Copo de 3: 30 Anos
Mostrar mensagens com a etiqueta 30 Anos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 30 Anos. Mostrar todas as mensagens

09 maio 2016

100 Anos de Moscatel - Edição Limitada José Maria da Fonseca


É na Península de Setúbal que fica localizada uma das mais antigas denominações de origem controlada (D.O.C.) de Portugal – a região do Moscatel de Setúbal, cuja demarcação se iniciou em 1907 sendo confirmada e concluída em 1908. Geograficamente delimitada pelos concelhos de Setúbal, Palmela, Montijo e a freguesia do Castelo pertencente ao município de Sesimbra. O Moscatel de Setúbal é feito a partir da uva que lhe dá o nome, faz parte do quarteto fantástico de fortificados Portugueses ao qual se juntam o Vinho do Porto, Madeira e Carcavelos. Os seus encantos perdem-se no tempo, com o papel da empresa José Maria da Fonseca a ser fundamental uma vez que é produtor no activo desde 1834, tendo um património único no mundo de vinhos moscatéis. Apreciado por reis e pelo povo, este autêntico tesouro que segundo Léon Douarche é “ O Sol em garrafa”. Já no tempo do Rei Dinis I de Portugal (1261-1325) que o Moscatel de Setúbal tinha fama, sendo exportado em grande quantidade para Inglaterra ou para França onde Luís XIV não o dispensava nas festas que dava em Versailles.

Feitas as devidas apresentações, a casa José Maria da Fonseca decidiu lançar em edição limitada uma caixa contendo quatro vinhos datados que no total perfazem 100 anos de Moscatel. Uma verdadeira tentação para todos os enófilos, custa 39,90€ na loja online do produtor, que podem assim provar e comparar quatro vinhos de excelente qualidade e de tão rara produção. Os Moscatel de Setúbal são colocados no mercado a partir de 2 anos de idade, podendo ostentar na rotulagem o ano de colheita, ou as indicações «10 anos de idade», «20 anos de idade», «30 anos de idade» e «Mais de 40 anos de idade», desde que o vinho em causa, ou cada uma das parcelas do lote que o originou, tenha no mínimo a idade indicada. Existe ainda o designativo Superior que não sendo este caso, é apenas atribuído a vinhos com um mínimo de cinco anos de idade e que tenham obtido na câmara de provadores a classificação de qualidade destacada. Neste caso o que temos no copo são quatro exemplares: 10 Anos, 20 Anos, 30 Anos e Mais de 40 Anos de idade.


 Moscatel de Setúbal 10 Anos: Dotado de uma grande frescura, muita fruta com laranja cristalizada em destaque, ligeira compota, flores, figo seco com algum fruto seco (nozes) a começar a mostrar-se. Amplo e ao mesmo tempo muito bem equilibrado, envolvente com uma bonita complexidade. Grande equilíbrio entre as notas da juventude com aquilo que já mostra de um vinho com mais idade.

Moscatel de Setúbal 20 Anos: O salto na qualidade e também na paleta de aromas e sabores é notável. Todo o bouquet é dotado de uma belíssima intensidade que o faz perfumar a mesa e mesmo a sala, as notas de laranja aparecem mais evoluídas e a tender para a compota, com toque melado, ligeiro vinagrinho que espevita e aquela untuosidade do fruto seco, ao fundo parece estar aquele aroma dos cascos centenários. Na boca é uma delícia, intenso, amplo, conquista o palato pela acutilante frescura e imponente forma de estar, um vinho fantástico.

Moscatel de Setúbal 30 Anos: Um perfil de grande complexidade que se mostra profundo, ao mesmo tempo intenso e cativador. Torna-se complicado não deixar de ter o nariz enfiado no copo. Muitas notas de fruta citrina (laranja) confitada, caramelo, nozes, ligeiro vinagrinho, folha de tabaco, passa de figo. Boca arrebatadora mas novamente dotada de um notável equilíbrio de forças onde a acidez parece dançar com a doçura.

