E porque gosto eu mais desde Arrayan Petit Verdot do que dos Petit Verdot feitos em Portugal ? A resposta torna-se simples quando neste vinho se sente acima de tudo a fruta fresca e uma intensidade com pureza associada, enjoado que estou de vinhos pesados e com excesso de frutose em destaque. E nem mesmo no meio do calor e da secura daquelas paragens o vinho se perde, ainda bem, nariz amplo, fresco e perfumado, com a fruta madura sem excessos, é madura e ponto, suculenta mas fresca com toque ao de leve de doçura, com fruta vermelha em destaque na ameixa, cereja e amora. Cativante com barrica no ponto harmonioso, toque especiaria com fumados da barrica ladeados pelos bálsamos vegetais e o toque de chá verde, aquele vegetal seco, tabaco, caruma, o tal toque verdot... Na boca entra de forma fresca e frutada, esmaga-se a fruta e entramos com essa sensação no restante conjunto, tudo isto com uma boa amplitude e intensidade, direi bastante sólido no que tem a dizer apesar da gentileza como o mostra, levemente arredondado nos cantos com ar fresco, cacau, especiaria e novamente a pimenta verde, o toque de vegetal em bálsamo, a caruma do pinheiro e uns taninos a dar secura... num final longo e persistente. A harmonia entre nariz e boca é muito boa, o vinho bebe-se sem dar conta e no final de uma refeição será certamente esta uma das garrafas que está no fim. 16,5 - 91 pts
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18 abril 2011
Arrayan Petit Verdot 2005
Se há coisa que enjoa é o cair sistematicamente na asneira de tentar fazer-se em Portugal aquilo que não se consegue fazer ou por natureza ou porque na adega tudo não passou de um alegre experimento enológico que o papalvo do consumidor bebe sem reclamar... grande parte nem sabe o que bebe, acontece porque lhe dizem que é muito bom quando não é. Neste punhado de vinhos mutantes pejados de distorções da realidade natural das coisas, encontramos essencialmente os Viognier, Sauvignon Blanc ou mesmo Petit Verdot made in Portugal, com algumas raras excepções, muito raras mesmo. Dizer que se fazem grandes vinhos extreme destas castas em Portugal, é o mesmo que dizer que o Sócrates fez um belíssimo trabalho enquanto Primeiro Ministro. Dito isto passo a falar de um varietal de uma casta que muito gosto a solo, Petit Verdot, e desta vez vem ali da zona de Toledo. O produtor já falei dele anteriormente, e o vinho em si nada tem que ver com os exemplares feitos em Portugal, talvez aquele que mais gostei até tenha sido o Dona Maria Petit Verdot e mesmo o que mais se aproxima do nível deste Arrayan. Neste caso tivemos direito a 12 meses em carvalho francês mais 12 meses em garrafa com preço a rondar os 15€, direi que mais que justo e de muito boa RPQ.
Arrayan Premium 2004
Há um produtor perto de Toledo que faz as minhas delícias nos vinhos que produz, para mim tem alguns dos varietais que se tornaram autênticas referências em Espanha, falo do Domínio de Valdepusa do Marquês de Griñon, com o seu Syrah, o Cabernet Sauvignon e o fantástico Petit Verdot. Faz algum tempo que me contaram que haveria um novo produtor ali perto que se estava a começar a destacar pela qualidade dos seus vinhos, foi desta maneira que numa das minhas caminhadas pelo que de bom vai despontando lá fora, alguns projectos "recentes" vão-me chamando a atenção e um desses raios de sol que me bateu no copo foi o das Bodegas Arrayán na finca "La Verdosa" com os seus 600 ha em que 23 são de vinha, en Santa Cruz del Retamar, Toledo. Este projecto nasce com o empresário José Maria Entrecanales e Maria Marsans na Finca "La Verdosa", convidaram o australiano Richard Smart e em 1999 começou-se com plantação das variedades que habitam nos vinhos desta casa, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Petit Verdot. A primeira colheita seria comercializada no final de 2003 e até aos dias de hoje têm sabido impor-se de forma gradual com uma gama bastante consistente. O Rosado já aqui tinha sido provado na colheita de 200. , os varietais irei apresentar proximamente enquanto agora me foco no que era até pouco tempo o topo de gama desta casa, aqui na colheita de 2004, o Arrayán Premium.
