Copo de 3: H.M.Borges
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09 janeiro 2019

H.M. Borges Boal 15 Anos


Mais um belo vinho oriundo da casa H.M.Borges (Madeira), desta vez um 15 Anos da casta Boal com preço a rondar os 31€ por garrafa. O vinho obviamene que é uma belíssima porta de entrada para os 20 e 30 Anos da mesma casa, apesar aqui se mostrar um Boal de bouquet muito bem composto e cheio de fruto seco com ponta de calda, caramelo de leite, num tom fresco e muito untuoso e envolvente. Pleno de sabor no palato, prolongado pela boa acidez e pelo sabor meio doce  da fruta passa com algum toffee.  92 pts

19 abril 2018

H.M. Borges Verdelho 20 Anos


Chegou à mesa para simplesmente tomar conta da festa. Neste caso um 20 Anos da H. M. Borges feito a partir da casta Verdelho, onde o lote mais velho remonta o ano de 1940. Boa intensidade num conjunto profundo com concentração e complexidade. No nariz começa num toque mais fumado, seguido de rezina para dar lugar ao iodo com toque salino, fruta cristalizada (damasco), algum tropical fresco com maracujá e especiarias: sotolon/caril. Boca com grande presença e frescura, untuosidade com um toque doce a lembrar geleia de fruta, bem elegante e com secura a projectar-se no final longo e muito persistente. Compra-se por coisa de 38€ e vale cada cêntimo. 94 pts

25 outubro 2017

H.M.Borges Pather 1720


É mais conhecido pelas garrafas com a letra P lhe dá o nome de Pather (Father), o Pai, e guarda no seu interior um vinho que tem tanto de especial como de misterioso. Henrique Menezes Borges foi o fundador da empresa H.M.Borges (Madeira) em 1877, viria a falecer em 1916 e como legado para os filhos, deixou um conjunto de vinhos muito especiais e que sempre se recusou a vender (Terrantez 1877, Terrantez 1760, Bual 1780, Sercial 1810, Verdelho 1800 e o Pather 1720). Seria o seu filho João a transferir os vinhos para demijohns em 1930, onde iriam permanecer até que parte deles foi engarrafado após a sua morte em 1989 e distribuído entre os membros da família.

Este misterioso Pather, acredita-se que seja da casta Terrantez, surge com uma fantástica tonalidade ambar de centro mais carregado com rebordo de laivos esverdeados tão caracteristicos destes vinhos centenários. Nariz muito preciso, limpo e delicado, camada após camada num compasso muito certo e de grande complexidade qual bazar do oriente. Divagamos pelos tons de melaço, avelã, toffee e frutas cristalizadas num jogo agri-doce interminável. Na boca torna-se algo de fantástico e inesquecível, toque de toffee a dar as boas vindas e a esbater-se numa fina capa acetinada que cobre o palato, delicado, fresco mas de extrema elegância e persistência. São quase três séculos de história que passaram até o poder ter no copo, inesquecível. 100 pts

20 outubro 2017

H.M. Borges Terrantez 1877


A história remonta ao ano de 1877, o ano em que Henrique Menezes Borges fundou a empresa H.M.Borges (Madeira), actualmente gerida pela quarta geração da sua família. Henrique Menezes Borges, dedicou toda a sua vida à procura de uma selecção de vinhos produzidos na Ilha da Madeira, com o intuito de proceder ao seu envelhecimento. Este vinho faz parte, entre outros, da frasqueira particular da família, tendo sido adquirido em 1877 e transferido em 1900 para demijohns de 70 litros. Um vinho que está para além do prazer, é magia pura dentro do copo por todas as sensações que nos envolvem os sentidos. Com uma enorme pureza de aromas, camada após camada mostra-se muito concentrado e com uma complexidade tremenda. A maneira como se afirma no palato num misto de untuosidade e frescura, que se prolonga num tom agridoce, é algo de fantástico e único. 99 pts

11 outubro 2017

H.M. Borges Sercial 1979


A casta Sercial dá origem ao tipo de vinho da Madeira mais seco, este exemplar da H.M. Borges não lhe foge à regra e surge no copo envolto numa fina película de austeridade. Feitas as apresentações mete ao dispor uma bonita e rica complexidade, inicialmente num tom mais exótico com notas de flores,  maracujá e algum caramelo de leite e amêndoa torrada. Mostra um grande equilíbrio e um toque mais concentrado e guloso que distingue os vinhos desta casa das restantes. Cheio de energia, muito limpo e bem definido, um miminho bom que aconchega o palato com notas de fruta fresca bem ácida, novamente o travo de amêndoa salgada e um agri-doce do maracujá a surgir num longo final. 94 pts
 
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