Moscatel de Setúbal 40 Anos: É o apogeu desta prova e um deleite para os sentidos. Um vinho de compêndio tal a maneira desempoeirada com que se mostra, se alguma vez ouvimos falar de o que seria um Moscatel de Setúbal com muita idade aqui está o exemplo disso mesmo. As boas vindas são dadas pelo toque de vinagrinho, o suficiente para espevitar o nariz, de seguida a untuosidade esperada com aromas de mel e figos secos, laranja cristalizada com fruta passa (figo, tâmaras) e muita frescura a envolver todo o conjunto. Na boca novamente a frescura, a madeira velha onde estagiou, especiarias, folha de tabaco, fruto seco e a geleia de compota, todo ele concentrado mas nada pastoso e dotado de uma enorme energia e harmonia de conjunto. Inesquecível.

20 dezembro 2015

Blackett Porto 30 Anos

Um nome perdido na História que foi resgatado pela Alchemy Wines, Port Wines & Vineyards, Lda e mostra neste caso um vinho marcado pelo poder do tempo, capaz de sobreviver e crescer ao longo de sucessivas gerações, tal como o propósito desta nova empresa. É no estilo Tawny que reside a alma e essência daquilo que é o Vinho do Porto, o lote é uma arte dominada pela figura do master blender que na sua genialidade trata por tu todas as velhas pipas que repousam nas imensas caves. É essa figura que quase sempre passa despercebida aos olhos do consumidor e que sabendo escolher por entre centenas de barricas as que considera melhores, como quem monta um puzzle, consegue criar verdadeiras obras de arte. Neste caso um Tawny 30 Anos com uma belíssima complexidade, muito fresco bem definido, tabaco, noz, alperce cristalizado, caramelo de leite, ligeira laca, sensação de untuosidade num conjunto amplo e profundo, com final de boca guloso. Tudo muito preciso na forma como conjuga a juventude e vigor dos vinhos mais novos com a complexidade e educação dos vinhos com mais idade que lhe complementam o lote. Vinhos destes são a recompensa ideal para nos acompanhar no final de um dia de trabalho. 95 pts

31 março 2015

Gonzalez Byass Pedro Ximénez Muy Viejo

A Gonzales Byass foi fundada em Jerez no ano de 1835 por Manuel Maria Gonzalez quando tinha apenas 23 anos de idade. Uns anos depois entra na empresa um novo sócio então distribuidor no Reino Unido de seu nome Robert Blake Byass. O tempo passou e hoje a Gonzales Byass é apenas comandada pela quinta geração da família Gonzalez cujo grande legado dos seus antepassados resulta numa enorme quantidade de vinhos velhos de enorme qualidade. A empresa detém cerca de 800 ha de vinhedo com 95% Palomino e 5% de Pedro Ximenez, sendo este o único produtor de Jerez a produzir esta variedade. O processo de elaboração começa numa vindima tardia das uvas Pedro Ximenez que são submetidas ao processo do "soleo" onde se deixam as uvas sobre esteiras ao sol, neste caso foram 20 dias. O resultado final é um vinho extraordinariamente denso que irá passar mais de 30 anos na centenária Solera de Noé. Por ano apenas 2000 garrafas vêm a luz do dia, com preço de 55€ na loja do produtor. 

A pergunta inicial é quase sempre a mesma, o que esperar de um vinho com mais de 400 g de açúcar por litro? O melhor é apertar o cinto pois a experiência é sempre intensa, num vinho que se entranha e conquista de forma arrebatadora a nossa boca, todo o palato fica imediatamente refém. A complexidade aumenta conforme a qualidade e idade do vinho em questão, neste caso é um vinho com grande definição de aromas e sabores, com um balanço extraordinário de todas as componentes. Os aromas surgem por camadas com muito Bolo Inglês, as mais variadas frutas passificadas, caramelo líquido, café, caixa de charutos, muitas especiarias, muita frescura que aguenta todo o peso de forma brilhante. Boca poderosa, concentrado, muito saboroso, forra o palato, algum caril, toque do nougat, nozes, a doçura bem acompanhada por uma muito boa acidez, suave toque de nozes no fundo, longo e interminável final. Para acompanhar nada melhor que um fondant de chocolate ou uma bola de gelado de baunilha. Arrebatador. 95 pts
 
Powered By Blogger Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Portugal License.