha, com algum agitar do copo surge um leve aroma a rebuçado de mel, untuosidade, floral, frutos secos com leve torrado.
Boca a mostrar-se fresco, mediano de corpo, fruto tropical, ligeira untuosidade e final com persistência média, apesar de tudo o que tem de bom no nariz perde depois na boca, faltando mais alguma complexidade e mais corpo, acabando antes do desejado.

Um vinho que custou 4,5€ e que mostra de maneira um pouco tímida as pontencialidades desta casta. Galardoado com a medalha de prata no Concurso Mundial de Bruxelas 2006, é um dos bons Chardonnays de Portugal mas a lista de nomes também não é assim tão grande.
15,5

5 comentários:

Pingus Vinicus disse...

Concordo na generalidade com as tuas notas de prova. De facto, os brancos da fiuza possuem uma qualidade muito interessante.
Agora os tintos a história, para mim, é completamente diferente. Ainda não apanhei um que me fizesse ficar de boca aberta.

Um abraço

Copo de 3 disse...

Pois é amigo Pingus, mas recomendo-te o Reserva, se bem que o 96 já deve ter esgotado o 98 ainda o deves encontrar.
Se quiseres sei onde o podes encontrar... :)

Vinho para Todos disse...

Prezado João Pedro, agradeço incluir meu link em suas sugestões de enoblogs. Deste lado do Atlântico tenho acompanhado suas postagens e ricos comentários.
Sucesso!
GM

J. Gómez Pallarès disse...

Ando buscando un buen blanco con madera para una cena el miércoles y esta anotaciín tuya sobre el chardonnay me parece interesante. A ver si tengo suerte y encuentro algo en Barcelona.
Un saludo cordial,
Joan

João Barbosa disse...

provei este e gostei :-)

 
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