Copo de 3: Vinho Verde
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16 outubro 2020

Paço de Teixeiró branco 2019


Depois da Quinta do Côtto (Douro) o Paço de Teixeiró é a propriedade da família Montez Champalimaud na região dos Vinhos Verdes. A imagem foi recentemente alvo de uma renovação tal como os vinhos, como é o caso deste Paço de Teixeiró Branco elaborado com as castas Avesso e Loureiro, provenientes de vinhas com uma idade média de 40 anos. Muita frescura e vivacidade nos aromas de fruta, tom floral a perfumar o conjunto de muito bom nível, ideal para pratos de marisco e peixe. Um branco de muito fácil agrado com preço a rondar os 7,50€. 91 pts

13 janeiro 2020

Miogo Espumante Reserva 2017

A marca Miogo surgiu em 1999 e pertence à  empresa Vinhos Norte, com as suas origens na Quinta do Miogo em Guimarães. Comemora na colheita de 2019 os seus 20 anos de história e nada como brindar à saúde e sucesso da empresa, com o seu mais recente Espumante Reserva 2017 oriundo da zona dos Vinhos Verdes com base nas castas Arinto e Loureiro. Um espumante com preço a rondar os 13€, a mostrar-se alegre e bem aprumado de aromas, capaz de boas ligações com queijos secos, marisco e peixe fumado. Ligeirinho na cremosidade, mostra muita e boa fruta fresca com tons mais citrinos e em fundo um lado mais verde com tom de maçã e erva cortada. Tem tudo para brilhar à mesa em boa companhia. 90 pts

30 maio 2019

Soalheiro ALLO 2018


Do produtor dos vinhos Soalheiro (Vinho Verde) sai a nova colheita do ALLO, Alvarinho e Loureiro, cujo preço bem catita se situa perto dos 5€. A relação preço/satisfação é de elogiar uma vez mais, o vinho mostra-se num nível de qualidade a que sempre nos tem acostumado, sem falhas, nariz exuberante e cativador para depois dar uma prova de boca com uma frescura capaz de harmonizar com pratos de peixe ou marisco numa qualquer mesa em dia de mais calor.  90 pts

28 março 2019

Soalheiro Bruto Nature 2016


É novidade no mercado o primeiro espumante de Alvarinho sem adição de sulfitos, nasce assim o Soalheiro Espumante Bruto Nature. A sua origem no Soalheiro Nature que após filtração fermenta e estagia em garrafas de espumante durante 18 meses. Segundo o produtor é um espumante baseado no método ancestral onde as Pérolas de Leveduras criam o gás muito fino e delicado existente dentro da garrafa e a rolha, especialmente selecionada par o efeito, acompanha o espumante desde a sua criação e fermentação em garrafa até à abertura final. A ausência de sulfitos e de dosagem no final (bruto natural sem qualquer adição) e a permanência na cave, a temperatura baixa e constante durante 18 meses permitiu que este espumante mostre toda a elegância da casta Alvarinho numa perspetiva de maior complexidade e menos fruta.

O resultado é um espumante de boa persistência, menos fruta nos tons característicos da casta com maior complexidade do estágio, notas de fermento, algum torrado, ligeiro floral com tom delicado e muito fresco. Elegante e a encher o palato de sabor, marca bem a sua passagem com os toques de pastelaria mais acentuados, a fruta deixada para segundo plano faz a despedida numa boa persistência. Diferente sem o carácter tão assentuado da casta como os outros espumantes da casa, é no entanto excelente aposta para a mesa a acompanhar peixes de tempero mais delicado. 91 pts

06 março 2019

Soalheiro Mineral Rosé 2018


No rótulo este Soalheiro Rosé avisa-nos que é Mineral, depois tem a irreverência de juntar Alvarinho com Pinot Noir e o resultado final é de estrondo, um dos melhores rosés que nos pode cair no copo e o preço ronda os 10€. É daqueles vinhos que mal provamos pensamos logo em arranjar espaço na garrafeira para ter umas quantas prontas para o Verão, mais que um rosé é um vinho de desfrute, daqueles que se bebe com prazer e que faz uma grande companhia à mesa. A fruta desfila, airosa com uma brisa fresca a austera de fundo, tem garra e secura, não facilita em nenhum momento mas é nisso que mora o seu encanto, naquele toque de rebuçado de morango e framboesa, com o extra mais citrino da Alvarinho. A harmonia está lá com a delicadeza e tudo o mais, gulodice pura que nos faz beber sempre mais um gole com bichos do mar na grelha ou um sushi mais requintado. 94 pts

