Este vinho da José Maria da Fonseca é mais que uma referência para muito consumidor, o baixo preço a rondar os 3€, a facilidade de encontrar na grande distribuição e a escolha certa em muita carta de restaurante. Podia ser mais um entre tantos, mas não é e felizmente desmarca-se por aquilo que a marca já conquistou, tudo isto com a qualidade acima da média. É fresco e muito directo, complexidade pouca mas tem tudo na medida certa para agradar a acompanhar a refeição. Aquela fruta brincalhona com ponta floral, termina com boa secura, a mesma secura que o torna bom companheiro à mesa com uma grande variedade de pratos e até cozinhas do mundo. Beba-se fresco a acompanhar uns camarões fritos por exemplo. 88 pts
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23 setembro 2016
25 junho 2015
BSE branco seco especial 2014
Este ícone das nossas mesas viu a imagem ser renovada e surge agora mais fresco que nunca, será até à data a melhor versão deste branco produzido desde 1947 pela empresa José Maria da Fonseca. Curiosamente este foi o primeiro branco da empresa, o lote tem sofrido os necessários ajustes face às exigências do mercado, sendo hoje composto pelas castas Antão Vaz, Fernão Pires e Arinto. O preço é uma das aliciantes a rondar os 4€, num vinho alegre e bem disposto, muita fruta embrulhada numa bela frescura de boca com final seco. Uma das suas mais valias é a polivalência que este vinho consegue ter à mesa. 88 pts
17 março 2015
Adega de Pegões Colheita Selecionada branco 2013
Por vezes com a vontade de escrever sobre as novidades que entram no mercado ou sobre os inúmeros vinhos que fazem as nossas delícias, acabamos por esquecer e deixar de lado aqueles que no dia-a-dia nos fazem companhia à refeição. São os vinhos que bebemos em casa de forma completamente descomprometida, apenas porque nos apetece beber um simples copo à refeição, e que no caso dos brancos temos sempre uma garrafa pronta a abrir colocada no frio. São estes fiéis amigos que raramente têm um lugar de destaque perante tanta novidade e marca na ribalta. Um desses vinhos que me tem acompanhado ao longo da última década, ainda que com altos e baixos entre colheitas, tem sido o Adega de Pegões Colheita Selecionada branco.
Comprei este branco de 2013 no supermercado com um preço bem aliciante uma vez que não chega aos 3€, o lote teve ajustes e viu a certa altura a Pinot Blanc ser substituída pela Verdelho, de resto continua o blend de Arinto, Chardonnay e Antão Vaz, dos solos de areia da região de Pegões onde a respectiva Adega Cooperativa está localizada. Fermenta em barrica de carvalho francês onde estagia durante quatro meses com direito a batonage. A relação entre aquilo que custa e a satisfação que proporciona é elevada, ficando por vezes a pensar quantos vinhos de custo muito superior me deixaram renitente ou até defraudado com o tanto que custaram e o tão pouco que mostraram.
Um branco que acompanha bem pratos de carnes brancas ou peixe, mostra notas de fruta bem fresca por entre o tropical e frutos de pomar, ligeiro vegetal também fresco num conjunto a mostrar boa harmonia entre madeira e fruta, muito certinho com toque de ligeira baunilha que o envolve. Estrutura mediana com frescura, bem afinado, sente-se a fruta madura embalada por sensação de alguma cremosidade a meio do palato, final médio. 89 pts
04 março 2015
Domingos Soares Franco Colecção Privada Moscatel Roxo Rosé 2013
Faz já parte da lista dos melhores vinhos rosados feitos em solo nacional e é com toda a certeza o mais sofisticado e exclusivo, dada a rareza da casta Moscatel Roxo. E não sendo esta a última vez que me torno a repetir, direi que a graciosidade com que rodopia no copo debitando aromas de Moscatel Roxo fazem com que o vinho produzido pela José Maria da Fonseca se torne lascivo desde o primeiro instante. De graduação contida a rondar os 12% Vol. o vinho mostra-se fresco com uma fina mas rendilhada complexidade, os aromas da casta mostram-se de forma ordeira num todo equilibrado, harmonioso, delicado e fresco. Dá uma boa prova conseguindo balancear leve docinho com ponta de secura, mediano no corpo, fruta e flores, sem exageros é delicado mas com boa presença. Um par fantástico a acompanhar um bisque de lagosta, o preço ronda os 10€ cada garrafa. 90 pts
23 janeiro 2015
José Maria da Fonseca Garrafeira TE 1992
Dando continuidade a vinhos onde a Castelão mostra todo o seu esplendor, neste caso apenas 65% já que dos restantes ficou encarregue a Cabernet Sauvignon, das vinhas situadas na Quinta de Camarate (José Maria da Fonseca) plantadas em solos Argilo-Calcários. Este TE (Tinto Especial) sofreu um longo processo de estágio, quer em madeira quer em garrafa, antes de ser colocado no mercado. Aqui a presença da Cabernet Sauvignon faz toda a diferença e atira o vinho para um registo bem diferente daquilo que o CO e o RA nos mostram.
