Para comemorar os 60 anos de vida, a Adega da Vidigueira lançou este Licoroso Tinto, vendido a 15€ na loja da Adega. Este licoroso da colheita de 2013 feito com base nas castas Trincadeira e Tinta Grossa surpreende pela complexidade de frescura de aromas que debita no copo. Tem muita vida e muito por onde ir "pegando" à medida que se vai baldeando no copo e bebendo. Desde especiarias, frutos secos a notas mais de compota de frutos vermelhos, aromas e sabores dados pelo tempo que numa prova às escuras nos podia quem sabe levar a pensar em algo esquecido algures numa cave em Gaia. Mas este nasceu na Vidigueira e encanta pelo seu cante, com alma mas acima de tudo um grande prazer. 93 pts
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04 agosto 2020
11 setembro 2018
Monsaraz Licoroso Tinto Premium 2015
Uma novidade da CARMIM (Alentejo) este Licoroso Tinto 2015 com lote de Alicante Bouschet (80%) e Aragonez (20%), posteriormente passou 18 meses em barrica até ser engarrafado onde cumpriu 6 meses de repouso. Ronda os 10€ na loja do produtor e apresenta-se numa bonita garrafa de 500 ml, num perfil maduro cheio de fruta silvestre, notas mentoladas, alguma canela, tudo muito bem casado e em grande equilibrio. Surpreende na boca pela frescura que lhe envolve todo o corpo, torneado e guloso, com as notas da Alicante Bouschet a marcaram toda a passagem, longa e muito persistente. Uma verdadeira surpresa e uma tentação que abrilhante qualquer final de refeição. 92 pts
04 novembro 2017
Cartuxa 50 Licoroso Reserva 2011
Cinquenta anos depois de Vasco Maria Eugénio de Almeida ter criado a Fundação Eugénio de Almeida, para promover o desenvolvimento social, cultural, educativo e espiritual da região de Évora, a Instituição renova-se no compromisso de fazer mais pelas pessoas, para mais pessoas e comemorou o seu cinquentenário. Neste âmbito, foi elaborado este Licoroso a partir das castas Alicante Bouschet e Syrah. O vinho estagiou durante 2 anos em barricas usadas, feitas com a madeira dos antigos tonéis onde estagiava o famoso Pêra Manca. Mostra-se amplo, guloso e com uma bonita frescura que lhe dá graciosidade, muita fruta passa, compotas, alguma canela e cacau. Na boca é um festim de passa de figo com ameixa, guloso, bem marcado pela frescura com final longo, ainda alguma austeridade a fazer-se sentir, mas muito persistente. 93 pts
24 julho 2014
Os vinhos Atlânticos da Ilha do Pico (Açores)
De todas as regiões demarcadas em Portugal os vinhos oriundos dos Açores são com toda a certeza os mais esquecidos, os menos discutidos, os menos divulgados e os que menos vezes chegam à mesa dos consumidores. No entanto a situação está a mudar e assiste-se a um esforço das entidades locais, entre produtores/CVR para que estes vinhos sejam encarados/consumidos de forma mais habitual.
Focando apenas na Ilha do Pico, são vinhos que nascem sensivelmente a meio do Atlântico, em solos de lava que marcam a paisagem da ilha e que a população local diferencia entre "lajidos" e "terras de biscoito" (Ilha Terceira). É uma região peculiar, moldada pelo ser humano nos famosos "currais", Património Mundial da Humanidade pela Unesco, que isolada de tudo se tornou depósito natural de castas únicas e diferenciadoras (cheiros e sabores) levadas pelos colonos. Destacam-se três castas, o Arinto dos Açores que é diferente do Arinto de Bucelas, o Verdelho que foi a primeira casta implantada na ilha e idêntico ao da Madeira mas diferente do encontrado em Portugal Continental e o Terrantez do Pico, distinto do Terrantez da Madeira e do que se encontra no Dão.
