Copo de 3: Rosé
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30 agosto 2019

Quinta do Cardo Reserva Caladoc rosé 2016



Por vezes o que temos na garrafa é muito mais que vinho, é também uma identidade e a forma como um enólogo dá voz a uma casta ou parcela de determinada vinha. Este rosé da Quinta do Cardo (Beira Interior) criado a partir da casta Caladoc é disso exemplo. Nos dias que correm é notório que há da parte do consumidor mais exigente uma procura por uma definição/frescura/leveza nos vinhos. Ora aqui temos tudo isso de forma bem medida, um menino bem comportado que sabe estar à mesa. Elegante e com finesse na complexidade, menos concentrado e mais delicado que a anterior versão, que curiosamente gostei mais. Este aqui está muito focado na fruta com notas de bagas ácidas de groselha vermelha, roseiral e uma secura que faz o remate final. 91 pts

15 agosto 2019

Herdade do Rocim Rosé 2018


Ano após ano continua a ser uma das escolhas no que a vinho rosé diz respeito, pareceu-me mais refinado este 2018 em relação ao 2017. A qualidade aliada a um preço que ronda os 8€ faz deste Rosé da Herdade do Rocim um dos eleitos da minha mesa. Feito a partir da casta Touriga Nacional com a riqueza e detalhe a que nos acostumaram por aqueles lados, o vinho deixa a fruta falar de forma solta e desinibida, muito franca num conjunto cativante com muita qualidade e a dar muito prazer no copo e na boca. Fresco, saboroso e com uma secura final que liga tão bem com uma escolha alargada de pratos e pratinhos. 92 pts

28 abril 2019

Herdade do Rocim Grande Reserva Brut Nature Rosé 2014

Pode não acreditar mas no Alentejo a produção de Espumante Bruto Natural remonta às Caves Montes Claros (Borba), fundadas em 1893 e que veriam o seu fim com a marca a ser vendida quase um século depois. O projecto de que falo é bem mais recente, a Herdade do Rocim (Alentejo) solidificou a sua imagem ao longo das colheitas com base na consistência de uma qualidade acima da média dos seus produtos. Neste caso o destaque vai para o espumante topo de gama, pouco mais de 725 garrafas, todas elas numeradas (esta foi a nº316) deste novo espumante do Rocim. Apresenta-se como o topo da sua gama e o preço ronda os 28€, o Grande Reserva Rosé é criado a partir da casta Touriga Nacional, que estagiou sobre a própria borra cerca de 36 meses até ao seu dégorgement. Rico em detalhes tal como a identificação do nº da garrafa junto à rolha, à alta qualidade e muito prazer que nos proporciona no copo. É de facto um belíssimo espumante nascido e criado em pleno Alentejo, pleno de fruta vermelha cheia de vida e muito saborosa, ligeiro brioche e massa fina, num fundo com austeridade e frescura que limpam por completo o palato. Boca com a fruta a estalar de sabor, cremoso mas ao mesmo tempo rijo e de grande final. 94 pts

06 março 2019

Soalheiro Mineral Rosé 2018


No rótulo este Soalheiro Rosé avisa-nos que é Mineral, depois tem a irreverência de juntar Alvarinho com Pinot Noir e o resultado final é de estrondo, um dos melhores rosés que nos pode cair no copo e o preço ronda os 10€. É daqueles vinhos que mal provamos pensamos logo em arranjar espaço na garrafeira para ter umas quantas prontas para o Verão, mais que um rosé é um vinho de desfrute, daqueles que se bebe com prazer e que faz uma grande companhia à mesa. A fruta desfila, airosa com uma brisa fresca a austera de fundo, tem garra e secura, não facilita em nenhum momento mas é nisso que mora o seu encanto, naquele toque de rebuçado de morango e framboesa, com o extra mais citrino da Alvarinho. A harmonia está lá com a delicadeza e tudo o mais, gulodice pura que nos faz beber sempre mais um gole com bichos do mar na grelha ou um sushi mais requintado. 94 pts

