Recuamos no tempo e vamos buscar um Rioja "clássico", um Gran Reserva das Bodegas Murua (Rioja) de 1995. Elaborado a partir das locais Tempranillo, Graciano e Mazuelo de vinhedos com 60 anos de idade, passou 26 meses em barrica e mais 36 meses em garrafa antes de ser colocado à venda em primeur. A tonalidade já dá os sinais da passagem do tempo com aquele granada translúcido que cativa o olhar, depois é o desfilar da sua complexidade fina e delicada, bouquet rico em terciários com muito tabaco, cacau e a baunilha da barrica fina muito bem integrada. A fruta em tons de frutos do bosque, desfila de salto alto, esguia e fresca, profundo com travo vegetal seco em fundo especiado. Elegante e de boa persistência, daqueles vinhos que é sempre um prazer ter no copo. 93 pts
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12 fevereiro 2019
17 janeiro 2018
Quinta das Bágeiras Garrafeira 1995 1º Prémio
Criado na Quinta das Bágeiras (Bairrada) a partir de vinhas velhas da casta Baga localizadas em solo argilo-calcáreos. O vinho teve fermentação sem desengaço em pequenos lagares e um curto estágio no Tonel 3, com engarrafamento sem filtração em Janeiro de 1997 num total de 5200 garrafas. Este lote iria ser reconhecido pela Confraria dos Enófilos da Bairrada como o Melhor Vinho de 1995 ficando conhecido como o "1ºPrémio" uma vez que há outro Quinta das Bágeiras Garrafeira 1995. Apresenta uma enorme finesse num perfil bem clássico e acetinado, com notas vegetais/balsâmicas dadas pelo engaço, ligeira nota de madeira velha seguida de bombom de cereja com a fruta muito limpa (cereja, bagas silvestres) e envolvente que arredonda ligeiramente os cantos com grande frescura. Boca com muita finesse, num tinto que se impôe pela frescura da fruta ainda cheia de vigor e que se mostra saborosa e envolta numa fina capa balsâmica, tudo muito preciso, complexeo e com um longo final, onde parece morar um ligeiro toque terroso. Um grande tinto da Bairrada num grande momento de forma. 95 pts
06 março 2015
D´Avillez Garrafeira 1995
Em 1369 a família Avillez radicou-se em Portalegre, instituindo diversos morgadios. A partir de 1980, Jorge D’Avillez reestruturou as vinhas respeitando as castas tradicionais na região, e a vinificação passou a ser feita numa nova adega, na Quinta da Cabaça, de acordo com a moderna tecnologia. Em 1990 com a enologia da empresa José Maria da Fonseca, nascem as marcas D´Avillez e Morgado do Reguengo, os Garrafeira foram durante uma década símbolos do melhor que se produziu na região, tendo por direito próprio lugar entre os grandes vinhos criados em Portugal.
O último exemplar terá sido o Garrafeira 2000, já longe das performances dos seus antecessores, a estocada final foi dada com a venda da Quinta da Cabaça em 2005 para a Adega Cooperativa de Portalegre. A marca ficou no limbo, surgindo agora pelas mãos da Herdade dos Muachos, não tendo qualquer ligação com aquilo que foi no passado.
Este D´Avillez Garrafeira 1995 é um verdadeiro monumento, um daqueles vinhos arrebatadores e que nos mostra de forma clara o motivo pelo qual Portalegre é considerado um região com condições únicas para a produção de grandes vinhos. Nos 1,3 ha de vinha situada em solo xistoso, nasceu de um lote composto por Trincadeira (50%), Aragonês (35%) e Tinta Francesa (15%). Nos primeiros anos após lançamento no mercado, o vinho era compacto e austero, duro, com tudo ainda muito fechado e escondido. O tempo que passou por ele foi sabiamente lapidando este diamante que não sendo barato os seus preços variam bastante conforme o local, podendo chegar aos 50€, uma pechincha tendo em conta a qualidade e os preços de outros vinhos do mesmo patamar.
