Copo de 3: Branco
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23 abril 2022

Vale da Mata branco 2020

O Vale da Mata tem nova imagem, menos sóbria e capaz de prender o olhar. Criado nas vinhas situadas nas encostas da Serra de Aire. A qualidade essa continua a mesma de sempre. Um daqueles brancos que por coisa de 8,70€ faz as delícias à mesa com pratos de peixe, mariscos ou saladas. Preciso e focado, travo mineral com boa dose de frescura a embalar o toque floral com fruta (pomar e citrinos). Gosto da ligeira austeridade mineral que se faz notar no final, num vinho que desde a primeira edição é presença à mesa cá por casa. 91 pts

07 janeiro 2021

Redoma Reserva 2019

O Redoma Reserva (Niepoort) desde a sua primeira colheita em 1995 que se afirmou no imediato como uma referência de excelência do Douro e mesmo no panorama nacional. Colheita após colheita o seu perfil tem sido afinado, custa coisa de 25€ e hoje brilha com uma altíssima precisão de aromas e grande equilíbrio do conjunto. O vinho estagia em barricas de carvalho francês cerca de 10 meses, o resultado espelha a origem nas vinhas velhas, um vinho de estrutura firme e com uma acidez acutilante, a finesse vem a caminho com mais uns anos de garrafa, a meu ver está ainda novo demais. 94 pts

Grande Discórdia branco 2018


Informa o produtor que o seu branco topo de gama, com preço a rondar os 30€ na loja online, é produzido a partir de uvas da casta Arinto colhidas na Herdade Vale d´Évora, localidade em Mértola, baixo Alentejo. Teve estágio de nove meses em barricas usadas de 500 litros e destaca-se pela complexidade e boa expressividade da casta, envolto na gordura da barrica que lhe remete ligeiramente a fruta para um segundo plano. Inicialmente a baunilha brinca com as notas de limão, mais ácidas e limpas mas com a acidez a tomar por inteiro conta do recado. Um branco a precisar de tempo em garrafa ou pratos de conforto que lhe amparem toda a impetuosidade que leva na alma. 93 pts

05 janeiro 2021

São Sebastião Sauvignon Blanc 2019

Da Quinta de São Sebastião (Lisboa) nasce este Sauvignon Blanc agora com nova imagem, preço a rondar os 5€. Vinho claramente com nariz a mostrar a faceta mais tropical e exótica tão facilmente associado aos vinhos da Nova Zelândia que provamos pela primeira vez para ver como se comporta a casta por lá. Neste caso temos frescura associada a tons de fruta tropical, ligeiro vegetal fresco, tudo muito directo. Na boca perde-se um bocado, começa fresco e com fruta saborosa que se vai esbatendo, em final mais curto que o desejado. Sirva-se com uma entrada como por exemplo uns mexilhões ao natural. 88 pts

04 janeiro 2021

Discórdia branco 2018

A Herdade Vale d’ Évora situa-se a poucos quilómetros da bonita vila de Mértola, no baixo Alentejo. Está integrada no Parque Natural do Vale do Guadiana, beneficiando de uma paisagem marcada por terrenos de ondulação generosa, vegetação autóctone e o rio Guadiana que a serpenteia. Ao longo da propriedade, 550 hectares no total, pontuam as plantações de pinheiro manso, azinheiras e medronheiros e uma vinha, a vinha do Discórdia. Este Discórdia branco 2018 é criado a partir do lote das castas Verdelho, Arinto e Antão Vaz com estágio em cubas de inox. Preço a rondar os 8,50€ num vinho oriundo das terras de Mértola, muita frescura com a fruta fresca e um lado vegetal a mostrar-se bem exuberante, flores com toque de esteva. Conciso e algo tenso, sente-se nervura mas ao mesmo tempo o sabor da fruta faz com que aconchegue o palato. 90 pts

04 novembro 2020

Herdade do Rocim Verdelho 2019

Branco criado pela Herdade do Rocim a partir da casta Verdelho, num vinho que se mostra com uma grande frescura, complementada por sugestões de fruta tropical bem madura e limpa, que dá algum corpo ao manifesto. Mostra-se com nervo e energia, tom floral misturado com ramo de cheiros, tudo bem juntinho num branco muito agradável de se ter no copo e à mesa. O preço é de 11,75€ na loja do produtor, não admira que por lá já esteja esgotado. 91 pts

