Copo de 3: Junho 2014

22 junho 2014

João Portugal Ramos Loureiro 2013


A aventura de João Portugal Ramos no mundo do vinho começou em 1980. Chegou a andar pelo Dão, Lisboa e Setúbal, mas nos dias de hoje conta com presença nas regiões do Alentejo, Tejo, Beiras e Douro. Os canais internacionais de distribuição pediram-lhe um Vinho Verde e foi isso que o fez lançar em 2011 o seu primeiro vinho daquela região, o Lima Loureiro em exclusivo para o mercado Americano. Consolidado o projecto sediado em Monção, investimento que rondou 1 milhão de euros, lançou com sucesso na colheita de 2012 o João Portugal Ramos Alvarinho (Portugal, UK e USA).

Chega agora a vez de lançar no mercado Português e com igual sucesso o João Portugal Ramos Loureiro 2013 (3,79€ PVP). Um vinho de aroma fresco e elegante, citrinos, erva-príncipe, ervas de cheiro combinadas com mineralidade de fundo. No palato mostra boa acidez e sabor refrescante com bom final de boca. Sob a influência marítima, a região dos Vinhos Verdes tem nos seus vinhos um verdadeiro símbolo de boas vindas ao verão, resultando numa harmonia perfeita com marisco, ceviche ou simplesmente como vinho de esplanada. 87 pts 

Publicado em 22 maio 2014 em Blend All About Wine

20 junho 2014

Cantos del Diablo 2011

Não é a primeira vez que um vinho sob o nome Jiménez-Landi aqui aparece, será sim a primeira vez que surge não como o projecto familiar mas como o projecto pessoal de Daniel Gómez Jiménez-Landi. A filosofia seguida é a mesma, domina a Garnacha de vinhedos velhos em parcelas muito especiais como a do Cantos del Diablo (mais de 60 anos) localizada em solos graníticos a 900 metros de altitude em El Real de San Vicente (Serra de Gredos). A intervenção como vem sendo costume é minimalista, pisa a pé, 100% engaço, nada de bombas e as leveduras são autóctones, sulfuroso o mínimo necessário, sem filtrar e apenas se utilizam grandes volumetrias para estágio (500-3000 litros) de forma a respeitar ao máximo o local que lhes deu origem. No final o resultado são 2500 garrafas com preço a rondar os 40€.

Destaca-se pela tonalidade mais aberta, tipo Borgonha, pelo que fica longe das concentrações excessivas que nos assombram os copos. Conquista pelo nariz no imediato, limpo, exuberante com enorme frescura e elegância mas a sentir-se força e coesão do conjunto. Rica complexidade com fruta vermelha madura, bergamota, floral, ervas de cheiro, pimenta preta, fundo mineral num conjunto muito novo e com tanto para dar. Riqueza de boca, sente-se aquela frescura vegetal muito limpo do engaço, gosto, mineralidade em fundo, profundo e bastante fresco, muito coeso com palato a ser bem vincado durante a passagem. A somar a tudo isto a elegância geral do conjunto, a vontade que dá em continuar a beber mais um e outro copo, até que acaba.Terá uma grata vida pela frente, mas resistir-lhe é tão complicado. 94 pts

19 junho 2014

Quinta dos Carvalhais Reserva branco 2010

É o "novo brinquedo" da Quinta dos Carvalhais (Dão) que vem no seguimento do afamado Colheita Seleccionada surgido em 2004. Tudo se mantém na mesma, reina um dueto de Encruzado e Verdelho, estágio que neste caso ronda 36 meses em barricas de 225 litros de carvalho francês e russo, com diferentes graus de utilização, do qual resultaram 6.800 garrafas com preço a rondar os 15€. Na memória ainda tenho o 2004 que continua a ser até à data o mais bem conseguido de todos e o mais especial. Não me cativa este perfil de vinho branco, não procuro vinhos cujo banho de madeira dado à fruta (aqui já em avançado estado de maturação) domina a prova mesmo com a frescura que possa ter, a madeira continua lá, incomoda e satura com os aromas derivados do tempo (frutos secos, baunilha) que passou por ela e das notas de evolução que mostra ter. Na boca melhora um pouco, com estrutura e corpo, frescura e bom final, direi que será aqui que ganha mais pontos, terá certamente os seus apreciadores... eu não sou um deles. 90 pts

