Recuamos no tempo e vamos buscar um Rioja "clássico", um Gran Reserva das Bodegas Murua (Rioja) de 1995. Elaborado a partir das locais Tempranillo, Graciano e Mazuelo de vinhedos com 60 anos de idade, passou 26 meses em barrica e mais 36 meses em garrafa antes de ser colocado à venda em primeur. A tonalidade já dá os sinais da passagem do tempo com aquele granada translúcido que cativa o olhar, depois é o desfilar da sua complexidade fina e delicada, bouquet rico em terciários com muito tabaco, cacau e a baunilha da barrica fina muito bem integrada. A fruta em tons de frutos do bosque, desfila de salto alto, esguia e fresca, profundo com travo vegetal seco em fundo especiado. Elegante e de boa persistência, daqueles vinhos que é sempre um prazer ter no copo. 93 pts
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12 fevereiro 2019
11 fevereiro 2019
Sierra Cantabria Organza 2016
Nasce na Rioja, no produtor Sierra Cantabria (Rioja) pelas mãos do reputado enólogo Marcos Eguren. Um daqueles vinhos que para muitos pode ser considerado de excesso, porque a madeira onde passou 9 meses, os 6 primeiros com as borras, abraça a fruta e o conjunto mostra-se sumptuoso, com curvas, tem a sua gordurinha bem à mostra é um facto. Mas tem a frescura e o equilibrio que o torna atraente, nas notas de fruta tropical ligeira com fruta de pomar e caixa de especiarias. Bonita complexidade de um conjunto formado por 50% Viura, 30% Malvasia e 20% Garnacha Blanca. O preço é simpático e ronda os 16€. 93 pts
18 janeiro 2019
Club Lealtanza Reserva Rioja 2005
Das Bodegas Altanza (Rioja) sai este Club Lealtanza Reserva Rioja 2005. Um vinho que nasceu para ser exclusivo do Club dos clientes mais especiais do produtor, mas que se estreou no mercdo com esta colheita. São apenas 48.000 garrafas de um 100% Tempranillo de várias parcelas de vinhedo, algumas com idade a rondar os 80 anos. O preço de mercado para as novas colheitas ronda os 20€. É um tinto com os taninos bem postos, elegante e profundo, todo ele bem aprumado com complexidade e capacidade de sedução. A fruta com muitas bagas em tom escuro, escorre madura e fresca, pelo meio notas de especiaria, cravinho, ervas de cheiro com toque untuoso da passagem de 18 meses que teve por madeira (mais 24 meses em garrafa) a envolver o conjunto. Mostra boa frescura no palato, ainda com garra a pedir mais algum tempo de garrafa. Saboroso e com a fruta bem presente, chocolate negro, musculado e com uma bela presença, fundo erroso com final prolongado. É vinho para acompanhar pratos de carne com bom tempero. 93 pts
02 maio 2018
Plácet Valtomelloso branco 2012
Das Bodegas Palacios Remondo (Rioja) e criado a partir da casta Viura, oriunda de vinhedos plantados em 1988 e com estágio em fudres ovais de 2000 litros durante 11 meses. O vinho mostra muita classe logo ao primeiro instante, dominado pela fruta amarela bem rechonchuda e muito fresca, especiarias com toque de untuosidade ligeira a aconchegar. Amplo, marcado por uma fina mineralidade lá no fundo, limpo com floral a esbater-se num longo e prolongado final. A acidez sustenta tudo em plena harmonia, num fio condutor que o percorre. É de 2012 mas o tempo parece que não passou por ele, belíssimo branco que custa 17€. 93 pts
02 março 2017
Macán Clásico 2012
É recente o projecto que junta dois grandes nomes do mundo do vinho que dão pelo nome de Benjamin de Rotschild e Vega Sicília. Em conjunto criaram uma adega em plena Rioja, aplicando o costume de Bordéus de ter um primeiro e um segundo vinho, a casta é 100% Tempranillo e os dois vinhos partilham o mesmo vinhedo e o mesmo processo de vinificação. Estes dois irmãos apenas se separam na altura de escolher as barricas, sendo que as melhores dão origem ao Macán e as restantes ao Macán Clásico. Toda a espera até o conseguir ter no copo valeu a pena, as primeiras colheitas voaram e com isso a infelicidade de não conseguir ficar a conhecer este vinho mais cedo. Preço a rondar os 32€ para este vinho da colheita de 2012, ainda muito novo, vivaço, cheio de energia a mostrar um misto entre o perfil mais clássico e o toque mais moderno da região. Bem estruturado, alia a finesse do nariz com uma bela estrutura de boca, com taninos finos mas presentes, madeira em pano de fundo (especiarias, baunilha) a acariciar uma fruta madura e limpa (bagas silvestres) numa bonita complexidade. É daqueles vinhos que ganhando com tempo de garrafa dá prazer desde já a acompanhar um bom corte de vitela, grelhada de preferência. 93 pts
15 fevereiro 2015
La Rioja Alta Gran Reserva 904 2001
No espaço de uma década, se tanto, temos vindo a assistir a uma estapafúrdia escalada de preços de alguns vinhos dentro do panorama nacional sem que no entanto a qualidade dos mesmos tenho aumentado. E por muito que se teime nisto do fazer vinho ainda há tanto que aprender e evoluir, que basta pagar coisa de 31,50€ para no imediato se questionar tanta coisa. Oriundo da mais conhecida região produtora de Espanha, a Rioja (ree-OH-hah), produzido pelas Bodegas La Rioja Alta, fundadas em 1890 por um grupo de cinco famílias, que tal como antes procuram criar vinhos de excelência. Com o passar dos anos os seus vinhos permitiram a afirmação dentro e fora de portas como uma das grandes referências dos vinhos da Rioja, aliando tradição bem acompanhada pela inovação tecnológica.
