Copo de 3: Bairrada
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21 junho 2019

Quinta de Baixo Poeirinho Baga 2015


Da glória que viveu no passado, a Bairrada tem vindo lentamente a tentar cativar a atenção dos consumidores. Nos últimos anos é de assinalar a tentativa de revitalizar a região, com alguns novos nomes a surgirem no panorama Bairradino que se vieram a juntar a nomes sonantes daquela zona e com isso alguns dos seus produtos foram ganhando algum destaque. Este vinho é disso exemplo, da famosa Quinta de Baixo, agora nas mãos da Niepoort. Aliado ao carácter bem vincado que mostra ter, tem o preço que por estas bandas ainda não se compara por exemplo aos Douro da mesma casa, a festa pode ser muito interessante como é o caso deste Poeirinho 2015 cujo preço ronda os 27€. Um vinho que dá um tremendo gozo no copo, pleno de fruta vermelha, expressiva com tom austero a mostrar ligeiro vegetal fresco acompanhado de alguma caruma. Corpo coeso e expressivo, ao mesmo tempo preciso e harmonioso, cheio de vida e sabor, fresco e com nervo que o suportará longos anos em garrafa. Neste momento é um deleite com umas burras estufadas. 95 pts

20 abril 2019

Elpídio Superior Bruto 2013


Novidade das Caves do Solar de São Domingos (Bairrada) este espumante Elpídio Superior Bruto 2013 com base nas castas Arinto e Chardonnay. Espumante com preço a rondar os 12,50€, apresenta um conjunto elegante onde a fruta de pomar se mistura com tons citrinos, ligeira tosta no fundo a dar sensação de cremosidade. Muito prazer no copo num espumante atraente e que agrada muito na prova que dá, ligeira a mousse na boca que se esbate na frescura citrina bem marcante no final. Bom para acompanhar uns simples pastéis de bacalhau acabados de fazer.  90 pts

22 fevereiro 2019

Astronauta Baga Bruto 2015


Seguimos com os Austronauta de Aníbal Coutinho, desta vez em parceria com as Caves da Montanha (Bairrada) foi criado este Astronauta Baga Bruto 2015. Um espumante com preço de 7,50€ que estagiou por longos meses antes do dégorgement. O perfil é gastronómico, muito focado na fruta com boa frescura, amplo com travo ligeiro de cremosidade. Boa secura de boca, fruta de caroço, algumas bagas mais ácidas a marcarem o caminho, ligeirinho na mousse com final a mostrar secura e até alguma austeridade que o faz pedir mesa, peixe/marisco na grelha por exemplo. 90 pts

14 fevereiro 2019

Encontro Special Cuvée 2013

Da Bairrada mais propriamente da Quinta do Encontro onde brilha a enologia do carismático enólogo Osvaldo Amado, sai este renovado Cuvée 2013. Como não podia deixar de ser, este belíssimo espumante é criado a partir da casta Arinto, tão amada pelo enólogo que a tão bem sabe trabalhar. E nota-se bem a mão do mestre criador, num espumante que passou 48 meses em cave e 3 meses após degorgement para sair para o mercado com preço a rondar os 30€. Um topo de gama que também mudou de imagem, agora mais sóbria, mas o vinho continua cheio de classe e a mostrar-se com um aroma floral muito fresco, biscoito de limão, com ligeira cremosidade e uma ligeira gordurinha a fazer-se sentir. Na boca o pão torrado marcado pela frescura da fruta, creme de limão com notas frescas, num conjunto persistente e cheio.  93 pts

24 janeiro 2019

Marquês de Marialva Baga Reserva 2014

Para muitos será um porto seguro, daqueles que não falha e que se costuma ter por casa, mas para outros passa despercebido, mais agora que nas últimas colheitas sofreu uma bela mudança de imagem. A Adega de Cantanhede (Bairrada) continua a colocar no copo do consumidor vinhos que dão prazer a beber, que nas suas mais variadas gamas nos dão um gozo tremendo bebericar mais um copo deste ou daquele vinho. Este é o Marquês de Marialva Reserva, um 100% Baga com estágio em barricas e posterior estágio em garrafa, o preço ronda os 6€. De momento temos um tinto guloso, com a madeira a bailar com uma fruta suculenta e macia, toque de cacau, baunilha da madeira que lhe arredonda os cantos. No palato escorre equilibrado, saboroso e com um toque de austeridade a pedir tempo em garrafa. 91 pts