13 junho 2014

José Sousa Mayor 2009

Com toda a certeza será dos vinhos do Alentejo que mais história carrega sendo por direito próprio durante largas décadas o máximo representante da zona onde nasce, Reguengos de Monsaraz. O nome continua o mesmo, José de Sousa, na altura o chamado Tinto Velho feito à moda antiga ou direi sem direito a adegas e laboratórios de topo, era e é vinho feito em talha de barro que foi perdurando durante o tempo, entusiasmando e deliciando todos aqueles que o bebiam, até que nos anos 80 mudou de mãos e a vontade de perdurar o legado o salvou da extinção certa. Hoje é da responsabilidade da José Maria da Fonseca, chega hoje à nossa mesa como Mayor, aquele que já foi Garrafeira e antes Tinto Velho, a homenagem a um nome grande da história do vinho em Portugal e um verdadeiro Clássico. 

De um lote que qualquer dia ainda é apelidado de inovador, Grand Noir, Trincadeira e Aragonez chega este 2009 já  muito pronto a beber, o tempo de espera fez-lhe bem, ainda que mostre uma ligeira austeridade no final de boca que lhe permite mais alguns anos de esquecimento na garrafeira. Todo ele maduro e fresco, envolvente com notas de tabaco seco com ligeiro terroso/barro, fruta fresca (morango, ameixa, bergamota) e gulosa, leve balsâmico em conjunto de requintada complexidade.  Boca a mostrar muito boa estrutura, vigor, vinho sério com a fruta a marcar presença, passagem macia pelo palato em final especiado/terroso com boa frescura. Acompanhou com grande mestria um Assado de Borrego. 93 pts

10 junho 2014

Tinta Amarela Parcela Valdemedel 2012

Total surpresa é o mínimo que se pode dizer quando esta garrafa nos aparece à frente, mais espanto ainda quando temos o vinho no copo, rodopiamos e cheiramos. Nada mais que um Tinta Amarela a famosa Trincadeira do Alentejo, tantas vezes deitada fora, tantas vezes ignorada por castas "mais sonantes" e cada vez mais extinta da vinificação a solo. Depois de provar este vinho simplesmente não entendo porque razão no Alentejo não se faz um Trincadeira assim.

Tudo começa com o grupo Envínate (Avinha-te) formado por quatro amigos enólogos ( Laura, Jose, Roberto e Alfonso) de formação que estudaram juntos e partilham os mesmos ideais de encarar o vinho e a vinha até ao produto final, intervenção mínima com leveduras autóctones e seguem o calendário Biodinâmico para os trabalhos com a vinha. Têm vinhedo na Ribera Sacra e nas Canárias, sempre com o objectivo de alcançar a autenticidade e precisão, fogem das modas, procuram obter a máxima expressão de cada parcela, assumindo claramente que se não fosse deste modo estavam a produzir Coca Cola em vez de vinho.

O vinho em causa nasce de uma vinha com mais de 15 anos, situada numa ladeira de solo argilo-calcário a coisa de 500 metros de altitude na vizinha Ribera del Guadiana perto da vila de Alange (Badajoz). Estagiou em barricas usadas de 225 litros de carvalho francês durante 11 meses. Conquista no imediato pela limpeza e definição de todo o conjunto, cheio de fruta (framboesa, morango, amora) madura, complexidade delicada com ervas aromáticas, pimenta, bem embalado com uma madeira que integrada pouco se mostra, acomoda e pouco mais. Na boca é a frescura que envolve e domina um conjunto onde fruta suculenta se mostra, elegante de corpo mediano a mostrar vigor com alguns taninos, rasgo de mineralidade em fundo. Prazenteiro e companheiro da mesa, falta-lhe um algo mais de complexidade e profundidade para se tornar um grande vinho, mas pelo preço que ronda os 15€ é uma aposta mais que obrigatória, caso ainda o encontre. 93 pts

09 junho 2014

Morgadio da Calçada, de Provesende para o mundo.


