18 novembro 2016
Antonino Izquierdo Vendimia Seleccionada 2007
26 outubro 2014
Astrales 2004
18 julho 2014
Alonso del Yerro 2010
17 dezembro 2013
PSI 2010
Toda a prova que dá centra-se na fruta, vermelha, com muito morango, framboesa, cereja e companhia limitada, muita fruta madura mas pouco definida e amontoada num todo onde a madeira pouco se faz notar, o problema a meu ver é que toda esta simplicidade em forma de harmonia e frescura fica-se por aqui... falta nervo, carácter, nesta altura passam-me pela memória inúmeros vinhos feitos nos mais variados pontos de Portugal que por muito menos €€€ nos dão muito mais prazer. Culmina com uma prova de boca que apesar da presença sumarenta e opulenta da fruta banhada por uma boa acidez com que dá entrada, a madeira mostra-se aqui ligeiramente mas acompanhada de especiarias, depois começa a estreitar-se num final que termina espaçado e algo frouxo que quase que nos deixa apeados. No final é vinho que não nos trás nada de novo, não consegue transmitir sequer uma pitada de emoção ao provador... a não ser lamentar os quase 30€ que pagou. 89 pts
26 fevereiro 2013
Aalto 2001
30 maio 2012
El Picón 2006
29 maio 2012
El Nogal 2005
21 dezembro 2011
Valbueña 5º Año Reserva 2004
13 agosto 2011
Alonso del Yerro 2008
Estes são os vinhos que procuro, compro, guardo e partilho com os amigos mais chegados, este é o vinho que me garante elegância, harmonia entre partes e boa longevidade, nada aqui é de excesso, nada aqui é de quebras nem falhas, é grande desde que se cheira até que se engole... é vinho que não sendo barato 22€ dá uma prova melhor que vinhos que custam o dobro... ou seja, comprar beber ou guardar o prazer esse é mais que garantido. Como diz a letra do famoso José Afonso:
"Venham mais cinco. Duma assentada. Que eu pago já. Do branco ou tinto. Se o velho estica. Eu fico por cá. Se tem má pinta. Dá-lhe um apito. E põe-no a andar"
Enche o nariz com frescura da fruta, fruta da boa e bem limpa com tons de cereja, morango e amora, depois vem banhada por especiarias, café moído e algum regaliz com floral em fundo. Mostra-se desde o primeiro instante um vinho que esconde uma belíssima complexidade, madeira no ponto, dá cacau e fina tosta, conjunto de enorme qualidade, em postura de quem tem a lição muito bem estudada, não se inventa nem se tapa defeitos com excesso de "pau".
Boca cheia e gulosa, fruta fresca forra o palato, tudo em conjunto como no nariz... o morango, a especiaria, algum toque de bálsamo, tosta... e tudo muito apelativo num longo final. 93
15 fevereiro 2010
ALONSO DEL YERRO 2007
O projecto que passo a apresentar para os mais distraídos, e mesmo aqueles mais atentos é normal que lhes tenha passado ao lado, está situado na vizinha Espanha, mais propriamente na prestigiada região da Ribera del Duero. Um projecto muito especial, eu pelo menos tenho tido a sorte de o ir conhecendo desde os primeiros lançamentos e são vinhos apaixonantes. Tudo começa na Finca Santa Marta, situada em Roa (Burgos, D.O. Ribera del Duero) com o casal Javier Alonso e María del Yerro, que em 2002 criam os Viñedos Alonso del Yerro. Um projecto assente numa filosofia muito própria baseada na importância da vinha, em que o objectivo é produzir vinhos distintos e com um critério de máxima qualidade.
No total dispõem de 26,5 ha de vinha plantada em 1989 e situada entre os 800 e 840 metros de altitude, repartida por 4 parcelas cujos nomes são os dos filhos do casal, e tendo a perfeita noção de que iriam precisar de uma equipa de excelentes profissionais, foram buscar a assessoria do prestigiado enólogo Francês, Stephane Derenoncourt (La Mondotte, Château Canon La Gaffelière, Domaine de L´A... ) e dada a grande importância que dão à vinha, pediram um estudo exaustivo dos solos das parcelas que possuem. Deste estudo verificou-se que nas 4 parcelas existiam 6 tipos de solo bem diferenciados pelo que das 4 parcelas iniciais ficaram no total com 27 sub-parcelas de vinha. Em 2004 começam a trabalhar com um dos grandes especialistas do mundo no que toca a terroirs, Claude Bourguignon (Romanée Conti, Leflaive, Ausone, Dujac, Drouhin, Selosse, Graillot, Beaucastel, Dagueneau, Vega Sicilia...), formando assim uma equipa de luxo em que o vinho se começa a desenhar no próprio solo e na própria vinha.
"Dedicamos nuestro proyecto a todos aquellos que se atreven a soñar y a todos los que poseen el conocimiento, la generosidad y el corazón para ayudar a otros a alcanzar sus sueños."
O resultado final são vinhos de elevada qualidade, fruto de uma enorme dedicação e procura pela mais alta qualidade. Mistura-se a tudo isto, valores como a amizade, respeito pelo meio ambiente, talento, conhecimento, experiência, a procura da excelência, a paixão pelo vinho e temos como resultado vinhos que não nos deixam indiferentes e que acima de tudo conquistam quem neles aposta.
Castas: 100% Tempranillo - Estágio: 12 meses em carvalho francês - 14,5% Vol.