17 janeiro 2019

Herdade do Rocim Brut Nature Rosé 2016

Nova colheita deste Brut Nature Rosé da Herdade do Rocim que surge com nova roupagem, preço a rondar os 14€, equipado apenas com a casta Touriga Nacional. Teve dégorgement após um estágio de 12 meses sobre a própria borra. Espumante que apresentando-se algo tímido nos aromas inicais ganha uma interessante evolução no copo, com fruta madura em fruta de caroço, tudo num plano delicado com toque de biscoito a dar cremosidade, acidez a contrabalançar sem no entanto mostrar grande acutilância. Na boca uma ligeira e cremosa mousse dá entrada ao tom da fruta, fina e fresca, mas tudo delicado apesar de ser vincado e com algum nervo que o faz manter a presença enquanto dura no copo. 91 pts

03 dezembro 2018

Murganheira Czar Grand Cuvée Rosé Bruto 2013


Inserido na linha dos mais luxuosos espumantes das Caves da Murganheira, este Czar Grand Cuvée vai buscar a casta Pinot Noir para a sua elaboração. O preço ronda os 27€ e faz justiça à qualidade que encontramos num espumante de elevada qualidade e que no seu patamar não se deixa vergar perante a denominação Champagne. A palavra de ordem é equilibrio, prazer mais que assegurando num perfil onde reina a elegância, notas de frutos vermelhos limpos e gulosos, ligeiro praliné de avelã com muita frescura a rodear todo o conjunto. Na boca uma belíssima mousse a envolver o palato, bom volume com toque de cereja ácida a prolongar-se num belo e prolongado final. 94 pts

21 setembro 2018

Herdade do Rocim Rosé 2017

Interessante verificar que com a passada do tempo os rosés vão perdendo aquele tom ruby que antes os dominava de norte a sul, para agora se transformarem em algo distinto, leve e pleno de elegância. Aquela metamorfose qual lagarta/casulo/borboleta tem dado origem a vinhos rosé de grande qualidade um pouco por todo o lado. Este Herdade do Rocim 2017 criado com Touriga Nacional e apenas passagem por inox, um amigo da mesa e da conversa, fresco e com boa presença, mas acima de tudo sabe ser elegante. Compra-se por menos de 8€ e com mais um ano de garrafa irá certamente ganhar alguma complexidade. 91 pts

09 agosto 2018

DSF Moscatel Roxo Rosé 2017


A Colecção Privada de Domingos Soares Franco (José Maria da Fonseca) mostra uma linha de total liberdade no que toca ao perfil de vinho apresentado colheita após colheita. Nesta rosado onde se tem como base a casta Moscatel Roxo, o vinho ganha um perfil muito cativante e atraente pelas suas fragrâncias num tom libidinoso associado a uma acidez que lhe confere a dose certa de frescura. Um festim para os sentidos, uma delicia no copo que se move com elegância e suavidade. Dá uma boa prova conseguindo balancear leve docinho com ponta de secura, mediano no corpo, fruta e flores, sem exageros é delicado mas com boa presença. 9,90€ 90 pts

18 junho 2018

Murganheira Rosé Bruto 2011


É onde o Douro e a Beira se tocam, no vale do Varosa, que nascem os espumantes Murganheira. Este rosé da colheita de 2011 é feito a partir das castas Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional pelo método tradicional com longo estágio (5 anos) nas caves e com preço a rondar os 10€ por garrafa. Muito focado na fruta vermelha bem madura, acidez marcante com tom fresco, ligeira cremosidade que combina com elegância e delicadeza de todo o conjunto. Refrescante mas ao mesmo tempo sério e gastronómico, perfeito a acompanhar uns camarões grelhados. 90 pts

21 maio 2018

Marquês de Marialva Baga Rosé Bruto


Directamente da Adega de Cantanhede (Bairrada) sai este espumante rosé feito a partir da casta Baga, com estágio mínimo de 12 meses em cave e 1 mês após dégorgement. Um espumante delicado e ao mesmo tempo saboroso, fresco e que dá prazer à mesa ou fora dela nos momentos prévios a uma refeição. Destacam-se os frutos vermelhos acompanhados de alguma pastelaria, ligeiríssima cremosidade que o arredonda ligeiramente, mas sempre num tom de harmonia e equilibrio que o torna muito agradável. Por 4,80 € será certamente uma das escolhas para o Verão. 89 pts 