O que se destaca é a frescura que abraça todo o conjunto, tudo muito limpo e no mesmo patamar qualitativo, mostrando uma invejável harmonia de aromas e sabores. Fina e delicada complexidade, ervas aromáticas, fruta madura que quase se trinca (cereja, morango), leve ponta de licor com fundo terroso e especiado, Conquista a cada gole, puro deleite, profundo e delicado, um vinho adulto em plena forma, ombreando sem problema com o que de melhor se faz lá por fora. 97 pts
Publicado in Blend All About Wine
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05 junho 2014
Quinta do Noval - Colheitas de sonho
A Quinta do Noval é uma das grandes casas de Vinho do Porto, que não só produz o mais famoso Vinho do Porto Vintage, o lendário "Nacional", como é também a única casa cujos vinhos de topo são exclusivamente single vineyard (i.e., "Quinta"). A história da Quinta do Noval remonta a 1715, altura em que o seu nome surge pela primeira vez nos registos. A área total de cento e quarenta e cinco hectares, que domina o Vale do Pinhão (Cima Corgo), constitui a essência e a alma da Quinta do Noval. Em 1894 (após a devastação causada pela filoxera) a Quinta foi comprada pelo ilustre comerciante António José da Silva. Da Silva deu uma nova vida à Quinta do Noval, com a replantação dos cento e quarenta e cinco hectares de vinha (classificada com letra A), com porta-enxertos americanos. Em 1925, uma muito pequena parte de vinha no coração da Noval (dois hectares) foi selecionada para a tentativa de manter a vinha indígena Portuguesa em porta-enxerto Português (Nacional) como um experimento. O primeiro vinho a ser produzido e vendido resultante destas jovens vinhas foi o Quinta do Noval Nacional Vintage 1931, considerado o mais sensacional Porto do século XX.
O trabalho de António José da Silva foi continuado pelo seu genro, Luiz Vasconcelos Porto, que geriu a empresa durante 30 anos, tendo-se aposentado em 1963. Autor de um vasto programa de inovações, transformou os antigos socalcos estreitos em socalcos mais largos, característica distintiva da Noval, com as suas escadas caiadas de branco.
O estêncil nas garrafas foi pela primeira vez introduzido pela Noval em 1920, tendo sido também pioneira no conceito de Tawnies com indicação de idade (10, 20 e 40 anos) e a primeira casa a lançar um late-bottled vintage: 1954 Quinta do Noval LBV.
O estêncil nas garrafas foi pela primeira vez introduzido pela Noval em 1920, tendo sido também pioneira no conceito de Tawnies com indicação de idade (10, 20 e 40 anos) e a primeira casa a lançar um late-bottled vintage: 1954 Quinta do Noval LBV.
Em anos excecionais, determinados lotes de vinho com grande potencial de envelhecimento são postos de lado e colocados em barricas. Apenas em determinado momento a Noval decide engarrafar parte dessas Colheitas. O resto é mantido em barricas onde o vinho irá ganhar toda uma nova dimensão em fases posteriores do seu envelhecimento. Os Porto Colheita da Noval são verdadeiras raridades, combinam requinte e elegância, sendo a expressão máxima dos Tawnies com idade e tal como um Porto Vintage assumem as características específicas do respetivo ano de colheita. A legislação exige um estágio mínimo de sete anos em casco, embora na Quinta do Noval apenas sejam comercializadas após 10 a 12 anos de envelhecimento.
António Agrellos, o diretor técnico da Quinta do Noval desde 1994 e um dos grandes "Wine Blenders" do vinho do Porto, conduziu-nos num fantástico passeio pelos Colheitas da Quinta do Noval.