A colheita de 2001 foi considerada excelente, na sua base tem a Tempranillo (90%) proveniente de vinhedo com mais de 40 anos complementado nos restantes 10% com Graciano. Passa depois 48 meses em barricas de carvalho americano com quatro anos de idade, sofrendo nova trasfega a cada seis meses. Destaca-se a finesse do conjunto, toda a frescura de fruta madura e ligeiramente confitada, aroma intenso tabaco com ligeiro chocolate com menta, muita especiaria com ervas aromáticas, mato rasteiro, toque de madeira muito fino num conjunto pleno de requinte e harmonia. Boca com muito boa estrutura a segurar todo um conjunto de luxo, saboroso e fresco, prolongado final num conjunto que transpira elegância. É daqueles que se podem guardar durante muito tempo, o pior é conseguir fazer isso. 96 pts
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21 julho 2013
Marques de Riscal Reserva 1949
Corria o ano de 1949, a 4 de Abril era criada a Nato, inicia-se neste mesmo ano a produção industrial da pilha alcalina e é criada a República Popular da China. Na Rioja nascia este Reserva, filho da adega Marqués de Riscal fundada no ano de 1862, os seus primeiros vinhos foram pré-filoxéricos mas aquela que viria a ser considerada a primeira grande colheita apenas iria nascer no anos de 1936. No reboliço do tempo por volta de 1924 foram plantadas castas estrangeiras entre as quais se destaca a Cabernet Sauvignon, com os vinhos desse período a serem apelidados de Reserve Medoc. A partir de 1950 deu-se a mudança de perfil para o 100% Tempranillo, terminavam os Reserve Medoc, dando origem aos hoje chamados Riojas Clássicos.
Abrir um vinho destes é uma emoção, ao mesmo tempo uma enorme responsabilidade, olhos colocados na rolha, olhos colocados na garrafa, aquele momento em que se sustem a respiração na esperança que a rolha não se parta e o desejo que finalmente o vinho vertido no copo esteja com saúde e que se dê lugar à magia com todos os seus aromas e sabores a divagarem pela nossa memória. Momentos antes tinha-se tentado a sorte com um Marqués de Riscal Reserva 1943, infelizmente saúde era coisa que o tempo já tinha levado, mas tudo se esqueceu com o saltar da rolha do 49, apesar do inicial aroma estar um pouco "preso" bastou rodopiar no copo para mostrar toda a sua classe e estampar um sorriso nos que estavam presentes.
Um vinho fino de bonita e limpa tonalidade ruby, nada concentrado, a invocar fruta ainda fresca e limpa com toque de cereja negra, depois o bouquet de classe de um vinho já nobremente evoluído com toda a patine de terciários de luxo que o tempo faz surgir nos grandes vinhos, passa de figo, caixa de especiarias, ramo de cheiros já seco...
Na boca uma surpresa, frescura presente, delicado embora com elegância e estrutura que o ampara sem sinais de grande desgaste, passagem marcante pelo palato com sabores entre fruta, especiaria, couro e algum travo de cacau, licorice, alguma secura que desponta no final e lhe retira um final em grande. Mesmo assim não deixa de ser aquilo que é, um grande vinho com os seus 64 anos de idade. 96 pts
20 dezembro 2012
Viña Tondonia Reserva 2001
Mais um pequeno momento de luxo à mesa, o vinho é proveniente das Bodegas Lopez Heredia (Rioja), um clássico, um modelo do passado tornado presente. O ano da colheita foi considerado excelente pela entidade reguladora da Rioja, dormiu durante 6 anos e veio recentemente para o mercado a rondar os 20€ por garrafa. Não escondo o gozo tremendo que me dá poder comprar um tinto de 2001 sabendo que tem em pleno todos os seus atributos, que é feito em quantidade apreciável (290.000 garrafas) e cuja graduação se situa nos 12,5%Vol. Tudo isto apenas mostra que é no tempo que os grandes vinhos se mostram, é nesse mesmo tempo que esses vinhos precisam de ficar adormecidos, embora este quando colocado à disposição do consumidor ainda tenha larga vida pela frente... é assim a árdua vida de um grande vinho.
