A Graham´s não tem tradição neste tipo de Vinho do Porto, pelo que apenas ocasionalmente coloca lotes exclusivos e de pequena quantidade dos seus Colheitas. Para este 1969 Charles Symington provou cada um dos 21 barris e escolheu seis como excepcionais, que deram origem a pouco mais do que 712 garrafas. Aqui entramos no patamar da excelência tal a qualidade do vinho, capta no imediato a atenção pelo bouquet rico e perfumado, enorme elegância com notas de damasco, fruto seco (nozes), especiarias, tom de laranja cristalizada, madeira antiga encerada, amplo e profundo. Boca com muita frescura, envolvente e requintado, parece que nada falha, untuosidade que se prolonga num final macio e longo a invocar notas de especiarias e frutos secos. Um vinho luxuoso que na altura do lançamento tinha um preço a rondar os 350€, hoje pela raridade o preço será sem dúvida mais alto. 97 pts
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28 fevereiro 2019
26 fevereiro 2019
Kopke Colheita 1937
Quando um vinho desta idade e respetiva complexidade nos cai no copo apenas nos resta o silêncio para que ele nos conte tudo aquilo que lhe vai na alma. Neste caso é um grandioso Colheita datado de 1937, muito complexo cheio de bálsamos, fruta passa (figo, ameixa) bem definida, toque guloso a recordar mel de esteva, caramelo com frutos secos num tom mais de amêndoa, madeira antiga. Envolto numa boa frescura que lhe dá vida, numa boca a preencher o palato de requinte, untuoso com fruto seco, muito equilibrio num final muito longo e delicioso. É o vinho perfeio para um fim de noite tranquilo enquanto se conversa com os amigos. O preço ronda os 490€ por garrafa, tendo neste caso sempre muita atenção para comprar sempre o engarrafamento mais recente, onde a vida e frescura estão mais presentes. 95 pts
13 fevereiro 2019
Barros Colheita 1950
De volta ao Vinho do Porto com mais um Barros Colheita, depois de já ter aqui colocado o Barros Colheita 1974 volto agora com o Colheita 1950 com o preço a rondar os 300€ a garrafa. Um vinho com rebordo ligeiramente esverdeado a indicar a idade, sente-se a complexidade a transbordar para fora do copo, melado com aroma cheio de frutos secos, madeira velha com ligeira nota fumada e até alguma austeridade em fundo. Grande elegância com frescura, profundo e envolvente conjunto a marcar o palato com sabores vincados mas ao mesmo tempo harmoniosos e delicados. Perfeito a acompanhar um bolo de noz com caramelo. 96 pts
24 abril 2018
Barros Colheita 1974
Em vésperas do 25 Abril, Dia da Liberdade, deixo a sugestão desta edição comemorativa, um Barros Colheita 1974. Num delicioso momento de forma, caracteriza-se pela elegância e delicadeza de todo o seu conjunto, rico na complexidade. Aroma dominado pelo aroma de frutos secos, muito bolo inglês acompanhado de caramelo salgado, madeira velha, conjunto com boa frescura e precisão. Na boca é mais seco e delicado, portanto menos untuoso e com menos "gordura" que outros vinhos do estilo, perde com isto largueza e presença. O preço ronda os 99€ e é um vinho para comemorar, sozinho ou com amigos, à liberdade. 93 pts
20 abril 2018
Cálem Colheita 1961
Fundada em 1859, por António Alves Cálem, a Porto Cálem manteve-se na mesma família durante quatro gerações e sempre prestou grande atenção à produção de Vinhos do Porto de qualidade, resultando num reconhecimento por parte de todo o Mundo do Vinho. Este Colheita 1961 é um belíssimo vinho a mostrar uma faceta mais seca no seu perfil. Aroma concentrado e envolvente, bastante coeso, cheio de notas de frutos secos, figo em passa, caramelo salgado com uma fina nota especiada. Na boca a mostrar um belo equilibrio com aquele toque envolvente das madeiras velhas, amêndoa torrada, muita frescura, ligeiro caramelo amargo, enorme final de boca de um vinho complexo, fresco e que gosta de ter tempo no copo para se mostrar. Preço a rondar os 160€. 95 pts
13 março 2018
Taylor’s 325º Aniversário
Em prova o vinho comemorativo dos 325 anos da Taylor´s onde se destaca a garrafa, um recriação baseada numa antiga garrafa (onion bottle) do final do século XVII, com data próxima da fundação da Taylor´s. O conteúdo é um Tawny Reserve criado a partir de uma rigorosa selecção de vinhos destinados aos futuros Tawnies de 10, 20, 30 e 40 anos. É um vinho consensual e de fácil abordagem, delicado e misturando a complexidade dos lotes mais velhos com a juventude dos lotes mais novos que parecem dominar o conjunto. Aroma de boa complexidade,com alguma fruta fresca (romã,cereja) e fruta passa (figo, laranja, cereja) a lembrar bolo inglês,grão de café e especiarias. Boca a condizer com tudo muito certinho, frescura com o centro bem arredondado e guloso, num final com alguma secura a mostrar-se apelativo e bastante directo. Continuo a achar que a garrafa acaba por tornar-se mais apelativa do que o vinho que lá vem dentro, mesmo custando como disseram no lançamento, uns "acessíveis" 35€. 91 pts
