Copo de 3: Opinião
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31 maio 2019

I Concurso de Vinhos de Talha 2019

O Júri (esquerda para a direita): João Canena, Joaquim Arnaud, João Alabaça, Pedro Hipólito, Gilberto Marques, Francisco Brito, João de Carvalho (organização), Carlos Janeiro, Pedro Mota, Paulo Amaral, Sandra Alves, Rita Tavares (organização), António Ventura e Luís Sequeira.


O vinho de talha é uma paixão que me acompanha vai para mais de 20 anos. A um grande amigo que já partiu, devo grande parte deste entusiasmo e deste saber que tão pacientemente me foi passando nas longas conversas que tinhamos. Mas com o tempo ficou sempre um desejo que finalmente consegui transformar naquilo que foi a maior prova de Vinhos de Talha feita até hoje e que contou com 31 vinhos de produtores de todo o Alentejo, o I Concurso de Vinhos de Talha, realizado no passado dia 25 de Maio nas instalaçãos da Sovibor (Borba).

O Concurso foi um sucesso onde a principal regra ditava que apenas vinhos oriundos de talhas pesgadas poderiam participar. A prova foi cega e bastante animada, com muito debate entre provadores, muita partilha de opinião face à alta qualidade de todos os vinhos que participaram. Os melhores de cada mesa foram apurados para a finalíssima, com cada jurado a dizer qual o seu preferido e a contagem feita por todos, assim nunca haveria enganos e o vencedor seria claro e inequívoco. No próximo post irei divulgar quais os dois vinhos que foram considerados Melhor Vinho de Talha tinto e Melhor Vinho de Talha branco.

Quero deixar um agradecimento muito especial ao Sr. Fernando Tavares à Rita Tavares e ao Engº Antonio Ventura que tornaram possível tal acontecimento, um obrigado à Joana Garcia (Queijaria Monte da Vinha) ao Joaquim Arnaud (Charcutaria) e ao Fontainhas Dias (Fotografia). O último agradecimento vai para todos os que gentilmente acederam ao convite para fazerem parte do júri. Para o ano há mais.

18 março 2019

A magia das Talhas

O Vinho de Talha é e sempre será um vinho de um povo, um vinho sem terroir, sem castas associadas, acima de tudo é um vinho que carregou e carrega nele a história das gentes. Não fiquemos a pensar que é uma exclusividade nossa, puro engano, afinal este tipo de vinificação veio até nós no tempo dos romanos que a foram deixando um pouco por toda a parte, com eles trouxeram as videiras e a sua arte de fazer vinho, o Vinho de Talha. Esquecida por uns, revivida por outros, a tradição foi-se mantendo até aos nossos dias e não vou arriscar rigorosamente nada em afirmar que o boom do vinho estagiado em barro peca por tardio em Portugal, uma vez que na vizinha Espanha os ensaios e os vinhos lançados para o mercado estagiados em talhas/tinajas de barro já fazem soar as mais altas pontuações dos grandes críticos internacionais. 

Por cá resta-nos acordar do entorpecimento que vivemos, resta afinar arestas e limar conceitos, porque uma tradição não pode sucumbir perante interesses nem ser desvirtuada da maneira como tem acontecido em vinhos certificados onde as talhas em vez de pesgadas são revestidas a epoxi. A cantilena da maneira como o vinho é feita já é por todos mais que conhecida e debitada em playback vezes sem conta. A verdadeira arte por detrás do Vinho de Talha está ralmente nas Talhas, é no seu fabrico onde reside toda  a magia e sem elas, mas acima de tudo sem aqueles que durante séculos as criaram, hoje não teriamos Vinho de Talha nos nossos copos. Das mais pequenas às maiores com capacidades para 8000 litros e que chegam a pesar mais de uma tonelada, aos mais variados formatos conforme a zona de fabrico. Este é um documentário que invoca a memória de todos os que as fizeram e continuam a fazer, uma arte que felizmente não se encontra extinta e que como se pode ver pelo vídeo tem marcado gerações.


27 janeiro 2019

Vinho de Talha... a verdade escondida

Foto retirada do site: http://vinhodetalha.vinhosdoalentejo.pt
Não importa os anos com que lido com este tipo de vinho, que para alguns é como um brinquedo novo, não importa as vezes que o vi ser feito bebido ou provado, importa que o fenómeno das talhas reapareceu faz menos de uma década, e que de supetão deu-se uma corrida louca e desenfreada que colocou produtores de norte a sul de Portugal a correrem todo o Alentejo à procura de talhas, não importa tamanho, idade ou feitio... desde que fosse uma talha a festa está feita. Para os que não conseguem ter uma das centenárias, inventaram-se umas mais modernaças para não estragar a brincadeira. Depois grande parte desses vinhos nasce de forma confusa e direi de uma forma adulterada e vai contra aquilo que sempre foi e sempre caracterizou o vinho de talha. Há vinho que apenas toca ao de leve na talha e passa para o inox e é de talha, é de talha aquele outro em que apenas uma % do que lá foi feito é misturado com outro estagiado em madeira, pelo que me arrisco a dizer que é tudo menos o autêntico vinho de talha. O engraçado é que quem certifica (CVRA) por um lado diz uma coisa mas na hora de colocar o selo diz outra. Senão vejamos, no site dedicado ao Vinho de Talha podemos ler que:

