Copo de 3: Tejo
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02 setembro 2019

Bridão Reserva 2013


Escolhi este Bridão Reserva 2013 oriundo da Adega do Cartaxo (Tejo), cujo preço ronda os 8,50€ e não sendo a última colheita no mercado é a meu ver um vinho que começa agora a afinar aromas e sabores. Este Bridão Reserva precisa de ar, precisa de tempo de copo e depois de provado mostra sinais que aguenta mais um tempo em garrafa. Um vinho cheio de garra, com aromas de fruta silvestre e toques de chocolate preto, chá, tudo envolto com uma boa dose de frescura que o abraça e não o deixa cair de maneira nenhuma. Vinho para pratos de bom tempero. 91 pts

27 março 2019

Terras da Gama 2017


Criado na zona de Mação, situado no vértice de três regiões: Beira Baixa, Ribatejo e Alentejo este vinho é um Ribatejano de gema, criado a partir de vinhedo velho onde brilham as castas Alicante Bouschet e Aragonês. Vinho apenas com passagem por inox, cheio de garra e pujança, muita energia na prova que vai dando ao longo do tempo que rodopia no copo. É vinho para se beber na petisqueira que tem caparro para aguentar uns bons caldos e molhos, carregado de fruta negra bem madura e notas de chocolate preto, amplo e muito coeso. Compra-se por coisa de 4€ e é daqueles vinhos feitos para ser bebido com muito prazer no dia a dia, onde a qualidade está presente e o resultado final é ficarmos satisfeitos porque demos o dinheiro por bem gasto. 89 pts

08 março 2019

Marquesa de Alorna Grande Reserva Branco 2015


Vamos até Almeirim desta vez não para a Sopa da Pedra mas para provar este branco muito especial da Quinta da Alorna e que se apresenta pelas mãos da enóloga Martta Reis Simões como topo de gama da casa. O preço ronda os 20€ por garrafa e o lote das castas que dele fazem parte é um segredo bem guardado, ficamos apenas a saber que o vinho tem uma passagem por madeira nova e usada durate cerca de 8 meses. O aroma é amplo e com toques untuosos de tosta embalados pela frescura da fruta amarela (pêssego, alperce) com um lado mais perfumado e floral a juntar-se ao tom mais amanteigado dado pela barrica. E é neste conjunto de prazer, envolvente, fresco e untuoso que conquista na boca, com grande harmonia e prazer no copo. Um belíssimo branco nascido nas terras Ribatejanas, a pedir por exemplo um bom peixe assado no forno. 94 pts

04 outubro 2018

Fiuza Reserva Alicante Bouschet 2016


Lembro-me dos vinhos Fiuza como sendo dos primeiros vinhos do Ribatejo que bebi e gostei, quem é que não se lembra do fantástico Reserva 1996. Depois o tempo foi passando e fui conhecendo mais do que se fazia por aquela região, hoje denominada como Tejo. A realidade é que voltando aos vinhos da Fiuza parece que a emoção já não é a mesma, poderei ser eu que esperava algo a mais onde não se encontra. O certo é que quando vejo Alicante Bouschet no rótulo associado a Reserva, algo em mim desperta a curiosidade e a vontade de ter e encontrar ali mais um belo vinho da casta. O resultado é mais um vinho feito para cumprir os mínimos de agradar ao consumidor, para aquele que tanto se dá ser Cabernet ou Syrah, bebe e sabe-lhe bem. E o vinho em causa é isso mesmo, bebe-se e sabe bem, mas podia dizer outra coisa qualquer que continuava a beber-se e a saber bem. 90 pts

10 setembro 2018

Fiuza Reserva Sauvignon Blanc 2017


De terras Ribatejanas chega este relançado Fiuza agora sob a designação de Reserva, na versão tinto com Alicante Bouschet e branco onde desponta a casta Sauvignon Blanc. Neste caso o branco, bem peculiar na sua criação onde 10% do lote pertence à anterior colheita com estágio de 6 meses em barrica, os restantes 90% são da actual colheita com passagem por inox, num preço final a rondar os 8€ por garrafa. Não é aquele exemplar estupendo e que serve de montra para a casta, importa que estamos perante um branco fresco e de aromas limpos, com sentimento de ligeira untuosidade no nariz tipo creme de limão, contrastando com a suavidade da barrica e o lado espevitado mais vegetal. Algum corpo com um ligeiro nervo num largo e persistente final. Asseguradamente um dos melhores brancos que provei da Fiuza. 89 pts

