A história remonta ao ano de 1877, o ano em que Henrique Menezes Borges fundou a empresa H.M.Borges (Madeira), actualmente gerida pela quarta geração da sua família. Henrique Menezes Borges, dedicou toda a sua vida à procura de uma selecção de vinhos produzidos na Ilha da Madeira, com o intuito de proceder ao seu envelhecimento. Este vinho faz parte, entre outros, da frasqueira particular da família, tendo sido adquirido em 1877 e transferido em 1900 para demijohns de 70 litros. Um vinho que está para além do prazer, é magia pura dentro do copo por todas as sensações que nos envolvem os sentidos. Com uma enorme pureza de aromas, camada após camada mostra-se muito concentrado e com uma complexidade tremenda. A maneira como se afirma no palato num misto de untuosidade e frescura, que se prolonga num tom agridoce, é algo de fantástico e único. 99 pts
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20 outubro 2017
11 outubro 2017
H.M. Borges Sercial 1979
A casta Sercial dá origem ao tipo de vinho da Madeira mais seco, este exemplar da H.M. Borges não lhe foge à regra e surge no copo envolto numa fina película de austeridade. Feitas as apresentações mete ao dispor uma bonita e rica complexidade, inicialmente num tom mais exótico com notas de flores, maracujá e algum caramelo de leite e amêndoa torrada. Mostra um grande equilíbrio e um toque mais concentrado e guloso que distingue os vinhos desta casa das restantes. Cheio de energia, muito limpo e bem definido, um miminho bom que aconchega o palato com notas de fruta fresca bem ácida, novamente o travo de amêndoa salgada e um agri-doce do maracujá a surgir num longo final. 94 pts
29 abril 2017
Atlantis rosé 2015
Num passado recente a casa Blandy (Madeira) recuperou a sua marca Atlantis que fica na história como o primeiro vinho de Denominação de Origem Protegida (DOP) Madeirense, nascido em 1991 na versão branco e rosé em 1992. Criado a partir da casta Tinta Negra, com uvas a terem origem nos viticultores de
referência nos vinhedos mais quentes da costa sul de Câmara de
Lobos e de Campanário. Surge com uns simpáticos 10,5% Vol. o que se agradece cada vez mais e o atira no imediato para um consumo nos momentos mais quentes do ano. Muito centrado na fruta, bem sumarenta embora delicada e com aquele travo de mar em fundo, mas é a boa acidez em conjunto com a fruta madura e bem torneada, num todo muito equilibrado e ao mesmo tempo delicado. Preço a rondar os 8,50€ num vinho que domina a mesa com enorme polivalência, desde os bichos do mar nas mais variadas maneiras ao mais oriental sushi até ao caril mais exótico. Ou então sirva-se fresco a acompanhar um solarengo fim de tarde. 89 pts
14 janeiro 2017
Blandy’s Terrantez 1976
De volta uma vez mais ao fantástico mundo dos Madeira, das provas que tenho feito escolhi desta vez o Terrantez de 1976. Um vinho a mostrar-se dono e senhor de uma bonita complexidade, perfumado, delicado e muito elegante. Muita nota de fruto seco em conjunto com raspas de laranja, tâmaras, tabaco, caramelo, nozes, tudo embrulhado numa grandiosa acidez. Na boca é um vinho muito bem-educado, ligeira untuosidade para depois ser arrebatador pela frescura que invade todo o palato, renova as sensações do nariz, tem aquele toque agridoce que vai lavrando a língua até final em perfeita harmonia com a fruta e a acidez. O preço em garrafeira ronda os 250€. 95 pts
05 janeiro 2017
Blandy´s Malmsey 50 Anos
No vinho da Madeira a categoria de vinhos com indicação de idade viu ser integrada recentemente a luxuosa categoria dos 50 anos. Até agora apenas um vinho tinha sido lançado nesta categoria, sendo este Blandy´s Malvasia 50 (Madeira) o segundo a conseguir tal feito. Um vinho raro, uma autêntica preciosidade e verdadeiro vinho de colecção pois segundo foi dito a produção rondará um número a rondar as 600 garrafas, isto porque o vinho nasce dos preciosos "restos" que ficam de outros engarrafamentos. Arrebatador e conquista no imediato pela qualidade e riqueza dos aromas que emana, um autêntico turbilhão de sensações guiadas por uma acidez que confere uma bonita energia. E no meio dessa energia mora um bouquet rico, com a untuosidade e patine que só a idade pode conferir em conjunto com um apontamento de doçura que a casta Malvasia proporciona. Emocionante e ao mesmo tempo inesquecível.
