Copo de 3: Quinta do Gradil
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23 fevereiro 2016

Quinta do Gradil, os novos vinhos e o novo restaurante


Faz relativamente pouco tempo visitei a Quinta do Gradil, no sopé da Serra de Montejunto. Segundo informação retirada do site do produtor, é considerada uma das mais antigas, senão a mais antiga, herdade do concelho do Cadaval, com uma forte tradição vitivinícola que se prolonga desde há séculos. Adquirida, nos finais dos anos 90, pelos netos de António Gomes Vieira, precursor da tradição de vinhos na família desde 1945. Os novos proprietários iniciaram, em 2000, o processo de reconversão de toda a área de vinha primando por castas de maior qualidade. Nos 120 hectares de vinha encontram-se plantadas variadíssimas castas brancas e tintas. Sauvignon Blanc, Arinto, Viosinho, Viognier, Chardonnay, Petit Manseng, Cabernet Sauvignon, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tannat, Petit Verdot, Syrah, são alguns exemplos. Esta rica paisagem de vinha é responsabilidade do Engº. Bento Rogado sendo todas estas uvas vinificadas na adega, coordenada pelo Eng.º Pedro Martins, sob a batuta atenta dos enólogos Vera Moreira e António Ventura.


O palacete e capela, em fase muito avançada de degradação aquando da aquisição da Quinta pelos novos proprietários, foram limpos e contam agora com um projecto ambicioso de recuperação. A adega sofreu melhoramentos, estando projectada uma reformulação profunda nos próximos 2 anos, e as cocheiras recuperadas deram lugar a uma sala de tertúlias. Foi no renovado restaurante da Quinta, a cozinha está a cargo do Chefe Daniel Sequeira, que fomos recebidos e onde tivemos oportunidade de provar e harmonizar algumas das novidades com pratos da nova carta. Um momento de boa disposição onde os vinhos mostraram um à vontade muito grande com a mesa e neste caso com as propostas do Chefe.

O primeiro vinho a ser servido, o Quinta do Gradil Sauvigon Blanc e Arinto 2014 mostrou-se jovem e com boa frescura, boa ligação entre as castas a juntar o lado mais exótico e vegetal da Sauvignon com os citrinos e a frescura da Arinto. Uma boa combinação que resulta num vinho directo e bastante agradável à mesa com entradas de bom tempero como foi o caso da fotografia acima colocada. 88 pts

O Quinta do Gradil Chardonnay 2014 mostra um perfil mais anafado que o anterior com o vinho a mostrar ter mais algumas gorduras que lhe conferem untuosidade e peso. A fruta surge em formato de polpa branca com pêra e melão, tudo envolto em boa frescura, com o suave aconchego da barrica num conjunto bem equilibrado. 88 pts

Enquanto os varietais mostram o melhor de cada ano, os Reserva são os mais especiais da casa e apenas são criados quando a qualidade alcançada é de patamar superior. Assim sendo saiu este Quinta do Gradil Reserva branco 2013, um lote de Arinto e Chardonnay com passagem por madeira. Um vinho que se mostra bastante mais sério, coeso com boa complexidade, frescura e ligeira untuosidade a envolver toda a fruta, ligeira carga vegetal com ervas de cheiro. Boa amplitude na prova de boca num vinho com boa presença, saboroso e fresco. 90 pts

No plano dos tintos, foi apenas um o vinho provado e mostrou-se muito bem o Quinta do Gradil Syrah 2013. Guloso e com uma fruta que o torna muito apetecível, o ligeiro toque químico que desponta apenas de início no copo pouco ou nada incomoda, depois é um bazar de coisas boas a passarem à frente do nariz, desde os chocolates, especiarias, fruta com ligeira compota, boa frescura num vinho com harmonia mas que ainda mostra sinais que vai perdurar no tempo. 91 pts

Por último e em jeito de despedida foi provado o Quinta do Gradil Espumante Chardonnay e Arinto 2013, um vinho que agradou pela frescura e elegância da fruta. De bolha fina mostra um bom entendimento entre as duas castas, acidez presente num conjunto com ligeira untuosidade. Bastante agradável e festivo, pronto para umas entradas servidas no terraço. 89 pts

Published in Blend All About Wine

16 janeiro 2014

Quinta do Gradil Petit Verdot 2012

No lote de vinhos especiais que todos os anos a Quinta do Gradil (Lisboa) decide lançar para o mercado, surge agora a vez de se falar da casta tinta que melhor se comportou na colheita 2012, aquele a que chamam melhor do ano é um 100% Petit Verdot. Um vinho que tem tudo para agradar, na verdade são vinhos assim que fazem falta, vinhos alegres e bem dispostos, francos e divertidos que se deixem beber sem grande floreados à sua volta.