20 junho 2018

Fiuza Riesling 2017


O produtor de vinhos Fiuza decidiu aventurar-se e lançar um varietal da casta Riesling, oriundo de vinhas plantadas à beira Tejo. O resultado final é um branco sem muito que contar e facilmente ultrapassado por Riesling genéricos de origem Alemã que moram nas prateleiras de um qualquer Aldi. São 6,50€ de preço recomendado num vinho que não entusiasma, cai em lugares comuns iguais a tantos outros, pouco falador, com travo de maçã verde acompanhada de uma acidez que se sobrepôe à fruta e chega mesmo a incomodar. 86 pts

10 fevereiro 2018

Pinhal da Torre 2 Worlds 2012


O 2 Worlds da Pinhal da Torre (Tejo) resulta do encontro da casta Syrah com a Touriga Nacional e a Tinta Roriz. Serenou em barricas por 12 meses, mostrando-se um tinto cheio de fruta negra muito madura, ligeira compota com traço balsâmico fresco, amparado por um ligeiro baunilhado da madeira por onde passou. Harmonioso e cheio de genica, estrutura mediana, ganha com o rodopio no copo. Suculento e muito saboroso, o preço ronda os 9€ num vinho que junta o melhor de dois mundos. 90 pts

06 abril 2017

Pinhal da Torre Tardio 2010


O Tardio da Pinhal da Torre (Alpiarça) apresenta-se como o Colheita Tardia deste produtor Ribatejano. A casta escolhida foi a Fernão Pires com fermentação em barrica.Longe de ser uma bomba de açúcar mostra-se muito preciso e delicado, com elegância e harmonia entre frescura/doçura. Destacam-se as notas finas de mel que lhe dá untuosidade embrulhando os citrinos em calda, fruto seco e floral ajudam a dar algo mais à fina complexidade do conjunto. O preço ronda os 20€, sirva fresco a acompanhar uma tarte fria de lima ou pêssegos assados com xarope de baunilha. 90 pts

15 março 2017

Quinta da Alorna Arinto 2015


Oriundo da Quinta da Alorna (Tejo) este Arinto mostra um aroma rico em fruta onde os citrinos e fruta de pomar surge redonda e bem madura, musculado e com algum nervo, muito direto na abordagem embora na boca sem aquela vivacidade tão vincada que caracteriza a casta noutras paragens. Agradável para a mesa num consumo diário, descontraído e descomplicado, será sempre vinho de consumo a curto/médio prazo com preço a rondar os 4,50€. 88 pts

18 fevereiro 2017

Pinhal da Torre Syrah 2013


Nascido e criado em Alpiarça mais propriamente na Pinhal da Torre, este Syrah cujo preço ronda os  25€ e afirma-se e conquista no imediato pela enorme qualidade. Sem excessos, soube deixar as gorduras e as doçuras de lado, é um atleta de alta competição com músculos bem torneados e com uma taxa de gordura muito baixa. Será de esperar pois então um perfil de grande frescura, bom de cheirar com a fruta bem fresca e ácida, madeira aporta a complexidade necessária para o elevar a uma dimensão superior de qualidade. Saboroso e a saber conjugar elegância com uma boa carga de energia, fruta a explodir de sabor, estruturado mas firme e muito tenso, feito para ser bebido agora ou durar por muitos anos. Atinge uma dimensão que é rara encontrar por Portugal em vinhos desta casta e por momentos remete-nos para outras paragens. 95 pts

24 abril 2016

Bridão Reserva branco 2014

No copo o Bridão Reserva branco 2014 da Adega do Cartaxo (Tejo) onde despontam as castas Fernão Pires e Arinto, com fermentação e estágio em barrica de carvalho Francês durante 3 meses. O resultado é um branco a rondar os 7€ que alia o peso da fruta com uma boa frescura e sensação de aconchego conferida pela madeira. O conjunto de aromas é convidativo de tal forma que literalmente sugere uma tarte de limão merengada, tanto em aroma como no sabor, onde a acidez se mostra vincada mas com o espectável arredondamento/cremosidade conferida pela passagem na madeira. Bom a acompanhar peixes no forno ou grelhados com molho de manteiga e limão. 90 pts