Na pacatez da pitoresca Vila de Provesende reina um ambiente acolhedor e pleno de tradição. Pela manhã o ar fresco e puro é tomado pelo cheiro a pão cozido que percorre as ruelas e guia-nos a uma visita obrigatória à padaria.Um dos mais antigos solares daquela vila é a Casa da Calçada, um imponente solar duriense cuja fundação remonta ao séc XVI pertença do Morgado da Calçada, mandado construir no final do século XVII pelo desembargador Jerónimo da Cunha Pimentel, mantendo-se na família até aos dias de hoje.É Manuel Villas-Boas quem nos abre o portão que dá passagem para um conjunto de antigos edifícios agrícolas, alvos recentes de uma profunda e cuidada reabilitação, que deram origem a uma bonita unidade de enoturismo. No total são oito quartos e piscina, onde o bom gosto se alia à tradição com um ligeiro e necessário toque de modernidade. Se aliarmos tudo isto à arte de bem receber de Manuel Villas-Boas, apenas faltará abordar os belíssimos vinhos que ali são produzidos.

Na verdade, o vinho sempre fez parte da história daquela casa e a visita à antiga adega apenas o confirma com a presença de imponentes e históricos tonéis de madeira. Os cerca de 4,5 hectares de vinhas moram lado a lado com a casa e reconversão das mesmas teve início no ano de 1980, terminando por volta dos anos 90. A vinha divide-se em três parcelas: a mais velha com mais de 100 anos, uma só de castas brancas de cerca de 2,5 hectares com idade a rondar os 20 anos e outra de castas tintas com idade aproximada de 30 anos. Foi nessa altura que se criou a parceria Casa da Calçada - Niepoort com o surgimento da marca Morgadio da Calçada, sendo todo o processo de vinificação tratado na Quinta de Nápoles (Niepoort). Também aqui os detalhes não foram deixados ao acaso e no desenho dos rótulos surge a assinatura do Arq. Siza Vieira para os vinhos tranquilos e do Arq. Michel Toussaint para os vinhos do Porto. Dirk Niepoort é um confesso admirador das vinhas de Provesende, criando ali vinhos de grande frescura e elegância, para o que muito contribuem os 600 metros de altitude e as grandes amplitudes térmicas. Em prova, nenhum dos vinhos se revelou marcado pela madeira e todos mostraram uma enorme apetência gastronómica.

Morgadio da Calçada Branco 2012, Douro
Fruto de um grande ano, reina aqui a limpeza e frescura da fruta madura (citrinos, ameixa branca, pêra) de grande qualidade. Apenas 60% do lote passou por madeira num conjunto muito novo e cheio de energia, dominado em fundo por austeridade mineral. Prova de boca elegante, fruta presente com harmonia, alguma tosta da madeira com frescura a envolver todo o conjunto.

Morgadio da Calçada Branco Reserva 2010, Douro
Um vinho que cresce com tempo no copo, beneficia se for decantado, a mostrar um requintado bouquet com fruta presente (citrinos, ameixa branca), complexo, elegante e convidativo. Da passagem a 100% por madeira, ganhou algum peso num perfil mais estruturado e profundo, complexo e sério que o irmão mais novo. Na boca, muito boa presença com leve cremosidade, fruta cheia de sabor, num final especiado, mineral e persistente.

Morgadio da Calçada Tinto 2011, Douro
Estagiou em barricas usadas, madeira discreta ampara um conjunto dominado pela frescura de fruta vermelha/negra (bagas, framboesa,) gulosa com leve doçura, toque de fumo, cacau. Todo ele elegante, com boa estrutura, palato cheio de frescura e fruta, envolvente a terminar com ligeira secura.