O Premium é um lote das 4 castas tintas reinantes, aqui com 55% Syrah, 20% Merlot, 15% Cabernet Sauvignon e 10 % Petit Verdot, com um estágio de 15 meses em barricas de carvalho francês mais 18 meses em garrafa antes de sair para o mercado, num preço que ronda os 30€.
Um vinho de puro gozo na mesa, em plena forma e um pouco mais domesticado na boca do que no primeiro contacto que tive com ele faz algum tempo. Há aqui claramente uma diferença, uma vontade de ter algo diferente ainda que vocacionado para o consumidor moderno, talvez mesmo um misto em que se mistura alguma rusticidade com a nova maneira de ser dos vinhos dos tempos modernos. O resultado final é amplamente motivador, vinho virado para a partilha, para a mesa e também para a guarda... 17 - 93 pts
12 março 2010
Arrayan Rosado 2008
Este foi um dos vinhos rosé ou rosados que mais gostei de provar até agora, a verdade é que não consumo muito vinho deste tipo optando quase sempre por um branco que pelo mesmo preço me costuma dar sempre melhor conta do recado, ou seja, é mais prazenteiro. Felizmente há vinhos rosados que gosto e faço sempre por ter algumas garrafas comigo, basta pesquisar por aqui que facilmente se encontram alguns dos meus favoritos, este Arrayan é um deles, um rosado sério e pleno de encantos, um vinho feito para a mesa, feito para acompanhar pratos e não para entradas ou aperitivos... é um rosé que enche, encanta e refresca. Vem da D.O. de Méntrida, o produtor são as Bodegas Arrayan de que falarei com mais detalhe quando apresentar os outros vinhos que produz, este é o seu rosado que vai no segundo ano de colheita. Um blend elaborado com as castas Syrah, Merlot, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot, tudo isto embrulhado nuns fantásticos 12% Vol. com um preço que ronda os 8€ em loja da especialidade, vulgo Garrafeira. Motivos mais que suficientes para se tornar apetecível em demasia e um alvo de tentação.
Nariz a mostrar um vinho bom de aromas, com bastante fruta fresca e bem limpa, sente-se madura e suculenta, num registo de boa intensidade. Componente vegetal, aporta complexidade com alguma secura e bravura pelo meio, hortelã, rama de tomate, com ligeira ponta doce em fundo (rebuçado de morango), num todo equilibrado, levemente especiado (pimenta), harmonioso e que dá gosto cheirar.
Boca de perfil limpo, fresco, arejado e muito bem arrumado, a saber a fruta com leve secura vegetal pelo meio, corpo bem estruturado, nada estreito e muito bem proporcionado. Sério no que mostra e como mostra, frescura presente do principio ao fim com toque a morango no final de boca.
Este é daqueles que se compra de olhos fechados, a qualidade está em todos os lados, rótulo cuidado, embrulhado em boa frescura e recheado de fruta de qualidade que se sente bem fresca. Um prazer para se beber à mesa num perfil todo ele gastronómico. 16,5 - 91 pts
Nariz a mostrar um vinho bom de aromas, com bastante fruta fresca e bem limpa, sente-se madura e suculenta, num registo de boa intensidade. Componente vegetal, aporta complexidade com alguma secura e bravura pelo meio, hortelã, rama de tomate, com ligeira ponta doce em fundo (rebuçado de morango), num todo equilibrado, levemente especiado (pimenta), harmonioso e que dá gosto cheirar.
Boca de perfil limpo, fresco, arejado e muito bem arrumado, a saber a fruta com leve secura vegetal pelo meio, corpo bem estruturado, nada estreito e muito bem proporcionado. Sério no que mostra e como mostra, frescura presente do principio ao fim com toque a morango no final de boca.
Este é daqueles que se compra de olhos fechados, a qualidade está em todos os lados, rótulo cuidado, embrulhado em boa frescura e recheado de fruta de qualidade que se sente bem fresca. Um prazer para se beber à mesa num perfil todo ele gastronómico. 16,5 - 91 pts
07 novembro 2009
BODEGAS JIMÉNEZ-LANDI SELECCIÓN 2005
Este vinho é fruto da segunda colheita do produtor Jiménez-Landi, e surge com o nome de Selección. Colocado em prova por um bom amigo, na página do produtor não é feita qualquer referência a este vinho, o que não deixa de ser curioso. Deixo então a respectiva nota de prova para matar a curiosidade.