14 fevereiro 2019

Palácio da Brejoeira Alvarinho 2017


O Alvarinho do Palácio da Brejoeira nasceu pelas mãos de Amândio Galhano na colheita de 1976 e cedo ganhou o estatuto entre as referências da altura. Passados 40 anos a realidade trouxe uma nova vaga de produtores e um consequente aumento da oferta/qualidade dos vinhos brancos Portugueses. O preço ronda os 17 ou mais euros e está completamente desfazado da realidade e da concorrência mais próxima. No copo mostra-se algo estático e demasiado directo para o que pedem por ele, é isto e ponto, fresco com aroma citrino, alperce, erva cidreira num conjunto aprumado, leve secura de fundo e um final curto. Falta-lhe confirmar no copo um estatuto que já teve e do qual parece viver. Este 2017 pareceu-me ainda assim um pouco melhor que o 2016 pelo que a nota indica isso mesmo. 90 pts

09 fevereiro 2019

Paço de Teixeiró Avesso 2017

Depois da Quinta do Côtto (Douro) o Paço de Teixeiró é a propriedade da família Montez Champalimaud na região dos Vinhos Verdes. A imagem foi recentemente alvo de uma renovação tal como os vinhos, como é o caso deste extreme da casta Avesso, que se mostrou uma verdadeira surpresa. Destaca-se pelo vigor da fruta madura e limpa (pêssego, laranja, ligeiro tropical), flores brancas, mas acima de tudo pela elegância com que conjuga tudo, a barrica onde estagiou durante 12 meses com direito a 5 de battonage deu-lhe um pouco de gordura e corpo, num conjunto de belíssimo efeito. O resultado é um vinho sério mas muito apelativo que nos convida para acompanhar à mesa pratos de marisco/peixe grelhado, preço a rondar os 17€. 92 pts

27 dezembro 2018

Soalheiro Granit Alvarinho 2016


Quando os imprevistos acontecem, um Private Selection Branco que havia estado na cave durante largos anos à espera de acompanhar um Bacalhau Especial de Natal, eis que o vinho branco se apresentou sem alma nem vida, um desalento. Sem muito que pensar recorri a este Soalheiro Granit 2016, um Alvarinho de fina estirpe que se mostra mais mineral e seco que os restantes da companhia. O resultado foi pleno de satisfação, mostra um lado gastronómico muito interessante e permitiu uma ligação perfeita com os lombos de bacalhau e seus acompanhamentos, mesmo a couve galega regada com azeite desafiou por momentos embora a ligação tenha continuado numa grande harmonia de sabores/aromas. Não é o mais exuberante, nem o mais untuoso, fora de ser o mais complexou ou o mais cristalino, é aquele que pela acidez e nervo, pelo tom da fruta mais calma e serena, custa coisa de 11€ e ajudou a abrilhantar a véspera de Natal. 93 pts

26 dezembro 2018

Deu La Deu Terraços Alvarinho 2016

A marca Deu La Deu (Adega Coop. de Monção) foi comprada na altura à Real Companhia Vinícola do Norte de Portugal. Desde então que se tornou um sucesso de vendas e presença assídua à mesa de muitos consumidores, os motivos explicam-se pela sua consistência aliada a uma belíssima relação preço/satisfação. Com a colheita de 2016 nasceu  topo de gama da casa, o Terraços, que vai buscar as uvas das vinhas mais velhas e perfila-se com preço a rondar os 28,89€. É um Alvarinho com austeridade, mais seco e mineral com grande equilibrio apesar da juventude que domina o final de boca, pelo caminho encontramos o toque de uma fruta muito pura e cristalina. Belíssima presença tal como a complexidade, marca pela frescura e acutilancia, tem aquele nervo que nos guia até um final longo e seco, como que a pedir uns carabineiros grelhados por perto. Está para durar. 94 pts

05 setembro 2018

Casal Garcia Sweet


De realçar a cuidada apresentação da caixa, de resto vinho é apresentado e passo a citar: " Descontraído, refrescante e fácil de beber, Casal Garcia Sweet desafia-nos a tirar partido da sua originalidade servindo-o bem fresco com duas pedras de gelo e uma folha de hortelã. Um cocktail vínico original e de fácil preparação para os meses mais quentes de Verão."

