Copo de 3: Alvarinho
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12 agosto 2018

Quinta da Aveleda Alvarinho 2017


Um Alvarinho da Quinta da Aveleda que se apresenta bem harmonioso, talvez demasiadamente harmonioso e aveludado, que faz com que a casta perca energia e fique mais parada do que o costume. O preço ronda os 5€ para um vinho de fácil agrado, tem tudo para se gostar dele, frescura, fruta no ponto, perde-se depois naquela falta de energia e presença que o faria agitar um pouco mais os sentidos. 89 pts

05 agosto 2018

QM Alvarinho 2017


Das Quintas de Melgaço sai este QM Alvarinho 2017,  um vinho feito exclusivamente com uvas da casta Alvarinho, da Sub-Região de Monção e Melgaço. O preço ronda os 8,50€ num branco de perfil fresco com boa harmonia e equilíbrio em destaque, com aromas de fruta tropical, algum pêssego, flores e notas cítricas. A sua acidez fornece a vivacidade suficiente para lhe prolongar o prazer durante toda a refeição. Um daqueles valores seguros colheita após colheita. 90 pts

03 julho 2018

QM Nature Alvarinho 2016

Do produtor Quintas de Melgaço (Vinhos Verdes) sai este Nature Alvarinho 2016 com passagem apenas por inox e com um preço de 17,50€. Um vinho da Sub-Região de Monção e Melgaço, em que se procura mostrar um Alvarinho mais puro e natural. Encontramos um vinho coeso de aromas, com uma complexidade ainda a precisar de tempo em garrafa para se organizar e expandir. Por agora são os tons mais minerais e cítricos, alguma fruta de caroço, que se mostram em primeiro plano com flores brancas e uma austeridade mineral em fundo que lhe confere um travo seco e prolongado. Uma excelente companhia para umas postas de peixe espada na grelha. 92 pts

02 maio 2018

Contradição Alvarinho 2014

Os Produtores de Vinhos Alvarinho de Monção (PROVAM) lançaram recentemente este Contradição Alvarinho 2014 que se afirma como o seu novo topo de gama. Um vinho de homenagem aos fundadores da empresa, fermentado e estagiado em barricas muito antigas, durante 7 meses, após o qual, sofre o estágio de 1 ano em garrafa. No tom amarelo dourado faz a sua apresentação, toque fumado com citrinos muito maduros, flores amarelas, tisana, biscoito de limão, fruto de pomar e pelo meio a frescura que o suporta. Na boca mostra que é saboroso e fresco, embora algo esbatido no final, mostrando no seu todo um conjunto que esperava mais limpo, pronunciado e afirmativo. Pelos 26,90€ que custou, é caro para aquilo que mostra no copo. 91 pts

15 março 2018

Anselmo Mendes Alvarinho Curtimenta 2014


Estamos perante um dos vários topos de gama criados por Anselmo Mendes, um branco dito à "moda antiga" com curtimenta, onde o mosto fermenta parcialmente com as películas das uvas. Ganha com este processo mais cor e mais taninos, ganha também outras nuances na sua complexidade aromática e a nível de sabores. O impacto inicial é fantástico e cativador, denso e concentrado com aromas limpos e muito frescos que invocam muitos citrinos como casca de laranja e limão, bouquet de flores do campo, tisana e ervas de cheiro num fundo com uma ligeira austeridade mineral no final a dar secura que lhe assenta como uma luva. Mostra ter corpo bem moldado pela frescura e fruta de pendor citrino, ligeiro biscoito de limão a meio para terminar longo e muito persistente. O preço que pedem por ele ronda os 22€ e vale cada cêntimo. 94 pts

