Criado pela Barbeito (Madeira), foram utilizadas uvas de São Jorge e da Fajã dos Padres (20%), para este lote já esgotado no produtor e do qual resultaram pouco mais de 1000 unidades com preço situado nos 170€. Nariz de grande complexidade, refinado e muito elegante este 20 Anos Malvazia mostra-se com aroma floral, ligeiramente fumado com ligeira sensação de untuosidade no caramelo salgado, notas de alperce em geleia. De enorme presença mas com uma frescura fantástica a contrapor a doçura da casta, que lhe dá uma grande vivacidade de aroma e sabor, mantendo no entanto um lado refinado e elegante com um final longo e muito persistente. Alegrará com toda a certeza o final de um grande jantar, sozinho ou acompanhado. 95 pts
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29 março 2019
08 novembro 2018
Barbeito Ribeiro Real Boal Lote 1 20 Anos
Os vinhos da Barbeito (Madeira) pelas mãos do seu produtor e enólogo, Ricardo Diogo, mostram-se atrevidos e irreverentes, mas sempre com o olho metido na qualidade que em alguns casos atinge a plenitude. A quantidade em alguns casos é muito pouca, uma vez que os lotes utilizados para criar estas preciosidades são muito velhos, limitados e de excelente qualidade, o que explica a procura e o preço que se paga. Para este vinho foi seleccionado o melhor Boal com 20 anos da zona do Campanário, ao qual se adicionaram outros vinhos velhos (1952, 1953 e 1954) de Tinta Negra oriunda do Ribeiro Real. Em Maio de 2014 foram engarrafadas 1296 unidades, todas individualmente numeradas, preço a rondar os 170€.
Enorme vinho, toque fumado, amplo e muito complexo, nota de iodo com laranja caramelizada, floral, grande presença e definição. Com o tempo ameixas em calda, um toque mais guloso e untuoso, enorme equilíbrio entre componentes com uma frescura fantástica a ligar tudo. Enche o palato de sabor, guloso e bem fresco, profundo e de grande persistência. 96 pts
19 abril 2018
H.M. Borges Verdelho 20 Anos
Chegou à mesa para simplesmente tomar conta da festa. Neste caso um 20 Anos da H. M. Borges feito a partir da casta Verdelho, onde o lote mais velho remonta o ano de 1940. Boa intensidade num conjunto profundo com concentração e complexidade. No nariz começa num toque mais fumado, seguido de rezina para dar lugar ao iodo com toque salino, fruta cristalizada (damasco), algum tropical fresco com maracujá e especiarias: sotolon/caril. Boca com grande presença e frescura, untuosidade com um toque doce a lembrar geleia de fruta, bem elegante e com secura a projectar-se no final longo e muito persistente. Compra-se por coisa de 38€ e vale cada cêntimo. 94 pts
31 outubro 2017
Henriques & Henriques Terrantez 20 Anos
Sobre a casta Terrantez pairou durante muitos anos a tenebrosa palavra extinção, algo que quase esteve para acontecer embora nos dias de hoje continuam a ser muito poucas as parcelas espalhadas pela ilha da Madeira. Os vinhos a que dá origem são obras de arte, raros e muito procurados, a qualidade dos mesmos ecoa pelos séculos. Não se estranhe portanto que fiquemos rendidos perante um vinho como este 20 Anos Terrantez. Inicialmente com toque salino, iodado e com notas de ranço, entrando de imediato no registo de frutos secos (amêndoa torrada), tabaco doce, caril, laranja cristalizada, ramalhete de flores num bouquet muito rico e complexo. Belíssimo volume, entrada tipo berlinde mais arredondado, belíssima acidez mas ao mesmo tempo untuoso, com um final agri doce e muito prolongado. Daqueles vinhos que quando chega à mesa se torna o rei da noite, fantástico. 95 pts
30 outubro 2017
Henriques & Henriques Verdelho 20 anos