08 março 2018
Niepoort Colheita 1963
Saltou para a mesa no final do jantar, como tantas outras o têm feito, num momento de partilha para ir bebendo enquanto se conversava. Os colheita da casa Niepoort são muito provavelmente dos melhores que podemos encontrar nesta categoria de excelência e este é disso exemplo. Bouquet de compêndio no que aos aromas diz respeito, está tudo o que queremos, gostamos e esperamos encontrar num colheita com esta idade e deste gabarito. Acima de tudo com uma frescura que lhe dá vivacidade, não tanta como teria num engarrafamento mais recente, mas o vinho mostrou-se um verdadeiro gentleman. E por mais que seja o rodopio no copo a complexidade vai-se desdobrando, enorme persistência numa boca que ao mesmo tempo aconchega num embalo inicial fresco, untuoso e com caramelo salgado, para terminar com uma boa dose de secura. A garrafa já vazia ainda ali está guardada, para sempre que olhar para ela me lembrar daquela noite, dos amigos e das gargalhadas... porque a vida é para ser preenchida por momentos assim. 97 pts
05 janeiro 2018
Fonseca Tawny 10 Anos
Segundo informa a casa Fonseca, durante o mês de janeiro, depois de cada vindima, a Fonseca separa uma reserva de vinhos do Porto de qualidade Vintage, muito concentrados e potentes. Estes vinhos são selecionados fundamentalmente a partir das próprias quintas da empresa e avaliados segundo o seu potencial de envelhecimento. São estes vinhos que à medida que vão envelhecendo, vão ficando mais aloirados fruto do processo de oxidação no casco. Um Tawny 10 Anos é por isso um vinho cujo lote final tem uma média de permanência em casco de 10 anos, podendo haver lotes mais velhos e outros mais novos neste puzzle perfeitamente montado. Surge com notas de fruta em geleia, frescura com notas soltas de frutos secos, muito bolo inglês, madeira velha num todo muito elegante e cheio de energia. Boca com grande presença da fruta com ameixa em passa, fruto seco em segundo plano, grande equilibrio entre frescura/doçura num final seco e pronunciado. É um valor seguro entre os Porto 10 Anos, o preço ronda os 20€. 91 pts
04 janeiro 2018
Kopke Colheita 1965
A Casa Kopke, fundada em 1638 por Christiano Kopke, é a mais antiga casa de Vinho do Porto e faz parte desde 2006 da Sogevinus. Os Colheita desta casa são exemplo do que de melhor esta categoria de Vinho do Porto nos tem para mostrar. São vinhos capazes de tornar qualquer noite num momento único. Este Colheita 1965 é disso exemplo, com uma evolução no copo fascinante, tanto pela capacidade com que se desdobra em camadas de aromas e sabores, como pela qualidade e pureza daquilo que vai mostrando qual catálago bem aprimorado. O tom é aconchegante e ao mesmo tempo fresco, sempre num toque de caramelo salgado com tons de fruta passa e fruto seco torrado, licor, caixa de especiarias com notas de madeira velha... Na boca mostra-se luxuoso, com uma belíssima acidez que o envolve, tudo muito equilibrado num final interminável e sedutor. 97 pts
19 novembro 2017
Quinta do Noval Colheita 1937
O ano de 1937 foi marcado pela coroação do Rei George VI de Inglaterra, data em que a ponte Golden Gate (São Francisco) foi também inaugurada e J. R. R. Tolkien publica 'The Hobbit'. Apenas um vinho como este Quinta da Noval Colheita 1937 poderia estar à altura de tamanhos acontecimentos. Estrondoso tawny velho a mostrar uma fantástica complexidade, fruto seco, grande definição, especiarias, marmelada, caixa de tabaco e madeira velha. Palato luxuoso, com uma belíssima acidez. Tudo muito equilibrado com camadas de sabor que nos guiam num final interminável e sedutor. 97 pts
06 novembro 2017
Cálem Colheita 1989
Nasce nas Caves da Cálem este Colheita 1989, engarrafado em 2010, de aroma convidativo, complexo e sedutor. Marcado pelo fruto seco com alfarroba e figo em passa, muito coeso, ligeiro caramelo salgado, algum verniz e notas licoradas com folha de tabaco seco. Boca cheia de sabor, arredondado de inicio com fresco e prolongado final, onde a secura e a nota de fruto seco predomina, enquanto de inicio nos seduz com notas mais mornas e doces como as passas de figo. Grande harmonia e equilíbrio num conjunto de grande qualidade a dar muito prazer a solo ou à mesa. Compra-se por coisa de 45€ 94 pts.