12 outubro 2015

Fiuza rosé 2014

Imagem reformulada neste rosé Ribatejano da Fiuza (Tejo) onde a dupla de castas neste caso se mantém inalterável no dueto Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon a darem o corpo ao manifesto que se traduz neste rosé colheita de 2014. Como já tinha escrito, a imagem aparece agora renovada e para melhor, eu pelo menos gosto mais da maneira como se mostra tanto por fora como por dentro. Há um salto de qualidade e o vinho parece aparecer de cara lavada, mais pálido mas curiosamente os aromas surgem agora de forma fresca e cativante, sem mostrarem aquele ar de enfado que tira por tantas vezes a "graça" a um vinho. É por isso um bom vinho rosado para acompanhar entradas, sopas de peixe de temperamento mais delicado ou porque não uma lata de sardinhas em tomate. 87 pts

01 outubro 2015

Terras da Gama Reserva 2012

O Terras da Gama Reserva 2012 apresenta-se como sendo o topo de gama deste produtor, cujo preço por garrafa oscila entre os 10/15€ garrafa. Um vinho Ribatejano, agora Tejo, feito a partir de Touriga Nacional e Alicante Bouschet, cheio de fruta muito madura com ameixa e frutos do bosque, ligeiramente especiado com aconchego morno da barrica a envolver um conjunto apelativo e convidativo. Com uma prova de boca cheia de sabor onde a fruta mostra ter ligeiro apontamento doce, alguma compota, novamente as especiarias em corpo estruturado com cantos arredondados. Final de boca com boa persistência num vinho fácil de gostar que mostra ter a acidez suficiente para acompanhar uma lasanha no forno. 90 pts

06 agosto 2015

Bridão Clássico Rosé 2014

Este rosado é uma novidade da Adega do Cartaxo, com as castas Touriga Nacional e Syrah escolhidas pelo enólogo Pedro Gil. O resultado é  um vinho onde a fruta bem vermelha com muito morango e cereja se envolve num suave toque herbáceo, com uma boa acidez a contrabalançar o peso da fruta. O final de boca mostra uma boa secura, aquela capacidade de limpar e revigorar o palato tornando-o muito apetecível à mesa. Um vinho ideal para o tempo quente, macio no palato sem muitas arestas e de agrado fácil, cujo preço rondará os 2€ em garrafeira online. 87 pts

01 julho 2015

Terras da Gama 2012



Um vinho de fácil abordagem, onde a presença de uma fruta mais sumarenta e madura o empurram para um agrado fácil. A pouca complexidade que mostra envolta em toques de compota e alguma passa com  ligeira frescura num conjunto algo linear, bastante melhor o Reserva que em breve irei aqui colocar a respectiva nota. Em termos de prova mostra-se um pouco mais afinado que a colheita anterior, embora dentro do mesmo perfil, com leve austeridade no final de mediana persistência. O preço ronda os 4€ e necessita a meu ver de um rótulo mais jovial e quiçá até mais arrojado, contribuindo dessa fora para dar alguma alegria ao conjunto. 87 pts

17 abril 2015

Bridão Private Collection 2012

Breve incursão pelos vinhos da Adega do Cartaxo, que hoje em dia o termo Cooperativa parece ter sido colocado debaixo do tapete. Esta Adega situada no Ribatejo, tem vindo a remodelar a imagem da sua gama de vinhos. Por entre algumas das novidades, cabe a este Private Collection 2012 ser o primeiro aqui a surgir, porque foi o que mais gostei e porque também pelo rótulo é o que mais se destaca. No lote a meias ficam a Touriga Nacional com Alicante Bouschet, vinho maduro, concentrado e opulento, carregado de fruta madura com toque especiado. Boa a frescura que o rodeia, boa a complexidade e a facilidade com que cativa, diga-se que é daqueles vinhos que facilmente agrada sem ter muito que pensar, porque quem bebe vinhos não tem de perder tempo a pensar, bebe porque sabe bem e este vinho sabe bem, sabe muito bem. Na boca envolve o palato, macio, guloso, a madeira fez o seu trabalho e deixa a fruta brilhar, carnuda e saborosa, com aquele apontamento de especiarias novamente em fundo. O que fazer, gostei deste vinho e pelo preço que ronda os 8€ vale bem a compra. 90 pts 