Os Madeira 20 Anos são recentes no mercado, têm a particularidade de as quantidades serem reduzidas e o lote ir variando, por isso alguns são mesmo edições exclusivas e irrepetíveis. Neste caso é um Henriques & Henriques Verdelho 20 Anos, casta que tem a particularidade de conseguir manter durante muito tempo os seus aromas e sabores frutados, algo que se destaca e bem neste vinho de muito bom recorte. Frutos tropicais com maracujá bem fresco, ananás em calda, especiarias, madeira velha, laca, melado, complexo a mostrar harmonia entre concentração e frescura. Boca a condizer, acidez bem presente com sabor inicial a fruta, abrindo depois num conjunto untuoso e com boa concentração, algum fruto seco a complementar, final longo e persistente.Com preço a rondar os 65€. 94 pts
08 junho 2016
Graham's 20 Anos
Um Tawny 20 Anos será muito provavelmente uma das minhas grandes perdições, o que "quase me obriga" a ter sempre que posso uma garrafa aberta aqui por casa. De perfil nem muito jovem nem muito velho, é perfeito para o fim da refeição ou simplesmente capaz de preencher aquele momento de merecido descanso ao final da noite no sofá. O lote pode variar com maior ou menor percentagem de vinho velho, com a paleta de aromas e sabores a mostrar isso mesmo, quanto mais velhos os vinhos que entram no lote mais complexo e refinado o vinho se mostra, e isso é algo que se reflecte no preço final. Neste caso ronda os 36€ por garrafa, o que o coloca com uma enorme relação preço/satisfação dentro da oferta dos Tawny 20 Anos. Conquista pelo misto de untuosidade/frescura, rico na complexidade com aromas envolventes e de tom morno, fruta passa (tâmaras,damasco), especiaria doce, ligeiro fruto seco torrado... A prova de boca é de belíssima presença, afirmativo e ao mesmo tempo de enorme elegância, roliço e com boa frescura, enche o palato de sensações, terminando longo e persistente. 94 pts
30 maio 2016
Blackett Porto 20 Anos
Depois de já ter aqui referido o Blackett 30 Anos (Alchemy Wines), surge o 20 Anos que é uma verdadeira perdição. Balanço perfeito entre a energia da juventude e a sabedoria que só a idade sabe trazer, com tudo isto o resultado só pode ser muito bom. Maior presença dos frutos secos com toque de caramelo, amplo e untuoso, bem fresco, tudo a mostrar capacidade de nos cativar mais e mais. Conquistador no palato pela harmonia que mostra, ligeiramente mais seco embora com uma presença mais duradoura. É um Porto 20 Anos de grande nível, preço a rondar os 50€, que entra para o lote dos meus favoritos. É daqueles vinhos criados para acompanhar aqueles momentos só nossos, no sofá a ouvir o nosso cd favorito ou a ler o livro que nos agarra e que só o conseguimos largar quando termina, até à série que acompanhamos religiosamente ao final da noite. 94 pts
09 maio 2016
100 Anos de Moscatel - Edição Limitada José Maria da Fonseca
É na Península de Setúbal que fica localizada uma das mais antigas denominações de origem controlada (D.O.C.) de Portugal – a região do Moscatel de Setúbal, cuja demarcação se iniciou em 1907 sendo confirmada e concluída em 1908. Geograficamente delimitada pelos concelhos de Setúbal, Palmela, Montijo e a freguesia do Castelo pertencente ao município de Sesimbra. O Moscatel de Setúbal é feito a partir da uva que lhe dá o nome, faz parte do quarteto fantástico de fortificados Portugueses ao qual se juntam o Vinho do Porto, Madeira e Carcavelos. Os seus encantos perdem-se no tempo, com o papel da empresa José Maria da Fonseca a ser fundamental uma vez que é produtor no activo desde 1834, tendo um património único no mundo de vinhos moscatéis. Apreciado por reis e pelo povo, este autêntico tesouro que segundo Léon Douarche é “ O Sol em garrafa”. Já no tempo do Rei Dinis I de Portugal (1261-1325) que o Moscatel de Setúbal tinha fama, sendo exportado em grande quantidade para Inglaterra ou para França onde Luís XIV não o dispensava nas festas que dava em Versailles.
