Copo de 3

24 outubro 2014

Alambre 20 Anos

Portugal é o único país do Mundo capaz de colocar à mesma mesa três generosos tão distintos e ao mesmo tempo de classe Mundial, provenientes de três regiões fantásticas e únicas. Estes vinhos são o Vinho do Porto, Vinho da Madeira e obviamente o Moscatel de Setúbal.

O Moscatel de Setúbal é um vinho generoso com Denominação de Origem Protegida (DOP) reconhecida desde 1907. No entanto, na José Maria da Fonseca a produção destes vinhos remonta a 1834 o que possibilita ter um património inédito de vinho moscatel em stock.O Alambre 20 Anos é elaborado a partir da casta Moscatel plantada em solos argilo-calcários, que da produção anual vê uma parte ser destinada ao envelhecimento mais prolongado em cascos de madeira usada na mítica Adega dos Teares Velhos (Vila Nogueira de Azeitão). O vinho em causa é uma referência obrigatória e um dos meus favoritos, tendo lugar indiscutível entre os melhores vinhos doces de Portugal, com um preço que a rondar os 24€ lhe dá uma invejável relação preço/satisfação. Fruto de um conjunto de grandes envelhecidos e lotados com mestria, resulta um blend de 19 colheitas em que a mais nova tem pelo menos 20 anos e a mais antiga perto de 80 anos.

Muito complexo e intenso. Elegante, com notas de frutos secos e fruta passa, laranja cristalizada, mel, ligeiro vinagrinho, envolto em frescura e harmonia. Boca com grande presença, gordo mas com bastante frescura, macio com travo melado e de fruta, num final maravilhoso. É o par perfeito para acompanhar o final da noite com um bom chocolate negro com laranja ou simplesmente para abrilhantar um jantar de amigos em grande classe. 96 pts

Publicado em Junho 19, 2014 Blend All About Wine

Herdade do Rocim 2011

Está já à disposição a mais recente colheita do Herdade do Rocim (Vidigueira), produzido a partir das castas Aragonez, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Syrah. Um vinho cujo preço a rondar os 8€ se tem sabido manter num interessante patamar de qualidade, bastante afinado e envolvente. Notei neste 2011 um ligeiro afinar o que lhe retirou alguma concentração/estrutura ao conjunto, não deixando mesmo assim de mostrar muito boa fruta madura, envolta em boa frescura, cacau, especiaria, tudo muito aprumado. Na boca tem entrada suave com fruta bem presente a massajar o palato, cantos arredondados em estrutura média e final especiado. O resultado final é bastante positivo, muito virado para a mesa na vertente mais regional. 90 pts

20 outubro 2014

Niepoort Dão Rótulo 2012

Este vinho é o primeiro resultado da mais recente aposta de Dirk Niepoort na região do Dão, onde em 2013 comprou a Quinta da Lomba. Apresenta-se como entrada de gama, muito ao estilo do Diálogo (Douro) de fácil abordagem e centrado na frescura da fruta, a servir de entrada no mundo do vinho Niepoort, acima deste ainda vai surgir o Conciso (Dão). Este Rótulo passou 22 meses em depósito de cimento até serem engarrafas cerca de 33.000 garrafas e foi colocado muito recentemente no mercado com um preço de 6,53€ na garrafeira Estado d´Alma (Lisboa). O vinho está agradável, fresco, com muita fruta gorda amontoada, moderno e actual, com tudo muito bem arrumado, harmonia de conjunto, na boca tem boa presença com estrutura mediana, boa frescura... pouco mais a acrescentar ou dizer. Mostra-se bom companheiro da gastronomia regional podendo ser consumido no imediato  88 pts

10 outubro 2014

Vale da Mata branco 2013


Assistimos nos dias que correm a mais um momento marcante no percurso dos vinhos  brancos "made in Portugal" com o surgimento de mais uma nova vaga de grande qualidade que se tem vindo a instalar e afirmar, nas mesas dos mais atentos consumidores. Se aliarmos a tudo isto o facto de Portugal ser sistematicamente reconhecido pela altíssima qualidade do peixe da sua costa, também a cada ano que passa vê aumentar a qualidade dos seus vinhos brancos, sendo que o culminar desta natural evolução será com a afirmação/promoção lado a lado do peixe com os brancos da nossa costa. Um desses exemplares que me encheu as medidas é este Vale da Mata branco 2013 produzido pela Herdade do Rocim (Alentejo), nascido e criado na região de Lisboa nas encostas da Serra de Aire, mais precisamente nas Cortes.

