O Adega de Pegões Colheita Seleccionada branco é um vinho fácil de encontrar e com um preço que regra geral não passa dos 3€. A consistência que mostra vai para mais de uma década, colheita atrás de colheita faz com que seja um valor seguro na hora de o levar para casa. Para o apreciador mais distraído a saber que estamos perante um vinho que combina de forma eficaz a frescura com a fruta bem explicita e madura. Como bónus ainda teve uma breve passagem por madeira, aquele nico mais que suficiente para lhe conferir um ligeiro arredondamento que se sente mais na boca que no nariz. Sirva-se com um pouco de tudo mas essencialmente com boa disposição. 89 pts
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29 julho 2015
03 março 2015
Alfaiate 2013
É na Herdade do Portocarro (Torrão), situada entre a fronteira dos distritos de Setúbal e Évora, que José da Mota Capitão cria os seus vinhos. Na sua visão peculiar, no seu gosto particular, Mota Capitão cedo conquistou uma larga franja de consumidores com os seus tintos, basta lembrar nomes como o Herdade do Portocarro, Anima ou Cavalo Maluco. Ao sabor dos tempos os vinhos foram sofrendo os ajustes que o seu criador achou necessários até atingirem a sua satisfação plena. Este Alfaiate, um vinho desenhado e feito à medida do seu dono é uma das mais recentes criações. Elaborado a partir das castas, Sercial, Galego-dourado, Arinto e Antão Vaz com uma produção de 1600 garrafas com preço a rondar os 12,50€ por unidade.
A primeira vez que o bebi mostrou-se pouco convincente, tinha sido bebido numa esplanada virada para o mar a acompanhar uma nobre garoupa assada no forno, no meio da conversa e gargalhadas, com os olhares perdidos na deslumbrante paisagem o vinho acabou por não se conseguir destacar o suficiente para deixar um rasto na memória daqueles que o tiveram no copo. Tinha pois a necessidade de voltar a ele para tirar a limpo todas as dúvidas com que tinha ficado e que na realidade apenas se tornaram em confirmações. Não peca em nada por ser pouco exuberante, envolto numa fina e delicada complexidade suportado por uma frescura que o salva de queda abrupta. A fruta aparece de forma fresca e de boa qualidade, ainda que espaçada, desde o pequeno ananás até ao fruto de pomar, o resto são ervas frescas e algum toque de madeira muito discreto. Digamos que o fato me pareceu ter ficado curto. 90 pts
15 setembro 2009
Fonte do Nico Light branco 2008
Em jeito de despedida do Verão, das grandes tardadas de praia, da petiscada na varanda com a família e amigos... onde por vezes a preocupação ou direi mesmo, a despreocupação e uma oferta reduzida no comércio local onde passamos férias, nos leva a apostar em vinhos que depois se revelam boas surpresas, e que acabamos até por comprar mais que uma vez.
Aconteceu comigo em pleno Agosto, quando me defrontei perante este Fonte do Nico Light branco 2008, um branco produzido pela Cooperativa de Pegões, que se veio a mostrar leve, descontraido e bastante simpático.
Fonte do Nico Light branco 2008
Castas: Moscatel e Arinto - 10% Vol.
Tonalidade amarelo citrino de concentração baixa, a mostrar ligeira agulha/carbónico.
Nariz com alguma vivacidade, juventude e simplicidade, boa dose de fruta bem madura a variar entre os citrinos, melão, meloa, tropical. Depois pouco mais nos apresenta, dá sensação de um toque de calda de fruta, em conjunto com leve herbáceo, tudo bem fresquinho e lavadinho.
Boca onde inicialmente somos cumprimentados por leve agulha/carbónico, dando lugar a fruta fresca e leve herbáceo, tudo isto num plano muito ligeiro, leve e de parca espacialidade.