16 outubro 2020

Paço de Teixeiró branco 2019


Depois da Quinta do Côtto (Douro) o Paço de Teixeiró é a propriedade da família Montez Champalimaud na região dos Vinhos Verdes. A imagem foi recentemente alvo de uma renovação tal como os vinhos, como é o caso deste Paço de Teixeiró Branco elaborado com as castas Avesso e Loureiro, provenientes de vinhas com uma idade média de 40 anos. Muita frescura e vivacidade nos aromas de fruta, tom floral a perfumar o conjunto de muito bom nível, ideal para pratos de marisco e peixe. Um branco de muito fácil agrado com preço a rondar os 7,50€. 91 pts

15 outubro 2020

Herdade do Moinho Branco Antão Vaz 2018

É na Serra do Mendro, entre Portel e a Vidigueira, que nasce este novo topo de gama do produtor Ribafreixo. Um 100% Antão Vaz oriundo de vinhas velhas e criado pela mestria de Paulo Laureano, o vinho teve direito a todos os mimos necessários para se mostrar em grande. É uma edição muito limitada, apenas 3696 garrafas cada uma a 39,90€ na loja do produtor, num vinho com uma apresentação muito cuidada onde se destaca claramente a imponente garrafa.

A qualidade da fruta (citrino, tropical) destaca-se em grande plano pela pureza mas também pela frescura de todo o conjunto que se esbate numa ligeira untuosidade dada pela barrica. O fundo é tenso, mesmo com uma ligeira austeridade mineral num conjunto concentrado e que se vai desdobrando no copo. Dá um enorme prazer a beber, guloso mas ao mesmo tempo com uma frescura e elegância que cativa. Invejável combinação com uma Sopa de Cação. 95 pts


13 outubro 2020

Romano Cunha branco 2017

O nome Romano Cunha remete-nos para a zona Transmontana, em Vilar de Ouro de onde é oriundo este vinho. Aqui o seu produtor, Mário Cunha, tem uma filosofia muito própria e que não obedece às demandas do mercado, sai quando tiver que sair, ou como se costuma dizer, sai quando estiver no ponto. Porque manda a qualidade e acima de tudo o gosto de quem o faz. O preço esse foi ajustado e ronda os 22€ por garrafa. Quanto ao vinho é daqueles que não podemos deixar de ter umas garrafas de lado na garrafeira, o lote nascido de vinhas velhas é composto por Malvasia Fina, Côdega do Larinho, Gouveio e Moscatel Galego. Grande afinação, muito tenso e ainda alguma dureza a pedir tempo mas também muito saboroso, puro de aromas e sabores com notas de fruta de polpa amarela, floral, alguma pêra verde, ervas de cheiro, conjunto complexidade muito bonita. Saboroso e com uma frescura que o faz perdurar, ligeira untuosidade que parece colar tudo num grande equilibrio de boca. Um prazer à mesa. 94 pts

12 outubro 2020

Vidigueira Antao Vaz 2019


Para todos aqueles que procuram um branco com preço acessível e com uma qualidade acima da média a escolha pode recair com toda a confiança neste Antão Vaz oriundo das terras da Vidigueira, mais propriamente da Adega da Vidigueira. Um branco com preço a rondar os 5€ e que se torna muito agradável de ter na mesa, uma e outra vez porque o preço assim o permite, mostrando-se sempre com uma frescura de boca que convida a bebericar mais um pouco, de aromas frescos tem aquela ligeira secura de fundo que o faz acompanhar tão bem uma sopa de cação. 90 pts

09 janeiro 2020

Casa da Passarella A Descoberta branco 2017

Os malabarismos sociais estão, mesmo que de forma inconsciente, presentes na vida diária de todos nós. Muitos fazem disso vida, escrevinham artigos de opinião que não passam de isco social para fomentar conversas inócuas, outros porque o modo de vida cartilheiro sempre foi o de cair nas boas graças de quem lhes mete um convite no bolso e continuam a debitar cada vez notas mais altas. Quem fica perdido no meio de tudo isto são os vinhos que realmente bebemos e compramos, que vão ficando arredados da nossa opinião porque importa mais mostrar que se bebeu a novidade. 