A rápida evolução que a Castelão mostra ter em garrafa fica aqui suportada pela Cabernet Sauvignon, o vinho nesta altura encontra-se macio e delicado, com bouquet de grande qualidade onde as castas se combinam muito bem com a madeira. Harmonia total de um conjunto que apresenta o normal desgaste do tempo, pedindo paciência e pratos delicados, como por exemplo um arroz de pato no forno. 92 pts
A rápida evolução que a Castelão mostra ter em garrafa fica aqui suportada pela Cabernet Sauvignon, o vinho nesta altura encontra-se macio e delicado, com bouquet de grande qualidade onde as castas se combinam muito bem com a madeira. Harmonia total de um conjunto que apresenta o normal desgaste do tempo, pedindo paciência e pratos delicados, como por exemplo um arroz de pato no forno. 92 pts
21 janeiro 2015
José Maria da Fonseca Garrafeira CO 1990
Foi em 1945 que a José Maria da Fonseca começou a lançar os seus famosos Garrafeira que ostentavam as enigmáticas siglas, P, DA, AE, CB, EV, MC, TE, RA ou CO. Hoje em dia essas marcas fazem parte do século passado, as siglas descodificadas: P Passarela (Dão), DA Dão Albuquerque (Dão - Casa da Insua), AE Alentejo Estremoz (actual Quinta Dona Maria), CB Cova da Beira, EV Engenheiro Vieira (Prof. Manuel Vieira), CO Clara de Ovo (Castelão de argilo-calcários), TE Tinto Especial (Quinta de Camarate) e RA Região Algeruz (Castelão de areias).
A prova deste Garrafeira CO 1990 permite entender o comportamento da casta Castelão quando bem trabalhada em solos argilo-cálcarios. Com um conjunto muito fino e equilibrado, a fruta perdeu peso embora continue fresca e envolta numa capa fina de geleia, apontamentos de charuto, couro, pimenta, tudo com muita elegância. Notas terrosas, num bouquet bem característico da casta em modo adulto. Um vinho de puro prazer, frutado e macio no palato, saboroso sem massacrar e a pedir sempre mais um copo.Acompanhou com mestria um pernil de borrego no forno. 92 pts
Periquita Superyor 2009
Continuando na senda da casta Castelão, vamos até à Península de Setúbal onde José Maria da Fonseca compra no ano de 1846 a propriedade de nome Cova da Periquita. Nesse mesmo local plantou as primeiras cepas da casta Castelão, que ele próprio havia trazido do Ribatejo. O vinho ali produzido, conhecido como o vinho da Periquita, desde cedo se destacou pela qualidade, surgindo assim a marca Periquita. A fama da casta rapidamente a fez espalhar pela região, sendo hoje em dia responsável pelos grandes vinhos ali produzidos, tal como este Periquita Superyor cujo preço ronda os 35€.