07 maio 2013

Terras da Gama 2011

A Sociedade Agrícola Terras da Gama, Lda. situa-se no concelho de Mação, fronteira com o Alto Alentejo. Produtor que recentemente me chegou ao copo com este tinto colheita de 2011, preço indicado de 4€ no produtor e que se mostrou um vinho de fácil abordagem com tudo para agradar.

Destaca-se por ser um tinto desempoeirado, jovem com boa dinâmica de conjunto e a mostrar fruta fresca, gulosa, arredondamento, cacau e leve ponta de especiaria. Sem complicar é directo, sem grande desdobramento no copo. 

Na boca, mediano na sua presença, complementa-se com o nariz, marcado pelo vigor da fruta, levemente adocicada (os 15% a trabalhar), juntamente com um final onde mostra alguma secura de taninos e leve arrasto apimentado. 

Para o meu gosto os 15% são completamente fora de onda, fujo cada vez mais de vinhos com elevadas graduações mesmo quando se encontram bem integradas no conjunto como é o caso. Um vinho com preço de combate, pronto para agradar a todos, fácil e pronto a beber, amigo da mesa e da carteira, acompanhou muito bem um pernil de porco assado no forno onde se foram buscar umas ervas de cheiro para contrabalançar com a "doçura" da fruta que o vinho apresenta. 87 pts

14 janeiro 2013

Conde de Vimioso Espumante Extra Bruto 2009

Um dos últimos espumantes que tive oportunidade de beber, foi o Conde de Vimioso Espumante Extra Bruto 2009, da Sociedade de Vinhos Falua, o projecto do Engº João Portugal Ramos no Ribatejo. O vinho que não é novidade nenhuma, aparece com nova colheita, fruto do casamento da Touriga Nacional com Chardonnay com preço a rondar os 10/11€ em prateleira de hipermercado, acho caro e fiquei completamente sem vontade de voltar a ele. Faltou-lhe a meu ver uma capacidade de me conseguir cativar, faltou-lhe um pouco mais de presença e definição quer a nível der aromas quer a nível de sabores. Entra perigosamente num lote de muitos outros onde é o preço que acaba por fazer a diferença na hora da compra. Muito centrado no toque de pão torrado, mel e fruta de polpa branca, boca a condizer com algum volume e persistência, acabando de modo correcto. 88pts

12 novembro 2012

07 novembro 2012

Pinhal da Torre - Uncutted


No passado Sábado provou-se por A+B que o melhor Syrah até hoje feito em Portugal e que bate o pé a outros tantos lá de fora, é do Ribatejo, é Quinta do Alqueve e é de 2001.
Durante a prova fui pensando nos vinhos desta casta feitos em Portugal que anteriormente já tinham sido provados por mim, vinhos que conheci e conheço, que iam sendo recordados num jogo de comparações à medida que o líquido escorria copo acima e copo abaixo... no final nenhum desses nomes me deu prova tão satisfatória em algum momento como este que agora aqui falo. Foi no final da ordem de trabalhos que estava à minha frente um vinho que veio demonstrar a razão pela qual o produtor Paulo Saturnino Cunha aposta na casta Syrah, em conjunto com a Touriga Nacional e a Tinta Roriz.

