O Quinta do Cardo (Beira Interior) tinto 2014, feito a partir de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, com estágio de 9 meses em barrica de carvalho francês. O vinho foi para mim uma surpresa pela forma desempoeirada e fresca como se mostrou, a fruta muito solta e bem delineada, saborosa, ligeiro floral num conjunto coeso e bem estruturado. A passagem por barrica complementa o aroma e arredonda-o ligeiramente no palato, sem perder todo o vigor da juventude, num vinho feito a pensar nos bons momentos à mesa e que se mostra ideal mesmo face ao preço para um consumo diário com qualidade bem acima da média. 89 pts
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20 janeiro 2016
15 outubro 2015
Quinta do Cardo Síria 2014
Nasce na Beira Interior pela mão da Companhia das Quintas, na Quinta do Cardo. Um vinho que de certa forma tem sido um estandarte dos brancos da região. A sua fama vem de longe muito por causa das características tão peculiares que costuma apresentar. Também o novo rótulo a fazer a diferença, diga-se que tanto o rótulo como o vinho encerram muitos e bonitos detalhes. Um vinho refrescante, mineral (pederneira), perfume floral, sente-se tenso e com nervo, limão, lima, maçã, boa frescura. Boca com ligeira untuosidade de início que se esbate numa saborosa passagem com final onde domina a austeridade mineral. 90 pts
13 janeiro 2014
Quinta de Pancas Grande Escolha 2011
É o topo de gama da Quinta de Pancas (Lisboa), pertença da Companhia das Quintas, que após ter brilhado nas colheitas de 2005 e 2008 volta à carga com nova edição do seu Grande Escolha. A atribuição desta classificação só acontece em anos com colheitas de qualidade excepcional – e 2011 foi um desses anos. Produzido com as castas Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot, estagiou vinte meses em barricas de carvalho francês e encontra-se com um preço a rondar os 20€. Um vinho que repete a excelente performance das colheitas anteriores, grande gabarito numa prestação notável de qualidade e consistência de edição para edição, que facilmente o destaca como um dos melhores da região e o coloca junto aos melhores vinhos de Portugal.
Apesar de toda a sua raça, aguerrido e com uma bonita austeridade que augura muito boa evolução em garrafa, o vinho conquista pelo seu todo. Nota-se um Cabernet Sauvignon maduro e limpo, frutos silvestres de categoria com todo o embrulho da complexidade, madeira a caminho da plena integração, caixa de especiarias com pimenta preta, terroso com leve bálsamo. Sente-se frescura no conjunto, sente-se profundidade e largura de ombros (estruturado), boca complementa o nariz, pimenta verde, fruto suculento e muito definido, final longo, fresco e persistente. 94 pts
Uniqo Touriga Nacional 2010
Lançamento Uniqo e exclusivo da Companhia das Quintas, um vinho emocionante que junta num lote da colheita de 2010 as melhores uvas de Touriga Nacional da Quinta da Fronteira (Douro Superior); Quinta do Cardo (Beira Interior); Quinta de Pancas (Lisboa) e Herdade da Farizoa (Alentejo). Estes lotes de Touriga Nacional estagiaram em barricas novas e de um ano (50%/50%) de carvalho francês durante vinte meses e depois seguiram-se doze meses de envelhecimento em garrafa, numa quantidade limitada de 3.300 garrafas e com um PVP Recomendado de 19,90€.
É mais que um simples varietal, assistimos aqui a um puro vinho de lote, completo e complexo, sério, estruturado e repleto de encantos com muita vida pela frente. No início levemente austero cresce no copo para toda a opulência da fruta (ameixa, amora) carnuda e madura, fresco com toque balsâmico, cacau e floral. Nada forçado, robusto e elegante, coeso, sem artificialidades e a mostrar-se com apontamento de baunilha que confere sensação de ligeira cremosidade. Na boca temos o complementar do nariz, estruturado mas a dar muito boa prova, ligeira secura no final de boca num todo saboroso, fresco e a dar muito prazer. Um Touriga Nacional de grande qualidade a merecer uns bons nacos de novilho no carvão para o acompanharem. 93 pts
20 setembro 2013
Quinta do Cardo Síria 2006
Foi ao vasculhar por entre a garrafeira que encontrei este branco, olhei para o ano de colheita sorri e pensei que só ali poderia estar por esquecimento... um esquecimento com sete anos. O vinho terá sido comprado na altura pelo motivo de estar na moda, porque se falava e muito, era tema recorrente de conversas entre os seus admiradores com grandes dissertações sobre os seus peculiares aromas de tangerina. Hoje em dia é apenas mais um entre tantos, engolido pela voracidade de um mercado alimentado pelo factor novidade.