04 janeiro 2018

Anselmo Mendes Parcela Única 2013



Durante anos o Muros de Melgaço apresentou-se como topo de gama, hoje continua a ser um excelente vinho mesmo com as novas criações do mestre Anselmo Mendes. De entre todas o Parcela Única cedo chamou para si o trono destinado ao grande vinho daquela casa, hoje concorre com o Tempo, mas é com todas as certezas um dos grandes brancos nacionais. O nome diz tudo, é vinho feito de uma única parcela da casta Alvarinho, a que mais se destaca e a que melhor se comporta, depois é esperar que nos caia no copo. Por aqui o que se encontra é um branco muito focado, preciso e ao mesmo tempo com uma perfumada e delicada complexidade, dotado de um excelente equilibrio, embalado por uma acidez mandona  de travo seco e mineral que o fazem perdurar na boca. Ali pelo meio apanhamos um toque de favo de mel, geleia de pêssego e muitas ervas aromáticas acabadinhas de cortar. O tempo que já passou por este 2013 apenas lhe deu asas para voar ainda mais alto, um vinho fantástico com um preço a rondar os 25€. 96 pts

06 dezembro 2017

João Portugal Ramos Alvarinho Reserva 2015


Durante largos anos a casta Alvarinho conviveu apenas com o estágio em inox, eram poucos ou quase nenhuns os produtores que ousavam sequer colocar a casta em contacto com a madeira. Os ensaios iam sendo feitos às escondidas com lançamentos algo tímidos e em quantidades quase sempre diminutas. Os primeiros que surgiram apenas fermentavam em barrica e o resto do "trabalho" era para o inox, até que com a aprendizagem que o tempo e a prática dão, começaram a surgir os primeiros Alvarinhos fermentados e estagiados em barrica que hoje se destacam por entre os melhores brancos nacionais. Este é o primeiro Alvarinho Reserva do produtor João Portugal Ramos e resulta de um lote de Alvarinho que fermentou e estagiou em barrica. O resultado é um branco elegante onde o carácter fresco e exuberante da casta se mostra envolta pelo toque aconchegante da madeira, embora muito ligeira. Diz-se bem integrada e concordamos, o resto é a casta no seu melhor e que todos lhe reconhemos quando bem tratada. Um belíssimo vinho com preço a rondar os 18€ para levar à mesa a acompanhar peixes nobres assados no forno. 92 pts

29 novembro 2017

Vale dos Ares Alvarinho Limited Edition 2014


Surge como a primeira referência designada Limited Edition do produtor Vale dos Ares, em que a casta protagonista teve direito a 6 meses de estágio em barrica. A produção foi de pouco mais de 300 garrafas com preço a rondar os 15€, que rapidamente voaram das prateleiras. A casta Alvarinho ganha peso e complexidade nos aromas com a estadia em barrica, neste caso temos um vinho que ganhou complexidade, mas manteve a pureza de aromas com toques de alperce e ligeiro citrino. De tom melado deixa-se envolver por uma belíssima frescura, palato rico e de perfil gastronómico. 92 pts

20 novembro 2017

Vale dos Ares Alvarinho 2016


Apresenta-se com nova roupagem este Alvarinho do produtor Miguel Queimado, que já aqui tinha sido falado na colheita de 2014. Oriundo da região dos Vinhos Verdes, o preço ronda os 10€,  segue as pisadas daquilo que já tinhamos dito sobre ele na versão de 2014. Parece ter perdido algum do atrevimento e ganho algo mais de seriedade, todo ele bem marcado pela pureza da fruta, onde a frescura toma conta de toda a acção. Firme mas muito harmonioso e equilibrado, bonita complexidade com aroma de fruta bem fresca com recorte floral, com uma boca de estrutura firme capaz de proporcionar momentos muitos bonitos à mesa.  91 pts

17 novembro 2017

Côto de Mamoelas Bruto Reserva Espumante 2014


A Provam é uma sociedade de 10 vitcultores da sub-região de Monção e Melgaço, que decidiram, em 1992, construir uma adega moderna e funcional para produção de vinhos da casta Alvarinho e de Alvarinho/Trajadura. O seu Vinha Antiga foi um dos primeiros Alvarinhos a ter passagem por madeira e o Portal do Fidalgo Alvarinho é um branco bem conhecido da nossa mesa. Desta vez o que nos cai no copo é o espumante Côto de Mamoelas Bruto Reserva 2014, com preço a rondar os 12€. Aroma delicado com a fruta característica da casta bem presente, tudo muito bem embrulhado numa boa dose de frescura, algum biscoito muito ligeiro a dar um extra de complexidade. Boa frescura de boca com bolha fina, elegante e fresco com a fruta a tomar o controlo das operações, num final seco e prolongado. 90 pts 

