Copo de 3: Soalheiro Primeiras Vinhas 2006

08 junho 2009

Soalheiro Primeiras Vinhas 2006

Nos dias de hoje já se contam como mais de 25, os anos em que a marca Soalheiro surgiu no mercado, com as primeiras vinhas a serem plantadas nos anos setenta, por João António Cerdeira e seu pai António Esteves Ferreira, em solos graníticos a uma altitude que varia entre os 100 e os 200 metros.
Símbolo de qualidade e invejável consistência colheita após colheita, piscando sempre o olho a uma boa evolução em garrafa, a marca Soalheiro é hoje em dia uma referência no que toca a Alvarinho e mesmo quando toca a falar em brancos de qualidade produzidos em Portugal.
Foi no ano de 2006 que em resposta a um pedido de colaboração na elaboração de um Alvarinho com madeira, feito pelo produtor Luís Cerdeira da Quinta do Soalheiro, a Dirk Niepoort, que este aceitou com a condição de o fazer ao seu jeito.
E foi pegando nas uvas das primeiras vinhas plantadas na Quinta do Soalheiro, que surge no mercado pela primeira vez este Soalheiro Primeiras Vinhas 2006, um vinho que já conta com a colheita 2007 no mercado nos dias que correm. Por enquanto deixo a nota deste 2006:

Soalheiro Primeiras Vinhas 2006
Castas: 100% Alvarinho - Estágio: 15% fermentação em barrica usada - 13%

Tonalidade amarelo citrino de média intensidade com ligeiro rebordo esverdeado.

Nariz assente em boa dose de mineralidade, com fruta de qualidade e bem madura (pêssego, lichia, e algum citrino em vertente mais limonada) a surgir de imediato, ao lado de um rasgo de flores brancas que se juntam ao conjunto, de moderada exuberância. O vinho mostra-se com algum vigor, pleno de harmonia e frescura, com toque petrolado a contribuir para a delicada complexidade que apresenta. Com tempo vai-se acomodando no copo, parece que nos quer bindar com sensações de arredondamento, direi até de algum cheiro a torradas, mostrando sinais de fumo em fundo com sensações de pederneira.

Boca de entrada focada na mineralidade e na fruta, destacamdo-se bem mais os citrinos (laranja, limão), com a fruta de polpa branca a recair para o segundo plano. Mostra uma boa espacialidade, com passagem de boca revigorante e plena de jovialidade, em final de boca de persistência média/alta com apontamento mineral.

Para todos aqueles que já conhecem o vinho Soalheiro Alvarinho, encontram neste Primeiras Vinhas um conjunto mais delicado e um pouco menos directo, onde se constata uma maior profundidade de aromas e mesmo um refinamento mais delicado dos mesmos. O resultado é um Alvarinho luxuoso, que apetece beber mas que nos avisa que com o tempo em garrafa pode ficar ainda melhor, como é apanágio deste produtor.
Com um preço a rondar os 15€, este vinho torna-se uma compra mais que obrigatória, para a mesa ou para guardar.
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7 comentários:

Anónimo disse...

e o 2007???
É que o 2006 já foi o vinho do ano passado....

Copo de 3 disse...

E por ser do ano passado já não interessa ? Deixou de ter qualidade ou deixou de merecer atenção ?

O Soalheiro Primeiras Vinhas 2007 foi provado juntamente com o 2006, mas optei por colocar um lote de brancos de 2006 e depois irei para os 2007.

Ficamos entendidos ?

Miguel Pereira disse...

Cada vez querem mais de nós.
A fasquia está cada vez mais lá em cima.

Pôe lá o 2007 para acalmar os leitores:)

(será que ficam lixados quando provarmos o reserva 06?)

Abraço

Copo de 3 disse...

Até estranha como não pediram já o Soalheiro Allo... mas a seu tempo irei aqui colocar a nota do respectivo.

Será que se colocar um vinho com mais de 20 anos, reclamam porque o vinho já é da altura da outra senhora.

Pingus Vinicus disse...

Grande amigo, só para picar os anónimos, ando de volta de mais um vinho de 2006. Um Regueiro Grande Escolha 2006.

Tantos anónimos que andam por aí...

Um forte abraço

Pedro Sousa P.T. disse...

Posso já dizer, que o 2007 é um grande vinho. E digo isto sem medos! E vai aguentar-se na prefeição para ser bebido daqui a um ano. Custou-me 12,90€ na Garrafeira Nacional.
Abraço

Rui Lourenço Pereira disse...

O Allo vai ser provado hoje.

Provavelmente enquanto preparo o jantar que vou acompanhar com um Viseu de Carvalho GE 2003.

A ver vamos como se porta.

 
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