Fotografia: Talhas Pesgadas, autoria Sovibor
"A Impermebiabilização da Talha

A talha, por ser porosa, necessita de um revestimento que a torne menos permeável. O método tradicional de impermeabilização é a “pesga” ou a “pesgagem” da talha, isto é, a rebocagem da mesma com resina de pinheiro a que se chama de pez louro. Nas tabernas e adegas particulares também há quem utilize tintas com efeito impermeável (tinta epoxi para revestimentos cerâmicos) que podem ser colocadas pintando o interior da talha. Todavia, estas tintas criam um isolamento de tal forma absoluto entre o barro e o mosto vínico, que não permitem que a talha cumpra a plenitude da sua função, não sendo portanto uma alternativa viável por não manter a marca nem o carácter típico desta forma clássica e natural de vinificação."

O insólito é que lendo o que a CVRA escreve no seu portal dedicado à promoção do vinho de talha, ficamos a saber que: “... a talha com epoxi... não cumpre a plenitude da sua função, não sendo portanto esta uma alternativa viável." É a mesma CVRA que no seu "regulamento" diz o seguinte:

"2. Das práticas enológicas Na elaboração do «Vinho de Talha» serão seguidos os métodos tradicionais e as práticas e tratamentos enológicos legalmente autorizados, devendo adoptar-se obrigatoriamente os seguintes processos:
a) desengace das uvas é obrigatório;
b) a fermentação terá lugar em talhas ou potes devidamente impermeabilizados;"

 Procurei esclarecimento junto daquela entidade e fui informado que é possível o uso de epoxi, contrariando aquilo que surge no site por eles criado para promoverem a dita tipicidade deste vinho. Relembro mais uma vez quanto ao epoxi: " não sendo portanto uma alternativa viável por não manter a marca nem o carácter típico desta forma clássica e natural de vinificação". 

Chego portanto à conclusão que perante tanto produtor a querer ter o seu "Vinho de Talha" e dado que pesgar as ditas não é para qualquer um, o vale tudo para ter o vinho certificado e com a máquina do marketing a rolar, se engole a tradição que por um lado se apregoa mas na altura que interessa, se deixa na gaveta. Deixo pois as seguintes questões:
- Não está o consumidor a ser ludribiado quanto à autênticidade do Vinho de Talha que compra, quando este é feito numa talha revestida a epoxi, que fugindo à tradição e que segundo site oficial, não é uma alternativa viável ? 
- Em que ponto ficam todos os produtores que seguem a preceito as regras e a tradição face aos restantes ? 
- Se forrar uma talha a inox, assegurando que fica devidamente impermeabilizada, o vinho pode ser certificado pela CVRA como Vinho de Talha ?

23 dezembro 2018

Vinhos para o Natal e Passagem de Ano.


São algumas sugestões, agrupadas em 5 tipos, para acompanharem o Natal e a Passagem de Ano. São vinhos com diferentes patamares de preço nos mais variados estilos e perfis, vinhos que se diferenciam pela identidade, frescura, qualidade, muito gastronómicos e pensados para a mesa. São estes, como podiam ser tantos outros, que podem ajudar a engrandecer momentos especiais junto da nossa família e amigos. 


Entradas/Queijos/Bichos do Mar
Marquês de Marialva Bical e Arinto Reserva Bruto
Murganheira Czar Grand Cuvee Rosé Bruto 2013

Bacalhau e Amigos
Quinta de Pancas Reserva Arinto 2016
Monte da Cal Saturnino Grande Reserva branco 2013
Marquês de Borba Vinhas Velhas 2017
Maçanita Os Caniveis 2016
Kompassus Reserva 2016
Anselmo Mendes Contacto 2017

Perú/Cabrito
Mouchão Ponte das Canas 2014
Lagar de Baixo Baga 2015
Mamoré Vinho de Talha tinto 2016

Herdade do Rocim Clay Aged 2016 

Sobremesa
Quinta do Cardo Colheita Tardia 2015
Alambre Moscatel de Setúbal 20 Anos
Messias Porto 10 Anos
H.M. Borges Verdelho Madeira 20 Anos
Monsaraz Licoroso Premium tinto 2015

03 janeiro 2018

Wine Revolution by Jane Anson

Wine Revolution: The World's Best Organic, Biodynamic and Craft Wines
(JACQUI SMALL, 2017, 28€)


É a mais recente obra da conceituada escritora na área dos vinhos, Jane Anson. A popularidade que este tipo de vinhos tem vindo a ganhar nos últimos anos mereceu a atenção da autora que se debruçõu sobre o tema. O livro apresenta-se como um guia onde os produtores são escolhidos segundo critérios bem definidos tais como a certeza de que as práticas são aplicadas, que têm uma linha de produção consistente onde os seus vinhos mostram a identidade do terroir.