Elaborado a partir de vinhas velhas em solos arenosos, foi pisado a pés tendo estagiado 22 meses em barricas novas de carvalho francês. Desde o primeiro contacto que se mostra dotado de uma bonita complexidade. Conquista pela frescura da fruta que surge gorda e suculenta (ameixas, bagas vermelhas) lambuzada por suave compota a embalar todo um conjunto. Harmonioso e bem aconchegado pela madeira, especiarias e toques florais, algum balsâmico em fundo, tudo muito limpo e por camadas. Na prova de boca entra amplo e conquistador, muito prazer, firme com frescura e a fruta a explodir de sabor, um vinho amplo, com final longo e persistente, os taninos ainda brincam dando sinal de uma larga vila pela frente. 94 pts
13 julho 2014
BSE branco seco especial 2013
É produto da José Maria da Fonseca, um vinho bem disposto que é tão fácil encontrar como de beber, nada complicado assenta na frescura e qualidade da fruta e acima de tudo está muito bem feito. Repetindo o que disse na colheita passada, acompanha saladas, marisco, peixe grelhado e comida com toque oriental, desde que não muito puxada no tempero, sushi e companhia são bem vindos. Muita fruta madura e cheirosa, tropical com frutos de pomar nos aromas e sabores, fino e delicado mas com boa presença na boca, vincado por uma boa acidez em final seco. Preço de 3,50€ ... 87 pts
22 dezembro 2013
Colecção Privada Domingos Soares Franco Espumante Moscatel Roxo Rosé 2012
Será certamente o exemplar mais exótico provado nos últimos meses, na verdade este espumante oriundo da José Maria da Fonseca consegue dotar-se qual ave do paraíso de algo diferente e que nos prende a atenção num conjunto aromático muito picuinhas, pouco exuberante, quase que perfume de menina. Um toque de lichia, meloa e floral suave, água de rosas, envolvente e muito simpático. Na boca mostra frescura, corpo delicado indo ao encontro da prova de nariz, diferente muito diferente, por isso mesmo o preço ronda os quase 15€ e valerá sempre a pena para apreciadores de espécies exóticas. Bebeu-se alegremente a acompanhar uns quantos acepipes na base de uma boa conversa. 89 pts
04 dezembro 2013
Pasmados branco 2009
A todos os que possam questionar qual o branco topo de gama do produtor José Maria da Fonseca, a resposta é Pasmados branco, este mesmo que agora nos chega ao copo. Estranhamente ou não, (Viosinho (50%), Arinto (30%) e Viognier (20%) de 2009, este vinho apenas é lançado (PVP: 7,49€) após um período mínimo de dois anos durante os quais fermenta, estagia e repousa nas caves do produtor.
Um que vinho que se sente diferente no primeiro contacto devido à normal evolução que já leva no tempo, muita fruta madura (pêra, alperce, limão) com geleia, petrolina ligeira, sensação de untuosidade, frescura, notas de estrela de anis num misto de fina e delicada complexidade. Na boca é um vinho onde a fruta se destaca acompanhada por um toque untuoso e bem coberto por uma acidez que lhe percorre todo o palato, secura sentida no final que lhe aguça a voracidade na mesa, embora com toda a sensação de cremosidade com notas de evolução chame por peixes nobres no forno ou com um Queijo de Azeitão a acompanhar. 91 pts
21 outubro 2013
Domingos Soares Franco Colecção Privada Syrah/Touriga Francesa 2011
Das últimas criações a entrar no lote da Colecção Privada do Enólogo Domingos Soares Franco, uns pequenos ensaios que todos os anos nos brindam com vinhos diferentes e em alguns casos bem ousados. Desta vez juntou-se Syrah (95%) com a Touriga Francesa(5%), resultou um vinho guloso, com boa frescura e bastante apetecível, mediana intensidade que mostra fruto maduro e cheiroso, muitas bagas escuras, ameixa e chá preto. Perfumado por toque de hortelã, o vinho carregado de fruta macerada mostra uma boa complexidade, embalado numa frescura que o guia do princípio ao fim. Boca a condizer com o que já foi dito, mediano corpo com passagem saborosa e muito agradável, ponta de secura no final de boa persistência. 91 pts
02 outubro 2013
Vale dos Barris Moscatel branco 2012
O vinho que se segue entra a tarde e a más horas, deveria ter sido colocado no início do tempo mais quente porque na sua essência mora aquilo a que se pode apelidar de vinho de Verão ou até de esplanada. Provei este vinho num jantar de família, foi-me dado a provar pelo meu irmão, que pouco ou nenhum tempo perde com vinhos mas não deixa de ser esquisito e exigente na qualidade, no vinho e em tudo. Relembro que este branco da Adega de Palmela não chega a custar uma moeda de dois euros, penso que fica na casa dos 1,89€ que o coloca com uma relação preço/satisfação muito alta.
Naquele final de tarde foi servido bem fresco a acompanhar umas entradas, conquistou pela abordagem que poderei classificar de bem disposta, cheiroso e boémio, carregado de aromas festivos, soltos e alegres, farripas de laranja e limão, pétalas de rosa, tudo convidativo sem enjoar. Boca em harmonia com a prova de nariz, frescura com presença de fruta sumarenta, num vinho simples e bastante directo com boa presença no palato. Terá sido toda esta facilidade na abordagem, o querer beber e não ter vontade de andar de roda do copo, algo que me soubesse bem após chegar da praia e que fosse bom companheiro de comida tão simples como uma salada de frango e laranja, que o transformou num dos vinhos que mais bebi este Verão.