Preço imbatível de 1,99€ no Pingo Doce ou Feira Nova, num vinho que deve ser consumido durante o primeiro ano para melhor se poder desfrutar. Traduzir este vinho em poucas palavras, direi que é como uma água de colónia para crianças, com pouco álcool, fresca e cheirosa. 13,5
Aconteceu comigo em pleno Agosto, quando me defrontei perante este Fonte do Nico Light branco 2008, um branco produzido pela Cooperativa de Pegões, que se veio a mostrar leve, descontraido e bastante simpático.Fonte do Nico Light branco 2008
Castas: Moscatel e Arinto - 10% Vol.
Tonalidade amarelo citrino de concentração baixa, a mostrar ligeira agulha/carbónico.
Nariz com alguma vivacidade, juventude e simplicidade, boa dose de fruta bem madura a variar entre os citrinos, melão, meloa, tropical. Depois pouco mais nos apresenta, dá sensação de um toque de calda de fruta, em conjunto com leve herbáceo, tudo bem fresquinho e lavadinho.
Boca onde inicialmente somos cumprimentados por leve agulha/carbónico, dando lugar a fruta fresca e leve herbáceo, tudo isto num plano muito ligeiro, leve e de parca espacialidade.
Preço imbatível de 1,99€ no Pingo Doce ou Feira Nova, num vinho que deve ser consumido durante o primeiro ano para melhor se poder desfrutar. Traduzir este vinho em poucas palavras, direi que é como uma água de colónia para crianças, com pouco álcool, fresca e cheirosa. 13,5
13 maio 2009
Adega de Pegões Colheita Seleccionada branco 2008
Voltando a repetir o que aqui já foi dito, este branco é insistentemente colheita após colheita, um dos vinhos brancos que melhor relação qualidade/preço apresenta no mercado nacional.
Produzido pela Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões, é daqueles vinhos que independentemente do ano de colheita, se compra sem pensar muito, aliando a um preço sempre sensato e de certo modo ''controlado'', apesar de nos últimos tempos ter tido alguns ajustes onde se notou um aumento de produção, um preço ligeiramente mais alto e uma alteração no lote final em que deixa de constar a Pinot Blanc.
Adega de Pegões Colheita Seleccionada Branco 2008
Castas: Chardonnay, Arinto e Antão Vaz - Estágio: 4 Meses nas pipas onde fermentou com Batônnage - 12,5% Vol.
Tonalidade amarelo citrino com leve toque dourado.
Nariz a apresentar-se fresco e limpo de aromas, boa dose de fruta onde a vertente tropical (ananás, maracujá, banana) se mistura com notas de citrinos e algum pêssego. A fruta parece ficar suportada por um fio de geleia que lhe confere um toque agridoce, notas florais (laranjeira) marcam presença. Madeira (baunilha, tosta) menos presente do que era costume nas últimas colheitas, que aparece com tempo de copo, mostrando novamente um belo de conjunto, revelando-se harmonioso e com uma delicada complexidade, com final a mostrar-se fresco e mineral.
Boca com entrada fresca e frutada, sente-se algum arredondamento, resultante da passagem por madeira, resultante uma maior envolvência e equilíbrio de todo o conjunto. Baunilha e suave untuosidade marcam a passagem de boca, com ponta vegetal sem incomodar muito em final de boa persistência e de cariz mineral.
A conversa que tenho tido ultimamente com um amigo destas andanças vínicas, levou a formular uma ligeira opinião sobre este vinho, pois apesar da indiscutíel apetência que continua a demonstrar, tem vindo a mudar ligeiramente nos últimos dois anos. Talvez se deva a um possível aumento da produção, talvez se deva à saída da Pinot Blanc que antes contribuia com 25% do lote final, talvez se deva às próprias colheitas... independentemente de tudo isto, este vinho subiu o preço no Pingo Doce passando agora a custar bem mais de 3€ quando se comprava a menos (pouco mas menos). Vamos esperar que a sua evolução não seja tão precoce como a anterior colheita, com uma nota final a revelar ajuste, tal como tem sofrido o vinho em si.