21 março 2018

Quinta do Cardo Reserva Caladoc 2015


Da Quinta do Cardo (Beira Interior) sai este rosé feito de uvas da casta Caladoc (cruzamento de Grenache e Malbec), plantada na vinha da Encosta, uma parcela experimental. Com parte do lote a ter direio a passar por barricas de carvalho francês durante 10 meses, com "batonnage" regular. No total foram produzidas 2 176 garrafas com preço a rondar os 15€ por unidade. Frescura e delicadeza são os atributos que melhor o definem, seriedade na maneira como apresenta a fruta muito bem delineada numa mão cheia de frutos silvestres, fundo vegetal com travo de eucalipto. Elegante na boca, ligeira sensação de cremosidade com fruta vermelha presente num travo fresco e muito saboroso, terminando num tom mais mineral e austero que lhe dá secura. É um belíssimo rosé, que fará um brilharete em qualquer mesa. 92 pts

29 abril 2017

Atlantis rosé 2015


Num passado recente a casa Blandy (Madeira) recuperou a sua marca Atlantis que fica na história como o primeiro vinho de Denominação de Origem Protegida (DOP) Madeirense, nascido em 1991 na versão branco e rosé em 1992. Criado a partir da casta Tinta Negra, com uvas a terem origem nos viticultores de referência nos vinhedos mais quentes da costa sul de Câmara de Lobos e de Campanário. Surge com uns simpáticos 10,5% Vol. o que se agradece cada vez mais e o atira no imediato para um consumo nos momentos mais quentes do ano. Muito centrado na fruta, bem sumarenta embora delicada e com aquele travo de mar em fundo, mas é a boa acidez em conjunto com a fruta madura e bem torneada, num todo muito equilibrado e ao mesmo tempo delicado. Preço a rondar os 8,50€ num vinho que domina a mesa com enorme polivalência, desde os bichos do mar nas mais variadas maneiras ao mais oriental sushi até ao caril mais exótico. Ou então sirva-se fresco a acompanhar um solarengo fim de tarde. 89 pts 

06 fevereiro 2017

Caiados de fresco by Adega Mayor


Situada em Campo Maior (Alentejo), fica a Adega Mayor de onde nos chegam estas três referências da marca Caiado que funcionam como entrada de gama do referido produtor. Apresentaram-se na colheita de 2015 com uma nova roupagem, pelo que se pode dizer que estão caiados de fresco. Disponíveis em tinto, rosé e branco, são vinhos onde a fruta é dona e senhora de todas as atenções. Destaca-se essencialmente a cuidada imagem, mas acima de tudo a qualidade que nos apresentam no copo torna-os vinhos bastante agradáveis, frescos, alegres e a pedirem mesa e companhia à sua volta. Como curiosidade estágio em inox é comum aos três vinhos em causa.

O Caiado branco 2015 feito a partir do lote das castas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro, com os aromas frescos e maduros, limpos de uma fruta muito sumarenta e perfumada. A acidez dá a frescura suficiente para lidar com os mais triviais petiscos que nos surjam à mesa e porque não as Sopas de Cação ou uma Caldeta do Rio, tem estofo para tal e o problema é em conseguir ter garrafas suficientes para todos aqueles que se juntem à nossa mesa. 88 pts

No interlúdio entre peças, diga-se pratos, abrimos o Caiado Rosé 2015 que é filho das castas Aragonês, Castelão e Touriga Nacional. Mudam os aromas e muda o tom, mudamos pois para os morangos, amoras e ameixa, tudo maduro e com um toque guloso de rebuçado. Picamos uma rodela de chouriço frito, depois mais outra, agora um bocadinho de farinheira sem problemas que o vinho aguenta pois tem frescura suficiente para tal. Damos conta e temos à frente umas Sopas de Tomate com Capelas, este Rosé como bom Alentejano porta-se à altura e quando damos conta no final nem Sopas nem vinho. 88 pts