Durante anos o mais famoso vinho da Ilha do Pico foi o licoroso, cuja principal característica é a não adição de aguardente, hoje em dia a oferta é mais vasta e estende-se por brancos frescos, de travo salino/mineral em conjunto com licorosos que oscilam entre o perfil mais seco ou mais doce, capazes de surpreender pela diferença.
Uma prova de contrastes, surpresas e comparativos onde a forte ligação à mesa com peixe e marisco se tornou mais que evidente. Contou com as presenças dos produtores Maria Álvares (Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico), Marco e Rui Faria (Curral de Atlântis), Paulo Machado (Insula Vinhos) e Fortunato Garcia (Vinho Czar), foi conduzida pelo enólogo António Maçanita (Fita Preta).
Curral Atlântis Arinto dos Açores Colheita Selecionada 2013 (IG Açores)
Muita frescura, toranja, lima, folha de limoeiro, salino, menos expressivo que o Verdelho. Muita energia no palato, frescura, sumo de citrinos maduros, mineralidade em conjunto com bom final de boca. 89pts
Curral Atlântis Verdelho Colheita Selecionada 2013 (IG Açores)
Marcado pelo toque mais tropical da fruta, cheio e maduro, fresco e salino, envolvente com nota de pederneira. Boca com frescura, vegetal fresco com fruta tropical, seco no final mediano. 88 pts
Curral Atlântis Verdelho/Arinto dos Açores Colheita Selecionada 2013 (IG Açores)
Aroma de fruta tropical com citrinos maduros, boa frescura, muito limpo, notas de um Verdelho mais gordo e redondo que abraça o Arinto mais ácido e cortante. Conjunto com harmonia entre castas num vinho claramente feito para a mesa. 90 pts
Arinto dos Açores by António Maçanita 2013 (DO Pico)
Frescura num conjunto marcado pelo detalhe da fruta limpa (citrinos) e delicada, toque salino, todo muito equilibrado e a dar uma prova muito agradável. Na boca é fresco, salino, muito citrino presente com final persistente. 91pts
Insula Private Selection 2013 (IG Açores)
Feito com Arinto dos Açores, carácter vincado num vinho tenso e com muito vigor, notas de pederneira ao lado de fruta limpa e madura, toranja e limão. Boca com austeridade mineral, quase salino, fruta madura a envolver num final de boca seco e prolongado. 90pts
Frei Gigante Reserva 2012 (DO Pico)
Um perfil diferente do normal, blend de Arinto dos Açores com Verdelho e Terrantez do Pico. Conjunto perfumado com fruta madura (pêra, toranja), fumo, salino, ao mesmo tempo sensação de untuosidade e envolvência. Boca com boa presença da fruta madura, saboroso, boa acidez a terminar seco e mineral. 90 pts
Lajido Licoroso Seco 2002 (DO Pico)
Não é um vinho de abordagem fácil, recorda ligeiramente os vinhos de Jerez, pela oxidação em conjunto com toque salino e fruto seco, amanteigado com ligeiro iodo. Boca com secura, fresco com frutos secos e iodo, num final persistente e longo. 88 pts
Lajido Licoroso Reserva Doce 2004 (DO Pico)
Num perfil mais untuoso que o Lajido Seco, notas de frutos secos cobertos de caramelo, laranja caramelizada, uva passa, biscoitos, tudo em boa complexidade. Boca a condizer com os aromas, envolvente e com uma bela acidez. Final longo e persistente. 91 pts
Czar Licoroso Superior Doce 2008 (DO Pico)
O mais exótico e fora do habitual, resina, toque de frutas cristalizadas com especiarias, ervas de cheiro e tisana, boa frescura a embalar o conjunto com toque salino em fundo. Gordo, complexo, guloso e estranho, diferente e divertido. 90 pts
Curral Atlântis Verdelho/Arinto dos Açores Doce 2005 (DO Pico)
Passou 5 anos em barrica e 1 ano em garrafa, muito equilibrado, torrefacto, laranja caramelizada, salino e untuoso. Boca a mostrar muita frescura que liga com fruta caramelizada, calda de fruta, final longo e persistente. 89pts
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