Copo de 3: Aneto
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16 junho 2011

Aneto Reserva branco 2009

Faço questão de continuar a procurar e a falar de vinhos com identidade marcada, vinhos que teimam em afirmar-se longe de holofotes das prateleiras dos mais cobiçados, daqueles que depois de se beberem nos deixam satisfeitos. O meu encontro com este Aneto em versão Reserva já tinha sido fruto de conversa quando bebi a primeira edição que entrou no mercado, achei na altura que o vinho poderia e deveria melhorar em próximas edições, havia por ali algo que pura e simplesmente não fazia o meu gosto. Passado uns tempos eu e o Aneto Reserva voltámos a encontrar, a prova que deu foi para melhor, servido à descarada sem ser prova cega e mesmo indo de pé atrás ainda com o anterior no pensamento, foi uma autêntica festa o que encontrei e fiz durante todo o tempo que o ia bebendo, copo a copo.
Ora um branco do Douro, 13,5% Vol , em que metade do lote (40% Semillon; 30% Arinto; 20% Viosinho; 10% Gouveio) fermentou em barricas novas e usadas de carvalho francês com posterior agitação das borras, semanalmente, e engarrafado em Maio de 2009 pelo enólogo Francisco Montenegro.

Branco de boa intensidade, bom de complexidade e de frescura, aquela acidez que dá vida e refresca aliada a fruta madura de bela qualidade, antes saudados pelo toque vegetal do mato serrano que habita nas encostas do Douro. As flores, os citrinos, fruta de polpa branca e tropicalidade sentida em conjunto com a baunilha da barrica, apenas um ar da sua graça num conjunto fresco em fundo mineral. Na boca, cheio e com nervo, vai ao encontro do que já se contou, boa intensidade com acidez presente de fio a pavio... bom sinal, forra o palato com sabores frutados, vegetal fresco e no final o tal mineral, dos socalcos Durienses, saboroso, harmonioso e bem fresco. Um vinho com identidade bem marcada, que dá muito prazer a beber e com um preço que ronda os 16€ que o torna uma compra altamente recomendável. 17 - 92 pts

14 maio 2011

Aneto 2008

Volto aos vinhos Aneto, desta vez com o seu colheita 2008, um tinto em que procurei o tal acompanhamento de fim de semana, a companhia para um prato um pouco mais requintado do que aqueles que se costumam confeccionar durante a semana atarefada. O preço ronda os 13€, um preço que se revela sempre complicado na hora da compra mas que o vinho em si nunca tem culpa, afinal de contas se custar menos de 10€ é uma bela compra mas se custar mais de 20€ já se compra porque estamos perante um suposto vinho de gama alta, os coitados que moram no meio destes dois patamares são quase sempre os que vivem no limbo das escolhas, naquele constante vai não vai que acaba por deixar as prateleiras cheias uma e outra vez. Lá está, neste caso se custasse mais de 20€ era alto para a qualidade, se o preço fosse de 8€ já se comprava mais facilmente e até em alguma quantidade. É complicado ser enófilo.

Ora este Aneto 2008 resulta de um lote de 30% Touriga Nacional; 30% Touriga Franca; 30% Tinta Roriz; 10% Tinto Cão com estágio posterior de um ano em barricas novas e usadas de carvalho francês. Engarrafado em Maio de 2009 com enologia de Francisco Montenegro.

Um vinho de fina complexidade, boa frescura com toque herbáceo e de bálsamo a juntarem-se num só, esteva, a fruta aparece aqui bem madura e cortada com sumo a escorrer ao lado de uma madeira da barrica que se mostra presente ao de leve mas a dar baunilha, chocolate preto e especiarias para o conjunto, de bela concentração aromática. Na boca tem entrada com fruta madura, mostra por outro lado um caminho seco, vegetal e ao mesmo tempo muito bem na sua espacialidade, um caminho amplo e profundo, amparado por fruta adocicada, a trincar com vontade, o toque de chocolate preto e alguma tosta da barrica acondiciona o restante conjunto. Tal como o Aneto branco é daqueles vinhos que se gosta de ter no copo, versátil com uma grande panóplia de pratos e que o tempo em garrafa não lhe vai fazer grande mossa. 16,5 - 91 pts

19 abril 2011

Aneto branco 2009

Quanto custa nos dias de hoje um vinho branco acima da média, que se distinga e que transpire identidade e qualidade ? Que seja ao mesmo tempo uma referência mesmo que o seu historial enquanto marca apenas tenha surgido em 2002, produtor Sobredos, com o exemplar tinto e em 2007 com o seu primeiro branco da marca Aneto, ali em pleno coração do Douro, naqueles 7ha de vinha adulta em Sobradais e Malvêdos, na freguesia de Castedo do Douro, Concelho de Alijó com parcelas distintas e separadas por casta. As uvas brancas provêm das freguesia de Barrô e Penajóia, zona de transição para a regão dos vinhos verdes, com solos graníticos, clima fresco e Atlântico. A escolha recaiu em 25% Gouveio; 25% Malvasia Fina; 25% Rabigato e 25% Viosinho, 80% fermentou em inox e 20% do lote fermentou em barricas novas de carvalho francês com posterior agitação das borras, semanalmente. Engarrafado em Fevereiro de 2010, saiu com 13% Vol. e custa à volta dos 12€ a garrafa, com enologia a cargo de Franscisco Montenegro.
Um pouco abaixo daquilo que nos oferece o Aneto Reserva branco, este Aneto atinge o tal patamar de qualidade cujo preço é quase sempre o mesmo, a rondar os 12€, o que não sendo barato o empurra para aquele consumo para momentos um pouco mais especiais, talvez seja o tal vinho de fim de semana para abrir entre amigos enquanto nos esquecemos das marcas do dia a dia no fundo da garrafeira.

Aqui encontramos um vinho de perfil seco, mineral com acidez limonada, nariz com a fruta em destaque, limpa e cristalina, sente-se o toque da barrica (baunilha) lá mesmo no fundo, mas todo ele é frescura, com nervo, citrinos, pêra, melão, pimenta branca, tudo ele envolto em muita frescura. Na boca com entrada mineral e citrina, volta a acidez que lhe marca a passada, algum ainda que leve arredondamento no meio do palato, depois volta a si mesmo e torna-se novamente firme e hirto que nem uma barra de ferro, fresco, mineral, seco. Pelo meio de tudo isto há um toque de vegetal seco, alguma tisana mas leve, um limão e uma pêra, tudo suave que a mineralidade é profunda. Um belo vinho que acompanhou de forma magnífica um arroz de berbigão, a beber nos dois primeiros anos de vida para podermos usufruir de toda esta envolvente de um belo branco do Douro... e de Portugal. 16 - 90 pts
 
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