02 agosto 2013
Periquita branco 2012
Branco correcto e bem feito, junta as castas Moscatel de Setúbal e Verdelho com Viognier e Viosinho. Enquanto as duas primeiras lhe conferem os aromas de fruta e flores as outras duas trabalham para lhe conferir a boa dose de acidez que mostra ter. É um vinho descontraído de fácil abordagem e pronto para um consumo casual. 87 pts
17 julho 2013
Periquita Reserva 2010
Mais sério e apelativo que nunca, na realidade já mudou novamente de camisola, aparece com nova roupagem mas continua apelativo e a proporcionar prazer à descarada mesmo que sem pedir muito por isso ronda os 8€, um atrevimento total deste Reserva 2010. Alguns podem dizer que não apreciam tamanho atrevimento, que não gostam de tanto movimento no copo, que não apreciam este tipo de facilitismos que o vinho nos proporciona, mas a verdade é que tudo aquilo que mostra está no ponto certo e enquanto o carvão crepitava na grelha, a carne ia sendo servida a bom ritmo.
No seu aroma moderno, coisa boa de cheirar com frescura, fruta redonda com toque de bálsamo, tarte de chocolate e amoras com aquele toque de madeira nova presente a embrulhar tudo. Tem harmonia que remete para a gulodice, no miolo o toque herbáceo comanda, especiaria doce com canela e bombom de cereja no final. Boca com frescura, fruta que rebenta de sabor, saboroso com bom corpo a mostrar presença sumarenta no palato, final longo com alguma secura. Um vinho para gente que gosta de festa, que gosta de se divertir e beber uns copos enquanto conversa e a carne vai saindo da grelha, para ser bebido a acompanhar o churrasco e uma generosa quantidade de molhos à escolha. 90 pts
05 julho 2013
Domingos Soares Franco Colecçao Privada Grüner Veltliner, Rabigato e Viognier 2012
Com a calorina instalada vem a época dos vinhos mais frescos e ligeiros, pede-se baixa graduação com os aromas primários aos saltos a fazerem as nossas delícias. O palato pede frescura, limpeza de aromas, vinhos que sem nos bater muito nos deixem refrescados nem que seja por um mero instante. Neste caso abre-se a garrafa e vai à mesa, os olhos esbugalhados fitam o rótulo uma, duas, três, muitas vezes, aqueles nomes são desconhecidos, mora por ali algo de estranho.
A culpa é do rocambolesco lote que compõe este vinho da Colecção Privada Domingos Soares Franco (José Maria da Fonseca). O vinho foi bebido com agrado embora não tenha deixado vontade de repetir, mostra-se tão delicado de aromas que quase parece uma fina rede de cristal, apertado e condensado com tudo bem juntinho, na verdade o vinho parece não ter ombros, manda a fruta (citrinos) com toque vegetal em fundo alargado ao mineral. Boca com boa acidez, algo vago e parece ter ligeira quebra a meio palato, de resto a mostrar-se como no nariz, no final é seco e de boa persistência. Pelo lote não lhe vi grande factor diferenciação e neste caso pelos quase 10€ que pedem por ele há alternativas muito superios no que a qualidade diz respeito. 88 pts
18 junho 2013
Domingos Soares Franco Colecção Privada Verdelho 2012
É a mais recente aventura em formato Colecção Privada de um dos nomes maiores do vinho em Portugal, Domingos Soares Franco (José Maria da Fonseca). Nesta Colecção há lugar para um pouco de tudo, acima de tudo nota-se que a imaginação não tem limites e a experimentação e o factor novidade e irreverência vêm ao de cima. Desta vez dá-se seguimento a uma aposta na casta Verdelho, com um golpe de Verdejo para condimentar um pouco o resultado final que a meu ver se revelou o mais bem conseguido até à data.