É daqueles vinhos prontos para a festa, o público feminino então está mais que conquistado. Abre-se uma garrafa e enquanto houver vinho a conversa e a boa disposição durante o jantar estão garantidas. Não disfarça que é Verde, tem um ligeiro "pico" gasoso que se funde com uma charmosa acidez e aquela pontinha de gulodice que os 70 gramas de açúcar residual lhe conferem. Custa coisa de 3,99€ em superfície comercial e é asseguradamente um doce e fresco animador de festas.

12 agosto 2018

Quinta da Aveleda Alvarinho 2017


Um Alvarinho da Quinta da Aveleda que se apresenta bem harmonioso, talvez demasiadamente harmonioso e aveludado, que faz com que a casta perca energia e fique mais parada do que o costume. O preço ronda os 5€ para um vinho de fácil agrado, tem tudo para se gostar dele, frescura, fruta no ponto, perde-se depois naquela falta de energia e presença que o faria agitar um pouco mais os sentidos. 89 pts

06 agosto 2018

João Portugal Ramos Loureiro 2017


Um Loureiro da autoria do produtor João Portugal Ramos na região dos Vinhos Verdes. Fresco e com boa dose de elegância, com fruta sem excesso, que se mostra limpa e bem fresca. E nessa sua apetência para a mesa, sobressai o tom mais citrino da fruta envolta em flores. O rasto de fundo mineral muito ligeiro limpa o palato, tornando-se muito agradável de ter e de ir bebendo. Preço a rondar os 3,99€. 89 pts

05 agosto 2018

QM Alvarinho 2017


Das Quintas de Melgaço sai este QM Alvarinho 2017,  um vinho feito exclusivamente com uvas da casta Alvarinho, da Sub-Região de Monção e Melgaço. O preço ronda os 8,50€ num branco de perfil fresco com boa harmonia e equilíbrio em destaque, com aromas de fruta tropical, algum pêssego, flores e notas cítricas. A sua acidez fornece a vivacidade suficiente para lhe prolongar o prazer durante toda a refeição. Um daqueles valores seguros colheita após colheita. 90 pts

03 agosto 2018

Quinta da Aveleda Loureiro/Alvarinho 2017



Produzido em exclusivo com as melhores uvas da Quinta, o Quinta da Aveleda é a expressão máxima da paixão da Família Guedes pelo vinho. Lote das castas Loureiro e Alvarinho, um branco pleno de harmonia com aromas frescos e polidos, muito franco e de abordagem jovial. Casamento feliz das duas castas, flores brancas e notas de alguma fruta tropical, que pelos 3,50€ que custa e pela boa qualidade vale a pena ter a sua companhia sempre por perto. 88 pts

03 julho 2018

QM Nature Alvarinho 2016

Do produtor Quintas de Melgaço (Vinhos Verdes) sai este Nature Alvarinho 2016 com passagem apenas por inox e com um preço de 17,50€. Um vinho da Sub-Região de Monção e Melgaço, em que se procura mostrar um Alvarinho mais puro e natural. Encontramos um vinho coeso de aromas, com uma complexidade ainda a precisar de tempo em garrafa para se organizar e expandir. Por agora são os tons mais minerais e cítricos, alguma fruta de caroço, que se mostram em primeiro plano com flores brancas e uma austeridade mineral em fundo que lhe confere um travo seco e prolongado. Uma excelente companhia para umas postas de peixe espada na grelha. 92 pts

02 maio 2018

Contradição Alvarinho 2014

Os Produtores de Vinhos Alvarinho de Monção (PROVAM) lançaram recentemente este Contradição Alvarinho 2014 que se afirma como o seu novo topo de gama. Um vinho de homenagem aos fundadores da empresa, fermentado e estagiado em barricas muito antigas, durante 7 meses, após o qual, sofre o estágio de 1 ano em garrafa. No tom amarelo dourado faz a sua apresentação, toque fumado com citrinos muito maduros, flores amarelas, tisana, biscoito de limão, fruto de pomar e pelo meio a frescura que o suporta. Na boca mostra que é saboroso e fresco, embora algo esbatido no final, mostrando no seu todo um conjunto que esperava mais limpo, pronunciado e afirmativo. Pelos 26,90€ que custou, é caro para aquilo que mostra no copo. 91 pts