Um branco elaborado a partir das castas Arinto, Vital e Viosinho que tiveram passagem durante cinco meses por barrica mais três meses em garrafa. Revelou-se desde o início uma alegre surpresa pela frescura e harmonia do conjunto, cheiroso e airoso, um daqueles casos que apetece ir rodopiando e cheirando. Muita nota de citrinos com tisana, a barrica aconchega o conjunto de boa complexidade, muita frescura, flores com toque mineral em fundo.Boca muito bem estruturada, envolve bem o palato com o sabor da fruta (citrinos, pêra), untuosidade ligeira conferida pela madeira mas sempre muito fresco com travo citrino e a rasgar no final da boca a mineralidade, num conjunto a prometer boa evolução. Se somar a tudo isto o preço que ronda os 8,50€ estamos perante uma proposta muito tentadora para beber ou guardar. 92 pts

08 outubro 2014

Quinta de Chocapalha

A Quinta de Chocapalha está situada nas proximidades da Aldeia Galega da Merceana (Alenquer) a 45km de Lisboa. Um local onde a tradição do vinho está bem enraizada e cuja qualidade dos seus vinhos e vinhas remonta ao século XVI, com a história mais recente a colocar a Quinta nas mãos da família Tavares da Silva nos anos 80 do século passado.
Alice e Paulo Tavares da Silva, pais da enóloga Sandra Tavares da Silva, compraram a propriedade e dando continuidade às antigas tradições da casa, enveredaram pela produção de vinho tendo feito um investimento tanto nos 45ha de vinhas como na própria adega.
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Prova na Quinta da Chocapalha © Blend All About Wine, Lda
Os resultados deste investimento apenas iriam ver a luz do dia na colheita de 2000, ano em que se entendeu, e bem, que os vinhos já tinham alcançado um patamar de qualidade acima da média. O sucesso estava mais que garantido, a procura constante da excelência aliada a uma simpatia da parte de quem nos recebe fazem deste projecto algo muito especial, tão especial que a demanda pelos seus vinhos levou a que em 2012 tivesse sido inaugurada uma nova e bonita adega, mais funcional e com a capacidade de resposta para os dias que correm. A tradição continua bem viva na Quinta de Chocapalha e a arte de fazer bom vinho parece perdurar.
Uma prova muito bem conduzida, sempre de sorriso no rosto onde reinou a boa disposição. O dia estava chuvoso e infelizmente não foi possível visitar as vinhas, mas as vinhas vieram até nós numa prova onde foram apresentadas as mais recentes novidades com um pequeno bónus pelo caminho.
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Vinhos ao almoço © Blend All About Wine, Lda
Os vinhos têm um brilho muito próprio, influência da proximidade do mar e da natureza dos solos calcários, permitindo uma frescura acentuada com fruta de grande qualidade onde a definição de aromas e sabores faz toda a diferença. Para todos aqueles que poderiam em algum momento duvidar da capacidade de envelhecimento destes vinhos foi dado a provar o Arinto by Quinta de Chocapalha 2008 que mostrou toda a classe de um vinho adulto com uma bonita complexidade e frescura, sinais de que a casta Arinto quando bem trabalhada precisa de tempo para se mostrar.
A marca Mar de Lisboa surge como uma gama mais acessível, com rótulos bem-dispostos, tanto o branco 2013 como o tinto 2012 se mostraram capazes de bons momentos à mesa, feitos a pensar no consumo diário, bem frescos, boa harmonia com a fruta muito presente, ligeira austeridade no tinto com taninos espigados, caindo a minha escolha no Mar de Lisboa branco 2013.
A marca Quinta de Chocapalha engloba toda a gama média da casa, onde se encontra o branco e o tinto com o mesmo nome e um lote de varietais bastante interessantes com vinhos que se destacam pelo carácter muito próprio, assumidamente frescos e com uma fruta sempre presente mas muito bem balanceada com o restante conjunto.
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Quinta de Chocapalha Arinto 2013 © Blend All About Wine, Lda
Quinta de Chocapalha Sauvignon Blanc 2013
Um Sauvignon Blanc que mostra uma faceta mais vegetal, mineral, seco e com grande frescura, leve fumado de fundo em companhia de fruta de caroço. Mostra garra na boca, frescura e sabor com bom final.