27 dezembro 2016
Blandy’s Verdelho 1887
Em 2011 foi identificado um Verdelho que estava colocado em demijohn de 50 litros, um Verdelho 1887 que acabaria por ser engarrafado em 2013. Destaca-se no imediato pela sua tonalidade com lindos rebordos verde-esmeralda, indicadores de uma idade de respeito. No aroma o vinho é festivo, começa por um toque de laca, depois serena e desperta para a sua plenitude, toque de madeira velha com bolo de fruta cristalizada, figo, tarte de maçã, um sem fim de aromas que o envolvem num turbilhão de emoções. Boca arrebatadora, largo, profundo, denso e misterioso. Uma frescura fantástica com presença de fruta ao nível do nariz, ainda limpa e fresca, estamos a falar de um vinho de 1887, complementa-se com notas de caramelo, raspas de casca de laranja, grão de café verde num misto que combina o toque ligeiramente doce e frutado para terminar seco e untuoso no final. Emocionante ao mesmo tempo que se torna inesquecível.
14 dezembro 2016
Blandy’s Bual 1920
É um vinho arrebatador a todos os níveis, complicado descrever tanta emoção enclausurada numa garrafa sempre que o tenho à minha frente, no copo ou na garrafa. Aqui o campeonato é o mais alto possível, este Bual 1920 tem a capacidade rara de nos conseguir calar. Podemos estar de conversa mas quando chega a vez deste 1920 as pessoas ficam caladas, olham, cheiram o copo… pausa, voltam a rodopiar cheiram novamente com um sorriso e depois começam a divagar. O bouquet é qualquer coisa de fantástico, concentrado, fresco, pecaminoso e novamente de enorme elegância, começa com toque de laca, abre e depois dá lugar à festa, toffee, nozes, caixa de charutos, aromas envoltos numa capa fresca e ligeiramente untuoso repleto de tâmaras, figos, fruta cristalizada. Tudo isto passa para o palato, entra cheio de vontade, untuoso, guloso para depois se mostrar com grande elegância, frescura e um final muito longo e persistente. Os actuais quase 700€ que custa uma garrafa limitam o acesso a este monumento, mas é sem dúvida alguma um daqueles vinhos que se deve beber pelo menos uma vez na vida. 100 pts
31 outubro 2015
Madeira: The Islands and their Wines by Richard Mayson

Madeira: The Islands and their Wines by Richard Mayson
(Infinite Ideias, 2015, 39.12€)
O autor é Richard Mayson, conceituado escritor e crítico de vinhos bem conhecido por obras como Portugal’s Wine and Winemakers, The Wines and Vineyards of Portugal ou o best-seller Port and the Douro. É um profundo conhecedor dos vinhos de Portugal e um especialista em fortificados. Fruto de décadas de provas e de inúmeras viagens à Madeira, com muita visita e conversa com produtores, foi possível o lançamento do seu novo livro de nome Madeira: the islands and their wines.
Richard Mayson desmistifica como poucos o Vinho da Madeira, num registo de fácil entendimento e que torna o livro de tal forma delicioso que neste momento já o estou a ler pela segunda vez. O autor começa por fazer uma introdução histórica sobre a Madeira com um espaço dedicado aos nomes daqueles, que segundo ele, ajudaram a moldar a Madeira naquilo que é hoje enquanto região produtora de vinho. Conta ainda com uma breve introdução acerca das ilhas, aborda o factor social, governo, clima, terminando na agricultura. A lição continua com a abordagem às castas e os seus vinhedos, numa visão daquilo que já foram e a sua perspectiva de como poderá vir a ser no futuro. Sem perder o interesse somos conduzidos de forma simples por todo o processo de vinificação onde são explicadas as várias categorias de Vinho da Madeira.
