Copo de 3

27 julho 2007

Alves de Sousa Reserva Pessoal Branco 2003

A colecção Reserva Pessoal, do produtor Alves de Sousa, nasceu como uma procura das diferentes expressões possíveis do terroir Gaivosa. E se a nível de tintos se descobriu "a outra face da Quinta", com os brancos...
Bom, com os brancos a vontade de criar algo verdadeiramente novo impôs-se. Este vinho foi feito seguindo o conceito de concentração e longa maceração, com a selecção das uvas das vinhas velhas da Quinta da Gaivosa. É um vinho raro, mesmo na sua personalidade.
É com esta maneira que se apresenta este vinho a quem o prova:

Alves de Sousa Reserva Pessoal Branco 2003
Castas: Gouveio, Malvasia Fina, Viosinho e outras provenientes de vinhas com mais de 80 anos - Estágio: 12 Meses em barricas novas de carvalho francês mais 12 Meses período mínimo em garrafa - 13% Vol.

Tonalidade dourada com laivo de acobreado no rebordo
Nariz a denotar claramente um vinho diferente e cheio de personalidade, aquilo que se pode chamar de «terroir». Prende a atenção com fruta muito madura em grande harmonia com notas de geleia. Uma lufada fresca atinge o nariz em conjunto com toques de resinas e flores, lembra em parte uma Queimada Galega, com as notas de citrinos, café, açúcar queimado e canela. Tudo isto numa roda viva de grande complexidade, um vinho que a cada momento que passa parece desvendar mais um detalhe que tem escondido. A madeira em grande harmonia, anda de mão dada com todo este bouquet fenomenal.
Boca mostra uma bela estrutura, capaz de suportar o peso dos anos e toda a complexidade que encerra, frescura bem presente com toques de citrinos, resina, travo a flores. Já a mostrar-se bem redondo e afinado, com um final seco, em persistência alta

Um vinho claramente diferente do que se está acostumado a provar em terras lusas. É difícil ficar indiferente a vinhos destes que além da diferença, trazem a qualidade em quantidade.
Foi servido segundo as recomendações do enólogo Tiago Alves de Sousa, decantado uma hora antes e servido a uma temperatura que variou entre os 12ºC e os 14ºC.
Vai sair para o mercado com um preço a rondar os 15€ e pode ser encontrado numa boa garrafeira. A atenção que teve para ser feito, é a mesma que merece ao ser bebido, agora ou daqui a uns anos. Um Branco Douro. Colheitas provadas: 2001
17,5

Gouvyas Reserva Branco 2004

É na Bago de Touriga que Luís Soares Duarte e João Roseira ambicionam fazer vinhos equilibrados, amigos da boa mesa e que expressem os terroirs únicos do mítico Vale do Douro.
Este Gouvyas Reserva Branco 2004 do qual foram engarrafadas 2980 garrafas sendo esta o nº2257, é um fiel exemplo dessa mesma ambição:

Gouvyas Reserva Branco 2004
Castas: Códega do Larinho, Rabigato e Viosinho - Estágio: 20 meses em barricas de carvalho francês com bâtonnage - 13,5% Vol.

Tonalidade amarelo citrino de leve tom dourado de média concentração
Nariz com bom impacto inicial, um pouco fechado inicialmente e a pedir tempo para se poder mostrar. É um vinho cheio, com a fruta bem madura (ananás, limão, pêssego) a ligar com as notas derivadas da madeira. Toque de baunilha em conjunto com amanteigado ligeiro, tudo muito bem estruturado com ligeiro torrado de fundo. Num segundo plano temos a componente floral em ligação com toques de relva fresca, a mostrar-se com boa dose de frescura ligada a um toque mineral, tudo isto num conjunto complexo e com alguma delicadeza.
Boca a revelar um vinho de corpo firme e bem estruturado, mostra entrosamento com a prova de nariz, redondo e a encher a boca, fruta bem presente em conjunto com tosta a baunilha. Sensação de untuosidade em bela harmonia, com acidez a dar boa frescura ao conjunto, fundo mineral com toque vegetal fresco, em persistência média/alta.