Quinta de Chocapalha Arinto 2013
Ainda muito tenso, nervoso, marcado pelas notas de citrinos com folha de limoeiro tão característica da casta Arinto. Acidez marcante num vinho cheio de garra, austeridade no palato a pedir tempo de garrafa prometendo a riqueza exibida pelo 2008.

Quinta de Chocapalha Cabernet Sauvignon 2012
Um Cabernet Sauvignon bem evidente nas boas e frescas notas vegetais, destaque para ligeiro pimentão que se desvanece com tempo de copo dando lugar a fruta silvestre madura num conjunto fresco e de grande qualidade. Não deixa de dar uma piscadela de olho a Bordéus no perfil que assume, fresco, com bom corpo e taninos a segurarem todo o conjunto.
A marca Chocapalha fica destinada apenas para os topos de gama da Quinta, aqui encontramos o Chocapalha Reserva branco e os tintos Vinha Mãe e CH.

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CH by Chocapalha Touriga Nacional 2011 © Blend All About Wine, Lda
Chocapalha Reserva branco 2013
Em prova ao lado do Reserva 2012, a Chardonnay largou o Viosinho que tinha e aparece agora com 15% de Arinto. Perdeu parte da untuosidade que tinha na anterior versão para se mostrar agora mais perfumado e solto, fresco, envolto numa fragrância muito delicada e feminina, untuosidade da Chardonnay num conjunto fresco, saboroso com muito boa presença no palato, muita classe em final frutado e persistente.

Chocapalha Vinha Mãe 2010
Vinho intenso, fresco e profundo, onde brilham os frutos do bosque maduros, especiarias, coeso e muito cerrado, cheio de vida com uma passagem marcante pelo palato. Envolvente e com uma estrutura firme, fresco e a mostrar ligeira austeridade de taninos no final longo e persistente.

CH by Chocapalha Touriga Nacional 2011
Mostra uma Touriga Nacional fresca e perfumada num conjunto pujante, extraído e com muita intensidade. A fruta preta muito suculenta e fresca mostra-se ao lado de violetas, atraente e ao mesmo tempo a dar sinais que mais algum tempo de garrafa só lhe vai fazer bem. Grande amplitude na boca, marcante com muito sabor a fruta, barrica a aconchegar tudo com ligeira mineralidade em final muito persistente.

30 setembro 2014

Grão Vasco 2013

É bem recente a renovação da cara daquele que é um dos mais reconhecidos rótulos do vinho do Dão, o Grão Vasco. A origem da marca remonta ao final dos anos 50, com a compra da Vinícola do Super-Dão Ltd., e que homenageia o pseudónimo adoptado cinco séculos antes pelo famoso português Vasco Fernandes (1480-1543). O retrato de "S. Pedro", considerado a sua obra-prima, faz até hoje parte da imagem de marca, ainda que neste novo reformular da marca tenha sido deixado para segundo plano apenas de soslaio na cápsula da garrafa. Quanto aos vinhos são de fácil abordagem, vinhos feitos a pensar no consumo diário, muito directos e francos, feitos com o objectivo de agradar ao mais alargado número de consumidores e nestes casos apenas a dizer que cumpre com os requisitos. O Grão Vasco branco 2013 elaborado a partir das castas Encruzado, Malvasia, Bical e Sercial é fresco e apelativo, muito centrado na fruta em modo salada, boca em sintonia 86ptsO Grão Vasco tinto 2010 é muito harmonioso, frescura ligeira com a fruta também aqui a comandar, corpo mediano idêntico ao final de boca.. 86pts