10 abril 2018

Soalheiro Alvarinho Primeiras Vinhas 2016


A todos os níveis notável pela qualidade, mas acima de tudo pela consistência, que o Soalheiro Primeiras Vinhas tem sido capaz de mostrar ao longo de cada colheia. A nova edição vem melhor que nunca, tenso e mineral, muito limpo e com a fruta de caroço dominada pelo pendor ainda austero que lhe comanda a alma nos primeiros anos de vida. A acidez acutilante que ao mesmo tempo o embala numa bestial elegância, qual filigrana, de um conjunto feito para durar. Na boca é aquele bater ligeiro de mel de esteva que de imediato é levado por uma acidez citrica num fundo com austeridade mineral. Se o apanharem em Magnum não o deixem fugir, é guardar durante pelo menos quatro anos e depois ficar rendido, pelos 15€ em tamanho normal é um dos grandes brancos nacionais. 94 pts

20 março 2018

Skirt Steak - Músculo do diafragma

Skirt Steak - Músculo do diafragma
O Skirt Steak é pouco conhecido por cá, este corte de carne é nada mais que o músculo do diafragma e devido à sua textura mais elástica é aconselhado para a grelha. Costuma vir envolto numa membrana mais rija que tem de ser retirada antes. Pratos como as deliciosas Fajitas (carne grelhada servida em uma tortilla de milho ou farinha) tem como base este corte de carne, rica em sabor e fantástica quando grelhada a carvão. O preço neste caso é um dos aliciantes uma vez que sendo incluido na fressura e não como um dos ditos cortes principais ou nobres, fica com um custo muio mais em conta.

A marinada é quase um requisito neste como em tantos outros casos, apenas ter em conta que não é por estar mais tempo que a carne vai ficar mais impregnada de sabor. Uma noite inteira apenas penetra uns quantos milimetros na superficie. Importante neste caso quando se apresentam alguns tecidos conjuntivos, utilizar algo ácido para amaciar um pouco, como por exemplo sumo de lima. Sempre de forma doseada e sem excesso, pessoalmente opto por meia lima na marinada e meia lima com o azeite antes de ir ao carvão. A regra de corte continua a vigorar, após descanso de alguns minutos o corte sempre contra a fibra da carne.

Harmonizações: Carne que ganha uma boa dose de caramelização na grelha devido à marinada. Sabor vincado e suculento num corte que gosta de vinhos com boa presença, mas essencialmente com espírito aberto e uma boa acidez. Sugestões que são boas surpresas vão desde os Ramisco de Colares aos Tinta Pinheira do Dão ou os Sousão do Douro e Vinho Verde.

Fotografias divulgadas em vários sites

15 março 2018

Anselmo Mendes Alvarinho Curtimenta 2014


Estamos perante um dos vários topos de gama criados por Anselmo Mendes, um branco dito à "moda antiga" com curtimenta, onde o mosto fermenta parcialmente com as películas das uvas. Ganha com este processo mais cor e mais taninos, ganha também outras nuances na sua complexidade aromática e a nível de sabores. O impacto inicial é fantástico e cativador, denso e concentrado com aromas limpos e muito frescos que invocam muitos citrinos como casca de laranja e limão, bouquet de flores do campo, tisana e ervas de cheiro num fundo com uma ligeira austeridade mineral no final a dar secura que lhe assenta como uma luva. Mostra ter corpo bem moldado pela frescura e fruta de pendor citrino, ligeiro biscoito de limão a meio para terminar longo e muito persistente. O preço que pedem por ele ronda os 22€ e vale cada cêntimo. 94 pts

04 janeiro 2018

Anselmo Mendes Parcela Única 2013



Durante anos o Muros de Melgaço apresentou-se como topo de gama, hoje continua a ser um excelente vinho mesmo com as novas criações do mestre Anselmo Mendes. De entre todas o Parcela Única cedo chamou para si o trono destinado ao grande vinho daquela casa, hoje concorre com o Tempo, mas é com todas as certezas um dos grandes brancos nacionais. O nome diz tudo, é vinho feito de uma única parcela da casta Alvarinho, a que mais se destaca e a que melhor se comporta, depois é esperar que nos caia no copo. Por aqui o que se encontra é um branco muito focado, preciso e ao mesmo tempo com uma perfumada e delicada complexidade, dotado de um excelente equilibrio, embalado por uma acidez mandona  de travo seco e mineral que o fazem perdurar na boca. Ali pelo meio apanhamos um toque de favo de mel, geleia de pêssego e muitas ervas aromáticas acabadinhas de cortar. O tempo que já passou por este 2013 apenas lhe deu asas para voar ainda mais alto, um vinho fantástico com um preço a rondar os 25€. 96 pts
 
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