O Outono de Santar (Casa de Santar) começou como Vindima Tardia, agora apresenta-se com novo rótulo ostentando Colheita Tardia. O interior também mudou e para melhor neste vinho oriundo do Dão com 90% Encruzado e 10% Furmint. Estágio de 12 meses em barrica de segundo ano. Com preço a rondar os 19€ é um vinho de tons melados com a fruta cristalizada (citrinos) e alperce já em calda a dar sensação de doçura, tudo muito fresco com toque de gengibre fresco a invocar a presença de botrytis. Elegância com toque de açúcar queimado na boca, envolvente e untuoso, ligeiro no trato, saboroso e com bom final de boca. 91 pts
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05 abril 2019
12 novembro 2018
Monsaraz Colheita Tardia 2016
Da CARMIM (Alentejo) sai este colheita tardia criado a partir da casta Semillon, com o vinho a estagiar durante 12 meses em barricas usadas de carvalho francês. A estreia não podia ser melhor, o vinho é guloso e muito fresco, de aromas bem definidos com destaque para os citrinos, ligeira calda a envolver tudo com um ponto mais untuoso e gordo dado pela fruta de polpa amarela. Na boca encontramos o mesmo timbre, untuoso e fresco, prolongado e com grande equilibrio entre doçura/frescura. Marca o palato pelo sabor da fruta, num final de boa persistência. Custa coisa de 10€ na loja do produtor e é uma aposta tentadora para acompanhar os doces da época Natalícia. 92 pts
02 julho 2018
Quinta do Cardo Colheita Tardia 2015
É novidade no mercado este delicioso Colheita Tardia da Quinta do Cardo (Beira Interior), feito a partir da casta Síria. Apresenta-se delicado e sem excessos, com uma enorme precisão e definição de aromas, envolto num tom rico e melado, muita frescura com notas de calda de fruta, floral, ligeira untuosidade a envolver tudo com um toque de gengibre fresco. Boca com grande finesse e equilibrio entre frescura/doçura, muito saboroso e conquistador dos palatos mais exigentes. A produção não chega às 700 garrafas com preço a rondar os 18€. 94 pts
19 novembro 2017
Grandjó Late Harvest 2013
É a GRANja De AliJÓ (Real Companhia Velha) que dá o nome a este branco doce elaborado a partir de uma criteriosa selecção de uvas da casta Semillon, afectadas por podridão nobre (botrytis cinerea). A localização privilegiada da Quinta do Casal da Granja, no planalto de Alijó, com um microclima muito próprio com manhãs de nevoeiro e tardes quentes e húmidas, criam as condições ideais para o desenvolvimento em algumas parcelas do fungo responsável pela podridão nobre. Tem uma produção que não chega às 6.000 garrafas com preço a rondar os 18€.