Quinta do Noval Colheita 2000
Mostra toda a classe de um Tawny jovem e cheio de vida, com espírito adolescente, que nos conquista pela energia e presença. Exibe uma boa complexidade, com um bouquet intenso e bem definido, fruta cristalizada, nozes e tabaco, num conjunto jovem, fresco e revigorante. Complexo e doce no palato, fresco e preciso, revela uma estrutura elegante e um final harmonioso e persistente. 92 pts
Quinta do Noval Colheita 1995
Um tawny a caminho da fase adulta, numa nova dimensão com aromas mais evoluídos e de maior complexidade e profundidade. Bem definido nos aromas, mostra uma bonita complexidade, caramelo, frutos secos (nozes e avelãs), especiaria doce, fruta cristalizada (laranja, limão, damasco). Corpo médio, elegante, untuosidade e boa acidez, tudo num final longo e persistente. 93 pts
Quinta do Noval Colheita 1976
Um vinho temperamental que nasceu na era do Punk Rock. Envolto em rebeldia, é certamente o vinho mais exótico da prova ao melhor estilo Ramones. Hey! Ho! Let's go! - The Anthology. Muito boa complexidade, caixa de charutos, resina, frutas secas e caramelo. Medianamente encorpado e persistente na boca, suave como seda, apresenta nuances de especiarias num longo final. 95 pts
Quinta do Noval Colheita 1971
A saudade exprime um sentimento muito próprio quando sentimos falta de algo de que gostamos. Este é um daqueles vinhos que deixa saudade. Pura sedução, dominado por uma encantadora complexidade, especiarias, caramelo, passa de uva e frutas cristalizadas. No palato é de uma enorme riqueza e elegância, tem uma frescura fantástica que o envolve com notas de especiarias num final longo e persistente. Um vinho fantástico. 98 pts
Quinta do Noval Colheita 1964
Tal como em 1964 as admiradoras de bandas como Beatles ou The Rolling Stones saltavam e gritavam de entusiasmo, ao provar este vinho apeteceu-me fazer exatamente o mesmo. Intrigante e ao mesmo tempo conquistador, mostra-se dominado por uma refinada complexidade, aroma delicado e pleno de harmonia, com notas de nozes, passa de uva e da madeira velha onde estagiou. Apeteceu-me ficar toda a tarde a cheirar este vinho. Boca de grande nível, quase veludo, cheio e saboroso, com enorme frescura para a idade que tem e com um final muito longo. Espectacular. 99 pts
Tal como em 1964 as admiradoras de bandas como Beatles ou The Rolling Stones saltavam e gritavam de entusiasmo, ao provar este vinho apeteceu-me fazer exatamente o mesmo. Intrigante e ao mesmo tempo conquistador, mostra-se dominado por uma refinada complexidade, aroma delicado e pleno de harmonia, com notas de nozes, passa de uva e da madeira velha onde estagiou. Apeteceu-me ficar toda a tarde a cheirar este vinho. Boca de grande nível, quase veludo, cheio e saboroso, com enorme frescura para a idade que tem e com um final muito longo. Espectacular. 99 pts
Quinta do Noval Colheita 1937
O ano de 1937 foi marcado pela coroação do Rei George VI de Inglaterra, data em que a ponte Golden Gate (São Francisco) foi também inaugurada e J. R. R. Tolkien publica 'The Hobbit'. Apenas um vinho como este poderia estar à altura de tamanhos acontecimentos. Estrondoso tawny velho a mostrar uma fantástica complexidade, fruto seco, grande definição, especiarias, marmelada, caixa de tabaco e madeira velha. Palato luxuoso, com uma belíssima acidez. Tudo muito equilibrado com camadas de sabor que nos guiam num final interminável e sedutor. 97 pts
Original publicado a 30 abril 2014 in Blend - All about wine
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16 abril 2014
Quinta do Junco Vintage 1995
A Quinta do Junco cuja história se perde no tempo, fica localizada bem perto da também conhecida Quinta de Terra Feita, perto do Pinhão (Douro). Foi comprada em 1906 pela Borges & Irmão e vendida à Taylor´s em 1997. Este Vintage foi lançado para o mercado como Quinta do Junco tendo sido relançado como Borges uma vez que o primeiro lançamento foi prejudicado pela respectiva venda da Quinta. Saiu em plano delicado, bouquet rendilhado, caixa de charuto, muita fruta em modo compota e passa muito fresca, tudo com bom realce embora sem exageradas concentrações, apimentado no travo em final mediano. 91 pts
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