Feitas as devidas apresentações, a casa José Maria da Fonseca decidiu lançar em edição limitada uma caixa contendo quatro vinhos datados que no total perfazem 100 anos de Moscatel. Uma verdadeira tentação para todos os enófilos, custa 39,90€ na loja online do produtor, que podem assim provar e comparar quatro vinhos de excelente qualidade e de tão rara produção. Os Moscatel de Setúbal são colocados no mercado a partir de 2 anos de idade, podendo ostentar na rotulagem o ano de colheita, ou as indicações «10 anos de idade», «20 anos de idade», «30 anos de idade» e «Mais de 40 anos de idade», desde que o vinho em causa, ou cada uma das parcelas do lote que o originou, tenha no mínimo a idade indicada. Existe ainda o designativo Superior que não sendo este caso, é apenas atribuído a vinhos com um mínimo de cinco anos de idade e que tenham obtido na câmara de provadores a classificação de qualidade destacada. Neste caso o que temos no copo são quatro exemplares: 10 Anos, 20 Anos, 30 Anos e Mais de 40 Anos de idade.
Moscatel de Setúbal 10 Anos: Dotado de uma grande frescura, muita fruta com laranja cristalizada em destaque, ligeira compota, flores, figo seco com algum fruto seco (nozes) a começar a mostrar-se. Amplo e ao mesmo tempo muito bem equilibrado, envolvente com uma bonita complexidade. Grande equilíbrio entre as notas da juventude com aquilo que já mostra de um vinho com mais idade.
Moscatel de Setúbal 20 Anos: O salto na qualidade e também na paleta de aromas e sabores é notável. Todo o bouquet é dotado de uma belíssima intensidade que o faz perfumar a mesa e mesmo a sala, as notas de laranja aparecem mais evoluídas e a tender para a compota, com toque melado, ligeiro vinagrinho que espevita e aquela untuosidade do fruto seco, ao fundo parece estar aquele aroma dos cascos centenários. Na boca é uma delícia, intenso, amplo, conquista o palato pela acutilante frescura e imponente forma de estar, um vinho fantástico.
Moscatel de Setúbal 30 Anos: Um perfil de grande complexidade que se mostra profundo, ao mesmo tempo intenso e cativador. Torna-se complicado não deixar de ter o nariz enfiado no copo. Muitas notas de fruta citrina (laranja) confitada, caramelo, nozes, ligeiro vinagrinho, folha de tabaco, passa de figo. Boca arrebatadora mas novamente dotada de um notável equilíbrio de forças onde a acidez parece dançar com a doçura.
Moscatel de Setúbal 40 Anos: É o apogeu desta prova e um deleite para os sentidos. Um vinho de compêndio tal a maneira desempoeirada com que se mostra, se alguma vez ouvimos falar de o que seria um Moscatel de Setúbal com muita idade aqui está o exemplo disso mesmo. As boas vindas são dadas pelo toque de vinagrinho, o suficiente para espevitar o nariz, de seguida a untuosidade esperada com aromas de mel e figos secos, laranja cristalizada com fruta passa (figo, tâmaras) e muita frescura a envolver todo o conjunto. Na boca novamente a frescura, a madeira velha onde estagiou, especiarias, folha de tabaco, fruto seco e a geleia de compota, todo ele concentrado mas nada pastoso e dotado de uma enorme energia e harmonia de conjunto. Inesquecível.