E é a partir deste ponto que quanto a mim este livro faz toda a diferença e se torna ainda mais indispensável a todos os apreciadores de Vinho da Madeira. Não só pela detalhada abordagem feita aos vários produtores, mas pela exaustiva e surpreendente vasta lista de vinhos apresentados. Diga-se de passagem que o autor num registo impressionante aborda desde as mais recentes novidades numa viagem pelo tempo até aos vinhos do séc. XVIII. A complementar as notas de prova encontra-se no final do livro uma muito interessante descrição dos aromas que caracterizam o Vinho da Madeira, tal como um pequeno guia de viagem pela ilha e uma pequena secção onde se aborda a ligação do Vinho da Madeira/Gastronomia. Um livro sem dúvida alguma imprescindível.
29 janeiro 2015
Primeira Paixão Rosé 2013
No constante fervilhar de novidades, eis que a Madeira se começa a destacar com os seus vinhos de mesa, onde brilham essencialmente os Verdelho carregados de frescura e mineralidade com um atrevido toque salino. Neste caso o destaque vai para a Paixão do Vinho gerida por Filipe Santos cujos vinhos Primeira Paixão se têm destacado nos últimos anos pela qualidade e diferença, sendo o Verdelho o mais conhecido.
Desta vez a surpresa é um Rosé da colheita 2013, feito à base de Touriga Nacional, Merlot, Syrah, Tinta Roriz e Complexa, com uvas provenientes da zona do Seixal. Enologia a cargo de João Pedro Machado na Adega de São Vicente. Aroma de boa intensidade com destaque para frutos vermelhos bem maduros, leve vegetal a marcar com fundo a lembrar pederneira. Boca cheia de fruta bem viva e sumarenta, estrutura bem composta com boa frescura num conjunto bastante apetecível. 90 pts
05 janeiro 2015
Blandy, uma dinastia ligada ao vinho Madeira
A história deste produtor começa com a chegada de John Blandy à Madeira, são dois séculos de uma dinastia de comerciantes cuja importante ligação ao mundo do Vinho da Madeira começa com o estabelecimento da firma em 1811 começando nesse ano como exportador de vinhos. Compra a propriedade onde hoje se encontra a Antiga Adega no Funchal – Blandy Wine Lodges. Após o declínio das exportações por causa das devastadoras pragas, primeiro o Oidium Tuckeri em 1851 e em segundo a Phylloxera em 1872, surge da união de várias empresas exportadoras a Madeira Wine Association em 1913 com objetivo de alivar os custos que envolviam todo o negócio. Foi nessa altura em que muitas dessas empresas não conseguiram resistir aos tempos menos favoráveis e acabaram por encerrar portas, vendendo os stocks à Blandy’s. Em 1925, a Blandy’s juntou-se à M.W.A. que sobreviveu até 1986, ano em que se torna a Madeira Wine Company SA.
Blandy Wine Lodges © Blend All About Wine, Lda.
Uma história notável de uma família que teve um papel muito importante no desenvolvimento do vinho Madeira, expandindo os seus negócios para a atividade bancária, seguros, reparação de navios… Duzentos anos depois a Blandy continua uma empresa familiar onde Michael e Chris são a 6ª e 7ª geração a trabalhar no negócio.Se noutro artigo tinha afirmado que os vinhos da Henriques & Henriques foram os primeiros grandes vinhos da Madeira que tive oportunidade de beber, os Blandy foram sem dúvida alguma aqueles que cimentaram o gosto e todo o meu entusiasmo pelo vinho Madeira ao longo dos anos enquanto enófilo. Foi um daqueles momentos muito especial o que envolveu a visita à Blandy no Funchal, realmente só o poder estar sentado naquela fantástica sala de provas vale uma ida à Madeira. A prova ficou a cargo daquele que é um dos grandes da enologia mundial, Francisco Albuquerque, e foi todo um privilégio poder ter ali uma grande lição sobre o vinho Madeira com prova incluída.
Francisco Albuquerque © Blend All About Wine, Lda.