16 novembro 2017

Palácio da Brejoeira Alvarinho 2016

O Alvarinho do Palácio da Brejoeira nasceu pelas mãos de Amândio Galhano na colheita de 1976 e cedo ganhou o estatuto entre as referências da altura. Passados 40 anos a realidade trouxe uma nova vaga de produtores e um consequente aumento da oferta/qualidade dos vinhos brancos Portugueses. Abrir nos dias de hoje um Brejoeira é encontrar no copo um vinho que não acompanha os quase 17€ que pedem por ele. É um Alvarinho fresco, de aromas finos e delicados, com pêssego, erva cidreira num conjunto aprumado, ligeiramente citrico com leve secura de fundo e um final mais curto que o desejado. Falta-lhe confirmar no copo um estatuto que já teve e do qual parece viver. 89 pts 

17 outubro 2017

Soalheiro Nature Pur Terroir 2016


Preciso e delicado é como se apresenta o primeiro Alvarinho Biológico produzido sem adição de sulfitos. Diferente ou como está na moda dizer, "fora da caixa" se tivermos em conta a maior parte dos Alvarinhos que encontramos no mercado. Não sendo tão expressivo como o Soalheiro normal, não é tão seco como o Granit e é menos complexo que o Terramatter. Pouco consensual entre um grupo de provadores, é o próprio produtor a afirmar este é daqueles que pode ser amado, ou não. Para mim pedia um pouco mais de presença no palato, um pouco mais de nervo capaz de nos espevitar os sentidos. Vamos ver como evolui, por agora ficou algo aquém do esperado, até pelo preço que ronda os 15€ em garrafeira. 89 pts

07 setembro 2016

Soalheiro TerraMatter 2015

Já na segunda edição apresenta-se o Soalheiro TerraMatter 2015, elaborado com uvas em regime de produção biológica, não sujeito a filtração, fruto de vindima precoce e maloláctica parcial em barricas de castanho. Diferente e arrebatador pela maneira como conquista no imediato, tanto pela diferença mas pela qualidade que uma vez mais é apanágio desta casa. Fantástica prestação num vinho cheio de finesse, energia e definição aromática. Não há lugar a qualquer espécie de “massacre” olfactivo num vinho focado e preciso, belíssima presença com muito ainda para dar, o tempo que dura no copo apenas o demonstra. Denso, bom volume de boca com muita elegância e frescura, sensação de ligeira untuosidade. Travo mineral vincado em fundo numa passagem plena de sabor e frescura da fruta. Está a meu ver melhor que o 2014 e tal como seria de esperar, ainda muito novo pelo que será bastante interessante acompanhar a sua evolução, haja garrafas que o permitam. 94 pts

05 setembro 2016

Soalheiro Granit 2015


Em estreia absoluta o Soalheiro Alvarinho Granit 2015, fruto de uma selecção específica de vinhas plantadas acima dos 150 metros em solos de origem granítica. A fermentação ocorre a uma temperatura acima do normal em vinhos brancos em inox com battonage sobre as borras finas. O objectivo é mostrar a expressão da casta, bem como a expressão dos solos num vinho que mostra um lado mais seco, austero e mineral. Destaca-se boa exuberância com foco na fruta associada à Alvarinho, perfil muito limpo com grande elegância e boa austeridade. Palato forrado a fruta, solidez com fundo mineral envolto em secura. Todo ele muito preciso e focado, mais uma belíssima criação deste produtor. 92 pts