Este é um desses exemplos, custou coisa de 4€, que se desmarca pela diferença e continua a ser uma das apostas a ter aqui por casa. A Casa da Passarella (Dão) dispensa apresentações, a qualidade dos vinhos fala por si e este mesmo que "barato" é um belíssimo branco para se bebericar durante a refeição. Lote de Encruzado, Malvasia e Verdelho com passagem apenas pelo inox, o resto é a franqueza da fruta e dos tons mais perfumados de flores e folhas verdes, ligeirinho na austeridade que a brincar nos oferece um conjunto muito franco e apelativo. 90 pts

08 janeiro 2020

Quinta da Fonte Souto branco 2017

Por mais que se queira disfarçar ou assobiar para o lado, o Alentejo continua a estar na moda e desta vez nem vou falar do vinho de talha mas sim da corrida ao que parece ser o novo "el dorado" do vinho nacional, a Serra de São Mamede (Portalegre). Num ápice vimos Cartuxa, Sogrape e mais recentemente a Symington, comprarem Quintas de nomeada naquela região. Neste caso a Symington comprou a Quinta da Queijeirinha que será mais reconhecida pelos vinhos Altas Quintas que ali eram criados por João Lourenço. Agora nas mãos da Symington os novos vinhos mostram novos nomes, rótulos, aromas e sabores. Em prova o primeiro branco ali criado de seu nome Quinta da Fonte Souto branco 2017, maioritariamente Arinto com um toque de Verdelho, preço a rondar os 12€. 

Destaca-se a qualidade da fruta (citrinos, pomar) bem fresca e airosa em harmonia com tom mais untuoso dado pela barrica, mas mantendo toda a frescura e vigor de um Arinto de grande qualidade. O perfume da Verdelho vai surgindo em segundo plano, muita erva de cheiro, tom mais vegetal e fresco, grande equilíbrio de conjunto, numa boca que pede comida por perto. 91 pts

05 outubro 2019

Herdade do Rocim Amphora branco 2017


Segue as pisadas do Amphora tinto, tanto na qualidade como na apetência que mostra e mostram este tipo de vinhos para acompanhar uma refeição. Neste caso o vinho de talha em branco, criado a partir das castas Antão Vaz, Perrum, Manteudo e Rabo de Ovelha que foram vinificadas de maneira tradicional em talhas de barro pesgadas. O resultado é um branco que nos enche as medidas, gastronómico, fresco, com aromas e sabores bem vincados e limpos, brinca a fruta com os apontamentos vegetais e o lado mais seco e austero com alguma resina e cera de abelha. É uma perdição a acompanhar uns carapaus fritos com migas de tomate. 91 pts

10 setembro 2019

Mamoré de Borba Vinho de Talha Branco 2018


Sovibor (Alentejo) afirma-se em três colheitas como produtor de referência no Vinho de Talha tal a qualidade dos vinhos que ali são criados pelas mãos do enólogo António Ventura. Este 2018 foi o melhor branco no I Concurso de Vinho de Talha realizado este ano. O preço a rondar os 22€, destaca-se pela definição de aromas que as uvas de vinhedo velho onde brilha a casta Antão Vaz. Um vinho de memória, a mesma memória e história que as talhas onde nasceu transportam dentro de si. Conjunto que se esbate em notas de cera de abelha a dar alguma untuosidade, tangerinas, flores e tisana. Na boca claramente a pedir comida, marcado pela fruta, novamente o toque ceroso, textura muito marcante com frescura e secura que lhe prolonga o final. 93 pts

05 setembro 2019

Duorum Branco 2018


Se o Tons de Duorum branco já é bom, este Duorum branco então é muito bom, para o preço que se consegue na casa dos 8,50€ e para todo o prazer que nos mete no copo. Este com Rabigato, Arinto, Códega do Larinho e Gouveio, com 30% do lote a fermentar em barrica o que lhe dá um maior aconchego e também uma complexidade que vai um bocado mais além do que o Tons. Abrimos para acompanhar um soufflé de peixe e camarão e a festa ficou garantida, com o vinho a mostrar muita fruta de pomar, cascas de citrinos e ligeiro amanteigado, fundo com ervas de cheiro. Apetece ir bebericando, sabe bem, corpo amaciado pela madeira, a frescura está presente e o vinho elegante consegue manter uma boa prestação ao longo de todo o jantar. No final a garrafa estava vazia, sem dúvida a melhor homenagem que se pode fazer a um vinho. 91 pts

