Copo de 3: MOB 2011

10 janeiro 2014

MOB 2011

Tudo começou com o fascínio de três amigos e produtores de vinho no Douro (Jorge Moreira - Francisco Olazabal - Jorge Seródio Borges) pelos vinhos do Dão e pela elegância e personalidade que as memórias dos anos 60 e 70 carregam dentro de uma garrafa daquela nobre região. Adoptaram a Quinta do Corujão como berço do seu novo projecto, o vinho foi buscar o nome às iniciais dos produtores, M.O.B. e anda nas prateleiras com preço a rondar os 20€.

Das castas Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Baga nasceu um vinho que cheira e sabe a Dão, embalado com uma boa frescura e harmonia onde aparecem pelo meio suaves notas florais, tem aquela mato rasteiro presente. O vinho é todo ele delicado, leve perfume cuja definição de aromas poderia/deveria ser tendo em conta o preço, muito melhor, a complexidade que tem é mediana e sem grande profundidade, tal como o comportamento em geral. Provado e bebido por duas vezes não chegou a convencer de que o preço justifica o apresentado em copo, relembro que a região Dão convive facilmente com grandes vinhos a preços sensatos e em muito caso até por bem menos se consegue bem mais. 90 pts

2 comentários:

Rui disse...

De facto, o vinho, apesar de possuir inegáveis qualidades, está carote. Não percebo. Três craques consagrados e... esperemos que evolua muito, mas muito, bem em garrafa, porque senão estes preços "à Douro" vão-me afastar deste projeto no Dão.
Na mesma altura comprei o António Madeira 2011 - mesmo preço, mesma região, mesmo ano - e senti maior recompensa.

João Pedro Carvalho disse...

De facto o António Madeira Vinhas Velhas 2011 é bastante mais vinho que este MOB.

 
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