O vinho em causa vai buscar o nome à vinha que lhe dá origem, Tondonia, nos seus mais de 100ha onde o lote de que resulta é composto por Tempranillo (75%), Garnacho (15%), Graciano e Mazuelo (10%). Complexo, fresco, fruta vermelha (amora, framboesa, morango) madura em perfeita sintonia com a madeira por onde passou. Pelo meio finas ervas, toque mineral com especiaria fina, todo ele de fino recorte e bom de cheirar, muito preciso na forma como se apresenta. Dá aquela sensação de aconchego, elegante na boca, muita serenidade apesar de ter nervo e mostrar-se com bastante vivacidade na fruta, a frescura nunca o abandona, em final de grata memória. Sabe ao que cheira e cheira ao que sabe, pura classe numa experiência que se torna de imediato num amor à primeira prova. São vinhos muito especiais que todos os apreciadores deveriam beber pelo menos uma vez na vida. 95 pts
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18 dezembro 2012
Viña Tondonia Reserva Branco 1996
Antes de começar que se entenda que este Reserva 1996 é um puro Clássico, daqueles a sério e não apenas de nome, completamente imune a modas ou pressões de consumidores histéricos por beberem tudo quanto é novo e amantes de cheiro a borracha e shampoo barato. Claro que não é vinho para meninos, torna-se à partida complicado para muita gente entender que um vinho seja colocado no mercado passados 6 anos da sua colheita. É na sua essência e na essência de quem o faz, um vinho para gente que sabe ao que vai e sabe o que quer. Falar de Lopez Heredia (Rioja) é falar de um saber acumulado vai para mais de um século, começaram naqueles lados por volta do ano 1883, produzindo vinhos de características únicas, que seguem a tradição à risca e que conquistaram por direito próprio um lugar muito especial no panorama vínico mundial, tornando-se autênticos vinhos de culto. A produção deste Reserva Branco 1996 (Malvazia, Viura) ficou limitada a 20.000 unidades, preço a rondar os 20€ e digamos que interesse é o que não falta quando temos um branco como este no copo, um autêntico desafio e um despertar de sensações onde a fina complexidade própria de um grande vinho se deixa logo notar. A dizer que acima deste Reserva ainda vem o Gran Reserva que tem direito a 10 anos de estágio... uma autêntica provocação pois quando sai para o mercado já grande parte da vizinhança morreu de velha.
E o que podemos esperar encontrar num branco como este ? Antes de tudo quero destacar a garrafa, transparente e a mostrar com orgulho o que leva lá dentro. Quanto ao vinho, uma frescura deliciosa para a idade, com um bouquet característico onde o bailado após algumas voltas no copo começa a despontar fruta madura com algumas notas de geleia fina (citrinos, pêssego, nectarina), aroma envolvente com óleo de noz, flores brancas, baunilha, alguma resina e ramo de cheiros em fundo. Muita subtileza, nada de excessos num perfil muito bem conduzido com uma intensidade moderada. Na boca uma bela presença, acidez que lhe garante energia suficiente no palato, filigrana entre componentes, muito detalhado, travo ligeiro a mel, toque de limão e uma envolvente sensação de untuosidade, flores brancas novamente e uma profundidade muito boa com final de boca de boa persistência. Um branco com classe, vinho fino, com alma e que ainda vai durar e durar... foi bebido juntamente com uma garoupa de nobre porte assada no forno com tudo aquilo a que dito exemplar tinha direito. 93pts
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14 setembro 2012
Sierra Cantabria Seleccion 2010
Insisto e persisto (por agora) no que anda lá por fora e merece ser conhecido, novamente com a chancela Eguren, desta vez um Rioja de recorte mais clássico. O Selección é dos vinhos mais baratos desta marca, 100% Tempranillo com 6 meses de inox e 6 meses de barrica (máximo 3 anos) de carvalho americano e francês cujo preço não passou dos 6€ . Uma vez que o provei lado a lado com o Protocolo 2010 encontrei neste uma fruta vermelha mais ácida e viva, conjunto mais assente em aromas carnudos de groselha, morango, cereja, com frescura e bravura, a interligar tudo isto o toque de regaliz e novamente a barrica integrada aporta toque fumado, alguma baunilha, tudo isto num conjunto que se faz sentir com alguma energia/força que pode e deve ser esbatida com tempo em garrafa. Na boca confirma o nariz, boa frescura com muita fruta para trincar, médio corpo com palato ainda a mostrar taninos que precisam de algum tempo para se entenderem. Um vinho bom de se conhecer, amigo da mesa e uma boa porta de entrada para a gama dos vinhos Eguren produzidos na Rioja. 89 pts
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