29 agosto 2019

Quintas de Borba branco 2018


Um branco já conhecido cá de casa mas que foi com surpresa que o vi ser galardoado na versão 2018 com a Talha de Ouro ao Melhor Branco do Alentejo pelo concurso da Confraria dos Enófilos do Alentejo. Não tardei enquanto não lhe deitei a mão numa incursão à loja da Adega de Borba, onde o preço abaixo dos 4€ o torna uma verdadeira tentação. O calor apertava e as gargantas ao almoço pediam um branco fresco, frutado com toques de flores e uma acidez mais atrevida, nota-se o magano do Verdelho ali a vincar bem o perfil do branco, mais um toque de Roupeiro e Arinto para que o moço não fosse lá ficar triste sozinho. Assim que a modos o branco foi escorrendo bem fresco com uma acidez capaz de nos ir compensado o palato pelas comezainas que iam vindo da cozinha para a mesa. Terá sido o branco do Verão, pelo preço e pelo prazer que dava e continua a dar à mesa, quanto aos prémios, esqueçam lá isso. 90 pts

28 agosto 2019

Monte das Servas Escolha branco 2018


Este é o branco que serve de entrada de gama para os belíssimos vinhos a que a Herdade das Servas (Estremoz) nos tem vindo a acostumar ao longo de mais de uma década. Com a reformulação de rótulos e também da gama de vinhos, veio a mudança da enologia agora a cargo de Luís Serrano Mira e Ricardo Constantino. Este é o Monte das Servas Escolha 2018, branco feito a partir de um lote de tradicionais castas Alentejanas com 10% de Semillon. Bebido por mais que uma vez ao longo deste Verão que passou, custou cerca de 5€, mostrou-se focado na fruta fresca e madura ainda que muito esbatida num conjunto algo difuso, que é salvo por uma acidez que o arrebita ligeiramente e não o permite por momentos cair no esquecimento. 88 pts

27 agosto 2019

Ponte branco 2018


A Ponte das Canas, uma ponte medieval localizada na Herdade do Mouchão (Alentejo), deu nome a um dos icónicos vinhos do produtor, o Ponte das Canas. Agora com nova roupagem o vinho passou a ser designado apenas como Ponte. A novidade é o surgimento do Ponte branco 2018, um vinho da casta Verdelho que já por ali teve fama no ano de 1908. Numa tentativa de reviver esse vinho utilizou-se menos de um hectare de vinhedo e em 2015 fez-se uma enxertia sobre a casta Perrum com cerca de 20 anos. Nasceu assim um branco de grande qualidade, enorme frescura que envolve numa belíssima definição da fruta com travo citrino e de anis estrelado, tal como o vinho que ganha um tom mais roliço e devido aos seis meses de barrica. A produção foi pouca, cerca de 1500 garrafas a coisa de 18€ cada uma. 94 pts

18 agosto 2019

Hugo Mendes Lisboa branco 2018


O desejo de ter um projecto próprio por parte do enólogo Hugo Mendes já vem de longe. Conseguiu materializar o seu sonho com a colheita do Lisboa branco 2016, nesta fase já encontramos a colheita de 2018 num branco que procura dar a conhecer aquilo que segundo o enólogo será ou seria um possível perfil de um branco de Lisboa. Assim nasceu com base na casta Fernão Pires com toques ligeiros de Arinto e agora em 2018 com uma pitada de Vital. Com preço a rondar os 15€ é um branco ainda a pedir tempo de garrafa, o mesmo tempo que o enólogo sempre vincou ser necessário para os brancos que cria. Ficamos é com a certeza de que o vinho melhorou desde a sua primeira colheita. Este 2018, mais sério e menos trémulo, mostra mais nervo e ao mesmo tempo mais definição, mas já se deixa beber com pratos de temperança forte, neste caso acompanhou em grande um torricado de cachaço de bacalhau. 92 pts

05 julho 2019

Couquinho Superior branco 2018


A Quinta do Couquinho fica localizada no Vale da Vilariça (Douro Superior) e pertence à família Melo Trigo há mais de dois séculos. O nome dos seus vinhos surgiu associado nos primeiros lançamentos aos vinhos da Lavradores de Feitoria, empresa da qual a Quinta do Couquinho foi sócia fundadora. Apenas em 2002, os vinhos ganharam marca própria. Este vinho surge pela mão do enólogo João Brito e Cunha que escolheu as castas Viosinho e Rabigato oriundo de vinhas velhas. Resulta num branco elegante e com uma bela frescura de conjunto onde se destaca um dominante travo de vegetal fresco acompanhado por algum floral e um tom mais mineral e fumado em fundo, dando à fruta o segundo plano. Uma frescura que perdura na boca num conjunto sempre muito equilibrado e preciso, ao mesmo tempo sem excessos e com um bom final. Ronda os 11€ por garrafa e será uma aposta interessante para peixe com alguma gordura passado pela grelha. 90 pts
 
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