Não deixa de ser interessante que o vinho Madeira é um vinho que se alimenta de tempo, precisa de tempo para crescer, não de meses nem dias, mas de anos e quantos mais anos passarem mais complexidade ele ganha, mais mágico se torna. Os destaques como não podia deixar de ser, vão para alguns dos Vintage/Frasqueira provados:
Blandy’s Malmsey 1988Um dos grandes vinhos que tive oportunidade de provar foi o Malmsey 1988, passou em cascos cerca de 25 anos até serem lançadas em 2013 cerca de 1600 garrafas no mercado. Destaca-se pela frescura e finesse do conjunto, pelo incrível detalhe e precisão com que nos apresenta um conjunto de aromas muito bem definidos. Enorme na complexidade e equilíbrio, no imediato a laranja cristalizada a marcar pontos, figo, tâmaras, tabaco, muita especiaria, flores com fruto seco no fundo, o vinho desdobra-se em camadas. Conquista o palato com muita classe, toque de caril seguido de passas, novamente a passa de figo com nozes em destaque que quase se trinca, numa completa harmonia com o que encontramos no nariz, grande equilíbrio entre acidez/fruta/doçura.
Sala de provas de vinhos Frasqueira da Blandy’s © Blend All About Wine, Lda.
Blandy’s Terrantez 1976E como já vem sendo hábito o que aqui se destaca novamente é a enorme elegância de todo o conjunto, este trabalho tão preciso de alta relojoaria é a marca da casa. Neste caso um Terrantez de 1976, que se mostrou bem mais elegante que o Terrantez 1977 colocado lado a lado na prova. A complexidade neste vinho é tremenda, tudo muito delicado mas profundo e muito complexo, com notas de caril em conjunto com chocolate e raspas de laranja, tâmaras, ligeiro balsâmico, caramelo torrado, nozes, tudo embrulhado numa grandiosa acidez que se junta ao aroma de móvel velho encerado. Na boca é um monstro muito bem-educado, entra ligeiramente doce para depois ser arrebatador pela frescura que invade todo o palato, renova as sensações do nariz, tem aquele toque agridoce que vai lavrando a língua até final em perfeita harmonia com a fruta e a acidez.
Blandy’s Verdelho 1973 Garrafa de Amostra © Blend All About Wine, Lda.
Blandy’s Verdelho 1973O exemplo perfeito de que o vinho da Madeira precisa e pede tempo é o do vinho que se segue, um Verdelho 1973 que apenas vai ser lançado agora no mercado. O vinho é mais um caso sério desta casa, contido de início mas muita complexidade, vem por finas camadas, charuto, maracujá, frescura e vivacidade dos aromas num conjunto com muita harmonia. A vivacidade dos aromas destaca-se, conjunto muito marcante no palato pela secura com um misto de untuosidade/doçura muito ligeira que lhe confere uma outra dimensão, colocando este Verdelho na galeria dos grandes desta casa.
Blandy’s Bual 1920 © Blend All About Wine, Lda.
Blandy’s Bual 1920É um vinho arrebatador a todos os níveis, complicado descrever tanta emoção enclausurada numa garrafa sempre que o tenho à minha frente, no copo ou na garrafa. Aqui o campeonato é o mais alto possível, este Bual 1920 tem a capacidade rara de nos conseguir calar. Podemos estar de conversa mas quando chega a vez deste 1920 as pessoas ficam caladas, olham, cheiram o copo… pausa, voltam a rodopiar cheiram novamente com um sorriso e depois começam a divagar. O bouquet é qualquer coisa de fantástico, concentrado, fresco, pecaminoso e novamente de enorme elegância, começa com toque de laca, abre e depois dá lugar à festa, toffee, nozes, caixa de charutos, aromas envoltos numa capa fresca e ligeiramente untuoso repleto de tâmaras, figos, fruta cristalizada. Tudo isto passa para o palato, entra cheio de vontade, untuoso, guloso para depois se mostrar com grande elegância, frescura e um final muito longo e persistente. Inesquecível.
Blandy’s Verdelho 1887 © Blend All About Wine, Lda.