20 setembro 2014

Pala da Lebre branco 2013


E assim do nada eis que alguns produtores decidiram, e ainda bem que o fizeram, apostar em rótulos mais arrojados, alguns deles cheios de bonecada. Uns mais atrevidos que outros esta nova vaga parece que veio para ficar, de certo modo dá a sensação que se perdeu a "vergonha" e se decidiu arriscar, será pois esta uma normal e necessária adaptação aos tempos modernos, a busca do respectivo nicho de consumidores que será certamente o caminho mais certeiro a percorrer. Neste reboliço chega do Douro o Pala da Lebre branco de 2013, um vinho com imagem renovada, rótulo divertido e diferente do direi tradicional ou até mais formal. O vinho, cujo preço fica abaixo dos 6€, corresponde de uma forma graciosa, a mostrar frescura, certinho e direitinho, com aromas convidativos e perfumados num conjunto bastante agradável. Sem desmesurada complexidade é um vinho à imagem do seu rótulo, divertido. 89 pts

16 setembro 2014

Marquês de Borba branco 2013

Depois de uma breve pausa retoma-se o leme e enfrentam-se as ondas de um tempo mais atribulado que nunca, matreiro para quem por esta altura desespera por poder sair para o campo e vindimar o fruto de 2014. Enquanto isto abro um Marquês de Borba branco 2013, vinho correcto e simpático, menos nervoso e muito mais afinado se o comparar com as primeiras colheitas. Na altura não havia o Loios nem o Vila Santa formato branco, havia um saudoso Antão Vaz e o branco mais sonante e que metia respeito era o tal Marquês de Borba. 

Esse estatuto continua no dia de hoje, a solidez da marca resiste às ligeiras e naturais flutuações das colheitas, o preço sem grande oscilação a rondar os 5€ com uns 12,5%Vol. torna o Marquês de Borba um daqueles que não falha e cumpre todos os requisitos que leva os consumidores a apostarem nele. Do lote de Arinto, Antão Vaz e Viognier, assenta num aroma frutado (tropical e citrino) com leve floral envolto em boa frescura que o acompanha por todo o palato, marcado pela boa e sumarenta presença da fruta, delicado e muito equilibrado com boa secura no final de boca. 89 pts

21 agosto 2014

D.Graça by ViniLourenço



A ViniLourenço (Douro) é uma pequena empresa familiar, onde se destaca a figura de Jorge Lourenço. Na totalidade conta com 40 ha de vinhas, de idades entre 1 e 80 anos, repartidas por muitas parcelas, a maior parte das cotas está entre os 500 e os 650 m de altitude, na zona da Mêda, mas há parcelas a 200 m, junto ao Pocinho. As castas principais são a Viosinho, Rabigato, Verdelho e Malvasia Fina (brancas), e a Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Franca, Sousão e Tinta Barroca (tintas). A viticultura é sustentável e, para além das castas tradicionais do Douro, há também várias parcelas de castas antigas, para recuperar e preservar sabores do passado. Um produtor que apenas conhecia de ver no papel e ocasionalmente em alguma prateleira, constata-se mais uma vez que não há nada melhor do que visitar as instalações e falar com os seus responsáveis para se ficar a conhecer e entender o que ali é feito e aproveitar para entrar em contacto com alguns dos seus vinhos. Diga-se de passagem que foram uma bela surpresa principalmente o Rabigato 2012 e o Tinto Cão Reserva 2009, vinhos que se mostram distintos sem aquele "mais do mesmo" tão fácil de encontrar nos dias de hoje, salutar a maneira fresca e airosa com grande domínio à mesa.

D.Graça Rabitago 2012
Mostra-se fresco e com ligeira austeridade, envolto em frescura com fruta sóbria e directa, marca vegetal com acompanhamento de ligeiro mineral, tudo comedido e sem exageros. Boca a confirmar o já descrito, melhor na boca do que no nariz, entra fresco e saboroso, boa presença quer no palato quer no final. Para o preço a rondar os 6€ mostra-se bastante tentador. 90 pts

D.Graça Tinto Cão Reserva 2009
Chama a atenção no imediato, conjunto muito bem conseguido com uma atractiva e graciosa rusticidade, marcadamente vegetal (rama de tomate) no início, fruta gorda com especiaria, suave tosta da madeira, tudo muito bem embrulhado e apetecível. Boca com prova cheia de fruta sumarenta, muito elegante de mediano porte mas vincado no palato, agradável e distinto. Preço a rondar os 15€. 91 pts