Castas: 50% Syrah - 50% Garnacha - Estágio: 7 meses barrica carvalho francês - 14,5% Vol.
Tonalidade granada escuro de concentração média/alta.
Nariz a mostrar-se com alguma complexidade, boa concentração de aromas, essencialmente no que toca à fruta negra (amora, framboesa, ameixa) bem madura e dando a sensação que se apresenta em várias camadas com toques de compota pelo meio. Tudo bem interligado e em plena harmonia, num perfil coeso e ao qual se juntam, aromas especiados, cacau morno, fumo e vegetal seco.
Boca de estrutura média/alta, sente-se leve ponta de frescura, ligeiro balsâmico com a fruta (ameixa, amora) bem presente. Tudo em boa sintonia com toques de cacau morno, vegetal e algum especiado em fundo. Um vinho de corpo redondo e espaçoso, saboroso, fruta presente a manobrar todo o conjunto, com madeiras finas a servir de amparo, terminando com boa persistência.
Nariz a mostrar-se com alguma complexidade, boa concentração de aromas, essencialmente no que toca à fruta negra (amora, framboesa, ameixa) bem madura e dando a sensação que se apresenta em várias camadas com toques de compota pelo meio. Tudo bem interligado e em plena harmonia, num perfil coeso e ao qual se juntam, aromas especiados, cacau morno, fumo e vegetal seco.
Boca de estrutura média/alta, sente-se leve ponta de frescura, ligeiro balsâmico com a fruta (ameixa, amora) bem presente. Tudo em boa sintonia com toques de cacau morno, vegetal e algum especiado em fundo. Um vinho de corpo redondo e espaçoso, saboroso, fruta presente a manobrar todo o conjunto, com madeiras finas a servir de amparo, terminando com boa persistência.
É mais um belo exemplar deste produtor. Convenhamos que foi um extra na prova que realizei com o Piélago e o Sotorrondero, ambos da colheita 2007. Mostrou-se imponente e ao mesmo tempo mais esclarecido, com vida pela frente. De todas as formas agradou muito, mostrou-se diferente dos outros dois, mas com um fio condutor comum a todos, tudo sem quebras na sua prestação. Destaque para a pesadíssima garrafa que lhe foi destinada, o preço ronda os 18-20€ em algumas garrafeiras. 16,5 - 91 pts
04 novembro 2009
BODEGAS JIMÉNEZ-LANDI PIÉLAGO 2007
Depois de ter provado o Jiménez-Landi Sotorrondero 2007, dou lugar à prova do Jiménez-Landi Piélago 2007. As vinhas que lhe dão origem, plantadas em 1960 sobre solos siliciosos de origem granítica, são o orgulho deste produtor e ficam situadas na Serra de San Vicente (Real de San Vicente) a 50 km de Méntrida, dispersas em 11 pequenas parcelas de Garnacha, num total de 8 hectares, a uma altitude que varia entre os 750 e os 850 metros.Sobre os solos diz o produtor, e passo a citar:
“Los componentes silíceos aportan frescura a los vinos, caballo de batalla de los vinos españoles, sobre todo de los procedentes de la zonas cálidas. La altitud es mi arma contra la latitud en la que me encuentro. En la Sierra de San Vicente existe gran diferencia térmica entre el día y la noche, lo cual es fundamental en el ciclo de maduración, porque la hace más lenta. Puedo decir que mis Garnachas maduran a fuego lento. Además, disfruto trabajando con esta variedad. Aunque sea una de las más ingratas, es de las que más valoro porque bien elaborada puede dar unos vinos excelentes”
A ter em conta algumas diferenças no processo de elaboração dos dois vinhos, enquanto o Sotorrondero a uva entra sem engaço, no Piélago a uva entra com engaço (30-100% dependendo da vinha). No que toca ao estágio em barrica destes vinhos, passam ambos por carvalho francês, sendo que o Sotorrondero em barricas de 300 e 500 litros e o Piélago em barricas de 500 e balseiros de 1.500 litros. Segundo o enólogo:
A ter em conta algumas diferenças no processo de elaboração dos dois vinhos, enquanto o Sotorrondero a uva entra sem engaço, no Piélago a uva entra com engaço (30-100% dependendo da vinha). No que toca ao estágio em barrica destes vinhos, passam ambos por carvalho francês, sendo que o Sotorrondero em barricas de 300 e 500 litros e o Piélago em barricas de 500 e balseiros de 1.500 litros. Segundo o enólogo:
“No uso la barrica bordelesa de 225 litros porque me interesa una crianza un poco más reductiva, con menos microoxigenación, en que el vino tenga menos contacto con la madera para proteger sus aromas varietales y minerales”
Castas: Garnacha 100% - Estágio: 14 meses em barricas de carvalho francês de 500 e 1.500 litros. - 14,5% Vol.