Blandy’s Verdelho 1887Em 2011 foi identificado um Verdelho que estava colocado em demijohn de 50 litros, um Verdelho 1887 que acabaria por ser engarrafado em 2013. Destaca-se no imediato pela sua tonalidade, com aqueles lindos rebordos verde-esmeralda a indicarem uma idade de respeito. No aroma a festa é grande, começa por um toque de laca, depois serena e desperta para a sua plenitude, toque de madeira velha com fruta cristalizada, bolo inglês, figo e maçã em tarte, num sem fim de aromas que o envolvem num turbilhão de emoções. Boca arrebatadora, largo, profundo, denso e misterioso. Muito boa presença de fruta ao nível do nariz, ainda limpa e fresca, estamos a falar de um vinho de 1887, complementa-se com notas de caramelo, raspas de casca de laranja, grão de café verde num misto que combina o toque ligeiramente doce e frutado de início para terminar seco e untuoso no final.
19 fevereiro 2012
Terras do Avô Grande Escolha branco 2010
Abri a garrafa e depois da sua prova decidi testar à mesa, fui buscar uns mexilhões, que em panela com refogado de fina cebola picada, meio tomate picado e uma folha de louro, deixei aquecer e deitei lá para dentro os mexilhões com salsa fresca picada, sem barbas e com banho tomado, reguei com um pouco de vinho branco e tapei de imediato para apurar o sabor, saltitei um bocado os ditos para irem abrindo com o calor e tomando sabor, servi de imediato e a ligação foi acertada, sem ter puxado muito no sabor da "salsa" os mexilhões sabiam ao que deviam saber, com leve condimento que combinava de igual modo bem com a fruta que o vinho tinha para oferecer, a parte do vegetal fresco ligou com a salsa...
Antes disto a prova que tinha realizado tinha ditado que o que mais se destacou foi a componente mineral, o vinho tem quase um toque de maresia que depois se alia a uma suave fruta madura de cariz tropical. Depois são anotações de erva fresca, saudável e agradável herbáceo que ajuda a completar o ramalhete. Na boca complementa-se muito bem com a que encontramos no nariz, constante na frescura e na mediana intensidade que imprime no palato, novamente a fruta, a erva fresca e a mineralidade a dominar o final em conjunto nada exuberante que aposta claramente na sobriedade. Apreciei o estilo embora não o tenha achado assim tão superior ao 2008, pelo que mantenho a mesma nota. 89 pts
Antes disto a prova que tinha realizado tinha ditado que o que mais se destacou foi a componente mineral, o vinho tem quase um toque de maresia que depois se alia a uma suave fruta madura de cariz tropical. Depois são anotações de erva fresca, saudável e agradável herbáceo que ajuda a completar o ramalhete. Na boca complementa-se muito bem com a que encontramos no nariz, constante na frescura e na mediana intensidade que imprime no palato, novamente a fruta, a erva fresca e a mineralidade a dominar o final em conjunto nada exuberante que aposta claramente na sobriedade. Apreciei o estilo embora não o tenha achado assim tão superior ao 2008, pelo que mantenho a mesma nota. 89 pts
28 janeiro 2011
Primeira Paixão Verdelho 2009
Continuando a falar de vinhos cheios de carácter e de identidade, daqueles que procuro cada vez mais, surge o Primeira Paixão 2009 um 100% Verdelho oriundo da Madeira, já falado e apresentado aqui no Copo de 3 na anterior colheita. O vinho surge pela mão da Paixão do Vinho, que optou por criar vinhos de terroir numa linha própria de pequenas produções, por especialistas nas diferentes regiões. Este vinho é produzido a partir da casta Verdelho, uma das principais da Madeira, e é um projecto conjunto de dois grandes enólogos que são também dois bons amigos Rui Reguinga e Francisco Albuquerque.Mostra-se com nariz jovem e bastante fresco , a intensidade é boa mas algo mais comedida em relação à colheita anterior, talvez menos oferecido e conferir-lhe um pouco mais de seriedade, a fruta está com a qualidade já conhecida, bem fresca e sumarenta, delicada, viva, limpa, de tons citrinos e tropicais com toque herbáceo e algum floral à mistura. O fundo encerra-se em boa mineralidade, ou direi salinidade.
Frescura de boca muito bem logo na entrada, espacialidade mediana, a sugerir-se mais seco com menos sumo da fruta e um pouco mais mineral, ganha desta maneira outros modos de estar à mesa, são pequenas afinações que se vão fazendo... a fruta e o seu peso ligam bem com a acidez e a mineralidade com que acaba... há um principio meio e fim, quantas vezes não lhes encontramos uma destas partes ? Este tem tudo e com muito boa qualidade.