Falo de um vinho de aroma limpo e nada atabalhoado, com fruta negra bem fresca e de respeitável vivacidade, um vinho onde a frescura ainda marca presença, onde a fragrância perfumada e quase feminina invade o copo. A complexidade, a inegável complexidade e profundidade, a firmeza que apresenta na boca, tudo isto num vinho que brilha passados 11 anos ao mais alto nível. Felizes pois aqueles que ainda o tenham, invejosos aqueles que o desejam agora encontrar e provar. 
Foi uma prova às claras, limpa de segredos ou enredos, onde cada um dos presentes opinava de peito aberto sobre os vinhos que tinha no copo. A parada foi alta, sem medos, eu gosto de produtores que não receiam colocar os seus vinhos ao lado de nomes consagrados no planeta para que depois se prove e se opine lado a lado. Quando vi passar à minha frente nomes como Jamet, Jasmin e Torbreck, a tentação de ficar rendido à força dos rótulo foi imediata, durante a prova os vinhos do Paulo iriam conquistar pelo próprio pé o seu lugar por entre todos os outros. Olhei para o Paulo e vi um ar sereno, ao mesmo tempo o sorriso no rosto mostrava que estava feliz por todo aquele momento, eram os seus vinhos que se mostravam... e que bem se mostravam. 

Dos vinhos em prova irei dar o merecido destaque isoladamente, a seu tempo e um a um, aqui e agora apenas farei um breve apanhado. Enquanto o Syrah Alqueve 2001 brilhava no copo, o reboliço era enorme, o Côte-Rôtie Domaine Jasmin 2001 passou despercebido e seria o que menos interesse despoletou em toda a prova. Saltando para a marca Quinta de São João onde o Syrah se instalou, provou-se o 2007, um vinho fechado, conciso, marcado por um novelo muito enrolado e apertado, sente-se que mora por ali matéria de qualidade para o fazer evoluir até ao nível do 2001, questão de aguentar as garrafas mais uns anos, por agora não é aquele que melhor brilha mas é inegável que o seu conjunto dá uma prova de grande gabarito. Ao seu lado um gigante Australiano das mãos do actual enólogo da casa, Torbreck Les Amis 2006, um puro Grenache que se mostrou num ponto alto de consumo, contrastou com excelente afinação, frescura, doçura no contra ponto... enorme vinho mas que para o meu gosto começava a desesperar após dois copos. Tenho convicção que já o Les Amis partiu e o 2007 São João estará pleno de saúde. No meio seria colocado o Quinta de São João Syrah 2008, para mim o que menos gostei, o mais guloso, rechonchudo, fruta em modo gordo e sumarento, tabaco, cacau, fumados, é de todos os que provei aquele que escolheria para abrir agora. Enquanto ainda rodopiava o 2008 já se falava na outra ponta da sala, dois gigantes, de um lado Quinta de São João Syrah 2009 (ainda não está no mercado mas muita cuidado com este menino) e do outro um colosso de nome Domaine Jamet da colheita 2009. Aqui a maldade do Paulo foi total, de um lado um vinho mais tradicional, direi mais rústico, muito tempo pela frente que suplica estar fechadinho em cave escura. O Jamet está duro, compacto, carga de taninos e pouca definição, abrutalhado mas de uma cagança de alto nível... e foi a vez de provar o Syrah Ribatejano, o Syrah que causa uma empatia imediata, mais cativante e de igual modo a pedir tempo, outro que não quer saltar já da garrafa, deixem-no dormir, fruta com bela definição e que ainda não conta tudo o que sabe, enologia com trabalho estrelado, o vinho convida a mais um copo, a frescura, os taninos, a boca cheia e com estrutura firme, longo e persistente. Caramba dizia eu, enquanto o rodopiava no copo e dava  uma cheiradela no 2001 que tinha pousado na mesa, enquanto isso os últimos exemplares da prova eram apresentados. Se por um lado o 2Worlds Reserva 2009 é outro mundo, outra realidade, mais ready to drink e mais amigo do gosto fácil com toque do Ribatejo pelo meio. Seguia o 2Worlds Premium 2009 (este vinho foi provado como Quinta de São João Grande Reserva 2009 no ano passado), um vinho que ainda está cru, não gostei tanto desta vez, algum lácteo presente, muita concentração, muito que esperar a ver como se vai desenrolar este novelo. No final foi aberto o Quinta do Alqueve Special 2009, que repito mais uma vez o que sobre ele disse anteriormente, a qualidade, finesse e maneira como conjuga elegância com vigor, força e frescura mas ao mesmo tempo fácil de beber e no modo como se comporta à mesa, não cansa e convida sempre a mais um trago tamanha a qualidade com que nos presenteia. Depois disto foi fechar o caderno e preparar para almoçar. Nada mais a dizer, 
 
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