Tonalidade ruby escuro de concentração alta.
Nariz marcado logo de inicio por tosta e fruta negra (ameixa, framboesa, amora) bem madura com alguma passa (ameixa). Sente-se um vinho denso e mais sério que o Sotorrondero, toque mineral discreto com frescura menos sentida num conjunto com maior complexidade e profundidade. A madeira continua harmoniosa (café, tosta) e bem integrada, dando suavidade ao conjunto num fundo floral.
Boca com entrada focada na expressividade da fruta madura e gulosa (doce). Corpo médio, harmonioso e com travo fresco (mais fresco do que no nariz), especiaria (pimenta preta) e madeira discreta mas funcional. Mostra ainda uma ligeira secura que deverá ir ao lugar com mais algum tempo de repouso em garrafa, terminando em persistência média/longa.
Lado a lado com o Sotorrondero, este Piélago surge bem mais sólido e com menos frescura de aromas, notando-se claramente um vinho mais sério. Potência controlada na maneira como se mostra, com a madeira suficientemente bem colocada para não tropeçarmos nela, num conjunto harmonioso e ainda com muito para dar e falar. A produção foi de 10.000 garrafas com preço a rondar os 18-20€ 16,5 - 91 pts
BODEGAS JIMÉNEZ-LANDI SOTORRONDERO 2007
Produzido pelas Bodegas Jiménez-Landi, o vinho Sotorrondero é considerado como a linha base deste recente produtor da D.O. Méntrida.
Em solos argilo-arenoso de natureza granítica, estão situados os 19 hectares que perfazem as quintas "Pedromoro" e "La Dehesa", com cepas de idade inferior aos 10 anos no caso da Syrah e a variar entre os 40-70 anos no caso da Garnacha, situadas a uma altura que ronda os 650 metros.
É aqui o berço do "Sotorrondero", um vinho que tem como base a casta Syrah, e que variando conforme o ano, se complementa com Merlot, Cabernet ou Garnacha, sendo a última maior alvo de escolha. A intervenção na vinha é mínima, com o objectivo de manter a máxima expressão das vinhas, que junta a Syrah com a Garnacha (neste caso).
Em solos argilo-arenoso de natureza granítica, estão situados os 19 hectares que perfazem as quintas "Pedromoro" e "La Dehesa", com cepas de idade inferior aos 10 anos no caso da Syrah e a variar entre os 40-70 anos no caso da Garnacha, situadas a uma altura que ronda os 650 metros.
É aqui o berço do "Sotorrondero", um vinho que tem como base a casta Syrah, e que variando conforme o ano, se complementa com Merlot, Cabernet ou Garnacha, sendo a última maior alvo de escolha. A intervenção na vinha é mínima, com o objectivo de manter a máxima expressão das vinhas, que junta a Syrah com a Garnacha (neste caso).
Castas: Syrah 90 %, Garnacha 10 % - Estágio: 10 meses em barricas carvalho francês de 300 e 500 litros. - 14,5 % Vol.
Tonalidade ruby escuro de concentração média/alta.
Nariz a indicar presença de ligeiro químico que precisa de uma breve decantação. Mostrando desde logo uma boa intensidade de aromas, fruta negra (cereja, amora) bem madura com compota e especiarias. Abre para tons florais, baunilha, tosta, cacau e mineralidade sentida em fundo. Bem coeso e envolvente, fresco e com a madeira a mostrar bom entendimento com a fruta.