Neste caso é um tinto provocante sem excessos, leve baunilha com toque inicial químico (tinta da china), flores/ervas do monte, a fruta escorre docinha provocante e apelativa. Na boca de corpo mediano e prolongado, sente-se a concentração da fruta sumarenta, muitas bagas silvestres, frescura a conduzir até ao final ligeiramente apimentado. O melhor da festa é o preço que ronda os 7/9€ e o torna daqueles vinhos que se leva para aquele jantar casual em casa de amigos. 90 pts

06 setembro 2013

Quinta do Gradil Verdelho 2012

Encerro o trio de brancos de boutique feitos pela Quinta do Gradil da colheita de 2012 com o Verdelho. Aqui reina a frescura, tudo o que é fresco e lembra frescura está presente no mostruário deste vinho, deste a fruta tropical, limão, lima, à relva fresca, tudo bem arrumado e com exuberância moderada. A prova de boca encontra-se em harmonia com a de nariz, com uma entrada bem sumarenta com toque de limão, seguindo um travo vegetal e por fim uma secura que o acompanha até ao adeus final na boca. O preço recomendado é 6,49€ num branco onde se destaca a baixa graduação(11,5%) e toda a apetência que mostra ter para acompanhar entradas e pratos de marisco de elaboração simples e pouco condimentada (ameijoas ao natural por exemplo). 89 pts

Quinta do Gradil Sauvignon Blanc & Arinto 2012

Mais um branco da Quinta do Gradil, também ele de 2012, desta vez domina a Sauvignon Blanc com um aconchego da Arinto. Da primeira vem o toque da fruta de caroço, cheia e carnuda, pêssegos bem maduros ligeira tropicalidade (maracujá), da segunda chega a acidez e os toques citrinos e ligeiro vegetal fresco com folha de limão. Sem grande exuberância o vinho mostra-se mediano na intensidade, delicado no embrulho mas com sensação de que foi passado a ferro de engomar. Na boca mostra boa frescura com alguma fruta em destaque (citrinos), o resto termina com ligeira secura e algo linear. O preço recomendado é 5,70€ pelo que a relação preço/satisfação é positiva. Foi feliz com uma salada de salmão grelhado regada por uns pingos de sumo de lima. 89 pts

05 setembro 2013

Quinta do Gradil Viosinho 2012

Projecto sólido e com credencias mais que confirmadas na região ao longo dos anos de história que envolvem a Quinta do Gradil. Alerta aos mais distraídos, fica situada aqui bem perto de Lisboa portanto é mais um bom motivo para se fazer uma visita e fugir da rotina. Os vinhos deste produtor têm vindo a ser provados por aqui ao sabor do vento, vão surgindo pontualmente e desta vez chegaram-me ao copo três lançamentos (Verdelho, Sauvignon Blanc/Aringo, Viosinho) mais recentes em autentico formato branco de boutique, bem perfumados com aromas frescos a pedirem temperaturas de serviço mais baixas com comida a condizer. Destaco aquele que mais gostei, não só pela riqueza da sua fragrância como pela delicadeza que todo o conjunto apresenta, um 100% Viosinho que tão boa surpresa mostrou ser aliando um preço 6,50€ bastante aliciante.

De aroma com boa exuberância, não tão no fio da navalha como se costuma encontrar no Douro, mostra-se bem convidativo e arredondado, franco e roliço com equilíbrio, balanço entre acidez e uma fruta mais redonda e cheia. Domina o aroma a ameixa branca, limão, toranja e todo um ramalhete de aromas festivos e bem frescos, remata com sensação mineral. Na boca deixa-se levar por tudo o dito e achado na prova de nariz, saboroso e refrescante, franco e saboroso. 90 pts
 
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