Moscatel de Setúbal 20 Anos: O salto na qualidade e também na paleta de aromas e sabores é notável. Todo o bouquet é dotado de uma belíssima intensidade que o faz perfumar a mesa e mesmo a sala, as notas de laranja aparecem mais evoluídas e a tender para a compota, com toque melado, ligeiro vinagrinho que espevita e aquela untuosidade do fruto seco, ao fundo parece estar aquele aroma dos cascos centenários. Na boca é uma delícia, intenso, amplo, conquista o palato pela acutilante frescura e imponente forma de estar, um vinho fantástico.
Moscatel de Setúbal 30 Anos: Um perfil de grande complexidade que se mostra profundo, ao mesmo tempo intenso e cativador. Torna-se complicado não deixar de ter o nariz enfiado no copo. Muitas notas de fruta citrina (laranja) confitada, caramelo, nozes, ligeiro vinagrinho, folha de tabaco, passa de figo. Boca arrebatadora mas novamente dotada de um notável equilíbrio de forças onde a acidez parece dançar com a doçura.
Moscatel de Setúbal 40 Anos: É o apogeu desta prova e um deleite para os sentidos. Um vinho de compêndio tal a maneira desempoeirada com que se mostra, se alguma vez ouvimos falar de o que seria um Moscatel de Setúbal com muita idade aqui está o exemplo disso mesmo. As boas vindas são dadas pelo toque de vinagrinho, o suficiente para espevitar o nariz, de seguida a untuosidade esperada com aromas de mel e figos secos, laranja cristalizada com fruta passa (figo, tâmaras) e muita frescura a envolver todo o conjunto. Na boca novamente a frescura, a madeira velha onde estagiou, especiarias, folha de tabaco, fruto seco e a geleia de compota, todo ele concentrado mas nada pastoso e dotado de uma enorme energia e harmonia de conjunto. Inesquecível.
27 março 2015
Ramos Pinto 20 Anos
A casa Ramos Pinto foi fundada em 1880 por Adriano Ramos Pinto quando este tinha 21 anos de idade, cedo expandiu o seu negócio e um pouco depois entrou para a sociedade o seu irmão. O pioneirismo sempre se destacou na Ramos Pinto que sedo ficou conhecida pela qualidade dos seus vinhos, dos quais agora destaco este fantástico Tawny 20 Anos. A Ramos Pinto não comercializa Colheitas, deixando os seus Tawny envelhecer ao sabor do tempo para que com a mestria do lote se atinja a plenitude no blend final, que resulta na expressão máxima do que é a alma do Vinho do Porto. Neste caso é um lote cuja média de idades ronda os 20 anos, proveniente dos vinhos de uma das mais antigas quintas do Douro, a Quinta do Bom Retiro. Com preço a rondar os 50€ estamos perante um Tawny clássico, cheio de elegância, onde a frescura dos anos mais novos se mistura com a complexidade e magnitude dos vinhos mais velhos, alguns com mais de 100 anos. É um vinho de puro prazer, companheiro de escepção para o final da refeição ou por si só para beber e meditar. Mostra uma enorme complexidade de aromas, casco velho de Porto com fruta a fazer lembrar damasco e fruto seco, casca de laranja, caramelo, iodo, tudo de forma muito elegante e profundo. Na boca é fino e elegante, untuosidade com uma boa ponta de equilibrio entre componentes, sabores a ir ao encontro do já enunciado, num final longo e muito persistente. 95 pts
16 fevereiro 2015
Quinta da Gaivosa Porto 20 Anos Tawny
Depois de se consolidar como produtor de excelência no que a vinho de mesa diz respeito, Domingos Alves de Sousa e a Quinta da Gaivosa (Douro) enveredam pelo Vinho do Porto. A âncora já foi lançada e os produtos colocados no mercado mostram que a qualidade mais uma vez é palavra de ordem. A confirmar isso falo deste fantástico Tawny 20 anos, cujo preço ronda os 40€ e mostra desde o primeiro contacto que no seu lote moram vinhos muito velhos e de grande qualidade. Um vinho de grande complexidade e elegância que nos dá vontade de repetir sempre mais um pouco, onde ficamos rodeados pelos aromas e sabores clássicos associados a este tipo de vinhos de grande qualidade. Macio na boca, revela um final longo e especiado. 94 pts
12 dezembro 2014
Henriques & Henriques
Durante muitos anos a família Henriques foi a maior proprietária vinícola da ilha da Madeira, com as primeiras vinhas plantadas por ordem do Infante D. Henrique no ano de 1425. Daquela que foi uma tradição familiar passou a empresa fundada em 1850 pelas mãos de João Gonçalves Henriques. Após a sua morte em 1912, foi criada entre os seus dois filhos, Francisco Eduardo e João Joaquim Henriques, uma sociedade que deu origem ao nome Henriques & Henriques.