Após umas breves introduções a cada estilo de produção/agricultura praticada são apresentadas as várias categorias onde os produtores e os seus vinhos ficam agrupados. Desde os Brancos ricos de arredondados aos tintos cheios e calorosos, todas são apresentadas por um Master Sommelier onde para além das suas escolhas inclui as melhores sugestões gastronómicas para ligar com o tipo de vinho em causa. As escolhas são diversificadas e contam com vinho um pouco por todo o mundo, dando desde já os parabéns aos produtores nacionais pelos vinhos que constam das escolhas, são eles a Casa de Mouraz, Vale da Capucha e o Fonseca Terra Prima.

É um guia de descoberta para todos os interessados no tema, onde para além de muito nome sonante há sempre lugar para os menos conhecidos e badalados. 

04 dezembro 2017

Manual de Cozinha Asiática por Paulo Morais

Manual de Cozinha Asiática por Paulo Morais
(A Esfera dos Livros, 2017, 25€)


Paulo Morais para além de chef de cozinha é professor na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril desde 1997, onde leciona cozinha asiática e dietetica. Foi o primeiro sushichefe português e é reconhecido como o pioneiro da cozinha asiática em Portugal. Conta com mais de 28 anos de experiência no mundo da cozinha asiática, onde realizou eságios profissionais no Japão, assim como diversas viagens gastronómicas ao sudeste asiático. Ao longo das 256 páginas o autor leva-nos numa viagen de sabores pelo Sudoeste da Ásia – pelo Vietname, Tailândia, Camboja, Laos, Myanmar, Malásia, Indonésia, Singapura e Filipinas.

Depois de explicar a dieta asiática onde uma das principais características é o consumo diminuto de gorduras, é feita a devida apresentação da cozinha de cada um dos 9 países representados no livro. No final temos um pequeno Glossário e as recomendações de locais onde poder comprar os ingredientes mais exóticos que surgem ao longo das 90 receitas. Mas indo ao que interessa, as receitas estão divididas por Peixe, Marisco, Carne, Vegetais, Massas, entre outras sempre acompanhadas de belíssimas fotografias do prato em questão. 

Tirando alguma dificuldade em arranjar ingredientes mais específicos como por exemplo as folhas de pamdam (as lojas sugeridas no final do livro ajudam) as receitas funcionam e quando se podia esperar algo de complicado, são facilmente executáveis. Ora isto é o melhor elogio que se pode fazer a um livro deste tipo, não fosse o seu autor para além de Chef também professor. Juntamos a tudo isto as dicas e pequenas informações que são colocadas junto a cada receita. Um Manual de Cozinha Asiática que para além de se tornar uma referência é também um bilhete para uma fantástica viagem repleta de aromas e sabores.

30 junho 2017

Contos de Fadas...


E num piscar de olhos enquanto se beberica mais qualquer coisa para ir mantendo a alma lavada, passou mais um mês. Este que foi de má memória mas que ao mesmo tempo serviu para um renascer de ideias bonitas.


Por entre a escrita e mais algum bebericar, olhamos à volta e constatamos que não se passa nada. E mesmo sem nada se passar a festa dos goblins do bosque lá continua de árvore em árvore, de cova em cova. Criaturinhas de riso irritante, orelhas pontiagudas e língua de prata, cujo único trabalho que se lhes reconhece é levar taças de vinho à boca.

Dar de caras com uma destas criaturas dá azar, diz-se que nos tornamos igual a eles, entorpecemos a escrita e a fala. Ficamos reféns de uma realidade que apenas existe num conto de fadas em que eles participam activamente e para o qual nos arrastam. 

Enquanto vou dando conta do resto de um fantástico Moscatel Superior 2001 da Bacalhôa noto que este será provavelmente o único post do corrente mês. É algo que não estava nos meus plano mas que será devidamente recompensado no mês de Julho.



06 setembro 2016

Biodynamic Wine by Monty Waldin

Biodynamic Wine by Monty Waldin

É a mais recente pérola a ser adicionada ao já vasto leque de livros dedicados ao mundo do vinho com a chancela da editora Infinite Ideias. Cada título da The Infinite Ideias Classic Wine Library cobre uma região, país ou tipo de vinho e se tivermos em linha de conta os outros livros que já aqui foram abordados então podemos dizer que a qualidade está uma vez mais colocada num patamar muito alto.

O livro cujo título é Biodynamic Wine, versa sobre um tema que será controverso e originário de grandes discussões tendo por um lado os seus admiradores e seguidores/praticantes, sendo que também podemos contar com uma grande quantidade de cépticos e não crentes. O autor é Monty Waldin, uma autoridade no que toca a vinho orgânico e biodinâmico, também crítico, consultor e viticultor. O livro é uma janela aberta para o vinho biodinâmico, uma verdadeira fonte de conhecimento onde o autor com uma escrita fluida e cativante nos explica passo a passo processos e filosofias desta maneira de estar no mundo dos vinhos.