29 dezembro 2015

Soalheiro TerraMatter 2014

Novidade recente este Soalheiro Terramatter, um Alvarinho da colheita 2014 que teve uma vindima mais precoce, sem filtração e sujeito a depósito cujo envelhecimento é feito, essencialmente, em barricas de castanho (pipas tradicionais da região do Minho). A tonalidade é ligeiramente mais carregada que o normal nos vinhos da casa, nota-se algo fechado e sem a espectável precisão aromática que o produtor nos tem acostumado em todos os seus vinhos. Denso, bom volume de boca com muita elegância e frescura, sensação de ligeira untuosidade. Travo mineral vincado em fundo numa passagem plena de sabor e frescura. Está a meu ver ainda muito novo e será bastante interessante acompanhar a sua evolução, haja garrafas que o permitam. Ronda os 17€ a garrafa e a produção é bastante reduzida. 93 pts

14 setembro 2015

Vale dos Ares Alvarinho 2014


Oriundo da Região dos Vinhos Verdes produzido por Miguel Queimado (MQ Vinhos) com enologia de Gabriela Albuquerque. É um Alvarinho que não se deixa cair em tentações levianas, não peca nem pelo excesso de exotismo nem pela falta de afirmação, mora ali na rua do meio. Mas o morar na rua do meio não significa que seja descaracterizado, nada disso, é todo ele bem-apessoado, senhor do seu nariz, mostra-se sério e convincente envolto numa bonita e fresca fragrância. Elegante e harmonioso, fresco e convidativo, melhora com algum tempo de copo, com uma prova de boca fresca e marcada pela fruta, equilíbrio e uma estrutura firme embora flexível pelo que o vinho parece que se molda ao nosso palato, muito por causa da batonage a que foi sujeito. Nada a dizer pois claro a não ser como alguém disse à mesa… Deste já não há mais?  91 pts

29 março 2012

Soalheiro 2011

Escrever sobre este vinho começa a ser costumeiro, não apresenta nada de novo a quem o conhece bem e para quem não o conhece apenas digo que está a perder a oportunidade de beber um dos melhores brancos feitos em Portugal e no mundo... sim no Mundo. Pelo preço que nos custa a roçar os 9€, um pouco menos, ainda por cima vendido em grande superfície comercial que o coloca bastante acessível, depois é dizer que são mais de 25 anos de marca com consistência e um potencial de envelhecimento mais do que provado e comprovado (o 2007 está algo de fantástico), é por tudo isto uma RPQ explosiva de um vinho de terroir, identidade marcada e e que apenas se consegue feito onde é feito. Pessoalmente a minha escolha recai neste Soalheiro, o normal, o mais "simples", mas o que me continua a dar as garantias da tal boa longevidade, deixando de lado o Soalheiro Primeiras Vinhas que ainda não me conseguiu convencer plenamente da excelência que muitos lhe apontam... poderei estar enganado, mas apenas o tempo o poderá demonstrar. 

Dito isto esta colheita 2011 foi bebida, não provada, com as triviais Ameijoas à Bulhão Pato,  acho que já é ritual cá em casa a primeira garrafa de Soalheiro da nova colheita ser bebida com as ditas. A ligação continua a ser fantástica, o vinho tem as variantes normais dos anos de colheita, a de 2011 foi declarada clássica pelo produtor, mais preciso, equilibrado e com exuberante fruta tropical e citrina bem viva e fresca com mais pureza tanto no nariz como no palato, mais definido, acidez limonada, mineralidade presente num conjunto que mostra raça, músculo e nervo. Gosto da combinação entre a fruta madura, o seu toque doce natural com a aquela acidez que lhe confere uma enorme frescura que se prolonga no final... acompanha lindamente as ameijoas com o toque do alho e dos coentros frescos, com algum vegetal fresco que o vinho também mostra ter... harmonia de sabores e aromas refrescantes num final de tarde amornado e Primaveril. Não falha, nem na prova que dá nem cá por casa, tornará a ser uma vez um ponto obrigatório quando entrarem em campo bichezas do mar de grande ou pequeno porte. Afinal de contas beber um grande vinho é mais acessível do que parece... 93pts