De nariz bem fresco com perfil marcadamente vegetal fresco (rama de tomate) e com boa dose de citrinos (lima, toranja), folha de louro, tudo muito bem composto e equilibrado, num fundo onde se sente alguma mineralidade. Na boca tem entrada fresca e suave, muito limonado no palato em corpo mediano com sabor da fruta bem marcado, fim com alguma secura e prolongada persistência que termina com ponta mineral. O preço indicado ronda os 10€, acompanhou uma salada de rucula com maçã, azeite e camarão, tudo isto com um golpe de limão. 90 pts
29 abril 2013
BSE branco seco especial 2012
Um vinho que dispensa grande apresentação tal a tradição que goza às mesas. É produto da José Maria da Fonseca, um vinho bem disposto, divertido, que se serve e acompanha as entradas, o vinho para descontrair, conversar, o artista que se bebe enquanto se vai cumprimentando quem está e quem chega. Sirva-se bem fresco, a polivalência que detém faz com que acompanhe saladas, marisco, peixe grelhado e comida com toque oriental, desde que não muito puxada no tempero, sushi e companhia são bem vindos. Muita fruta madura e cheirosa, tropical com frutos de pomar nos aromas e sabores, todo ele rendilhado, fino e delicado mas com presença de recorte vincado, boa acidez com um todo que no final é seco. Preço de 3,50€ ... 87 pts
14 abril 2013
Quinta de Camarate branco seco 2012

A primeira coisa que notei quando olhei para a garrafa foi na dita ovelhinha a traçado verde, invoca-se desta maneira as ovelhas na dita Quinta e por sua vez o famoso e excelente Queijo de Azeitão que ali se produz, mensagem subliminar que remete para o casamento entre o queijo e o vinho, caso o tinto venha com um borrego espero que seja bom para o ensopado. Com esta recente mudança de visual agora temos um simpático animal a fitar-nos durante toda a refeição, o vinho vale por si como já nos tem vindo a acostumar desde 1985, mesmo com as respectivas afinações que tem vindo a sofrer com a passada do tempo. No tempo que corre o lote é Alvarinho e Verdelho, todo ele bastante fresco de aromas, muito boa a acidez na boca tal como a secura que o empurra na direcção da mesa. Aromaticamente bem falante, nada de espalhafato, sério e composto, toque vegetal que marca o compasso, flores brancas, fruto tropical e alguma baunilha (arredondamento ligeiro). Na boca entra com sabor a fruta, ligeiramente arredondado e macio no palato, com fundo fresco e seco. Acompanhou uma divinal sopa de cação. 90 pts
14 março 2013
Damasceno 2011
Os Vinhos Damasceno nascem junto ao lugar do Poceirão (Palmela), o nome que ostentam é fruto da homenagem a Domingos Damasceno de Carvalho. Recentemente foram comprados pela empresa SOTA deixando assim a família Damasceno, mas continuando com a marca.
O vinho que agora falo sob nova e bonita roupagem, é o Damasceno tinto da colheita 2011, Syrah (80%) e Cabernet Sauvignon (20%) cujo preço ronda os 8€.
O vinho que agora falo sob nova e bonita roupagem, é o Damasceno tinto da colheita 2011, Syrah (80%) e Cabernet Sauvignon (20%) cujo preço ronda os 8€.
Um vinho que marcou pela diferença, porque ao contrário de um simples despejar de fruta madura e ficar especado no copo à espera que alguém lhe diga alguma coisa, tem mais para nos oferecer, um travo combinado entre especiaria/vegetal que se destacou logo de início, com a barrica bem montada, chocolate de leite e fruta madura de carácter roliço (bagas, amora) a surgir de seguida.
Conjunto de boa intensidade aromática, muito pronto a beber, prova de boca com entrada saborosa, médio no corpo e presença, nota-se que tem harmonia, toque vegetal a meio palato com final de mediana persistência.
Conjunto de boa intensidade aromática, muito pronto a beber, prova de boca com entrada saborosa, médio no corpo e presença, nota-se que tem harmonia, toque vegetal a meio palato com final de mediana persistência.
É vinho para a mesa, ainda com alguns taninos de fundo a pedirem um prato com algum tempero, acompanhei com uma excelente Jardineira de Vitela, onde o toque do feijão verde e a especiaria fizeram aqui a diferença para melhor.
Um vinho diferente, bem feito e que merece sem dúvida alguma ser conhecido e mais que tudo... bebido. 89pts
Um vinho diferente, bem feito e que merece sem dúvida alguma ser conhecido e mais que tudo... bebido. 89pts
06 setembro 2012
Periquita Reserva 2009
O Periquita foi reinventado, surge com novo disfarce, nova roupagem que o transforma noutro vinho mais ao gosto das línguas estrangeiras. Daquele vinho que ganhou nome da "Cova" onde nasceu pouco nos resta, daquele vinho que deu nome à casta por ser feito da mesma... pouco resta, tudo muda e tudo passa. Hoje o que nos cai no copo em jeito de Reserva é um tinto moderno, cheio de tiques massificados pela urbe e tanto que eu gostava de ter encontrado aqui um 100% Castelão de vinhas velhas. Deste Reserva o que salta à vista é um vinho moderno, pleno de equilíbrio e lascivo apontamento adocicado combinado pela fruta e barrica. Na boca replica tudo o encontrado no nariz, boa presença, gordo, redondo e com frescura, tudo muito tentador mas não deixo de pensar como o Periquita Clássico me deixa saudades. 90pts
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