De grande surpresa a confirmação, e repetindo-me convém esclarecer que este é o Verdelho original e nada tem que ver com o Verdejo (Rueda) ou com o tal Verdelho que afinal se chama Gouveio. Mesmo que um pouco parecido nos aromas ao tal Verdejo que eu tanto gosto, se bem que andem "chatos" e a cair muito nos aromas de fruta tropical mais parecendo saladas de fruta exótica. Este é diferente e para melhor, tem carácter e personalidade, direi identidade, pois os solos e o clima (terroir) da Madeira assim o permitem e a mão de quem o faz assim o deseja, eu só tenho que agradecer. 16,5 - 91 pts
De grande surpresa a confirmação, e repetindo-me convém esclarecer que este é o Verdelho original e nada tem que ver com o Verdejo (Rueda) ou com o tal Verdelho que afinal se chama Gouveio. Mesmo que um pouco parecido nos aromas ao tal Verdejo que eu tanto gosto, se bem que andem "chatos" e a cair muito nos aromas de fruta tropical mais parecendo saladas de fruta exótica. Este é diferente e para melhor, tem carácter e personalidade, direi identidade, pois os solos e o clima (terroir) da Madeira assim o permitem e a mão de quem o faz assim o deseja, eu só tenho que agradecer. 16,5 - 91 pts
28 dezembro 2009
TERRAS DO AVÔ branco 2008
Em prova mais uma "novidade" que nos chega da Madeira, um branco feito de Verdelho da Madeira, talvez o "verdadeiro" Verdelho que nos devemos orgulhar de o ter e que deve ser preservado e divulgado.
Este branco VQPRD Madeirense é produzido na freguesia do Seixal na costa norte da Ilha da Madeira, a partir da casta Verdelho da Madeira. Dá pelo curioso nome de Terras do Avô, e é produzido pela Sociedade Duarte Caldeira e Filhos - Seixal Wines, Lda. Com a enologia a cargo de Paulo Laureano e João Pedro Machado, foram produzidas e engarrafadas 4959 garrafas na Adega de São Vicente, no dia 15-02-2009. Os originais rótulos foram desenhados pelo artista plástico madeirense Marco Fagundes Vasconcelos, com os verdes destinados aos brancos e os vermelhos aos tintos.
Este branco VQPRD Madeirense é produzido na freguesia do Seixal na costa norte da Ilha da Madeira, a partir da casta Verdelho da Madeira. Dá pelo curioso nome de Terras do Avô, e é produzido pela Sociedade Duarte Caldeira e Filhos - Seixal Wines, Lda. Com a enologia a cargo de Paulo Laureano e João Pedro Machado, foram produzidas e engarrafadas 4959 garrafas na Adega de São Vicente, no dia 15-02-2009. Os originais rótulos foram desenhados pelo artista plástico madeirense Marco Fagundes Vasconcelos, com os verdes destinados aos brancos e os vermelhos aos tintos.
Castas: 100% Verdelho Madeirense - Estágio: Inox - 12,5% Vol.
Tonalidade amarelo citrino de concentração média/baixa.
Nariz de mediana intensidade, fruta a invocar certa dose de tropicalidade, toque vegetal fresco, conjunto algo contido que se mostra em ambiente fresquinho com mineralidade ligeira e a fazer-se sentir em fundo.
Boca com entrada a mostrar uma fruta assente na tropicalidade e que se mostra bem presente, bom na estrutura, corpo mediano em sintonia com a prova de nariz. Bom equilíbrio entre fruta e acidez, poderia apresentar um pouco mais de largura e comprimento em boca. Final mediano com recordação mineral.
Uma estreia muito simpática e direi mesmo, promissora. Apesar de bem feito e do prazer que deu e dá durante a prova, o único senão é mostrar-se algo contido, quer na forma como se expressa a nível de aromas quer na forma como se comporta na boca. A temperatura de serviço recomendada para , os 10/12ºC, mostra-se perfeito para acompanhar umas ameijoas ao natural. O preço recomendado ronda os 10€. 15,5 - 89 pts
30 outubro 2009
Primeira Paixão Verdelho 2008
Chegado directamente da Madeira, este Primeira Paixão 2008 é um 100% Verdelho... direi Verdelho do autêntico e não daquele encapotado mas que afinal não passa de Gouveio disfarçado.