Ao longo de 222 páginas vamos sendo guiados pelo mundo do vinho Biodinâmico, não espere encontrar avaliação de vinhos ou de produtores porque simplesmente não vai encontrar. Feita a introdução necessária somos levados a conhecer as origens da Biodinâmica onde a figura de Rudolf Steiner ganha o esperado protagonismo. Nos capítulos que se seguem são abordados todos os preparados, onde ficamos a conhecer entre muitas outras coisas o porquê dos cornos de vaca serem cheios de estrume e enterrados a determinada altura do ano, isto e muito mais sempre guiados pelas mais variadas técnicas e tratamentos alterativos que vão sendo enumerados e explicados um a um. Qual a importância do vortex na altura de dinamizar os preparados? Ou qual a ligação dos organismos ao cosmos e como daí se trabalha seguindo o ritmo celestial? Por último um capítulo dedicado à certificação Demeter, o rigor é o mesmo de sempre tal como a vontade de continuar a ler e a entender este modo de estar que cada vez mais ganha adeptos entre os produtores de vinho por todo o mundo.

Um livro de referência e obrigatório para todos aqueles que de alguma maneira tenham ligação com o fantástico mundo do vinho, sejam profissionais do ramo ou wine lovers.

22 dezembro 2015

Os Sabores da Nossa Terra


No vasto património que é a nossa gastronomia, muitas são as obras que lhe vão sendo dedicadas um pouco por todo o lado. Cabe neste caso realçar uma edição que acho deliciosa e que tal como a capa indica é uma viagem ao património gastronómico do Oeste, do Ribatejo, do Ribatejo Norte, da Charneca Ribatejana e da Península de Setúbal. Uma obra que nasceu da vontade de cinco Associações em divulgar a culinária e os produtos das respectivas regiões. Um trabalho que tem de ser louvado e dado a conhecer a todos os apaixonados pela nossa gastronomia.

Cada uma dessas associações levou a cabo uma apurada recolha da qual resultaram 20 receitas para cada uma das regiões em destaque, com direito a breve introdução às principais localidades e os seus produtos mais característicos, disponibilizando uma agenda gastronómica para os interessados. Há também, ainda que de pequeno formato um  destaque para o tipo de vinhos que são produzidos nas várias regiões.

O ponto alto do livro são as receitas, funcionais e carregadas daquela identidade que tantas vezes procuramos, bem ilustradas e com direito a uma nota introdutória onde no final é feita a sugestão de vinho para acompanhar o respectivo prato. Para os apaixonados fica a vontade de experimentar, de procurar aqueles ingredientes que por vezes de tão desconhecidos nos levam à procura dos mesmos. Esse mesmo efeito que de tão positivo leva por vezes a que produtos que estão esquecidos sejam salvos desse mesmo esquecimento. Este "Os Sabores da Nossa Terra" ao que parece foi editado mas por pena minha nunca me passou nenhum exemplar pelas mãos, uma pena, resta desfrutar e deixar-me guiar pela edição digital, também acessível pelo respectivo site, consultar AQUI.



01 novembro 2015

Concurso Escolha da Imprensa - Encontro com o Vinho e Sabores 2015 by Revista de Vinhos


Organizado mais uma vez pela Revista de Vinhos e realizado no Hotel Holiday Inn Lisbon – Continental, em Lisboa, esta nova edição bateu todos os recordes. Os grandes vencedores – com o Grande Prémio Escolha da Imprensa - foram:

Espumantes: Murganheira Cuvée Reserva Especial Távora-Varosa branco 2004 (Sociedade Agrícola e Comercial do Varosa) 
Brancos: Muros de Melgaço Vinho Verde Alvarinho 2014 (Anselmo Mendes Vinhos)
Rosés: MR Premium Regional Alentejano 2014 (Sociedade Agrícola D. Diniz)
Tintos: H.O. Douro Grande Escolha 2012 (Casa Agrícola Horta Osório) 
Fortificados: Vau Porto Vintage 2011 (Sogrape Vinhos)

Todos os outros vinhos – 74 - receberam o Prémio Escolha da Imprensa. Ver lista completa no link.
Este ano foram batidos todos os recordes: de participação e de jurados com o júri a ser constituido por 34 jurados. Entraram 357 vinhos, em 5 categorias (espumantes, brancos, rosés, tintos e fortificados). Este ano teve também uma novidade: o concurso decorreu em duas fases nas quais tive o prazer em ter participado. Uma primeira, em que foram provados todos os vinhos. E uma segunda, realizada dias depois, onde os três mais pontuados em cada categoria foram novamente avaliados numa finalíssima, composta por um conjunto de 9 provadores. A única excepção aconteceu nos rosés, onde o director técnico da prova e director da Revista de Vinhos, Luís Lopes, decidiu avançar com dois finalistas. Verdade seja dita que a participação de rosés, a maior de sempre, é ainda exígua se comparada com as outras categorias. Está pois de Parabéns a Revista de Vinhos por mais uma excelente organização.