15,5
Produzido pela Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões, é daqueles vinhos que independentemente do ano de colheita, se compra sem pensar muito, aliando a um preço sempre sensato e de certo modo ''controlado'', apesar de nos últimos tempos ter tido alguns ajustes onde se notou um aumento de produção, um preço ligeiramente mais alto e uma alteração no lote final em que deixa de constar a Pinot Blanc.
Castas: Chardonnay, Arinto e Antão Vaz - Estágio: 4 Meses nas pipas onde fermentou com Batônnage - 12,5% Vol.
Tonalidade amarelo citrino com leve toque dourado.
Nariz a apresentar-se fresco e limpo de aromas, boa dose de fruta onde a vertente tropical (ananás, maracujá, banana) se mistura com notas de citrinos e algum pêssego. A fruta parece ficar suportada por um fio de geleia que lhe confere um toque agridoce, notas florais (laranjeira) marcam presença. Madeira (baunilha, tosta) menos presente do que era costume nas últimas colheitas, que aparece com tempo de copo, mostrando novamente um belo de conjunto, revelando-se harmonioso e com uma delicada complexidade, com final a mostrar-se fresco e mineral.
Boca com entrada fresca e frutada, sente-se algum arredondamento, resultante da passagem por madeira, resultante uma maior envolvência e equilíbrio de todo o conjunto. Baunilha e suave untuosidade marcam a passagem de boca, com ponta vegetal sem incomodar muito em final de boa persistência e de cariz mineral.
A conversa que tenho tido ultimamente com um amigo destas andanças vínicas, levou a formular uma ligeira opinião sobre este vinho, pois apesar da indiscutíel apetência que continua a demonstrar, tem vindo a mudar ligeiramente nos últimos dois anos. Talvez se deva a um possível aumento da produção, talvez se deva à saída da Pinot Blanc que antes contribuia com 25% do lote final, talvez se deva às próprias colheitas... independentemente de tudo isto, este vinho subiu o preço no Pingo Doce passando agora a custar bem mais de 3€ quando se comprava a menos (pouco mas menos). Vamos esperar que a sua evolução não seja tão precoce como a anterior colheita, com uma nota final a revelar ajuste, tal como tem sofrido o vinho em si.
15,5
Serras de Azeitão branco 2008
Castas: Fernão Pires, Arinto e Moscatel - 13% Vol.
Tonalidade amarelo citrino com leve toque esverdeado.
Nariz de perfil fresco com intensidade mediana, mostrando-se jovem e a despontar de imediato para uma boa combinação entre frutas bem frescas e com boa maturação (alperces, laranja, limão, ameixa branca). Tudo isto aliado a um toque guloso e adocicado (ainda que ligeiro), prontamente socorrido por uma aragem bem fresca de forro vegetal/floral, rematando num suave toque mineral em fundo.
Boca a apresentar um vinho de corpo algo delgado, com presença da fruta, na mesma onda da prova de nariz. Acidez presente confere frescura que contrabalança com alguma doçura mais atrevida que poderia surgir do Moscatel. Passagem correcta e sem grandes percalços ou esquecimentos, acabando num sumido toque mineral de fundo.
Duas coisas mudaram neste vinho, o preço que dificilmente se encontra em prateleira abaixo dos 2€ e também a mudança a nível de castas, saindo a Chardonnay e entrando a Arinto.
Parece que com a troca de castas, o vinho perdeu alguma da chama que apresentava na anterior edição, para ficar mais delgado mas ao mesmo tempo com aromas mais centrados no campos dos citrinos, mais limonado e com mais acidez.
Perdeu encantos é certo, mas não é por isso que deixa de ser uma aposta fiável.
14,5
Parece que com a troca de castas, o vinho perdeu alguma da chama que apresentava na anterior edição, para ficar mais delgado mas ao mesmo tempo com aromas mais centrados no campos dos citrinos, mais limonado e com mais acidez.
Perdeu encantos é certo, mas não é por isso que deixa de ser uma aposta fiável.
14,5
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