Foi escolhido entre outros para ser atirado para o meio da arena, as minhas expectativas eram poucas ou nenhumas, certamente seria mais um a ser trucidado por aqueles que lhe estenderam o copo. Para surpresa minha e espanto de mais uns quantos presentes o vinho safou-se com grande estilo, direi que surpreendeu pela graciosidade que ainda lhe percorre a alma. Decadente com toques de natural oxidação, mostra toque apetrolado com capacidade para cativar momentaneamente onde se junta fruta (citrinos) macerada, mel e flores amarelas. Prova de boca com boa frescura, untuosidade mediana na passagem com fruta melada e fresca em sintonia com nariz. No final não deixa de ser curioso que gostei mais deste vinho neste estado do que quando em novo. 89 pts
08 agosto 2012
Quinta do Cardo Síria 2011
Mais um vinho da Companhia das Quintas a chegar ao copo, desta vez da Beira Interior (Figueira de Castelo Rodrigo) mais propriamente da Quinta do Cardo. O vinho em questão é o branco Quinta do Cardo Síria 2011, vinho sem debitar grande complexidade que se torna simples e directo, centrado nos aromas citrinos que tanto o caracterizam com sugestões de tangerina e limão. É rematado por toque floral e alguma mineralidade, tudo delicado e a evidenciar boa frescura. Boca com boa acidez, boa dose de secura, corpo médio e concentração moderada, centrado no que encontramos no nariz.
Não é vinho que me faça dar os 5€ que pedem por ele, bem feito apenas mas não me conquista com o aquilo que me mostrou. Com as respectivas limitações da casta acabou por ficar um bocado abaixo do esperado, é um bom vinho e nada mais que isso. Peixe grelhado com salada foi o acompanhamento após a prova, encaixou sem queixumes o que revela a apetência para a mesa. Para os mais distraídos a casta Síria é a que no Alentejo chamam de Roupeiro. 86 pts
28 julho 2012
Pancas branco 2011

Branco de combate, de fácil acesso quer pelo preço que ronda os 3€ ou por estar nas grandes superfícies comerciais. O branco de combate é aquele vinho que se compra para se beber um copo à refeição, por norma é barato mas tentando sempre encontrar a melhor relação preço qualidade possível. É o que acontece com este Pancas branco, muito bem feito como começa a ser regra nos nossos brancos, a subida de qualidade é hoje em dia uma realidade e o chavão de que "nunca se bebeu tão bom e barato" cola aqui na perfeição. Quem o procura não quer saber de notas de prova mais ou menos complexas, quer que o vinho que abre para acompanhar um frango de tomatada lhe saiba bem... é o caso.
25 novembro 2011
Quinta de Pancas Grande Escolha 2005
Gostar de vinho e do mundo que gira à sua volta como eu gosto tem de implicar gostar de comida, de cozinhar, de estar horas de roda de um fogão para preparar um almoço ou um jantar e encher a mesa de amigos enófilos... dá-me um prazer imenso quando assim acontece, até porque a mesa da sala é grande e sente-se sozinha com pouca gente à sua volta. No pequeno aparte que se pode e deve fazer aqui para a gastronomia, falando de forma simples, uma das coisas que tenho dedicado algum tempo é a compra de alguns livros dedicados ao tema, investir em livros sempre foi algo que nunca achei descabido e ver crescer a nossa biblioteca com assuntos que gostamos é sempre agradável.
Lembrei-me no outro dia enquanto folheava este exemplar, porque razão não falo eu nos livros que tenho e gosto, sobre os pratos que mais prazer me dão, porque não falar do que vou cozinhando para acompanhar cada vinho ? Dentro dos livros que vou comprando, destaco o The Food & Cooking of Portugal da autoria do Chef Miguel Castro e Silva, nome que dispensa grandes apresentações, um dos melhores chefes que temos em Portugal e que fez como não podia deixar de ser, um belíssimo trabalho num livro acerca da nossa gastronomia com 65 clássicos de Norte a Sul. Numa altura em que cada vez mais faz falta uma boa promoção do que é nosso, do que de melhor temos para oferecer, este livro é a imagem de que tal é possível e abre uma janela para o mundo, totalmente em Inglês mas que se entende perfeitamente. Gosto muito, na altura nem foi caro, agora o preço subiu ligeiramente e está nos 19,58€... um livro que recomendo pois não se limita a ser apenas e só um livro de receitas pelo que não se torna enfadonho, as fotografias são muito boas, apelativas e como seria de esperar todas as receitas tem o toque do chef que brilhou no Porto e agora se encontra em Lisboa no Restaurante Largo.
A Quinta de Pancas fica em Alenquer (Estremadura/Lisboa) e a fama dos seus vinhos já vem de longe... depois de uns anos no limbo parece que voltou aos bons velhos tempos a que nos tinha acostumado. E assim foi, o vinho mostrou-se numa enorme fase da sua vida, ainda com anos pela frente mas a dar uma prova de enorme qualidade, se falar do preço então é mais um daqueles vinhos que deveriam ser presença mais que obrigatória na garrafeira de verdadeiros enófilos. Num lote composto por Touriga Nacional (30%), Cabernet Sauvignon (40%) e Petit Verdot (30%) que foram 20 meses a banhos em barricas novas de carvalho francês.