31 outubro 2015

Madeira: The Islands and their Wines by Richard Mayson


Madeira: The Islands and their Wines by Richard Mayson
(Infinite Ideias, 2015, 39.12€)

O autor é Richard Mayson, conceituado escritor e crítico de vinhos bem conhecido por obras como Portugal’s Wine and Winemakers, The Wines and Vineyards of Portugal ou o best-seller Port and the Douro. É um profundo conhecedor dos vinhos de Portugal e um especialista em fortificados. Fruto de décadas de provas e de inúmeras viagens à Madeira, com muita visita e conversa com produtores, foi possível o lançamento do seu novo livro de nome Madeira: the islands and their wines.

Richard Mayson desmistifica como poucos o Vinho da Madeira, num registo de fácil entendimento e que torna o livro de tal forma delicioso que neste momento já o estou a ler pela segunda vez. O autor começa por fazer uma introdução histórica sobre a Madeira com um espaço dedicado aos nomes daqueles, que segundo ele, ajudaram a moldar a Madeira naquilo que é hoje enquanto região produtora de vinho. Conta ainda com uma breve introdução acerca das ilhas, aborda o factor social, governo, clima, terminando na agricultura. A lição continua com a abordagem às castas e os seus vinhedos, numa visão daquilo que já foram e a sua perspectiva de como poderá vir a ser no futuro. Sem perder o interesse somos conduzidos de forma simples por todo o processo de vinificação onde são explicadas as várias categorias de Vinho da Madeira.

E é a partir deste ponto que quanto a mim este livro faz toda a diferença e se torna ainda mais indispensável a todos os apreciadores de Vinho da Madeira. Não só pela detalhada abordagem feita aos vários produtores, mas pela exaustiva e surpreendente vasta lista de vinhos apresentados. Diga-se de passagem que o autor num registo impressionante aborda desde as mais recentes novidades numa viagem pelo tempo até aos vinhos do séc. XVIII. A complementar as notas de prova encontra-se no final do livro uma muito interessante descrição dos aromas que caracterizam o Vinho da Madeira, tal como um pequeno guia de viagem pela ilha e uma pequena secção onde se aborda a ligação do Vinho da Madeira/Gastronomia. Um livro sem dúvida alguma imprescindível.

21 outubro 2015

Guia dos Restaurantes Certificados do Alentejo


Guia de Restaurantes Certificados do Alentejo  

A Entidade Regional de Turismo do Alentejo lançou muito recentemente este Guia de Restaurantes Certificados do Alentejo que visa a valorização da gastronomia regional e de toda a sua cadeia de valor. 

O guia editado e com concepção gráfica da Caminho das Palavras, encontra-se disponível em espanhol, inglês, francês e português e é uma obra pioneira no conteúdo que nos dá a conhecer diferentes espaços de restauração espalhados pelo território Alentejano. 

No total foram 84 os restaurantes que conquistaram a Certificação, um selo que nos garante a excelência tanto dos produtos como do serviço prestado. O processo de certificação está ainda aberto a outros restaurantes interessados que queiram propor-se ao processo de certificação.

Os diferentes espaços foram separados pela sua abordagem ao receituário em Tradicional, Típico, Familiar e Contemporâneo podendo ser encontrados ao longo das quatro sub regiões criadas, Norte Alentejo, Alentejo Central, Alentejo Litoral e Baixo Alentejo. Vai estar disponível na Fnac e Bertrand ou na sua versão electrónica que pode Descarregar aqui

Deixe-se guiar pelo palato e parta à descoberta de um Alentejo que aposta na genuína arte de bem servir à mesa!

19 setembro 2015

Portugal : Wine & Lifestyle


Portugal : Wine & Lifestyle
(By the Book, 2015, 35€)

Foi recente o lançamento deste livro da autoria de António Homem Cardoso e Margarida de Magalhães Ramalho junto da editora By the Book. A concepção de todo este projecto foi de Rita Soares, a cara mais conhecida da Herdade da Malhadinha Nova. Na sua ideia o objectivo principal é oferecer Portugal como um dos melhores destinos de enoturismo do Mundo, para complementar a ideia criou-se um site e um programa de divulgação.

O livro apresenta-se em formato bilingue (Português/Inglês) pois apenas assim faria sentido e combina o conceito de lifestyle com o mundo do vinho, levando o leitor numa viagem de sonho recheada de grandes fotografias do reputado fotógrafo e também autor, António Homem Cardoso.

É em todos os aspectos um excelente cartão de visita internacional daquilo que Portugal tem para oferecer e arrisco a dizer que talvez seja por cá filho único neste seu conceito muito próprio que nos transporta sempre com muito charme e elegância por locais de muito bom gosto, entre o hotel e o restaurante, a adega e o spa. Das parcerias que foram estabelecidas resultaram cerca de 20 locais a conhecer e visitar como por exemplo a Quinta do Ameal, Aliança Underground Museum ou a Quinta de Sant´Ana. 