31 outubro 2016
Graham´s Colheita 1982
Fundada em 1820, a Graham’s é uma empresa independente, detida a 100% pela família Symington, produtores de Vinho do Porto desde o século XIX e cujos antepassados estiveram na origem das primeiras exportações de Porto em 1652. Para assinalar o nascimento do novo príncipe britânico, George de Cambridge, a Graham´s engarrafou um Porto Colheita de 1982, ano de nascimento do duque e da duquesa de Cambridge – William e Kate. Uma edição comemorativa, muito limitada em termos de quantidade de garrafas, tem um PVP de 120€, formato garrafa 75 cl. O Porto Colheita 1982 envelheceu durante mais de 30 anos em cascos de carvalho avinhados, nas caves da Graham’s.
Sedutor de aroma, complexo e muito preciso nos aromas, com ligeiro toffee a envolver um conjunto de grande classe. Provado recentemente ao lado dos seus irmãos mais velhos, 1952, 1969 e 1972, mostra ser o mais sereno e calmo de todos, aquele onde a frescura se mostra menos espevitada dando uma prova muito elegante e envolvente, num registo mais rechonchudo e cheio de sabor. 94 pts
18 outubro 2016
Fernão de Magalhães Porto 10 Anos
Uma Adega Cooperativa forte, seja em que região for, ajuda de certo modo a nivelar a qualidade dos vinhos da região onde está inserida. Grandes exemplos como Adega de Borba, Vidigueira, Cartaxo, Cantanhede ou Monção, são autênticos portos de abrigo dos consumidores na hora da compra. Neste caso damos um salto ao Douro, mais propriamente à Adega Cooperativa de Sabrosa, de onde nos chega este Fernão de Magalhães Porto 10 Anos, preço a rondar os 9,50€. Desconhecia os seus vinhos, que se apresentam com o nome do navegador Fernão de Magalhães, nascido em Sabrosa, e pelo que mostraram foram uma boa surpresa, daquela que se pode vir a afirmar como a Adega Cooperativa de referência no Douro. Um Porto 10 Anos que se mostra dono de uma boa complexidade, nota de barrica velha com toque de fumo que cobre em certa medida os aromas de fruto seco e fruto em passa, algum caramelo. Dá uma prova com boa frescura e presença na boca, num estilo algo mais rústico e menos refinado que o de outras casas. Acompanhamento feliz com um bolo de noz. 89 pts
08 junho 2016
Graham's 20 Anos
Um Tawny 20 Anos será muito provavelmente uma das minhas grandes perdições, o que "quase me obriga" a ter sempre que posso uma garrafa aberta aqui por casa. De perfil nem muito jovem nem muito velho, é perfeito para o fim da refeição ou simplesmente capaz de preencher aquele momento de merecido descanso ao final da noite no sofá. O lote pode variar com maior ou menor percentagem de vinho velho, com a paleta de aromas e sabores a mostrar isso mesmo, quanto mais velhos os vinhos que entram no lote mais complexo e refinado o vinho se mostra, e isso é algo que se reflecte no preço final. Neste caso ronda os 36€ por garrafa, o que o coloca com uma enorme relação preço/satisfação dentro da oferta dos Tawny 20 Anos. Conquista pelo misto de untuosidade/frescura, rico na complexidade com aromas envolventes e de tom morno, fruta passa (tâmaras,damasco), especiaria doce, ligeiro fruto seco torrado... A prova de boca é de belíssima presença, afirmativo e ao mesmo tempo de enorme elegância, roliço e com boa frescura, enche o palato de sensações, terminando longo e persistente. 94 pts
30 maio 2016
Blackett Porto 20 Anos
Depois de já ter aqui referido o Blackett 30 Anos (Alchemy Wines), surge o 20 Anos que é uma verdadeira perdição. Balanço perfeito entre a energia da juventude e a sabedoria que só a idade sabe trazer, com tudo isto o resultado só pode ser muito bom. Maior presença dos frutos secos com toque de caramelo, amplo e untuoso, bem fresco, tudo a mostrar capacidade de nos cativar mais e mais. Conquistador no palato pela harmonia que mostra, ligeiramente mais seco embora com uma presença mais duradoura. É um Porto 20 Anos de grande nível, preço a rondar os 50€, que entra para o lote dos meus favoritos. É daqueles vinhos criados para acompanhar aqueles momentos só nossos, no sofá a ouvir o nosso cd favorito ou a ler o livro que nos agarra e que só o conseguimos largar quando termina, até à série que acompanhamos religiosamente ao final da noite. 94 pts