Boca com bom volume, estrutura média, frescura sentida capaz de compensar o peso da fruta bem madura que aqui se encontra ao mesmo nível da prova de nariz. Tem uma passagem de boca bem harmoniosa, combinando ligeira compota (na sensação de doce) com tosta da madeira, floral e especiaria. Mostra um bom equilíbrio entre fruta/madeira/frescura, com um final de boca médio/longo.
O que posso dizer, gostei muito e pelas palavras dos amigos a quem apresentei o vinho, ficou certo que é uma boa surpresa, talvez o vinho de mais fácil aproximação deste produtor, aquele que se mostra de uma forma mais fácil/esclarecedora, sem nunca deixar de lado o seu toque mais pessoal. Pela prova que deu pode ser bebido agora ou guardado mais algum tempo. Foram produzidas 28.000 garrafas, com um preço que a rondar os 10€ o torna um alvo bastante apetecível. 16 - 90 pts
Bodegas Jiménez-Landi
Numa infinita vontade em tentar encontrar algo de diferente neste mundo dos vinhos, gosto de vasculhar o que se vai fazendo não só dentro de portas, mas também lá por fora. Sou da opinião que ficar resumido apenas e só ao produto nacional é um acto de puro egocentrismo enófilo que nenhum apreciador que se preze deverá adoptar.
Quem sabe, poderá ser este o começo de uma nova abordagem, uma maior e mais detalhada aproximação aos vinhos de Espanha, um abrir de olhos para novos caminhos para todos aqueles que aqui costumam vir. Irei por isso mesmo falar de alguns produtores que têm vindo a aparecer do lado de lá da fronteira, produtores que eu tenho seguido direi até em algum silêncio e que por factores como a qualidade e a identidade, merecem a meu ver, um digno destaque aqui no Copo de 3.
Quem sabe, poderá ser este o começo de uma nova abordagem, uma maior e mais detalhada aproximação aos vinhos de Espanha, um abrir de olhos para novos caminhos para todos aqueles que aqui costumam vir. Irei por isso mesmo falar de alguns produtores que têm vindo a aparecer do lado de lá da fronteira, produtores que eu tenho seguido direi até em algum silêncio e que por factores como a qualidade e a identidade, merecem a meu ver, um digno destaque aqui no Copo de 3.
Uma das surpresas de que falo são as Bodegas Jiménez-Landi, uma pequena adega familiar situada em Méntrida, terra de ampla história vitivinícola que dá nome à denominação de origem do noroeste da província de Toledo. A D.O. Méntrida onde a Garnacha é rainha, é caracterizada pelos solos arenosos de origem granítica, ácidos e pobres em matéria orgânica. Com um clima continental mediterrâneo extremo, longos e frios Invernos, embora protegidos dos ventos frios do norte e do oeste pela barreira montanhosa de Gredos. O Verão é quente e com baixa precipitação, cerca de 350 mm. anuais, concentrados no Outono e na Primavera.Bodegas Jimenez-Landi, é um recente projecto familiar que arrancou em 2004, conduzido por dois primos; José Benavides Jiménez - Landi (gerente) e Daniel Gómez Jiménez - Landi (enólogo), com o objectivo de elaborar vinhos com base numa filosofia de respeito pelo meio ambiente, tradição e equilíbrio com o que nos rodeia. Esta mesma convicção de que a natureza oferece o que tem de melhor quando se cultiva com respeito, faz com que nas 3 propriedades que fazem parte deste projecto, se trabalhe o vinhedo ecológico com as "armas" da biodinâmica. Segundo os responsáveis, desta maneira os resultados obtidos, expressam as características do solo, do clima, da terra e do céu.
E pode-se afirmar que os resultados não tardaram em aparecer, com o "Sotorrondero" e o "Piélago", vinhos elegantes e minerais, a conquistarem a crítica nacional e internacional, e mais recentemente com os topos de gama de reduzida produção com 2.000 garrafas o "El fin del mundo" e 200 garrafas de "Cantos del Diablo".
Tive a oportunidade de provar os novos Sotorrondero e Piélago, ambos da colheita 2007, e o Selección 2005. As notas de prova vão ser colocadas em separado e posteriormente colocarei aqui o link e um breve resumo das mesmas.
Bodegas Jiménez-Landi Selección 2005
Bodegas Jiménez-Landi Sotorrondero 2007
Bodegas Jiménez-Landi Piélago 2007
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