Quer o texto quer as fotografias são de encher o olho, dando a sensação que somos transportados para aqueles espaços, ficando no final a vontade de querer visitar para ficar a conhecer melhor todos aqueles locais. O livro encontra-se à venda em livrarias e no site da editora com preço a rondar os 35€.

29 maio 2015

Como nasce uma medalha... 4º Concurso de Vinhos do Douro Superior by Revista de Vinhos

É aqui que tudo se decide...
Muito se tem escrito e debatido sobre as famigeradas medalhas que habitam em rótulos e garrafas das mais variadas regiões. Durante este texto o que pretendo é contar a minha experiência e contributo num concurso que se realizou recentemente. Se a subjectividade da prova estará sempre presente da parte de quem prova com o gosto pessoal a ser determinante, o grau de exigência e responsabilidade exige que sejam tidos em conta factores como a coerência ou seriedade.
As duas salas estavam repletas de provadores, cinco por mesa onde um assume o papel de presidente de mesa e fica responsável por orientar o debate e recolher as respectivas folhas de prova de cada um dos elementos. Na mesa que me calhou apenas iríamos provar 23 vinhos entre brancos, tintos e vinho do Porto, para além de todas as mesas provarem também os três finalistas de cada categoria. Era cedo e o relógio já apontava para as 9 horas da manhã, à espera de serem provados estavam mais de 100 vinhos, daqui iriam sair os grandes vencedores com as respectivas medalhas do 4º Concurso de Vinhos do Douro Superior nas categorias de vinho Branco, Tinto e Vinho do Porto.

Em prova cega foram sendo servidos seis vinhos de cada vez, fomos entretanto informados que uma vez que havia pouco vinho para ser provado teríamos mais tempo para dedicar a cada ronda, óptimo. Para avaliar os vinhos que iam caindo nos copos apenas teria de utilizar o meu critério e pontuar mediante a escala colocada à disposição, sem necessidade de andar a somar pontinhos de visão, olfato... o que a meu ver dispersa a atenção de quem prova. Será normal que em mesas onde o critério seja mais amplo as notas sejam elas mais altas face a mesas onde o cunho apertado e exigente dos provadores se contrasta nas notas finais.

Os primeiros seis vinhos foram brancos, as evidentes diferenças entre eles dariam azo a grande discussão entre os provadores da minha mesa com as diferenças pontuais no final a não divergirem muito face aos vinhos que tinham sido apresentados. Discussão que se iria prolongar pelas restantes rondas, duas de tintos e uma de Porto com quatro Vintages. Com os dados lançados e as pontuações atribuídas, seria altura de uma pausa e no regresso estavam à nossa espera a ronda dos finalistas, os três melhores vinhos apurados de cada tipo. Desta vez apenas se pediu para colocar na folha de prova por ordem de preferência, colocando o número 3 para o que se gosta mais e o 1 para o que se gosta menos. Os resultados apenas seriam divulgados no dia seguinte, com algumas surpresas e outras confirmações, desta forma nasceram os grandes vencedores do 4º Concurso de Vinhos do Douro Superior organizado pela Revista de Vinhos.

Os grandes vencedores: Bons Ares branco 2013, Duorum Reserva 2012 e Ramos Pinto Ervamoira Vintage 2005

09 maio 2015

Richard Mayson’s Guide to Vintage Port

Richard Mayson’s Guide to Vintage Port

Num país com tão vasto e rico património, neste caso no que a vinhos fortificados diz respeito, custa-me a entender que não haja sequer uma edição atualizada deste calibre escrita por algum dos especialistas nacionais na matéria sobre Vinho do Porto. Desta forma temos de agradecer a quem vem de fora e com largas décadas de experiência acumulada a escrever sobre vinhos Portugueses, lance uma edição gratuita, leu bem, deste fantástico guia sobre Vinho do Porto.

O autor é Richard Mayson, bem conhecido por obras como Portugal’s Wine and Winemakers, The Wines and Vineyards of Portugal ou o best-seller Port and the Douro que vai na terceira edição de onde este Guia foi retirado. Uma obra que resulta do trabalho de largos anos a visitar produtores e a provar com eles lado a lado, recolhendo desta maneira o máximo de informação possível. Richard Mayson é um profundo conhecedor dos vinhos de Portugal e um especialista no que a fortificados, lançando muito em breve um livro dedicado ao Vinho da Madeira. É também produtor de vinho (Sonho Lusitano) que se juntou a Rui Reguinga naQuinta do Centro (Portalegre) onde cria os seus Pedra e Alma, Duas Pedras e Pedra Basta.