Morgadio da Calçada Tinto 2004, Douro
Foi o primeiro tinto Morgadio da Calçada, simplesmente delicioso, cativa no imediato. A fruta limpa, madura e muito bem definida mostra-se banhada numa capa de leve doçura, envolto em frescura e complexidade, especiarias, esteva, cacau, profundo e conversador. Boca cheia de sabor e frescura, macio no palato, muito requinte, leve traço vegetal e especiaria em final longo e persistente. Muito bom.

Morgadio da Calçada Tinto Reserva 2007, Douro
Da selecção das melhores uvas das vinhas mais velhas nasce o Reserva, sério e complexo, sente-se uma ligeira austeridade tão característica dos tintos do Douro, a pedir tempo de copo. Fruta expressiva (cereja, amoras) com notas de esteva, especiaria, nota de licor, mineral, elegante e macio no palato. Saboroso com rica textura, frescura e profundidade, num tinto de gabarito e classe.


Texto original Publicado em 30 abril 2014 em Blend - All about wine

05 junho 2014

Quinta do Noval - Colheitas de sonho


A Quinta do Noval é uma das grandes casas de Vinho do Porto, que não só produz o mais famoso Vinho do Porto Vintage, o lendário "Nacional", como é também a única casa cujos vinhos de topo são exclusivamente single vineyard (i.e., "Quinta"). A história da Quinta do Noval remonta a 1715, altura em que o seu nome surge pela primeira vez nos registos. A área total de cento e quarenta e cinco hectares, que domina o Vale do Pinhão (Cima Corgo), constitui a essência e a alma da Quinta do Noval. Em 1894 (após a devastação causada pela filoxera) a Quinta foi comprada pelo ilustre comerciante António José da Silva. Da Silva deu uma nova vida à Quinta do Noval, com a replantação dos cento e quarenta e cinco hectares de vinha (classificada com letra A), com porta-enxertos americanos. Em 1925, uma muito pequena parte de vinha no coração da Noval (dois hectares) foi selecionada para a tentativa de manter a vinha indígena Portuguesa em porta-enxerto Português (Nacional) como um experimento. O primeiro vinho a ser produzido e vendido resultante destas jovens vinhas foi o Quinta do Noval Nacional Vintage 1931, considerado o mais sensacional Porto do século XX.

O trabalho de António José da Silva foi continuado pelo seu genro, Luiz Vasconcelos Porto, que geriu a empresa durante 30 anos, tendo-se aposentado em 1963. Autor de um vasto programa de inovações, transformou os antigos socalcos estreitos em socalcos mais largos, característica distintiva da Noval, com as suas escadas caiadas de branco.
O estêncil nas garrafas foi pela primeira vez introduzido pela Noval em 1920, tendo sido também pioneira no conceito de Tawnies com indicação de idade (10, 20 e 40 anos) e a primeira casa a lançar um late-bottled vintage: 1954 Quinta do Noval LBV.

Em anos excecionais, determinados lotes de vinho com grande potencial de envelhecimento são postos de lado e colocados em barricas. Apenas em determinado momento a Noval decide engarrafar parte dessas Colheitas. O resto é mantido em barricas onde o vinho irá ganhar toda uma nova dimensão em fases posteriores do seu envelhecimento. Os Porto Colheita da Noval são verdadeiras raridades, combinam requinte e elegância, sendo a expressão máxima dos Tawnies com idade e tal como um Porto Vintage assumem as características específicas do respetivo ano de colheita. A legislação exige um estágio mínimo de sete anos em casco, embora na Quinta do Noval apenas sejam comercializadas após 10 a 12 anos de envelhecimento.

António Agrellos, o diretor técnico da Quinta do Noval desde 1994 e um dos grandes "Wine Blenders" do vinho do Porto, conduziu-nos num fantástico passeio pelos Colheitas da Quinta do Noval.