Apresenta-se com uma finíssima nota glicérica, com as notas características de Sauternes, tudo muito limpo e de grande qualidade com algum tropical seguido de alperce em calda, ligeira tosta em fundo, com toque de doçura equilibrada no imediato com a sensação de frescura do conjunto, que se repete no palato. Belíssimo equilíbrio do conjunto, fresco, delicado e ao mesmo tempo conquistador num longo e persistente final. 95 pts
06 abril 2017
Pinhal da Torre Tardio 2010
O Tardio da Pinhal da Torre (Alpiarça) apresenta-se como o Colheita Tardia deste produtor Ribatejano. A casta escolhida foi a Fernão Pires com fermentação em barrica.Longe de ser uma bomba de açúcar mostra-se muito preciso e delicado, com elegância e harmonia entre frescura/doçura. Destacam-se as notas finas de mel que lhe dá untuosidade embrulhando os citrinos em calda, fruto seco e floral ajudam a dar algo mais à fina complexidade do conjunto. O preço ronda os 20€, sirva fresco a acompanhar uma tarte fria de lima ou pêssegos assados com xarope de baunilha. 90 pts
15 dezembro 2016
Dona Maria Colheita Tardia 2011
Uma "novidade" para muitos este Dona Maria Colheita Tardia 2011 com laivos de Sauternes, criado de raiz com as melhores uvas da casta Semillon ataca pelo fundo da podridão nobre. Passou um ano em barricas novas de carvalho francês de 400 litros e mais uma boa temporada em garrafa para serenar o espírito. Pouco ou nada puxado para as doçuras exageradas, é todo ele preciso tanto em aromas como sabores, envolto numa frescura suficiente para ter a vivacidade suficiente na boca e no nariz. Afinado e elegante, muito equilibrado, a botrytis sente-se ligeiramente em pano de fundo naquele toque extra à complexidade dominada pela fruta de caroço em calda. O preço atira-o para os 18-20€ sendo aposta ganha em noites de gala. 92 pts
01 novembro 2016
Cartuxa Colheita Tardia 2011
Um vinho que se insere nas comemorações dos 50 anos da criação da Fundação Eugénio de Almeida por Vasco Maria Eugénio de Almeida. É por isso mesmo um vinho de comemoração, daqueles exemplares raros e únicos que se estimam até ao derradeiro momento de partilha do mesmo. Para muitos que andam mais atentos sabem que não é a primeira vez que a Adega da Cartuxa lança um colheita tardia, remontando as suas primeiras edições aos anos 80. Este segue um caminho diferente e resulta de uma parcela muito especial da casta Riesling que afectada pelo nobre fungo, Botrytis cinerea, da qual se escolheram os melhores bagos a fim de se criar este belíssimo exemplar que na sua fase final estagiou 18 meses em garrafa antes de ser lançado no mercado. Surpreende pela frescura mostrando boa presença de fruta em calda bem fresca, as notas da Botrytis fazem-se notar num conjunto fresco, envolvente e que transmite sensação de untuosidade que no palato ganha outra dimensão de prazer.Com algum tempo no copo expande ligeiramente a sua complexidade, longo, fresco, com um bonito equilíbrio entre doçura/acidez/fruta num conjunto de muita qualidade que nos prende ao copo no final do jantar. Asseguradamente um dos melhores exemplares a ser feito em Portugal, caso tenha a sorte de o encontrar, o preço ronda os 22€ em Garrafeira. 94 pts
24 fevereiro 2016
Monte da Ravasqueira
Já por duas vezes tive oportunidade de visitar o Monte da Ravasqueira (Alentejo), ligado há várias gerações à família José de Mello, localizado no concelho de Arraiolos. Relembro-me dos seus primeiros vinhos e do ambicioso projecto que na altura tinha como meta proporcionar ao consumidor alguns dos melhores vinhos do Alentejo. Passados todos estes anos o projecto Monte da Ravasqueira consegue esse objectivo como muito mais, aliando todo uma oferta no âmbito do enoturismo que permite as mais variadas actividades ao ar livre, desde passeios pelas vinhas e cursos de vinhos, espaço de refeições ou até a visita do fantástico Museu Particular de Arreios e Atrelagens, lembrando a coudelaria que existiu durante largos anos no Monte da Ravasqueira. Quanto aos vinhos o projecto tem vindo a ganhar consistência com os recentes topos de gama, como dos varietais que para além da diversidade permitem mostrar aos interessados novas abordagens das castas ali plantadas. Não se estranhe portanto de encontrar um Touriga Franca, um Alvarinho ou um Colheita Tardia, todos de bom recorte e a darem muito boa conta do recado à mesa com a gastronomia típica da região. Porém aquele que será o mais conhecido e que durante largos anos se apresentou como o topo de gama da casa, foi o Vinha das Romãs. A equipa de enologia de início contava com a presença do enólogo Rui Reguinga que a seu tempo deu lugar à dupla que tanto sucesso tem alcançado, falo de Pedro Pereira Gonçalves e Vasco Rosa Santos.