Temo então um branco de grande nível, no seguimento do Gouvyas Reserva Branco 2003. Mudando ligeiramente, talvez mais refinado, mais elegante e com a madeira mais interligada com os seus componentes. A revolução na qualidade dos nossos brancos está a mudar para melhor, e este é um grande exemplo. A beber ou guardar, com um preço a rondar os 15€ numa boa garrafeira.
17

Momentos 2004

O enólogo Luís Soares Duarte com o objectivo de ter um projecto pessoal, arrendou no ano de 2004 em Vale Mendiz (Douro), três parcelas. Da parcela mais antiga, a Vinha do Conqueiro (80 anos) deu origem a este vinho, o topo de gama que se coloca logo a seguir ao Perfil 2004.

Momentos 2004
Castas: Vinha velha, com mistura de castas tradicionais (Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Barroca, Bastardo, Tinta Amarela, Sousão, Mourisco Tinto, Tinto Cão, etc.) - Estágio: 20 meses carvalho francês novo - 14% Vol.

Tonalidade ruby muito escuro de concentração alta com rebordo violeta
Nariz a mostrar um aroma de bela intensidade, frutos silvestres com toque de ligeira compota. A ligação entre os empireumáticos com a fruta resulta de grande nível de qualidade, especiarias (cravinho, pimenta) em companhia com toque de chocolate negro. A frescura percorre todos os cantos do perfil deste vinho, com ligeira brisa floral, aqui o segundo plano é preenchido por um suave vegetal (musgo, esteva) que faz companhia a um toque balsâmico. Tudo bem desenhado e delineado, sem grandes choque de concentrações e sempre com uma frescura bem presente, mostra uma finesse e elegância invejável.
Boca bem estruturada, cativa desde o início da prova com frutos silvestres aliados a toque vegetal com ligeiro balsâmico. Enche a boca, mostrando-se já com certo arredondamento das partes, com taninos suficientes que lhe garantem longa e promissora vida. Tudo a mostrar alta qualidade e grande finesse. A acidez dá boa frescura de boca, com toques de chocolate preto, baunilha e ligeiro balsâmico, em final de média persistência.

Tem um preço que ronda os 30€ numa boa garrafeira. São vinhos como estes que marcam a diferença, daqueles que tantas vezes tentamos procurar e raramente encontramos. Foram feitas 3300 garrafas sendo esta a nº2958, de um vinho que ainda tem muito que mostrar e muito que dar. São Momentos destes que nos fazem falta.
17,5

26 julho 2007

Remelluri Reserva 1997

É da Rioja (Espanha) que chega o próximo vinho em prova, mais propriamente de La Granja Nuestra Señora de Remelluri em Toloño (Labastida), que foi durante o séc. XIV mosteiro dos monges da ordem de São Jerónimo.
Em 1968, Jaime Rodríguez Salís recupera as vinhas e todo o edifício, reconvertendo o mosteiro na actual adega.
Consegue desde as primeiras colheitas, afirmar-se como uma referência na Rioja, sendo uma das primeiras adegas que vinifica exclusivamente as uvas da propriedade que rodeia a adega.
Actualmente tem uma superfície de 152 hectares dos quais 100 são vinha.

Remelluri Reserva 1997
Castas: 90% tempranillo, 5% garnacha, 5% graciano - Estágio: 24 meses de barrica - 13% Vol.

Tonalidade ruby escuro de concentração média com ligeiro rebordo laranja.
Nariz a mostrar um aroma um pouco caído no esquecimento, digamos que temos um aroma a que alguns chamam de Velho Mundo, um aroma clássico, fora de modas e de altas concentrações de fruta ou de madeira. Fino com a fruta negra e vermelha bem madura aliada a notas de boa e sedutora baunilha, licor e tabaco com especiaria e tosta. Pelo meio de tudo isto anda um aroma resinoso que faz de ligação a todos os outros aromas. O conjunto completa-se com um toque de caramelo de leite, derivado da Tempranillo em boa evolução, rematando num final com toque terroso, tudo em plena harmonia com a madeira, resultando um bouquet fino e elegante.
Boca a evidenciar uma estrutura média, muito polido no seu perfil, redondo e afinado. Consegue mostrar alguma frescura que acompanhar a fruta bem madura, com notas de tosta e algum vegetal seco. Final de persistência média com recordação especiada.