Henriques & Henriques Wine Lodge & Shop © Blend All About Wine, Lda.
Em 1968, com a morte do último Henriques, João Joaquim Henriques, conhecido por “João de Belém”, que não tendo descendentes fez com que a empresa fosse herdada pelos seus três amigos e colaboradores: Alberto Nascimento Jardim, Peter Cossart (que fez 53 vindimas na companhia) e Carlos Nunes Pereira. Em Junho de 1992, é feito um avultado investimento na construção de novas instalações em Câmara de Lobos e um novo centro de vinificação na Quinta Grande, onde em 1995 se planta um novo vinhedo, 10 hectares, sendo dos poucos produtores de vinho da Madeira que possui vinhas próprias. Foi o filho de Peter Cossart, John Cossart, que deu seguimento à gestão da empresa mas que acabaria por falecer em 2008. Num passado recente a multinacional francesa La Martiniquaise (dona da Justino’s Madeira) tornou-se sócio maioritário da H&H, passando desta forma a controlar cerca de 70% da produção total do Vinho da Madeira, mantendo-se o Dr. Humberto Jardim como C.E.O.
Alguns dos mais antigos vinhos da Henriques & Henriques, fazem parte do lote dos primeiros grandes Madeira que tive a oportunidade de provar e que me despertaram o interesse pelo Vinho da Madeira, por curiosidade eram todos Boal como por exemplo o Old Wine Boal 1887, Solera Boal 1898 ou o Reserva Velhíssima W.S. Boal que faz parte de um quarteto de sonho cujas diminutas quantidades já não permitem que sejam colocados em prova.
Barricas de “Canteiro” Henriques & Henriques © Blend All About Wine, Lda.
Após a visita tive oportunidade e provar vários vinhos, destaque rápido para o descomprometido Monte Seco Extra Dry 3 Anos, feito a partir da casta Tinta Negra, cheio de retoques a lembrar um Fino de Jerez sem aquele característico toque da “flor” e que nos sugere um vinho ideal para acompanhar entradas, com uma abordagem simples, directo e bastante seco. Outros vinhos da Henriques & Henriques já foram devidamente abordados no artigo anterior da Olga Cardoso.
H&H Verdelho 20 Anos © Blend All About Wine, Lda.
H&H Verdelho 20 Anos
Os Madeira 20 Anos são recentes no mercado, têm a particularidade de as quantidades serem reduzidas e o lote ir variando, por isso alguns são mesmo edições exclusivas e irrepetíveis. Neste caso é um Verdelho, casta que tem a particularidade de conseguir manter durante muito tempo os seus aromas e sabores frutados, algo que se destaca e bem neste vinho de muito bom recorte. Frutos tropicais com maracujá bem fresco, ananás em calda, especiarias, madeira velha, laca, melado, complexo a mostrar harmonia entre concentração e frescura. Boca a condizer, acidez bem presente com sabor inicial a fruta, abrindo depois num conjunto untuoso e com boa concentração, algum fruto seco a complementar, final longo e persistente.
H&H Century Malmsey Solera 1900 © Blend All About Wine, Lda.