Mas para falar do Vinha das Romãs temos que recuar a 2002 ano em que se decidiu arrancar um conjunto de romãzeiras que ocupavam um área de cinco hectares para ali se plantar vinha, mais propriamente Syrah e Touriga Franca. Aquela vinha passou a chamar-se a Vinha das Romãs e cedo ganhou protagonismo pela qualidade destacada dos vinhos a que dá origem, revelando uma concentração e um nível de maturação único em toda a área de vinha do Monte da Ravasqueira. É por isso mesmo um “single vineyard”, “monopole”, “vino de pago”, onde o terroir imprime características diferenciadoras e únicas. Aqui o que se procura é o equilíbrio perfeito entre as duas castas, isolando a cada colheita as melhores zonas de cada casta que melhor transmitem a singularidade do local. Os vinhos falam por si, cada vez mais em crescendo no que à qualidade diz respeito, frescos e muito apelativos, o trabalho com a madeira tem vindo a ganhar notoriedade num perfil cada vez mais sério, amplo, profundo e acima de tudo apetecível.
Os topos de gama, em jeito de homenagem ao patriarca da família, são hoje em dia os vinhos da linhagem MR Premium que se encontram nas versões branco, tinto e rosado. Todos eles são do melhor que se pode ter à mesa, o refinamento é total e mostram-se com uma enorme classe. São vinhos que merecem ser conhecidos e bebidos em muito boa companhia, porque vinhos assim são feitos para isso mesmo, celebrar a vida.
11 dezembro 2015
Grandjó Late Harvest 2012
O Grandjó da Real Companhia Velha tem estatuto de lendário, o "Vintage das terras altas" como é conhecido, vai para mais de 100 anos a brilhar à mesa. Por agora vamos na colheita 2012 que marca a estreia a solo do enólogo Jorge Moreira, num vinho cujas uvas da casta Sémillon provenientes da Quinta do Casal da Granja (Alijó) permitem o desenvolvimento de botrytis cinerea, o fungo responsável pela podridão nobre, factor determinante no processo de elaboração deste vinho muito especial. Esse mesmo efeito da botrytis sente-se presente no nariz, em companhia de aromas limpos, frescos e com aquele adocicado quase que a lembrar fruta em calda com destaque para o alperce, toque melado, chá de limão, muito bonita complexidade num todo com muita harmonia e delicadeza. Na boca é doce mas fresco, muita finesse com sensação de untuosidade a meio do palato, final fresco e de apontamento guloso, para mim deveria ter um bocadinho mais de acidez mas da maneira como desaparece do copo uma pessoa até se esquece desses detalhes. Custa coisa de 19€ e vale cada gota, um belíssimo Late Harvest. 94 pts
04 julho 2015
Quinta do Portal Late Harvest 2007
Foi o primeiro a ser produzido na Quinta do Portal (Douro) e é até à data o melhor de todos, o tempo serenou-lhe os ânimos e catapultou esta colheita tardia para um caso muito sério. Não se consegue ficar indiferente ao ouro líquido que nos escorre para o copo quando o servimos, depois é um turbilhão de sensações com a frescura a envolver uma sensual gulodice. Perfumado com notas de casca de laranja cristalizada, frutos amarelos com alperce em destaque e com fundo infusão de ervas. Invade o palato numa onda de untuosidade com o toque de doçura suficiente, nem mais nem menos, muito elegante e com um longo final de boca. A servir fresco e a deixar-se render aos seus encantos, o complicado vai ser conseguir arranjar este 2007 a não ser que tenha a sorte de ter alguma perdida no fundo do armário. 93 pts
29 outubro 2014
Château de Fesles - Bonnezeaux 2003
Os vinhos do Loire (França) fazem parte do lote dos meus favoritos, gosto da variedade de estilos que encontramos nas castas Melon de Bourgogne, Chenin Blanc, Sauvignon Blanc ou Cabernet Franc, da belíssima capacidade de envelhecimento que grande parte dos vinhos tem e pela identidade muito própria do local que alguns produtores conseguem sabiamente transmitir através dos seus vinhos.
