Copo de 3: Fladgate Partnership
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03 outubro 2011

TAYLOR´S VINTAGE 2009


A Taylor Fladgate & Yeatman foi fundada em 1692 e desde sempre esteve nas mãos da família. Esta é sem dúvida alguma uma das casas ícones de Vinho do Porto e cujos seus Vintages não deixam ninguém indiferente, eu pelo menos sou um devoto apreciador dos vinhos desta casa, seja vintage clássico ou no modelo single quinta, ou até mesmo no fabuloso 20 anos que tanto prazer me dá beber. Já agora, lembram-se do fantástico e histórico Taylor´s Scion, um colheita de 1885 que já aqui foi provado.

O vintage 2009 da Taylor’s é fruto do lote dos vinhos da Quinta de Vargellas, Quinta de Terra Feita e, desde 2000, também da terceira propriedade da empresa, a Quinta do Junco, que tem feito uma pequena contribuição para o lote, sendo o caso também este ano.

“Este ano produziu vinhos de enorme escala à semelhança dos icónicos vintages do início do século XX, que são vinhos feitos para durar”: Adrian Bridge (Director Geral da Fladgate Partnership)

Depois de ter provado lado a lado o Croft e o Fonseca, com o Taylor´s Vintage 2009 a conversa é outra, este Indiana Jones destemido e cheio de vontade de se aventurar pelas décadas de vida que tem pela frente, brinda-nos com um enorme abraço de fruta muito pura, também mais negra (framboesa e ameixa) que vermelha (cereja), ligeiramente mais adocicado que o Fonseca, mais dado embora mais fechado no diálogo que o Croft, toda ele fresco com alguns ainda que ligeiros toques de flores campestres, todo ele a situar-se entre o sorriso gingão do Croft e a seriedade do Fonseca, o mais harmonioso e por aqui é só coisas boas as que nos mete em cima da mesa, bálsamo, chocolate de leite na envolvente e sólida estrutura. Boca plena de sabores, replica o encontrado em nariz com chocolate, fruta madura que quase se trinca num longo final. É o que mais gostei e caramba que luxo de vinho. 97 pts

FONSECA VINTAGE 2009


Sempre que toco em vinhos deste calibre sinto-me pequenino, são colossos nascidos e adormecidos nas encostas do Douro, são vinhos que quando em novos são cheios e vigorosos, fruta jovem e expressiva quase que palpitante, sente-se a Primavera e o Verão, plenos de fruta fresca acabada de colher... para após décadas de clausura despertarem do sono cheios de complexidade e sabedoria, aromas mais serenos, mais de Outono e de Inverno, vinhos de contemplação enquanto em novos são vinhos de gulodice pegada. O Fonseca é um dos grandes, pertence a uma casa que desde 1822 se fez notar pela excelência dos seus Vintage. O lote desde Fonseca Vintage 2009 tem como base os vinhos da Quinta do Panascal e da Quinta do Cruzeiro e, em pequena quantidade, da Quinta de Santo António (a primeira vez que esta Quinta contribui para um vintage clássico).


Os vinhos de 2009 têm a maior concentração de cor e taninos que registamos nas duas últimas décadas. A fruta é igualmente de uma qualidade excepcional, notória nos opulentos aromas deste Vintage” : David Guimaraens (enólogo do grupo)

A prova do Fonseca Vintage 2009 dá a ilusão, e na verdade até o é, de ser um bocadinho mais séria que os restantes, do tipo caladinhos que o senhor Fonseca vai contar um conto e vamos ficar todos em silêncio para ouvirmos. O Sr. Fonseca é uma pessoa de estatuto social elevado, vigoroso e de elevada estatura, bem cheiroso, rico muito rico, veste um sobretudo negro, bigode farto e fuma o seu cachimbo enquanto nos conta um conto onde a fruta qual herói da história domina pela veia mais escura, frutos pretos (groselha e ameixa) de um caminho mais carregado e mais fechado, direi até mais complexo, sente-se um lado vegetal de caruma, chocolate negro e pimenta preta. Na boca todo ele mais seco e com menos harmonia que o Taylor´s e sem tanta gulodice como o Croft. Embora seja um conto pequeno, o Sr. Fonseca tem muito ainda que nos dizer, quem sabe daqui a umas décadas quando nos voltarmos a encontrar e aí talvez até a história seja outra. 96 pts

CROFT VINTAGE 2009

A Fladgate Partnership declarou vintage 2009 (a última declaração foi em 2007) para todas as suas casas Taylor’s, Fonseca e Croft no dia de São Jorge dia em que tradicionalmente anuncia a decisão... 23 de Abril, irá também engarrafar uma rara e ultra limitada quantidade de vintage Quinta de Vargellas Vinha Velha. Esta é a quarta declaração de Vintage por parte da Quinta da Roêda, desde que foi comprada pelo grupo Fladgate Partnership em 2001.

Um ano marcado pela baixa produtividade e época de maturação muito seca, é como 2009 será recordado. É também um ano de vinhos excepcionalmente densos e concentrados e com enorme potencial de envelhecimento. Os vinhos de 2009, são contudo impressionantes pela qualidade da fruta e por uma complexidade multidimensional.
“O regresso à pisa tradicional na Quinta da Roêda permitiu-nos conseguir o melhor dos vinhos de 2009. Fomos capazes de extrair toda a densidade e os maciços taninos, característicos deste ano, sem comprometer a complexidade e a elegância”  David Guimaraens (enólogo da Croft)
Provando o Croft Vintage 2009, dos três aquele que notei mais acessível e com menos concentração dando uma prova mais imediata, apesar da tenrura da idade. Com muita mas mesmo muito fruta madura com tendências vermelha (amora, cereja) a sobressair com enorme qualidade e limpeza, puríssima e de ouro, talvez o mais brincalhão dos três exemplares, notas de bálsamo entranhada pelo meio da fruta, adocicado que conjuga com uma acidez no ponto para que tudo fique certinho e direitinho, na boca é guloso, cheio e redondo e com taninos cordiais, será aquele que com mais facilidade se sacrifica para abrir agora num enorme deleite quase herético para muitos. 94 pts
 
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