Aguardamos então com o Caiado tinto 2015, custa coisa de 4€, pelo próximo prato. Este tinto criado a partir do lote Aragonês, Trincadeira e Alfrocheiro mostra o lado mais morno da planície, sem por isso ter a sua dose de frescura e candura. Afinal de contas as Burras de Porco Preto tinham sido lentamente estufadas, ou direi caiadas, por este tinto. Uma combinação perfeita com o vinho a mostrar ter estrutura e frescura suficientes para a empreitada. 89 pts

04 janeiro 2017

MR Premium Rosé 2015


Este é o rosé topo de gama do Monte da Ravasqueira (Alentejo), um 100% Touriga Nacional com direito a passagem por madeira. Elegante e perfumado, nota-se com os aromas um bocadinho mais presos e menos exuberantes que na anterior colheita. Não é mal que venha ao mundo porque a qualidade continua bem alta num perfil sofisticado e de alto gabarito, como tem sido hábito nos topos de gama deste produtor. Envolto em frescura, sedutor, boa textura, muito elegante e fresco, na boca fica marcado pela presença da fruta, novamente uma ligeira tosta, saboroso e com final seco a pedir comida por perto. O preço ronda os 22€ em garrafeira, e é perfeito à mesa com entradas delicadas no sabor e no trato. 92 pts

26 dezembro 2016

Adega de Sabrosa, o Douro Cooperativo

Numa pesquisa recente que efectuei pelas Adegas Cooperativas que tenho como referência, faltava-me conhecer uma na região do Douro. Faz falta existir em cada região, pelo menos, uma Adega Cooperativa forte e bem implementada que sirva de referência para os consumidores de vinho nacional. Os exemplos noutras regiões são mais que conhecidos do consumidor, a imagem que algumas destas Adegas conseguiram conquistar deve-se à qualidade dos vinhos que colocam no mercado. Será por isso de fácil entendimento, que uma Cooperativa forte e com boa dinâmica de mercado será sempre benéfico para a região.

Dito isto, resolvi dar um pequeno passeio pelas várias regiões de Portugal, chegando à conclusão que me faltava uma referência na região do Douro no que a Adega Cooperativa diz respeito. Foi então que me foi apresentada a Adega de Sabrosa, fundada em 1958 por um pequeno grupo de viticultores. Fica localizada no concelho de Sabrosa, na sub-região de Cima Corgo e conta nos dias de hoje com 522 sócios. Reformularam recentemente a sua gama que passou a apresentar-se com a marca Fernão de Magalhães, que presta homenagem a Fernão de Magalhães, navegador português natural do Município de Sabrosa, que se notabilizou por ter organizado a primeira viagem de circum-navegação da Terra. A Adega de Sabrosa comercializa também um Moscatel do Douro e Vinho do Porto no qual sobressai o seu Porto 10 Anos.


A prova focou-se na marca Fernão de Magalhães Branco, Rosé, Tinto e o Reserva da Adega de Sabrosa, a enologia está a cargo da enóloga Celeste Marques. Vinhos que lá por fora têm sido bastante apreciados e ganho várias medalhas. O Fernão de Magalhães Branco da colheita de 2015 é um lote das castas Gouveio, Viosinho, Rabigato e Fernão Pires, com passagem por inox. Bem fresco com a fruta (citrinos, frutos de pomar) a saltar no aroma, muito limpo, directo, envolto em perfume floral. Na boca é comandado por uma boa frescura que embala a fruta de médio porte, num bom final. Sem falhas e mais que pronto a ir à mesa a acompanhar por exemplo um arroz de bacalhau.

O Rosé da colheita de 2015 nasce de um lote de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, passagem por inox. Um rosé bem composto, muita fruta vermelha (morango, framboesa) madura e rechonchuda, boa frescura de conjunto que combina com nota de algum rebuçado em segundo plano. Todo ele muito franco e directo, boca com boa frescura onde a fruta se mostra redonda e roliça, com uma ainda que muito ligeira doçura no final, bom companheiro para uns carapaus fritos com arroz de tomate.