Em Anjou-Saumur reside a melhor expressão da uva Chenin Blanc, a pequena Coteaux du Layon alberga duas fantásticas AOC, Quarts de Chaume e Bonnezeaux, exclusivas para vinhos doces de topo. Em destaque o Chateau de Fesles 2003, um belíssimo vinho onde surge a botrytis acompanhada de um fantástico equilíbrio entre a riqueza da fruta e a acidez. O vinho conquista no imediato, envolvente e sedutor, untuoso e delicado com notas de pêssego e laranja, noz moscada, baunilha, fundo a desvendar a botrytis de forma subtil e muito elegante a mistura entre sensação de cremosidade com toda a frescura de uma fruta muito limpa e rodeada de aromas muito bem detalhados. Não compromete em momento algum, untuoso no palato, forra tudo com saborosas notas de fruta, especiarias, calda de fruta bem fresca, aveludado mas profundo e delicioso... uma tentação pois quando o copo esgota procuramos por mais uma gota na garrafa. 94 pts
01 março 2011
Château La Tour Blanche 2003
O Chateau La Tour Blanche nasceu no século XVIII, fica situado no coração da appellation de Sauternes, uma appellation com 2100 hectares que inclui as localidades de Barsac, Bommes, Fargues, Preignac e Sauternes. As três uvas tradicionais são Sémillon, Sauvignon e Muscadelle, sendo que no Chateau La Tour Blanche temos 83% Sémillon, 12% Sauvignon e 5% Muscadelle.
Em prova a colheita de 2003, uma colheita considerada histórica, Verão quente permitiu uma excelente maturação da uva, com chuva a 6 e 7 de Setembro a permitir o aparecimento da podridão nobre de forma homogénea nas várias parcelas de vinha, dando origem à vindima a 15 de Setembro. Com uvas de excelente qualidade e alto nível de concentração vistos apenas 50 anos atrás, seria preciso voltar a 1929 ou mesmo a 1893 para poder comparar. Apresenta-se com 13,1% Vol. um açúcar residual de 178 g/l sendo produzidas 2,915 caixas com preço por unidade a rondar os ...
Estes são os vinhos que são reconhecidos por todos os enófilos a nível Mundial, são autênticos campeões de arena, esqueçam os "docinhos" que se vão fazendo em Portugal, aqui estamos diante daqueles que realmente interessam, inimitáveis e inesquecíveis. De todos os Sauternes Premiers Crus até hoje provados, este mora no topo seguido de muito perto pelo Rieussec.
Na boca, médio de corpo mas enorme de alma, entra com toque de casca de laranja, equilibrado e untuoso, é um grande vinho pleno de elegância e pureza, mousse de pêssego, frescura muito bem calibrada, pleno de finesse com a doçura em grande harmonia com a frescura da fruta, muito presente na boca todo ele se mostra participativo de inicio ao fim, é puro prazer no palato, aqui como no nariz mostra algumas notas de especiarias muito finas. Final longo e persistente, com toques de pêssego e novamente a botrytis a deixar-nos com um prolongado adeus.
Uau que vinho tão bom, é o que se costuma dizer quando se prova algo deste gabarito, o preço nem sequer chega a assustar, por 40/50€ consegue-se comprar uma garrafa de 0.75 de puro luxo no copo. A proporção de prazer que dá ao beber é igual à velocidade com que desaparece na garrafa... servido fresco, seja com entradas em que brilhará com foie gras, ou mesmo numa sobremesa nunca muito doce para não se sobrepor ao vinho, ligando bem com fruta, este é um Sauternes de excelência e um hino ao que deve ser um colheita tardia. 19 - 97 pts
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