É um vinho de cor escura, cheio de detalhes, com classe e elegância, algo musculado, mas a fruta fresca e bem madura liga-se muito bem com a madeira, alguma compota, pimenta preta em boa dose, algum Cabernet presente com pimento do bom, não se atrapalha nem faz atrapalhar... desenvolve muito bem no copo. Na boca mostra-se profundo, denso e saboroso, harmonia e novamente elegância... bem estruturado, chocolate preto, fruta madura, vegetal e apimentado no final de boca bem longo e persistente... conjugando frescura com sabores frutados e harmonia com a prova de nariz. Um vinho cheio que dá prazer, o preço é um dos motivos que leva a ser alvo de cobiça pois anda na casa dos 19€... não sendo propriamente barato não chega a valores astronómicos de outros nomes da nossa praça que em qualidade se equivalem. 92 pts
19 junho 2009
Bucellas & Collares Centenário 2007
Para comemorar os cem anos das regiões demarcadas de Bucelas e Colares, foi produzido um vinho branco em conjunto pela Companhia das Quintas e a Adega Regional de Colares, numa edição limitada de três mil garrafas, concebida a partir das castas emblemáticas das duas regiões: Arinto de Bucelas e Malvasia de Colares, que tem como objectivo transmitir a personalidade e excelência dos vinhos das duas regiões, surgindo assim o Bucellas & Collares, vinho branco regional Estremadura 2007.
Bucelas e Colares são duas das regiões demarcadas mais antigas do mundo, comemorando este ano 100 anos de existência.
Como referido, as duas castas escolhidas são bem características de cada uma das regiões, a casta Arinto amadurece de forma sublime, mantendo sempre excelentes níveis de acidez natural que resultam num excelente potencial de envelhecimento. A Malvasia é uma casta nobre e autóctone plantada em pé-franco, nos característicos solos arenosos da Região Demarcada de Colares e é vindimada no final de Setembro, apresentado um uva com excelente acidez e grande equilibrio aromático.
As castas fermentaram separadamente sem interferência de madeira de carvalho e foram posteriormente loteadas. A escolha de uma percentagem de 50% de cada uma das castas no lote final mostrou-se mais equilibrada e a mais reveladora do carácter das duas regiões.
Castas: (50%) Arinto e (50%) Malvasia - Vinificação: Fermentação lenta a temperatura controlada durante um mês em cubas de inox - 12,5% Vol.
Tonalidade amarelo citrino de rebordo esverdeado.
Nariz de belo recorte aromático, com fruta de cariz tropical com bastante citrino, alguma pêra e pêssego bem maduros. Desabrocha para notas de flores brancas e vegetal fresco, com bastante mineralidade em fundo, como que a servir de suporte a toda a estrutura, num conjunto que mostrar requinte, harmonia, delicadeza e frescura.
Boca a apresentar-se com uma estrutura mediana, de consistência suave e fresca ao nível da fruta, assente novamente numa bela dose de mineralidade. Nota-se uma acidez de sensações citrinas, que revigora e dá alguma secura ao vinho durante a sua passagem, drop de limão e um ou outro toque de vegetal fresco em companhia de flores brancas, colocando uma boa harmonia entre a prova de nariz e a prova de boca, com final de persistência média.
É caso para dizer Parabéns a você, nesta data querida, em que se teve a boa ideia de se lançar este belo vinho que tão condignamente representa as duas regiões. Um vinho onde as duas castas se abraçam numa união muito feliz, resultante um conjunto de fino recorte, fresco, harmonioso e com um ligeiro toque salgado derivado da influência Atlântica na casta Malvasia. Acompanhou umas postas de salmão grelhado com batata sauté.
16,5
Nariz de belo recorte aromático, com fruta de cariz tropical com bastante citrino, alguma pêra e pêssego bem maduros. Desabrocha para notas de flores brancas e vegetal fresco, com bastante mineralidade em fundo, como que a servir de suporte a toda a estrutura, num conjunto que mostrar requinte, harmonia, delicadeza e frescura.
Boca a apresentar-se com uma estrutura mediana, de consistência suave e fresca ao nível da fruta, assente novamente numa bela dose de mineralidade. Nota-se uma acidez de sensações citrinas, que revigora e dá alguma secura ao vinho durante a sua passagem, drop de limão e um ou outro toque de vegetal fresco em companhia de flores brancas, colocando uma boa harmonia entre a prova de nariz e a prova de boca, com final de persistência média.
É caso para dizer Parabéns a você, nesta data querida, em que se teve a boa ideia de se lançar este belo vinho que tão condignamente representa as duas regiões. Um vinho onde as duas castas se abraçam numa união muito feliz, resultante um conjunto de fino recorte, fresco, harmonioso e com um ligeiro toque salgado derivado da influência Atlântica na casta Malvasia. Acompanhou umas postas de salmão grelhado com batata sauté.
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