Mas centrando as atenções neste seu Guia do Vinho do Porto, que mostra ser uma grande mais-valia e ajuda para melhor entender o que caracteriza cada ano com chamadas de atenção para os que no seu entender são os melhores exemplares no mercado. O livro de 160 páginas começa com uma breve introdução sobre a produção de Vinho do Porto seguindo pela cuidadosa análise de cada colheita, desde 2013 até 1844 o mais antigo provado pelo autor. Podemos encontrar ainda umas breves notas de como guardar, envelhecer e servir o Vinho do Porto, terminando com umas breves notas acerca dos principais produtores. Se já se recomendava a compra do livro, ter este guia bem perto no smartphone ou no tablet é mesmo obrigatório.

02 maio 2015

Receitas e Sabores dos Territórios Rurais

Receitas e Sabores dos Territórios Rurais 
(Minha Terra, 2013)

A cozinha Portuguesa é uma das mais ricas a nível mundial, tendo sido sujeita às mais variadas influências ao longo dos séculos. Curiosamente, ou não, teve também a capacidade de influenciar e levar para outros recantos aquilo que por cá se fazia. Os códices e os manuscritos que versavam sobre a Cozinha Portuguesa surgiram pela primeira vez no ano de 1550 com o Livro de Cozinha da Infanta DMaria. Muitos outros livros de grande fama foram sendo lançados desde então com nomes sonantes como a Arte de Cozinha, de Domingos Rodrigues (1680) ou O Cozinheiro Moderno, de Lucas Rigaud (1780) e a Arte de Cozinha, de João da Matta (1876). O salto temporal que vamos dar até ao livro que pretendo abordar é grande, na verdade este novo exemplar é fruto de uma minuciosa recolha do nosso receituário. Numa abordagem fácil e muito bem ilustrada, cada região vem com a sua caracterização geográfica e histórica, tal como o seu património gastronómico também em destaque. Pelo meio vamos encontrados dicas e truques, ritos e hábitos, sugestões e variada informação sobre os respectivos pratos. Um verdadeiro tesouro que em muito irá enriquecer a biblioteca dos apaixonados pelo Vinho e Gastronomia.

O livro que agora folheio é um bom exemplo que pretende acima de tudo valorizar o riquíssimo património gastronómico de Portugal. O livro “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Minha Terra – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local, compila e ilustra 245 receitas da gastronomia local de 40 territórios rurais, do Entre Douro e Minho ao Algarve. Das sopas aos doces, passando pelos pratos de peixe, carne, caça e marisco, a publicação dá a conhecer a rica gastronomia portuguesa, parte importante do património cultural do nosso país. Além das 245 receitas, organizadas em sete categorias – entradas (14), sopas (30), peixe (40), marisco (7), carne (75), caça (14) e doces (65) – a publicação apresenta sumariamente os territórios da parceria de 40 Associações de Desenvolvimento Local de um projeto de cooperação interterritorial, apoiado pela Abordagem LEADER do PRODER. A versão online para consulta e/ou download aqui.

09 abril 2015

Manual Técnico de Vinhos


Manual Técnico de Vinhos
(Turismo de Portugal, 2014, 15€)
Muitos vão dizer que todos os livros fazem falta, eu direi que uns mais que outros e que neste caso este Manual Técnico de Vinhos é daqueles exemplares que fazia e faz falta na biblioteca dos apreciadores de vinho.

Uma edição elaborada pelo Turismo de Portugal (Luís Lima, da EHT Estoril, João Covêlo, da EHT Porto, Paulo Pechorro, EHT Coimbra, e Luciano Rosa, da EHT Algarve) em parceria com a ViniPortugal contando com a colaboração técnica da enóloga Marta Galamba e do enólogo Carlos Freire Correia, este livro reúne informação técnica e prática sobre a produção e apresentação de vinhos, metodologia e técnicas de vinificação, a videira e o seu fruto, variedade de castas onde se faz uma abordagem às principais castas nacionais e estrangeiras, caracterização das Regiões Vitivinicolas Portuguesas...

Uma tiragem de 2.500 exemplares colocados à venda por cerca de 15€ apenas no Turismo de Portugal e nas Escolhas de Hotelaria, aqui apenas peca por escassa ou deficitária a maneira de como se pode aceder à sua compra. Uma loja online facilitaria em muito o acesso de todos os apreciadores de vinho a este livro que tanto tem para ensinar aos seus leitores.

24 março 2015

My Portugal: Recipes and Stories by George Mendes

My Portugal: Recipes and Stories by George Mendes 
(Stewart, Tabori & Chang Inc, 2004, 25,03€)

George Mendes é luso-descendente, a sua família foi para os Estados Unidos da América à procura do sonho americano corria o ano de 1969. Nasceu no Connecticut e aos 17 anos entrou para a Culinary Institute of America onde se formou. Passou quase vinte anos a aprender com alguns dos melhores chefs do mundo sendo hoje em dia dono do Restaurante Aldea (1 estrela Michelin) em New York. A sua paixão pela cozinha Portuguesa vem de longe, afinal o sangue de Portugal corre-lhe nas veias, sendo no seu restaurante onde dá a conhecer ao mundo um pouco dessa sua paixão. 