13 novembro 2018

Marquês de Marialva Baga Reserva 2010

Um 100% Baga da Adega de Cantanhede (Bairrada) com preço a rondar os 6€ e que se revela uma aposta vencedora para beber no dia a dia, ou para guardar durante uns bons anos. Este é da colheita de 2010 e mostra-se numa fantástica forma, cheio de vida mas a mostrar que os 8 anos que passaram ajudaram a afinar o conjunto. Um tinto pleno de harmonia e equilibrio, frescura da fruta fresca e carnuda, cerejas e bagas silvestres, toque fumado com cacau em fundo e tom herbáceo. Com o tempo acomoda-se ao copo e fica sedutor e convidativo. 90 pts

04 novembro 2018

Aliança Vintage Bruto 2010


Este Bairradino oriundo das "Caves Aliança" (Bacalhoa Vinhos) nasce de um lote de Baga e Chardonnay, que descansou 36 meses em garrafa antes do dégorgement. O preço ronda os 16,40€ e justifica o investimento, uma vez que estamos perante um belo espumante. Sério e conquistador, exuberante com bonitas notas de tosta, leve amanteigado na sensação de biscoito a conferir noção de cremosidade. Depois é a fruta que entra num plano harmonioso, com toques de pêra madura. Na boca bom volume, enche o palato de sabor, mousse muito fina com frescura prolongada e uma bela prestação a acompanhar um suflê de camarão. 92 pts

29 junho 2018

Marquês de Marialva Arinto Reserva 2016

O Marquês de Marialva Arinto Reserva (Bairrada) surge com uma nova e bonita roupagem, continuando bem fiel às suas origens, mantendo o registo de qualidade das anteriores colheitas. Com a casta Arinto bem amparada pela madeira onde passou, sem o marcar muito mas dando uma boa dose de elegância. Combina frescura com a fruta de pendor citrino e polpa branca com um ligeiro toque vegetal. Fundo algo tenso e mineral, num vinho com passagem de boca fresca e saborosa. 6,40€ 90 pts

21 junho 2018

Gonçalves Faria branco 2015

Para os mais distraídos, Gonçalves Faria foi um icónico produtor da Bairrada, infelizmente após o seu desaparecimento os seus vinhos deixaram de ser produzidos. Com a compra da Quinta de Baixo pela Niepoort, o passo seguinte foi relançar de novo a marca Gonçalves Faria numa justa homenagem ao seu antigo produtor. Este branco de Bical e Maria Gomes foi vinificado em inox, onde fermentou durante 3 semanas, terminando a fermentação em toneis usados de 1.000 litros onde estagiou durante 18 meses e foi engarrafado sem filtração. Branco raçudo com tudo muito preciso e a mostrar um tom de ligeira austeridade, pão torrado com notas citrinas e perfume de flores brancas, grande harmonia. Na boca é um vinho com uma belíssima acidez, fruta delicada mas com tudo bem definido, amplo e vincado pelo rasto mineral em fundo. Um belíssimo vinho com anos de vida pela frente, 26,65€ 93 pts

05 junho 2018

Marquês de Marialva Bical & Arinto Reserva Bruto 2014



Este espumante é a mais recente novidade da Adega de Cantanhede (Bairrada), com um preço de 8,70€. Se o preço já o torna tentador, depois de o beber dá vontade de ter mais umas quantas garrafas guardadas para ir abrindo de forma descontraida durante o resto do ano. Predomina a elegância tanto nos aromas como na boca, ligeira nota a fruto seco ligeiramente torrado, citrinos e alguma fruta de caroço, montrando-se coeso e preciso. Na boca uma ligeira sensação de cremosidade muito delicada acompanha a frescura e o travo mais cítrico com ligeiro biscoito. Fantástico a acompanhar uns mexilhões ao natural apenas regados com umas gotas de limão. 91 pts

21 maio 2018

Marquês de Marialva Baga Rosé Bruto


Directamente da Adega de Cantanhede (Bairrada) sai este espumante rosé feito a partir da casta Baga, com estágio mínimo de 12 meses em cave e 1 mês após dégorgement. Um espumante delicado e ao mesmo tempo saboroso, fresco e que dá prazer à mesa ou fora dela nos momentos prévios a uma refeição. Destacam-se os frutos vermelhos acompanhados de alguma pastelaria, ligeiríssima cremosidade que o arredonda ligeiramente, mas sempre num tom de harmonia e equilibrio que o torna muito agradável. Por 4,80 € será certamente uma das escolhas para o Verão. 89 pts 