H&H Century Malmsey Solera 1900: Um dos vinhos emblemáticos deste produtor, perde-se no tempo a idade da Solera que lhe deu origem, remonta certamente ao séc XIX e o resto são detalhes que apenas enriquecem e aguçam a vontade de o ter no copo e contemplar o precioso líquido. Um vinho que transborda na complexidade, madeira antiga das barricas, frutos secos, passas de figo com nozes, mel, nariz de aconchego pela sensação de untuosidade e ao mesmo tempo de frescura. Caixa de charutos, desdobra-se como que por finas camadas de aromas e sabores, boca de veludo marcada pela frescura, concentração e uma tremenda elegância. Há vinhos que não se esquecem e este é certamente um deles.
H&H Verdelho Reserva Ribeiro Real N.V. © Blend All About Wine, Lda.
H&H Verdelho Reserva Ribeiro Real N.V.
Este vinho e o momento que envolveu a sua prova, são a essência do que é o mundo do Vinho da Madeira, algo único, arrebatador e direi mesmo impossível de acontecer em qualquer outra parte do mundo. Para tal basta ter em conta que a responsável pela prova em mais de 19 anos a trabalhar na H&H nunca tinha sequer provado o dito cujo tal a sua raridade. Perde-se no tempo o registo capaz de nos dizer com precisão a sua idade, embora tudo aponte para a metade do século 19. Proveniente de vinhas localizadas na zona conhecida pelo Ribeiro Real, os mais de cinquenta anos que passou em Canteiro tornaram-no concentrado, glicérico, deram-lhe um refinadíssimo e profundo bouquet, ao olhar é percetível aquela bonita coroa esverdeada. O resto é um monumento à casta Verdelho, engarrafado em 1957, com aroma da madeira velha onde morou, laca, toques de laranja/toranja cristalizada, iodo, muita frescura e elegância num conjunto profundo e misterioso. Boca em perfeita sintonia, meio seco, saboroso com a concentração a ser compensada pelo arrasto mineral acompanhado por uma acidez que revitaliza o palato, repete o toque de toranja bem no final da boca. Inesquecível.
24 outubro 2014
Alambre 20 Anos
Portugal é o único país do Mundo capaz de colocar à mesma mesa três generosos tão distintos e ao mesmo tempo de classe Mundial, provenientes de três regiões fantásticas e únicas. Estes vinhos são o Vinho do Porto, Vinho da Madeira e obviamente o Moscatel de Setúbal.
O Moscatel de Setúbal é um vinho generoso com Denominação de Origem Protegida (DOP) reconhecida desde 1907. No entanto, na José Maria da Fonseca a produção destes vinhos remonta a 1834 o que possibilita ter um património inédito de vinho moscatel em stock.O Alambre 20 Anos é elaborado a partir da casta Moscatel plantada em solos argilo-calcários, que da produção anual vê uma parte ser destinada ao envelhecimento mais prolongado em cascos de madeira usada na mítica Adega dos Teares Velhos (Vila Nogueira de Azeitão). O vinho em causa é uma referência obrigatória e um dos meus favoritos, tendo lugar indiscutível entre os melhores vinhos doces de Portugal, com um preço que a rondar os 24€ lhe dá uma invejável relação preço/satisfação. Fruto de um conjunto de grandes envelhecidos e lotados com mestria, resulta um blend de 19 colheitas em que a mais nova tem pelo menos 20 anos e a mais antiga perto de 80 anos.
Muito complexo e intenso. Elegante, com notas de frutos secos e fruta passa, laranja cristalizada, mel, ligeiro vinagrinho, envolto em frescura e harmonia. Boca com grande presença, gordo mas com bastante frescura, macio com travo melado e de fruta, num final maravilhoso. É o par perfeito para acompanhar o final da noite com um bom chocolate negro com laranja ou simplesmente para abrilhantar um jantar de amigos em grande classe. 96 pts
Publicado em Junho 19, 2014 Blend All About Wine
Publicado em Junho 19, 2014 Blend All About Wine
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