13 abril 2016
Graham´s 10 Anos
O início desta viagem pelos tawnys da Graham´s podia ter começado numa estação antes, mas escolhi este 10 Anos para o inicio desta fantástica viagem. Este Graham´s 10 Anos resulta de uma escolha criteriosa de variados lotes, uns mais velhos e outros mais jovens, num resultado final de grande qualidade. Nariz de boa complexidade e elegância, onde a fruta toma ainda conta do recado embora com aromas mais maduros e gulosos (ameixa e figo seco), mostrando-se amplo, untuoso e fresco. Os aromas de fruto seco (nozes), tabaco doce, ligeiro caramelo de leite, tudo muito equilibrado e pleno de harmonia. Passagem de boca cheia de sabor, aveludado com uma bela frescura e um longo final. Preço a rondar os 18€. 92 pts
21 dezembro 2015
Graham´s Colheita 1972
Após a aquisição da Graham's pela familia Symington em 1970, Peter Symington, então enólogo principal da casa, escolheu este vinho oriundo das vinhas mais velhas da Quinta dos Malvedos e da Quinta das Lages. Acompanhando de perto ao longo da sua carreira o estágio deste Colheita 1972, Peter Symington passou esta responsabilidade para o seu filho Charles Symington quando se reformou. Provado por duas ocasiões, com preço a rondar os 225€, o vinho como seria de esperar após mais de 40 anos de estágio em madeira, apresenta-se complexo e profundo. Rico em detalhes dominado pelos aromas que invocam fruta desidratada com os alperces em destaque, geleia de laranja e cereja, frescura, caixa de charutos, fruto seco... Boca a condizer, amplo, frescura a contrabalançar com o toque de doçura numa elegância de conjunto notável. Enche o palato de sabor, muito boa presença e um final interminável, fantástico. 96 pts
20 dezembro 2015
Blackett Porto 30 Anos
Um nome perdido na História que foi resgatado pela Alchemy Wines, Port Wines & Vineyards, Lda e mostra neste caso um vinho marcado pelo poder do tempo, capaz de sobreviver e crescer ao longo de sucessivas gerações, tal como o propósito desta nova empresa. É no estilo Tawny que reside a alma e essência daquilo que é o Vinho do Porto, o lote é uma arte dominada pela figura do master blender que na sua genialidade trata por tu todas as velhas pipas que repousam nas imensas caves. É essa figura que quase sempre passa despercebida aos olhos do consumidor e que sabendo escolher por entre centenas de barricas as que considera melhores, como quem monta um puzzle, consegue criar verdadeiras obras de arte. Neste caso um Tawny 30 Anos com uma belíssima complexidade, muito fresco bem definido, tabaco, noz, alperce cristalizado, caramelo de leite, ligeira laca, sensação de untuosidade num conjunto amplo e profundo, com final de boca guloso. Tudo muito preciso na forma como conjuga a juventude e vigor dos vinhos mais novos com a complexidade e educação dos vinhos com mais idade que lhe complementam o lote. Vinhos destes são a recompensa ideal para nos acompanhar no final de um dia de trabalho. 95 pts
07 dezembro 2015
Real Companhia Velha - Vinhos do Porto
Com mais de 250 anos de existência e de actividade ininterrupta ao serviço do Vinho do Porto, a Real Companhia Velha é a mais antiga e uma das mais emblemáticas empresas de vinho de Portugal. Fundada em 1756 durante o reinado de D.José I, por iniciativa do Marquês de Pombal, a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro também referida como Real Companhia Velha tinha como objectivo limitar a preponderância dos ingleses no comércio dos vinhos do Alto Douro e resolver a crise que a região atravessava. As suas seculares caves encontram-se instaladas em Vila Nova de Gaia e foi por lá que se deu início a esta fantástica viagem pelo mundo da Real Companhia Velha. Visitar e ficar a conhecer as Caves de Vinho do Porto é algo único, cada uma delas respira uma identidade muito própria fruto dos tesouros que guardam ao longo do passar dos anos. O ar que se respira em cada uma é diferente, a luz, os cheiros, as pipas e até mesmo o chão que pisamos. Estas caves da Real Companhia Velha emanam um carisma muito especial e mesmo não ficando "coladas" ao rio, merecem uma visita muito atenta.