09 maio 2018

Lagar de Baixo Baga 2015


Um puro Baga, da Quinta de Baixo (Niepoort) com estágio de 20 meses em tonéis usados de 2000 litros. O resultado é uma fantástica surpresa no copo e à mesa, um tinto com 11,5% Vol. de aromas muito puros e frescos. Equilibrio, finesse, com garra e nervo que o aguentam por agora e por largos anos, dominado pelos aromas de pinhal, caruma, balsâmico, framboesa bem fresca, travo vegetal pelo meio, muita energia mas também um sabor vincado e uma secura final que limpa o palato e pede mais um trago. Perigosamente apetecível, conjugando finesse com austeridade, frescura e sabor. E quando damos por ele, acabou. Por coisa de 12,50€ é asseguradamente uma das melhores compras, grelhados no carvão, atum, bacalhau, polvo, chocos e lulas, se quisermos juntar-lhe um bife tártaro também alinha, tal a sua versatilidade à mesa. 93 pts

22 abril 2018

Quinta de Baixo Vinhas Velhas branco 2015


Da paixão que Dirk Niepoort tem pela região da Bairrada, à colaboração com produtores da região ou distribuição de alguns dos seus vinhos, o caminho levou à compra da emblemáica Quinta de Baixo (Cantanhede). São no total 14 hectares que têm dado origem nos últimos anos vinhos como o Poeirinho Garrafeira ou este Vinhas Velhas. Neste caso as castas Bical e Maria Gomes terminaram a fermentação em fuders/foudres usados de 1000 litros, provenientes da Alemanha, onde ficaram durante 20 meses. Marcado pela austeridade e frescura, profundo e cheio de nervo com aroma de giz, citrinos e fruto de caroço, flores brancas e uma ligeira nota de resina. No palato é a acidez que o comanda, grande finesse de um conjunto que tem tanto de preciso como de coeso, austeridade mineral em fundo a marcar o ponto de secura que se prolonga por muito tempo. Um grande branco, demasiado novo e a pedir tempo para poder crescer em garrafa, ronda os 26,50€. 94 pts

12 abril 2018

Quinta do Valdoeiro Baga/Chardonnay Espumante Bruto 2014


Naquela frase gasta e repetida por variadas vezes nas últimas duas décadas, a verdade é que estão cada vez melhores e recomendam-se. Se antes foram os tintos, depois os brancos e em último os rosés, eis que cabe agora a vez aos espumantes nacionais. Há muita qualidade e acima de tudo a um preço que ninguém pode reclamar, beber espumante com qualidade bem acima da média por menos de 10€ deveria ser motivo de festejo e razão para abrir mais umas quantas garrafas. Este Quinta do Valdoeiro (Bairrada) junta a casta Baga onde vai buscar a fruta vermelha bem ácida e madura, com a Chardonnay que lhe vai dar toda a envolvente e cremosidade ao conjunto. O resultado é um espumante muito fresco, delicado nos aromas mas muito vivaço na boca, com uma ligeira mousse dada pela Chardonnay. O preço ronda os 8€ e torna-o presença assídua à mesa a acompanhar por exemplo uns camarões tigre na chapa. 90 pts

20 março 2018

Skirt Steak - Músculo do diafragma

Skirt Steak - Músculo do diafragma
O Skirt Steak é pouco conhecido por cá, este corte de carne é nada mais que o músculo do diafragma e devido à sua textura mais elástica é aconselhado para a grelha. Costuma vir envolto numa membrana mais rija que tem de ser retirada antes. Pratos como as deliciosas Fajitas (carne grelhada servida em uma tortilla de milho ou farinha) tem como base este corte de carne, rica em sabor e fantástica quando grelhada a carvão. O preço neste caso é um dos aliciantes uma vez que sendo incluido na fressura e não como um dos ditos cortes principais ou nobres, fica com um custo muio mais em conta.

A marinada é quase um requisito neste como em tantos outros casos, apenas ter em conta que não é por estar mais tempo que a carne vai ficar mais impregnada de sabor. Uma noite inteira apenas penetra uns quantos milimetros na superficie. Importante neste caso quando se apresentam alguns tecidos conjuntivos, utilizar algo ácido para amaciar um pouco, como por exemplo sumo de lima. Sempre de forma doseada e sem excesso, pessoalmente opto por meia lima na marinada e meia lima com o azeite antes de ir ao carvão. A regra de corte continua a vigorar, após descanso de alguns minutos o corte sempre contra a fibra da carne.

Harmonizações: Carne que ganha uma boa dose de caramelização na grelha devido à marinada. Sabor vincado e suculento num corte que gosta de vinhos com boa presença, mas essencialmente com espírito aberto e uma boa acidez. Sugestões que são boas surpresas vão desde os Ramisco de Colares aos Tinta Pinheira do Dão ou os Sousão do Douro e Vinho Verde.