Entrando nos tintos da Adega de Sabrosa, o Fernão de Magalhães 2014 resulta do lote das castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. Por aqui dá-se lugar à expressão da fruta, pura e limpa, sem grandes entraves pelo meio ou aromas mais disto ou mais daquilo. Cheira e sabe a vinho do Douro, com aquela nota de esteva presente, leve fumado ao mesmo tempo que a fruta vermelha se mostra bem limpa e suculenta. Na boca é a fruta com boa acidez, mostra-se saborosa e acompanhada pelo travo vegetal também aqui a mostrar-se presente, com uma boa secura final. De perfil muito gastronómico, como é apanágio dos vinhos da região, liga bem com carnes na grelha.

O Fernão de Magalhães Reserva 2012 é o topo de gama da Adega de Sabrosa, um lote de Touriga Nacional e Tinta Roriz com passagem por madeira. Um pouco mais concentrado que o anterior, complexidade mediana onde a fruta surge mais fresca e com mais presença, a Touriga Nacional em evidência com bom recorte floral (violetas), especiaria e algum arredondamento com ligeiro cacau morno dado pela passagem por barrica. Boca de médio porte, fresco e com a fruta em bom plano, inicialmente mais macio e convidativo, embala num travo vegetal seco. Uma boa surpresa que fará boa companhia a um cabrito assado no forno.

13 outubro 2016

Quinta do Pôpa Rosé 2015


Uma "novidade" do produtor Quinta do Pôpa (Douro), que se pode dizer bem fresca, fruto de um lote de Tinta Roriz e Touriga Nacional. Como já antes tinha escrito, é um rosé a mostrar-se muito fresco, delicado nos aromas com a fruta (morango, framboesa) em plano de destaque, sumarenta e cheia de sabor. Na boca é um misto de sensações, entrada mais arredondada com a fruta em destaque para terminar com uma boa dose de secura num final de boa persistência. 89 pts

10 outubro 2016

Murta Rosé 720 Nuits 2012


Feito a partir de uvas de Touriga Nacional da colheita de 2012, este peculiar rosé descansou durante 720 noites em barricas de carvalho Francês antes de um novo sono em garrafa. Um vinho fora de modas, fora de sintonia com as tendências de mercado e que se perfila como vinho de nicho. Não será de fácil abordagem, penso que foi esse o objectivo, a expressão fresca que caracteriza os vinhos da Murta está aqui bem presente, a embrulhar todo o conjunto. Dominado por uma fruta (amora, mirtilo) bem robusta e suculenta, algum floral envolto em frescura, com notas fumadas da madeira em segundo plano. Vinca o palato com uma bela presença, fresco, tenso e com um final seco a pedir pratos de bom tempero e até alguma gordura. Fantástico com uma feijoada de chocos. 90 pts

26 setembro 2016

Aromas de Cidrô, as novidades da Real Companhia Velha

As vinhas da Quinta de Cidrô - Fotografia de João de Carvalho
O portefólio de vinhos da Real Companhia Velha produzidos na Quinta de Cidrô, assenta numa surpreendente colecção de castas nacionais e estrangeiras. Localizada perto de São João da Pesqueira com os mais de 150 hectares de vinha, as suas primeiras plantações datam dos finais do séc. XIX, altura que coincide com a construção do seu bonito e imponente Palácio. A Quinta de Cidrô viria a ser comprada pela Real Companhia Velha em 1972 e seria alvo de uma necessária reestruturação, tanto a nível das vinhas como do seu palácio, compra de novas parcelas e plantação de novas vinhas, tudo num sistema de vinha ao alto, como é possível observar na fotografia.

Num conceito que poderemos dizer de irreverência e inovação, castas brancas como Chardonnay, Boal, Alvarinho, Sauvignon Blanc ou Gewurztraminer ou tintas como a Pinot Noir, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Rufete, têm preenchido os nossos copos de aromas e sabores oriundos da Quinta de Cidrô. Em conversa ficamos a saber que falta no ramalhete das brancas a casta Riesling, que com toda a certeza por ali irá ser colocada. Certamente que a frescura das terras da Quinta de Cidrô vai acolher da melhor forma a nova inquilina, tal como tem feito com todas as restantes que tão bons resultados têm conseguido.