A Paixão do Vinho foi criada para servir o mercado com vinhos de qualidade distintiva.
Para a sua linha própria de vinhos, a opção foi criar vinhos de terroir, de pequenas produções, por especialistas nas diferentes regiões. Este vinho é um bom exemplo dessa estratégia e marca a estria da "Primeira Paixão" no mercado. É produzido a partir da casta Verdelho, uma das principais da Madeira, e é um projecto conjunto de dois enólogos que são também dois bons amigos. Rui Reguinga e Francisco Albuquerque. A ideia de um dia desenhar um vinho estava há muito tempo nos seus planos e agora torna-se realidade.
Primeira Paixão Verdelho 2008
Castas: Verdelho - Estágio: Inox - 12,5% Vol.
Tonalidade amarelo citrino de retoque esverdeado
Nariz jovem, fresco e intenso nos aromas que apresenta. Sente uma fruta bem madura de qualidade na variedade tropical (mais maracujá que abacaxi), e citrinos (lima, limão), misturada com erva fresca, suave floral e um segundo plano dominado por uma mineralidade quase vincada que parece ser a alma deste vinho. É esta última sensação que parece perdurar e querer mostrar um vinho que apesar do resto , é delicado e poderei dizer "cristalino".
Boca de entrada bem fresca em espacialidade mediana, onde a fruta tem o seu peso e conjuga-se muito bem com uma acidez bem viva, que confere ao vinho uma frescura notável. Travo vegetal na mesma onda do encontrado na prova de nariz, o vinho continua a mostrar frescura e a tal mineralidade, com um travo seco e final prolongado.
A Paixão do Vinho foi criada para servir o mercado com vinhos de qualidade distintiva.
Para a sua linha própria de vinhos, a opção foi criar vinhos de terroir, de pequenas produções, por especialistas nas diferentes regiões. Este vinho é um bom exemplo dessa estratégia e marca a estria da "Primeira Paixão" no mercado. É produzido a partir da casta Verdelho, uma das principais da Madeira, e é um projecto conjunto de dois enólogos que são também dois bons amigos. Rui Reguinga e Francisco Albuquerque. A ideia de um dia desenhar um vinho estava há muito tempo nos seus planos e agora torna-se realidade.
Castas: Verdelho - Estágio: Inox - 12,5% Vol.
Tonalidade amarelo citrino de retoque esverdeado
Nariz jovem, fresco e intenso nos aromas que apresenta. Sente uma fruta bem madura de qualidade na variedade tropical (mais maracujá que abacaxi), e citrinos (lima, limão), misturada com erva fresca, suave floral e um segundo plano dominado por uma mineralidade quase vincada que parece ser a alma deste vinho. É esta última sensação que parece perdurar e querer mostrar um vinho que apesar do resto , é delicado e poderei dizer "cristalino".
Boca de entrada bem fresca em espacialidade mediana, onde a fruta tem o seu peso e conjuga-se muito bem com uma acidez bem viva, que confere ao vinho uma frescura notável. Travo vegetal na mesma onda do encontrado na prova de nariz, o vinho continua a mostrar frescura e a tal mineralidade, com um travo seco e final prolongado.
Mas que grande surpresa pensei eu assim que o cheirei, na boca apenas iria confirmar aquilo que o nariz já me tinha dito. Convém esclarecer que este é o Verdelho original e nada tem que ver com o Verdejo (Rueda) ou com o tal Verdelho que afinal se chama Gouveio. Mesmo que um pouco parecido nos aromas ao tal Verdejo que eu tanto gosto, se bem que andem "chatos" e a cair muito nos aromas de fruta tropical mais parecendo saladas de fruta exótica. Este é diferente, tem carácter e personalidade, direi identidade, pois os solos e o clima (terroir) da Madeira assim o permitem, eu só tenho que agradecer. 16,5 - 91 pts
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