Vagueando pelas caves uma das coisas que gosto de fazer quando visito estas catedrais do vinho é perder-me por entre os pipos à procura daqueles que surgem datados com o meu ano de nascimento, outra das aventuras é procurar qual o mais antigo. No decorrer desta visita fui dar com um verdadeiro tesouro, ali lado a lado estavam 1937, 1900 e 1867, que por sinal fazem parte do "Super Tawny" que a Real Companhia Velha lançou com o nome Carvalhas Memórias do Séc. XIX, numa edição de 500 garrafas a preço de 1.000€ a unidade. A base é a colheita 1867, um vinho denso, guloso e de enorme complexidade, ao mesmo tempo misterioso tal como a sua proveniência. A prova do 1900 revelou ser a mais equilibrada pela frescura/complexidade que apresenta e uma enorme presença de boca, já o 1934 algo mais rústico e com pontas soltas. Vinhos que nos fazem sonhar e em que por um breve momento dá a sensação que tudo fica parado à nossa volta, sem dúvida um momento que fica na memória.
No campo das novidades e já no mercado e no que ao estilo Ruby diz respeito, foram dados a provar dois vinhos, o Quinta das Carvalhas LBV 2010 que se mostra muito fresco e convidativo. A fruta muito limpa, airosa e madura a fazer lembrar frutos do bosque, chocolate de leite, notas balsâmicas e ervas de cheiro que recordam o passei pela Quinta das Carvalhas. Um vinho bonito e que dá bastante prazer, com passagem de boca bem saborosa, fresca e onde a fruta se mostra carnuda e macia. Fácil de se gostar mas com o apontamento necessário de seriedade que o torna infalível à mesa. 90 pts
O outro vinho apresentado foi o Real Companhia Velha Vintage 2012, muito cheio de frutos do bosque maduros e sumarentos, ponta de canela com notas de chocolate preto e alguma pimenta preta, fundo com balsâmico e geleia, num conjunto que mostra bom equilíbrio entre a doçura e a frescura. Muito harmonioso e pronto a beber, sem taninos espigados ou austeridade a fazer-se sentir, um vinho que se torna ameno no palato ao mesmo tempo saboroso e com uma boa persistência final. Será sempre boa companhia com sobremesas que misturem chocolate com frutos silvestres, ou até um queijo amanteigado. 93 pts
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27 março 2015
Ramos Pinto 20 Anos
A casa Ramos Pinto foi fundada em 1880 por Adriano Ramos Pinto quando este tinha 21 anos de idade, cedo expandiu o seu negócio e um pouco depois entrou para a sociedade o seu irmão. O pioneirismo sempre se destacou na Ramos Pinto que sedo ficou conhecida pela qualidade dos seus vinhos, dos quais agora destaco este fantástico Tawny 20 Anos. A Ramos Pinto não comercializa Colheitas, deixando os seus Tawny envelhecer ao sabor do tempo para que com a mestria do lote se atinja a plenitude no blend final, que resulta na expressão máxima do que é a alma do Vinho do Porto. Neste caso é um lote cuja média de idades ronda os 20 anos, proveniente dos vinhos de uma das mais antigas quintas do Douro, a Quinta do Bom Retiro. Com preço a rondar os 50€ estamos perante um Tawny clássico, cheio de elegância, onde a frescura dos anos mais novos se mistura com a complexidade e magnitude dos vinhos mais velhos, alguns com mais de 100 anos. É um vinho de puro prazer, companheiro de escepção para o final da refeição ou por si só para beber e meditar. Mostra uma enorme complexidade de aromas, casco velho de Porto com fruta a fazer lembrar damasco e fruto seco, casca de laranja, caramelo, iodo, tudo de forma muito elegante e profundo. Na boca é fino e elegante, untuosidade com uma boa ponta de equilibrio entre componentes, sabores a ir ao encontro do já enunciado, num final longo e muito persistente. 95 pts
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