Um vinho que transpira classicismo, apesar dos 10 anos que leva de vida, talvez o seu percurso já tenha visto melhores dias, a acidez tenha estado mais viva, a fruta bem mais presente e não tenha perdido no que toca a corpo e complexidade. Ainda assim é uma agradável surpresa, num perfil de vinho que vai sendo pouco ou nada visto, fora de modas ou de tendências, ideal para acompanhar uma refeição na companhia de amigos... o preço ronda os 14 euros colheita após colheita, para o encontrar ou Espanha ou Corte Ingles.
16,5

Vinha Grande 2001

O próximo vinho em prova vem do Douro, neste caso vamos até à Casa Ferreirinha, onde na Adega da Quinta do Seixo, nasce o Vinha Grande. Apenas recebem o nome Vinha Grande as colheitas de mais apurada qualidade que evoluíram da melhor na garrafa após o envelhecimento na madeira (que serviu para o mítico Barca Velha).

Vinha Grande 2001 Castas: Tinta Roriz, Touriga Francesa e Tinta Barroca - Estágio: variável entre 12 a 18 meses - 13,5% Vol.

Tonalidade ruby escuro de média concentração. Nariz a mostrar um vinho que nos remete para um perfil mais clássico, a fruta vermelha bem madura alegra-se com a presença de ligeiras compotas. Complementa-se por aromas de tabaco, cacau e vegetal seco com toque especiado e floral de fundo ligeiro e fugaz. Boca com entrada fresca e de estrutura fina e bem acomodada, arredondado com ligeira ponta vegetal a marcar a passagem pelo palato. A tudo isto se junta um punhado de especiarias em final com ligeira secura vegetal de persistência média.

Temos um vinho que nos transporta para um perfil mais clássico, claramente a mostrar-se com uma evolução positiva, resultante disto um bouquet bem afinado. Um vinho que convém decantar previamente pois apresenta depósito. Preço a rondar os 10€ em garrafeira ou grande superfície comercial.
15,5

25 julho 2007

Herdade São Miguel Reserva 2005

A Herdade São Miguel está situada no concelho de Redondo, Alentejo, e possui cerca de 175 ha de área total, dos quais 35 ha são de vinha plantada em solos franco-argilosos, derivados de xisto.
Em prova a nova colheita do topo de gama deste produtor, o Herdade São Miguel Reserva 2005.

Herdade São Miguel Reserva 2005
Castas: Aragonês, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet - Estágio: 12 meses barricas carvalho francês novo e 6 meses garrafa - 14% Vol.

Tonalidade ruby escuro de boa concentração.
Nariz a revelar fruta (cereja, amoras, framboesas) fresca e bem madura com bom apontamento vegetal, não deixa de lado um ligeiro toque químico lá no fundo a fazer companhia a chocolate negro, em conjunto com toque balsâmico que lhe confere frescura. Especiarias acompanhadas de leve floral, brincam com os empireumáticos presentes, tudo isto com toque fumado no final.
Boca a mostrar um vinho ainda jovem e cheio de força, bem estruturado e com fruta madura a marcar presença. Enche a boca, mostra até um toque guloso, com taninos em treino avançado a prometerem vinho com vários anos pela frente. Frescura presente com balsâmico e ligeiro especiado no final, de persistência média.

Vem no bom nível da colheita anterior, talvez um pouco menos bruto na boca, mais pronto a beber e com melhores sensações. Um belo Reserva que para tirar melhor partido dele, convém esperar mais algum tempo para que tudo se componha. Entrou recentemente no mercado com um preço que ronda os 14€, o que o torna uma bela aposta, que nos chega de Redondo.
16

24 julho 2007

Quinta do Portal Reserva 2000

A Quinta do Portal é uma casa portuguesa, familiar e independente que abraçou com toda a paixão o conceito de "Boutique Winery", dedicando-se à produção de vinhos DOC Douro, Vinhos do Porto de categorias especiais e Moscatel.
Neste caso temos o Quinta do Portal Reserva 2000

Quinta do Portal Reserva 2000
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca - Estágio: 9 meses carvalho francês (novo e de um ano) - 13,5% Vol.


Tonalidade granada escuro de média concentração
Nariz a revelar um aroma de difícil abordagem, sensação que a estrada para a Quinta está a ser alcatroada. A fruta negra bem madura está escondida e algo abafada pelo torrados. Vegetal seco faz companhia a toque compotado de braço dado com aparas de chocolate preto. Tudo muito preso e com alguma austeridade.