Tonalidade granada escuro de concentração média/alta.
Nariz com aroma de boa complexidade e intensidade, conquista de imediato pela diferença e pela elegância, frescura, a fruta em tons de vermelho sente-se madura mas fora daqueles jogos compotados ou de querer entrar nesses jogos que nunca auguram nada de bom. Aqui a conversa é outra e sente-se fruta vermelha fresca e bem madura, entusiasma na boa profundidade com a madeira muito bem trabalhada, sábias mãos, sem exageros talvez um pouco presente mas nada que o tempo não cure, pede um prato mais puxado para não se fazer notar tanto, sim é vinho de mesa e de muitos amigos à sua volta. Especiarias finas, cacau, algum floral, mineralidade suave e delicada em fundo, com aquele aroma de "regaliz" que tanto gosto.
Boca a mostrar conjunto com uma bela estrutura, muito no encontro do encontrado no nariz, fruta vermelha madura e fresca com toque floral, especiaria ligeira e a barrica aqui bem mais integrada, o suficiente para o vinho dar uma prova de boca bastante agradável desde já. Complexidade, frescura, fruta madura bem delineada, barrica a dar amparo a todo o conjunto, tem uma boa espacialidade, bebe-se com muito prazer e sobretudo tem pernas para andar. Nota-se claramente um vinho que foge das tentações da concentração que alguns dos novos Ribera del Duero seguem teimosamente, para se notar aqui um registo mais na elegância. A sua persistência é média/alta num vinho que recomendo vivamente.
A produção deverá rondar as 60.000 garrafas, o preço mais que justo a que se pode comprar ronda os 20€ mas é uma aposta segura num vinho com qualidade bem acima da média e de acentuada componente gastronómica. O produtor em causa ainda tem o topo de gama da casa, Alonso del Yerro Maria, cujo preço será ligeiramente mais do dobro, mas a qualidade e o prazer são bem proporcionais. Um vinho que foi muito cuidado mesmo antes de nascer, em que tudo foi cuidadosamente planeado e pensado, e os resultados estão à distância de um copo. 17 - 92 pts
04 dezembro 2008
Condado de Haza 2000
Alejandro Fernández, o aclamado maestro da Tempranillo ou também conhecido como o Sr. Pesquera, é a viva imagem de um homem que se fez a si próprio, um homem que desde criança alimentou o sonho de ter a sua própria adega e fazer grandes vinhos. Seguindo a tradição familiar, aprendeu com o seu pai, Alejandro elaborava vinho todos os anos a partir dos vinhedos familiares, mas teve de esperar até ao ano de 1972 para ter a sua própria adega, um pequeno lagar de pedra do Séc XVI, onde realizava quase todo o processo. Só passados 10 anos, é que a adega Pesquera acabaria por ter o aspecto que tem nos dias de hoje, onde o antigo lagar ainda se mantém.Foi a meados dos anos 80 que Alejandro Fernández descobre uma ladeira abandonada nas margens do rio Duero/Douro, que segundo ele parecia reunir condições para se transformar numa das melhores vinhas da região, obviamente da casta Tempranillo a que mais gosta e domina como ninguém.
Foram precisos 3 anos de negociações com os donos para que se pudessem adquirir as ditas parcelas individuais que perfaziam a encosta. Foi em 1989 que se plantaram os primeiros 80ha, e contando nos dias de hoje com cerca de 200 ha, fazendo o nome da Quinta referência à terra próxima de seu nome Haza. A primeira vindima seria de 93, mas a primeira colheita seria em 94 sendo elaborados na adega Pesquera, e apenas em 1995 estaria completo o hoje conhecido Condado de Haza.
O grupo Pesquera inclui entre outros, El Vínculo (La Mancha), Dehesa La Granja, Pesquera e o Condado de Haza do qual se deixa a nota de prova do seu crianza 2000.
Castas: 100% Tempranillo - Estágio: 18 meses em carvalho americano e 6 meses em garrafa - 14% Vol.
Tonalidade ruby escuro de média intensidade.
Nariz a mostrar desde o principio um vinho de perfil que arrisco em chamar clássico, face ao que os vinhos mais recentes da Ribera del Duero apresentam. Os 8 anos já se notam no conjunto, mostrando fina complexidade num todo bastante polido, talvez um pouco polido a mais, com a fruta vermelha bem madura embora algo diluída num toque de licor e ligeiro envernizado. O fundo é todo ele, forrado a finas madeiras, baunilha e algum couro de boa qualidade, com caramelo de leite e cacau em pó, num conjunto de fina complexidade.
Boca fina e equilibrada, ainda mostra boa dose de fruta madura com frescura bem doseada, num corpo algo delgado de concentração. Especiarias muito leves de segundo plano, com algum cacau e notas de licor. Perde-se um pouco no final de boca, em persistência média/baixa.
Sem dúvida alguma que este vinho deveria ter sido bebido nos seus primeiros anos de vida, ainda assim deu uma prova satisfatória. O que perdeu em força conseguiu ganhar em finesse, embora se mostre um pouco desgastado principalmente na prova de boca, com a fruta pouco dialogante e a acidez a não acompanhar durante toda a passagem de boca. É um vinho que na mais recente colheita deverá andar na casa dos 8-10€ e acompanha muito bem carnes vermelhas na grelha. O trabalho a nível de madeiras nos vinhos deste grupo é sem dúvida notável.
15,5