15 agosto 2014

Mapa - os vinhos de Pedro Garcias


Inserido na visita ao Festival do Vinho do Douro Superior, tive a oportunidade de conhecer mais de perto o projecto Mapa, cujo proprietário é o jornalista Pedro Garcias. O seu projecto nasceu vai para uma década, em 1999, com a compra das primeiras terras perto da aldeia de Muxagata (Vila Nova de Foz Côa), sendo que nos dias de hoje a exploração agrícola conta com duas quintas e cerca de 30 hectares. São vinhos ligados à terra como Pedro Garcias ia explicando à medida que se ia caminhando pelo vinhedo, dominado pelo xisto e com uma fantástica paisagem a servir de cenário. As primeiras colheitas vieram a público em 2009 com o tinto e 2010 com o branco onde predomina a casta Rabigato.

No total foram provados três vinhos, os brancos 2012 e 2013 e o tinto 2012, mostrando todos eles muita frescura com uma rusticidade muito própria que lhes assenta lindamente, nunca impedindo por sua vez uma muito boa prova nas duas versões. O branco cujo preço ronda os 8€, assenta num blend com destaque para a casta "local" Rabigato, sem passagem por madeira apenas com direito a battonnage. Já o tinto com preço a saltar para próximo dos 17€  mostra-se como Reserva, tem passagem durante 12 meses por carvalho francês. Todos eles a mostrarem ser uma aposta séria na qualidade e identidade, com boa margem de evolução em cave.


Mapa branco 2012
Com menos exuberância que o 2013, menos complexo e mais espaçado no que mostra, evidentes notas vegetais, perfume floral de flores de limoeiro, fruto tropical com invocações minerais em fundo. Boca com boa frescura, preenche o palato com presença de corpo mediano cheio de sabor com uma ligeira quebra no final. 90 pts

Mapa branco 2013
Melhor definição de aromas em relação ao 2012, mais sério e afinado com toques minerais acompanhados de aromas citrinos, tropicais envoltos num toque de calda, com folhas de limoeiro cheio de frescura. Boca a condizer, num vinho cheio de frescura, com nervo, ligeira austeridade no palato, a battonnage a que teve direito arredondou-lhe ligeiramente os cantos, fresco, harmonioso e em grande forma. 91 pts


Mapa Reserva 2012
Feliz surpresa este novo Reserva, cheio de fruta silvestre madura e fresca, raça com complexidade e aquele toque mais agreste a combinarem muito bem com uma harmonia e frescura que o envolve por completo. Boa profundidade de aromas, a barrica fez o seu trabalho sem deixar rasto, dando lugar para que a fruta brilhe como deve ser. Na boca replica o prazer da prova de nariz, fresco, arredondado mas com muita e generosa fruta a combinar com pimenta preta, toque mineral mais rude. Uma bela surpresa que acompanhou uma perna de cabrito no forno. 92 pts

13 agosto 2014

Coroa d´Ouro branco 2013

É vinho certo para este tempo incerto, bem feito e à medida de todos aqueles que lhe gostam de esticar a mão sem levar uma dentada do preço. O preço não estará longe da casa dos 3€ e como tal ajustado a uma qualidade muito presente, conjunto apetecível cheio de frutas tropicais e citrinos, fresco e de semblante Duriense. Não se espere pois então uma daquelas bocas avassaladoras pejadas de riqueza e forrada a cristais, beba-se tendo em conta o prazer que dá e não mais que isso. Rolou com uma generosa dose de conquilhas. 87 pts

10 agosto 2014

Vale da Mata Reserva 2010

Produzido a partir de uma vinha com o mesmo nome (Vale da Mata) na encosta da Serra de Aire (Leiria), este novo Reserva da colheita 2010 resulta do blend das castas Touriga Nacional, Aragonez e Syrah. Mostrou-se em comparação com o Reserva 2009 menos opulento e carregado, com mais espaço entre aromas e sabores, também menos madeira presente num vinho cheio de encanto com a qualidade a voltar a ser destaque numa referência que se começa a afirmar na zona de origem. Conjunto de boa frescura com muita harmonia, do princípio ao fim, provado e posteriormente servido em mesa bem composta por caras sorridentes que depressa se debruçaram sobre o precioso néctar. Aposta segura até para os quase 18€ que custa, copos largos e comida de bom tempero por perto que ele dá conta do recado. 92 pts
 
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