Boca de média estrutura, entrada com frescura num conjunto que mostra algum arredondamento, mas sempre banhado lado vegetal que percorre todo o palato, especiado e tosta, complementam o final, de persistência média.


Um vinho que se mostrou austero e pouco dialogante, pouco ou nada elegante no nariz, na boca mostra-se um pouco melhor mas sem grande registo de melhoras. Este vinho foi provado com e sem decantação (temperatura inicial de serviço 14ºC) e em nenhuma altura mostrou sinais de evolução, pelo que pode estar numa fase má (em remodelação), como também pode estar em queda para o abismo. De facto é de estranhar que um vinho Reserva passados 6 anos dê uma prova destas.
14

Cabriz Encruzado 2006

A Dão Sul – Sociedade Vitivinícola, S.A. é uma empresa fundada em 1990 que tem como base da sua fundação a paixão pelo vinho e a confiança no enorme potencial da região do Dão pelos seus fundadores. A Quinta de Cabriz, uma propriedade próxima de Carregal do Sal, com uma magnífica casa senhorial e capela do séc. XVII, é hoje em dia uma das principais promotoras do desenvolvimento da região com a reconversão de vinhas antigas e novas plantações com modernas técnicas de cultivo.
Em prova um exemplar de uma das melhores castas brancas que Portugal tem para oferecer, a Encruzado, num vinho que dá pelo nome de Cabriz Encruzado 2006.

Cabriz Encruzado 2006
Castas: 100% Encruzado - Estágio: fermentação em barricas com batonnage - 13% Vol.

Tonalidade citrino de baixa concentração com ligeiro rebordo esverdeado.
Nariz com aroma de boa intensidade, fruta tropical e ligeira maçã, em conjunto com toque bem mineral. Sensações de ligeira baunilha dão um toque de ligeira complexidade ao vinho, que se funde num ligeiro toque fumado. Tudo em ambiente fresco e bem harmonioso.
Boca de corpo mediano, muito equilibrado, fruta bem presente com mineralidade a brincar com a acidez que se mostra refrescante. Bela integração da madeira com a fruta, num perfil que em nada consegue destoar. Não se mostra muito gordo ou complexo, ganhando antes pelo seu todo, em final médio/longo.

Um branco que é uma referência do Dão, a dar uma bela prova e fiel companheiro para os tempos que correm ou para nos ir acompanhado durante uns tempos. Não ficou mal frente a umas postas de salmão na grelha com molho de iogurte. Custou 6,5€ no Corte Ingles.
16

23 julho 2007

Torres Viña Esmeralda 2006

É de Espanha que chega o próximo exemplar, produzido pelo gigante Bodegas Torres, e proveniente da D.O. Catalunya.
Este vinho ganha o nome devido à tonalidade verde-esmeralda do Mediterrâneo, é feito desde 1976 e é elaborado a partir das castas Gewürztraminer e Moscatel.

Torres Viña Esmeralda 2006
Castas: Gewürztraminer e Moscatel - Estágio: n/indicado - 11,5% Vol.

Tonalidade amarelo citrino de rebordo esverdeado.
Nariz de bela intensidade e a remeter para um toque exótico, bem perfumado e perfil claramente diferente do normal. Quem prova é inicialmente arrebatado pelo perfume fresco e floral com as rosas em destaque, complementado por uma fruta tropical (ananás, maracujá, banana) de bela qualidade e madura. Tudo muito jovem e fresco com ligeiro toque mineral em fundo.
Boca com entrada ligeira de corpo suave, muito afinado nos seus componentes. A acidez que não se mostra muito, dá uma frescura correcta ao vinho dentro das suas possibilidades. A fruta marca novamente presença em conjunto com as rosas. No conjunto mostra-se um pouco menos intenso que no nariz, tímido em complexidade, não dá ponto fraco e torna-se fiel companheiro. Final médio com leve sensação adocicada no final.