Basta ter em memória o Quinta do Sidrô 1996 e comparar com o mais recente Quinta de Cidrô Chardonnay 2015, para entender o caminho de sucesso que tem vindo a ser percorrido nesta casa nos últimos anos. A prova teve uma mão cheia de brancos e um rosé, no total foram 6 vinhos e todos eles a mostrarem aromas espevitados e bem definidos, de perfil cada vez mais refinado e elegante mas com o Douro a marcar-lhes a alma. Uma evolução que se tem feito ao longo das colheitas onde cada vez mais os vinhos mostram os muitos encantos do local onde nasceram.

As novidades - fotografia Gonçalo VillaVerde
Quinta de Cidrô Alvarinho 2015: A mostrar frescura num conjunto bastante focado e coeso, estruturado e marcado pelo terroir do Douro com notas de fruto de pomar, citrinos e uma ligeira austeridade mineral em fundo. Passagem de boca com boa presença, saboroso e a fruta a marcar os sabores num final fresco e seco.

Quinta de Cidrô Sauvignon Blanc 2015: Ainda muito novo, expressivo num misto de fruta austera de caracter mais tropical e um toque de rebuçado de limão, vegetal fresco (espargo), conjunto coeso com o palato a médio tom no que a presença diz respeito. A fruta está menos presente que no nariz, terminando fresco e com boa persistência.

Quinta de Cidrô Boal 2014: A casta Semillon é conhecida no Douro como Boal, pelo que o vinho muda de nome, mas felizmente não mudou mais nada e por isso mantém todos os seus encantos. É claramente dos meus favoritos da prova, um vinho cheio e envolvente, que nos marca pela frescura e pelo tom mais morno que a madeira lhe confere. Cheio e opulento nos sabores e aromas, a acidez que tem domina-lhe por completo o espírito. Um daqueles para se ter, beber e se conseguir, guardar.

Quinta de Cidrô Chardonnay 2015: É já um clássico e dos mais bem conseguidos exemplares de Chardonnay feitos em Portugal vai para largos anos. O vinho surge mais elegante e refinado, nota-se a mão do enólogo, numa ligeira sensação de pão torrado, aconchego da madeira muito subtil com frescura e elegância da fruta de pomar, ananás mais dissimulado, coeso e ao mesmo tempo delicado, limpo e cativante.

Quinta de Cidrô Gewurztraminer 2015: Aroma cheio de líchias e pétalas de rosas, cheio de frescura num aroma muito directo que chega a saturar o nariz e mesmo o palato que quase sempre é um misto de frescura com água de rosas. O problema é meu certamente pois são casos raros os vinhos desta casta que me conquistaram, este não foge à regra e foi o que menos gostei da prova.

Quinta de Cidrô Rosé 2015: Um Rosé feito a partir de Touriga Nacional e Touriga Franca, mostra-se seco com toque fumado, misto de frutos vermelhos e flores (rosas de Santa Teresinha). Replica no palato o já descrito, marcado pela fruta bem saborosa e por uma boa secura no final.

03 setembro 2016

Olho de Mocho Rosé 2015

Podemos dizer que o Olho de Mocho (Herdade do Rocim) rosé mudou para melhor, ao apresentar-se com uma tonalidade mais ligeira e até mais delicada a lembrar a de uma pétala de rosa. Um vinho cheio de aromas de fruta vermelha bem fresca e madura, solto e a deixar o "tradicional" apontamento docinho de lado e a mostrar uma faceta mais seca e gastronómica. Muito limpo de aromas, cheira e sabe a fruta, tudo bom de cheirar embora com alguma delicadeza e uns retoques de ervas do monte lá pelo meio, bem composto em conjunto mediano com frescura que o percorre de principio ao fim. Com preço a rondar os 8€ foi o feliz contemplado para acompanhar uma salada de queijo Burrata e tomate. 90 pts

10 agosto 2016

Rosé Vulcânico 2015


Vai já na segunda edição este rosé criado pela Azores Wine Company, que se mostra a meu ver mais afinado e sem tantas pontas soltas. Mantém a mesma linha de grande frescura, contenção aromática com fruta vermelha em plano discreta, num conjunto dominado por alguma austeridade, num perfil seco e cheio de nervo. Marca o palato pela fruta bem delineada, que no imediato se deixa dominar pela austeridade mineral que tem no fundo, o preço por garrafa ronda os 12€ e é um grande companheiro de comida oriental. 89 pts
 
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