07 junho 2010

Soalheiro Reserva... a excelência do Alvarinho com madeira

Falar em Alvarinho é sem dúvida alguma falar numa casta de excelência, os vinhos que produz são disso exemplo... e por incrível que pareça Portugal ainda não conseguiu de maneira eficiente mostrar essa enorme mais valia ao Mundo. Do outro lado, Espanha, os consumidores vão-se cada vez mais roendo de inveja quando provam grande parte dos nossos Alvarinhos, ainda por mais tendo em conta a relação preço/qualidade dos nossos exemplares. Mas se tudo isto se passa no Inox, a discussão sobre o Alvarinho com passagem por madeira, já teve a seu tempo os que antes afirmavam que a casta só tinha a perder com a passagem por madeira, os mesmos que nos dias de hoje tecem rasgados elogios. A passagem do Alvarinho por madeira confere aos vinhos outras nuances, enriquece o vinho quer a nível de aromas e mesmo de sabores e quando se consegue a plena harmonia entre fruta/madeira o resultado é uma maior complexidade, retirando-lhe alguma austeridade mas ao mesmo tempo tornando-os mais nobres e majestosos. Em Portugal a coisa já não é novidade, a casta Alvarinho tem sabido o que é fermentar ou mesmo estagiar em madeira e os resultados tem sido bastante animadores, em alguns casos até deslumbrantes.

A Quinta de Soalheiro é talvez a maior referência nos dias de hoje no que a Alvarinho diz respeito, os vinhos que tem lançado para o mercado nos últimos 5 anos tem conquistado tudo e todos, os preços ajuizados e poderei dizer democráticos, fazem com que chegue facilmente à mesa do consumidor, pois por uns meros 7,99€ pode-se levar para casa um dos melhores brancos produzidos em Portugal e tenho dúvidas que lá fora se faça um branco deste nível com preço semelhante. Afinal de contas são 25 anos a produzir Alvarinho, em Melgaço, com a primeira vinha a ser plantada em 1974 pelo pai de Luís Cerdeira, em que o primeiro vinho de marca Soalheiro saiu na colheita de 1982. A gama foi-se ampliando com o passar do tempo, com Espumante, Aguardente e mais recentemente aparece o Soalheiro Primeiras Vinhas acompanhado do Allo, do Soalheiro Dócil e o novo topo de gama da casa, o Soalheiro Reserva. Em todos eles algo se destaca e brilha, a pureza da fruta, aquela limpidez que nos ofusca com uma revigorante frescura assente em travo mineral. Contudo nada disto se perde no Reserva, em que o estágio por madeira em nada vai alterar o que de muito bom a Alvarinho tem para dar, vai sim melhorar e refinar todo o conjunto... num resultado final que o coloca directamente no Top 3 dos melhores brancos made in Portugal.

Quinta de Soalheiro Alvarinho Reserva 2006
Nariz elegante de boa/média intensidade, mostra frescura, relva fresca, citrinos e fruta de caroço, untuosidade fina, mineral fundo com alguma tosta/fumo. Boca com mediana amplitude, ligeira untuosidade compensada pela acidez, fruta fresca com travo vegetal em fundo mineral. 17 - 92 pts

Quinta de Soalheiro Alvarinho Reserva 2007
Nariz a mostrar vivacidade num conjunto fresco de refinada complexidade e profundidade, limpo de aromas, frutado (citrinos, tropical e fruto de caroço), erva fresca com madeira muito bem integrada, tosta suave tal como sensação de untuosidade, mineralidade dominadora de segundo plano. Boca de boa amplitude, harmoniosa, belíssima acidez com tudo muito presente e em grande sintonia com a prova de nariz, num branco de classe pura. 18 - 95 pts

08 março 2010

Soalheiro 2009

Os anos vão passando mas a qualidade colheita após colheita, mantém-se no nível a que sempre acostumou os seus seguidores. Um padrão elevado que faz as delícias de todos, num branco de referência aqui ou em qualquer outra parte do mundo.

Soalheiro Alvarinho 2009
Castas: 100% Alvarinho - Estágio: n/d - 12,5% Vol.