Um vinho que pode ser uma bela surpresa num jantar de amigos, causa belo impacto principalmente junto das senhoras. Temos um vinho que se revela bom companheiro de saladas, massas, mariscos, entradas, uma sopa de peixe...
O preço de compra ronda os 5,60€ em grande superfície.
15

Adega de Pegões Colheita Seleccionada Branco 2006

A Península de Setúbal fica situada entre as bacias do Tejo e do Sado, a sul de Lisboa, esta região alberga dois DOC: Setúbal (que integra os vinhos licorosos feitos a partir da casta Moscatel) e Palmela. Aqui o Vinho Regional chama-se Terras do Sado.
É da Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões, que nos sai este exemplar Terras do Sado, um vinho que dispensa muitas apresentações dada a sua fama de grande relação preço/qualidade que ostenta entre os consumidores.

Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2006
Castas: Chardonnay, Arinto, Pinot Blanc e Antão Vaz -Estágio: 4 meses Carvalho Americano com batonnage - 14% Vol.

Tonalidade amarelo citrino com leve dourado.
Nariz a mostrar boa intensidade, dividido entre fruta tropical (banana, ananás) de bom recorte banhado em calda com ligeira raspa de citrinos, fusão agradável com baunilha e torrado ligeiro em fundo. O final é mineral e com recordações vegetais, com brisa fresca a acompanhar durante toda a prova.
Boca apresenta boa estrutura, frutado e redondo, acidez a dar boa dose de frescura, um vinho agradável durante a passagem de boca, suave toque melado com mineral em fundo. Final de persistência média.

Mais uma bela colheita deste vinho que é mais uma referência a ter em conta no panorama dos brancos nacionais, um belo vinho a mostrar que não se tem de gastar muito dinheiro para ter um branco de qualidade na mesa. Este com um preço a rondar os 3,5€ mostra-se um pouco mais mineral e fresco que o seu antecessor mas não perde qualidade por isso.
15,5

Dona Maria Branco 2006

A Quinta Dona Maria (ou Quinta do Carmo) situada em Estremoz e criada em 1718, onde se produz vinho há mais de cento e trinta anos aliando os métodos de vinificação tradicionais aos mais modernos, foi oferecida por D. João V em meados do século XVIII, a uma cortesã por quem estava loucamente perdido de amores. É essa senhora que dá o nome a esta Quinta e a este vinho.

Dona Maria branco 2006
Castas: Antão Vaz, Arinto e Roupeiro - Estágio: inox - 13,5% Vol.

Tonalidade amarelo citrino levemente dourado com concentração mediana
Nariz com aroma de bela intensidade, frutado e fresco, exuberante até na maneira como se apresenta. Pelo impacto inicial, lembra um Sauvignon Blanc, bem harmonioso e equilibrado, tudo bem interligado, floral bem presente com notas de fruta tropical bem vincada. Relva fresca com toque citrino acompanham em segundo plano um leve mineral de fundo
Boca com boa entrada, estrutura simples e concisa, frescura presente que nos guia durante toda a passagem de boca, fruta tropical presente com toque limonado. Mostra-se com toque vegetal no segundo plano com sensação de ligeira pimenta branca em final de persistência média.

Um vinho que surpreende no nariz, perdendo um pouco na prova de boca. Bem apelativo, ideal para os tempos mais quentes, companheiro por exemplo de uma cataplana de ameijoas ou até pratos de gastronomia oriental.
15,5

Quinta de Cidrô Chardonnay Reserva 2006

Este é um vinho que vem marcando posição ano após ano, sem dúvida alguma um dos melhores exemplares de Chardonnay feitos em Portugal, e que nos vem de Trás-os-Montes.

Quinta de Cidrô Chardonnay Reserva 2006
Castas: 100% Chardonnay - Estágio: 6 meses em barrica - 14% Vol.

Tonalidade amarelo citrino com leve dourado de concentração mediana.
Nariz com aroma a mostrar-se de boa intensidade, fruta (tropical e citrina) em ligeira calda, com toque de baunilha e torrado bem presente e bem integrada, resulta num conjunto de boa harmonia aliando uma frescura com fundo de suave mineral.
Boca a mostrar-se bem estruturada, arredondamento com ligeira untuosidade, redondo com fruta bem presente com toque de madeira a dar boa envolvência. Toque fresco, equilibrado e com um perfil que se mostra um pouco mais ligeiro de perfil, menos cheio, com toque mineral de fundo.

Um vinho que não precisa de muitas apresentações, mostra-se bastante apelativo e a consistência é algo que lhe fica muito bem, ano após ano. Um vinho a conhecer, com uma grande relação preço/qualidade a rondar os 5,60€ em grande superfície comercial.
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