O livro My Portugal: Recipes and Stories demorou dois anos a ser criado, durante esse tempo George Mendes percorreu Portugal numa viagem gastronómica desde a terra dos seus pais, em Ferreirós do Dão, para descobrir as suas raízes. Como diz o título, é uma junção de receitas com muitas histórias e apontamentos de locais e visitas ou conselhos sobre este ou aquele ingrediente, tudo numa viagem muito bem documentada e ilustrada. Num objectivo claro de dar a conhecer ao mundo a Cozinha de Portugal, o livro mostra desde os pratos mais sofisticados do Aldea aos pratos mais clássicos que facilmente podemos recriar em casa,  mas sempre com o toque pessoal e criativo de George Mendes. Tudo isto num total de 125 receitas sempre bem acompanhadas por excelentes fotografias. Um livro cheio de alma, onde a vontade de mostrar o produto da terra fala mais alto, sem perder pelo meio uns ligeiros apontamentos sobre os vinhos de Portugal. 

12 março 2015

The Moro Cookbook by Sam and Sam Clark

The Moro Cookbook by Sam and Sam Clark
(Ebury, 2003, 20,74€)


Um bom livro de cozinha é aquele em que as receitas que nos fornece funcionam, ou seja, tudo aquilo que lemos é de forma simples capaz de ser replicado em casa sem grandes problemas. Acontece que muitos livros apenas funcionam para encher o ego do chef que assim pode dizer que tem um ou dois livros lançados no mercado, quando na prática as receitas que ali colocou nunca funcionam numa cozinha dita normal. 

Este The Moro Cookbook é um dos meus livros favoritos, é daqueles em que tudo o que lá vem dentro funciona e onde nos apetece experimentar/fazer tudo o que lá aparece e por vezes damos conta que aquela ou a outra receita são repetidas vezes sem conta, como a deliciosa sopa de beterraba e cominhos, um verdadeiro sucesso aqui em casa. 

Os autores Samuel e Samantha Clark são um casal apaixonado pela gastronomia de Espanha, Norte de África e Mediterrâneo Oriental. Após alguns sucessos de restaurantes em Inglaterra decidiram abrir em Londres o Moro, que literalmente significa Mouro, canalizando naquele espaço toda a sua paixão pelos diversos tipos de influências que foram recolhendo nas suas viagens. Em 2001 lançaram o seu primeiro livro, este Moro The Cookbook, que simplesmente é um recompilatório de quase 300 páginas das mais famosas receitas do restaurante. Um livro impregnado de sabores e aromas intensos, receitas fieis às origens onde apresenta alguns pratos de muito condimento e paixão, cheio de detalhes fantásticos com boas fotografias onde se explicam detalhadamente os mais variados ingredientes. As receitas funcionam muito bem e algo muito importante é a facilidade de encontrar os ingredientes necessários, o resultado é o prazer garantido à mesa. O livro é vasto e vem separado em várias secções, desde ensinar as mais variadas receitas de pão, ao fantástico Labneh um queijo  feito a partir de iogurte natural, à deliciosa sopa de beterraba e cominhos ou a Raia com vinagre de Jerez, entre muitas outras... 
Obrigatório para quem gosta de cozinhar.

04 março 2015

Madeira: The Mid-Atlantic Wine by Alex Liddell



Escrevi recentemente para a Blend All About Wine, que recomendo visita, acerca deste fantástico livro que comprei após a minha visita à Madeira. Nada melhor para quem tem a necessidade de aprofundar os conhecimentos, do que esta segunda edição daquele que é considerado por muitos (eu incluído) o melhor guia sobre o fascinante mundo que envolve o Vinho da Madeira.

Um livro fascinante escrito por Alex Liddell, um reconhecido especialista no que a Vinho da Madeira diz respeito, editado pela primeira vez em 1986, estava literalmente esgotado e que felizmente passados quase 30 anos lança a segunda e tão aguardada edição do seu Madeira the Mid-Atlantic Wine.

O livro está extremamente bem organizado num total de seis capítulos onde o autor começa por contar a história da Madeira, desde os primórdios do vinho até aos dias de hoje. A abordagem é vasta, desde os solos, castas, vinhas, viticultura, vinificação, colocando ao dispor do leitor os mais variados mapas e quadros de estatísticas, pelo meio deixa algumas detalhadas notas de prova tal como uma ampla e histórica abordagem sobre os principais produtores, num livro que sofreu as necessárias atualizações face aos trinta anos que passaram desde a primeira edição.

É um livro técnico que está muito longe de ser enfadonho, até pela capa bem colorida que apresenta, correspondendo ao que se deve encontrar num livro deste tipo, um profundo conhecimento que neste caso o autor demonstra com toda a sua paixão e sabedoria numa escrita que cativa a ler mais e mais, transmitindo valiosa informação a cada página que se vai virando. Indicado para todos aqueles que procuram ficar a saber tudo sobre o Vinho Madeira, tornando-se desta forma imprescindível na biblioteca de todos os enófilos. Custou 25,62€ na BookDepository, a minha principal fonte no que a livros diz respeito.
 
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