Quinta do Noval Colheita 2000
Mostra toda a classe de um Tawny jovem e cheio de vida, com espírito adolescente, que nos conquista pela energia e presença. Exibe uma boa complexidade, com um bouquet intenso e bem definido, fruta cristalizada, nozes e tabaco, num conjunto jovem, fresco e revigorante. Complexo e doce no palato, fresco e preciso, revela uma estrutura elegante e um final harmonioso e persistente. 92 pts

Quinta do Noval Colheita 1995
Um tawny a caminho da fase adulta, numa nova dimensão com aromas mais evoluídos e de maior complexidade e profundidade. Bem definido nos aromas, mostra uma bonita complexidade, caramelo, frutos secos (nozes e avelãs), especiaria doce, fruta cristalizada (laranja, limão, damasco). Corpo médio, elegante, untuosidade e boa acidez, tudo num final longo e persistente. 93 pts

Quinta do Noval Colheita 1976
Um vinho temperamental que nasceu na era do Punk Rock. Envolto em rebeldia, é certamente o vinho mais exótico da prova ao melhor estilo Ramones. Hey! Ho! Let's go! - The Anthology. Muito boa complexidade, caixa de charutos, resina, frutas secas e caramelo. Medianamente encorpado e persistente na boca, suave como seda, apresenta nuances de especiarias num longo final. 95 pts

Quinta do Noval Colheita 1971
A saudade exprime um sentimento muito próprio quando sentimos falta de algo de que gostamos. Este é um daqueles vinhos que deixa saudade. Pura sedução, dominado por uma encantadora complexidade, especiarias, caramelo, passa de uva e frutas cristalizadas. No palato é de uma enorme riqueza e elegância, tem uma frescura fantástica que o envolve com notas de especiarias num final longo e persistente. Um vinho fantástico. 98 pts

Quinta do Noval Colheita 1964
Tal como em 1964 as admiradoras de bandas como Beatles ou The Rolling Stones saltavam e gritavam de entusiasmo, ao provar este vinho apeteceu-me fazer exatamente o mesmo. Intrigante e ao mesmo tempo conquistador, mostra-se dominado por uma refinada complexidade, aroma delicado e pleno de harmonia, com notas de nozes, passa de uva e da madeira velha onde estagiou. Apeteceu-me ficar toda a tarde a cheirar este vinho. Boca de grande nível, quase veludo, cheio e saboroso, com enorme frescura para a idade que tem e com um final muito longo. Espectacular. 99 pts

Quinta do Noval Colheita 1937
O ano de 1937 foi marcado pela coroação do Rei George VI de Inglaterra, data em que a ponte Golden Gate (São Francisco) foi também inaugurada e J. R. R. Tolkien publica 'The Hobbit'. Apenas um vinho como este poderia estar à altura de tamanhos acontecimentos. Estrondoso tawny velho a mostrar uma fantástica complexidade, fruto seco, grande definição, especiarias, marmelada, caixa de tabaco e madeira velha. Palato luxuoso, com uma belíssima acidez. Tudo muito equilibrado com camadas de sabor que nos guiam num final interminável e sedutor. 97 pts

Original publicado a 30 abril 2014 in Blend - All about wine

04 junho 2014

Tons de Duorum branco 2013

Como já vem sido dito e escrito estamos perante uma das melhores compras para o dia a dia tendo em conta o patamar de qualidade/preço e a facilidade de acesso ao dito cujo (3,99€). Ainda que nesta versão 2013 o note um pouco mais ligeiro e aberto de aromas, está menos carregado de exuberância, continuando com a boa frescura da fruta (citrinos, pêssego) em destaque, floral e geleia, traçado mineral de fundo. Boca com entrada marcada pelo sabor a fruta, leve amargo vegetal, sente-se algo mais espaçado com sensação que perdeu peso e ganhou frescura e leveza. O resultado final é positivo, já gostei mais, porta-se bem à mesa em modo esplanada ou refeição no terraço. 88 pts
 
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