Copo de 3: PROVA Vinhos Quinta do Ameal

02 maio 2007

PROVA Vinhos Quinta do Ameal

O tempo começa a refrescar e é tempo de começar a pensar nos vinhos mais frescos, neste campo ganham especial destaque os vinhos verdes, onde se destaca a Quinta do Ameal, situada bem perto de Ponte de Lima.
Os vinhedos do Ameal são já referidos no Tombo velho do cartório do convento de Refóios do Lima, que foi elaborado antes de 1710. A Quinta do Ameal situa-se numa das mais ancestrais freguesias de Portugal, anterior à Nacionalidade (1143).
Com a sua riqueza ambiental, a Quinta do Ameal, para além da vinha, revela-se na sua belíssima mata de castanheiros, nogueiras e pinheiros mansos seculares, formando um conjunto vegetativo de rara beleza junto às margens do rio Lima.
Em prova temos a gama dos vinhos da Quinta do Ameal.


Quinta do Ameal Arinto 2005
Casta: 100% Arinto - 12% Vol.

Tonalidade amarelo dourado com rebordo citrino, e média concentração.
Nariz a mostrar boa intensidade, fruta tropical com citrinos, frescura que se mistura com vegetal de segundo plano em conjunto com floral. Tem um toque no plano médio que lembra o creme de pastelaria. No final mostra um toque mineral com leve fumo.
Boca com entrada suave, boa elegância com tudo no seu devido lugar, frescura derivada de uma acidez bem colocada. Toque vegetal com final mineral, perdendo um pouco na largura de boca, com final de persistência média/baixa.

Um vinho fresco e apelativo, é um Arinto de bom efeito, sem grandes complexidades perde um pouco em nariz e boca, alinhando num plano de equilíbrio de conjunto.
15

Quinta do Ameal Loureiro 2005
Casta: 100% Loureiro - 11,5% Vol.

Tonalidade citrina de concentração mediana.
Nariz de intensidade média, fruta presente com tropical e citrina (tangerina, limão) de bom nível. Mineral suave de fundo, com vegetal (louro) em segundo plano, flores brancas que perfumam o conjunto que denota boa frescura.
Boca com entrada fresca e a mostrar suavidade, fruta com vegetal presente. Acidez a dar frescura ao conjunto, bastante equilibrado e harmonioso, com final a revelar ponta mineral e bela persistência.

Um loureiro de um nível bem acima da média, aqui temos um vinho que alia harmonia com delicadeza, bom na prova de nariz que se vai complementar com a prova de boca. Talvez a palavra consistência seja adequada, mas para o tempo mais quente diria mesmo que este vinho é um alvo de cobiça.
16

Quinta do Ameal Escolha 2004
Castas: 100% Loureiro - Estágio: 6 meses carvalho francês novo - 12% Vol.

Tonalidade amarelo citrino de leve concentração.
Nariz a revelar desde início uma grande ligação entre fruta e madeira, as notas de fruta (tangerina, limão, pêra, líchias) ligam-se com notas de baunilha, ligeiro amanteigado. A erva fresca junta-se a notas florais e ligeiro toque de fumado, que vem dar a este Loureiro uma outra dimensão.
Boca com entrada fina e muito bem balanceada com a madeira, mais uma vez tudo em grande forma, redondo, certa untuosidade. Acidez presente e de bom nível a dar grande frescura ao conjunto, fruta com algum melado presente.Tudo muito bem enquadrado, final com toque mineral de boa persistência.

Temos um Loureiro estagiado em madeira, o que vem dar uma complexidade muito interessante ao vinho, mais gordo e a encher mais a boca. Pela elegância, pela diferença, pela qualidade...
16,5

7 comentários:

Kroniketas disse...

Bons vinhos, boas provas e boas castas, compadre!
Destes, já provei há algum tempo uma colheita do Loureiro, comprada numa feira de vinhos do Pingo Doce.

Se queres que te diga (aliás a minha Prova à Quinta foi também um Loureiro), acho que a qualidade do Loureiro é bastante superior à fama que tem, pelo que a tua frase "um Loureiro de um nível bem acima da média" peca por defeito, pois a média dos Loureiros é geralmente bastante boa. Como eu disse na Prova à Quinta: há mais vida nos verdes para além do Alvarinho, e os de Loureiro são sempre apostas seguras.

Abraços

Chapim disse...

Mais um belo painel de uma casa minhota que se tem afirmado pela procura da qualidade!!

Esse Loureiro com madeira deve ser bem interessante. O Arinto acho-o um excelente vinho!

Boas provas!

Kroniketas disse...

O Arinto é, para mim, uma das melhores castas brancas portuguesas. Não é por acaso que os meus brancos preferidos são os de Bucelas.

Copo de 3 disse...

Caro Kroniketas, talvez o nível dos vinhos Loureiro que tenho apanhado não seja acima da média.

Rui recomendo vivamente todos os vinhos, mas o Loureiro com madeira que em muito lembra outras paragens onde se funde o Verdejo com madeira ou mesmo o Alvarinho.

Pingamor disse...

Por acaso o último Loureiro que bebi achei-o bem fraquinho. Foi o Via latina. mas gosto muito da casta.

Abraço

Kroniketas disse...

Sim, mas fraquinhos há em todo o lado e com todas as castas. Veja-se a minha Prova à Quinta com Alvarinho...

VinhoDaCasa disse...

Contudo, eu acho a casta Alvarinho em média bastante superior à Loureiro. Penso que não haverá grande volta a dar.
Alvarinho é a grande casta branca portuguesa.

 
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