Copo de 3: Cem Reis Viognier 2008

14 Junho 2011

Cem Reis Viognier 2008



A primeira coisa que se tem de fazer quando se prova este vinho é esquecer a casta de que é feito, pensar apenas que estamos perante um branco, um vinho que satisfaz minimamente mas do qual esperava muito mais até pelo preço. Como nota há duas coisas distintas que se devem separar, um branco feito de Viognier e um Viognier, neste caso apenas temos o primeiro exemplo visto que o vinho se mostra mais como simples branco. Na realidade não me convenceu minimamente, nem a mim nem aos que partilharam esta garrafa, caro para o que mostrou visto ter rondado os 14€. Cada vez mais fujo a estas pequenas loucuras de alguns produtores, nem entendo a razão pela qual assim de repente se entendeu que a casta Viognier era muito boa para plantar no Alentejo.

Este vinho da Herdade da Maroteira, cujo seu Syrah é bem melhor, pouco ou nada tem a contar, o tempo passou por ele como uma autêntica máquina de polir, tudo o que teria de bom e em plano de destaque já não mora ali, com notas de tosta suave e algum pêssego... apesar da aragem floral, é a barrica que parece mandar no conjunto impondo um pouco a mais o que teria para dizer. Na boca o vinho é acidulado e herbáceo, muito gordo e pesado e aqui os 14% não ajudam em nada com notória falta de acidez que tanta falta lhe faz, perde de imediato a piada quando nos recorda uma dentada num pêssego em que trincamos o caroço... eu não gosto. Sente-se algo vazio e sem alma, sem grande encanto e a não ser do que um branco com pouco ou nenhum interesse feito com uma casta estrangeira com preço abusivo de prateleira. 13,5 - 84 pts

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