Tonalidade amarelo citrino de laivo esverdeado

Nariz a mostrar uma bela intensidade, limpo e com notas de fruta sumarenta e de grande qualidade, em boa quantidade, variando pelos citrinos (lima, limão) que ganham algum destaque na cesta, acompanhadas por sensação de fruta tropical. Harmonia de conjunto, com vegetal fresco (relva, rama de tomate) a marcar presença ao lado de sensações fumadas com boa austeridade mineral em segundo plano.

Boca a mostrar um conjunto bastante elegante, com uma acidez vivaz a dar ao vinho uma bela frescura de conjunto, permitindo uma passagem muito refrescante, embalada na fruta bem madura aqui mais na vertente citrina (limão, lima). Boa espacialidade tal como boa profundidade de boca, com a componente mineral a tomar conta da segunda metade da viagem, com alguma austeridade, a interligar todos os detalhes que o vinho mostra ter, complementando-se com vegetal fresco, em final longo e de bela persistência.

Afirma-se ano após ano, como uma das grandes referências nacionais no que toca a vinhos brancos de grande qualidade. É um vinho que dá uma prova de grande nível enquanto novo, mas que não vira cara a uns anos de cave onde irá desenvolver outros níveis de complexidade. Com um preço excelente que ronda os 8€ numa grande superfície comercial, é um vinho a não perder. Para completo desfrute agora ou nos próximos anos. 17 - 93 pts

08 outubro 2009

Soalheiro Primeiras Vinhas 2008

Em prova a última colheita a entrar no mercado, 2008, do merecidamente aclamado Soalheiro Primeiras Vinhas.
Uma marca recente deste prestigiado produtor sediado na zona dos Vinhos Verdes, que desde a sua primeira colheita, tem vindo a mostrar um perfil algo irrequieto, talvez fruto das variações dos diferentes anos de colheita ou até mesmo de alguns detalhes que foram sido limados por quem o idealiza. Certo é, que o vinho tem vindo a arrumar o perfil colheita após colheita, e já vamos na terceira, sendo que para o meu gosto, terá sido o 2007 aquele que mais prazer me deu a quando das inúmeras vezes que me caiu no copo.
Se a colheita de 2006 tinha causado alguma euforia pela qualidade que então fora apresentada, apesar de um ano não tão bom, é na colheita 2007 que este vinho brilha no seu máximo esplendor atingindo um elevado nível de qualidade.
Já a nova colheita aqui em prova, mostra um vinho que perdeu um pouco a graça da fruta e encerrou o sorriso com a frieza da pedra nos toques minerais que lhe conferem alguma austeridade. Um vinho a mostrar-se com perfil um pouco mais sério do que o Soalheiro Alvarinho 2008, e só o tempo dirá qual dos dois irá ganhar a corrida contra o tempo.

Soalheiro Primeiras Vinhas 2008
Castas: 100% Alvarinho - Estágio: n/d - 13% Vol.

Tonalidade amarelo citrino de concentração média/baixa

Nariz a mostrar-se fresco com fruta a marcar presença mas sem grande exaltação (mais citrinos e menos tropicalidade), envolvendo-se em segundo plano com vegetal fresco (erva verde e fresca). Conjunto coeso embora com alguma austeridade mineral a sentir-se durante toda a prova.

Boca a mostrar um conjunto bem estruturado onde a acidez se mostra um pouco mais soft que na anterior versão, conduzindo a passagem de boca sem sobressaltos. Sabores que alternam por entre os toques vigorosos da mineralidade e o sabor da fruta madura, com vegetal fresco também ele a dar um ar da sua graça. Final médio/alto com toque mineral.

Este vinho foi provado por três ocasiões distintas, sendo que a prova foi melhorando com o avançar do tempo, referindo-se esta nota à última vez que foi provado. Se da primeira vez, pouco tinha que contar, tal eram os nervosismos que iam dentro daquela garrafa, eis que na prova mais recente o vinho mostrou-se um pouco mais espevitado embora tenha continuado a ficar algo distante do que eu quereria encontrar, sim confesso que gostei mais da colheita de 2007, e pasmem-se os ofendidos, que não lhe encontro atributos suficientes para suplantar a versão dita "normal". Preço a rondar os 15€, se for menos ainda bem. 17
 
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