Fotografias divulgadas em vários sites

16 março 2018

Casa de Saima Garrafeira 2001


A Casa de Saima (Bairrada) tem na sua já longa história, um percurso que espelha bem os sucessos e os momentos menos bons que a região passou nas últimas décadas. Hoje em dia assistimos a um renascer tanto da região como também da Casa de Saima. Este Garrafeira 2001 parece ser o elo que ficou perdido no meio das duas realidades, quem não se lembra de o ver nas prateleiras do Pingo Doce a rondar os 15€ ? As últimas duas garrafas que tive oportunidade de beber deste 2001, pareceu-me estar uns furos abaixo do Garrafeira 1997. Este Garrafeira 2001 criado com Baga da Vinha da Corga estagiou durante um ano e meio em tonéis de carvalho avinhado. Algo contido de início, bouquet rico e pleno de típicidade, com couro, fruto vermelho (amora) com ligeira maceração, alguma rusticidade num toque terroso, cogumelos, madeira avinhada, pinhal num tom mais balsâmico, toque fumado, elegante  com boa frescura a envolver. Na boca é coeso, muito sabor da fruta macerada, taninos aveludados com grande harmonia de conjunto, bem equilibrado por uma bela acidez. 93 pts

17 janeiro 2018

Quinta das Bágeiras Garrafeira 1995 1º Prémio


Criado na Quinta das Bágeiras (Bairrada) a partir de vinhas velhas da casta Baga localizadas em solo argilo-calcáreos. O vinho teve fermentação sem desengaço em pequenos lagares e um curto estágio no Tonel 3, com engarrafamento sem filtração em Janeiro de 1997 num total de 5200 garrafas. Este lote iria ser reconhecido pela Confraria dos Enófilos da Bairrada como o Melhor Vinho de 1995 ficando conhecido como o "1ºPrémio" uma vez que há outro Quinta das Bágeiras Garrafeira 1995. Apresenta uma enorme finesse num perfil bem clássico e acetinado, com notas vegetais/balsâmicas dadas pelo engaço, ligeira nota de madeira velha seguida de bombom de cereja com a fruta muito limpa (cereja, bagas silvestres) e envolvente que arredonda ligeiramente os cantos com grande frescura. Boca com muita finesse, num tinto que se impôe pela frescura da fruta ainda cheia de vigor e que se mostra saborosa e envolta numa fina capa balsâmica, tudo muito preciso, complexeo e com um longo final, onde parece morar um ligeiro toque terroso. Um grande tinto da Bairrada num grande momento de forma. 95 pts

16 janeiro 2018

Quinta do Valdoeiro Chardonnay 2016



As Caves Messias têm vindo a reformular a sua gama de vinhos, neste caso o Chardonnay da Quinta do Valdoeiro (Bairrada) surge com novo rótulo. O vinho tem uma ligeira passagem por madeira, mostra-se com boa elegância e uma nota aromática centrada na fruta de pomar bem limpa e madura. Num conjunto sem excessos na exuberância, tem passada firme e precisa, com uma boa estrutura de boca onde a frescura comanda a sua passagem de corpo e final mediano. O preço ronda os 8€ num branco com um comportamento exemplar à mesa, com por exemplo um arroz de tamboril. 90 pts

03 janeiro 2018

Messias Grande Cuvée Brut Millésime 2013


Este espumante das Caves Messias faz parte do lote de vinhos que gosto de ter na cave, pronto a abrir ao longo do ano. Para quem procura qualidade com preço acessível, 5,95€ na loja da Rota da Bairrada, este é daqueles a ter sempre em conta. As castas Arinto, Bical e Chardonnay dão origem a um conjunto fresco e atraente, onde os aromas de fruta de pomar com citrinos se mistura com notas de pão tostado. Muito preciso e a mostrar grande energia, envolve a boca em frescura com uma ligeiríssima cremosidade, sendo o tom citrino o mais energético e que se faz prolongar no final. 91 pts

27 novembro 2017

Quinta das Bágeiras Reserva 1987


Este foi o primeiro vinho tinto Quinta das Bágeiras (Bairrada), nascido de um lote de 1987 feito pelo pai e o avô do produtor Mário Sérgio. Proveniente de uma vinha centenária, iria ser vendido na altura às Caves São João, mas Mário Sérgio pediu para ficar com um tonel (o número 12) desse lote. Garrafa aberta pelo produtor e em perfeitas condições, um clássico Bairradino na plenitude das suas faculdades, fina complexidade com aromas frescos, vivos, ao mesmo tempo delicados com notas de pinho e fruta vermelha bem ácida envolta em capa acetinada e doce. Boca cheio de vida, frescura a envolver um conjunto onde a presença da fruta bem ácida se faz notar ao lado de um tom mais vegetal. Um vinho intemporal que nos remete para o melhor que uma região nos tem para dar e mostrar. Toda uma lição. 95 pts
 
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