Copo de 3

02 setembro 2019

Bridão Reserva 2013


Escolhi este Bridão Reserva 2013 oriundo da Adega do Cartaxo (Tejo), cujo preço ronda os 8,50€ e não sendo a última colheita no mercado é a meu ver um vinho que começa agora a afinar aromas e sabores. Este Bridão Reserva precisa de ar, precisa de tempo de copo e depois de provado mostra sinais que aguenta mais um tempo em garrafa. Um vinho cheio de garra, com aromas de fruta silvestre e toques de chocolate preto, chá, tudo envolto com uma boa dose de frescura que o abraça e não o deixa cair de maneira nenhuma. Vinho para pratos de bom tempero. 91 pts

01 setembro 2019

Vale Barqueiros Reserva 2015

A poucos quilómetros de Alter do Chão fica situada a Herdade de Vale Barqueiros, de onde sai este Reserva 2015 com preço a rondar os 12€. Um vinho maduro carregado de fruta preta com muita compota e cacau, estruturado mas com gordura a dar peso e um tom mais morno dado pelos 12 meses de barrica, aqui os 15% também ajudam. Taninos firmes a darem vida e persistência tal como alguma frescura que o ajuda a equilibrar "as contas" no final. 90 pts

30 agosto 2019

Quinta do Cardo Reserva Caladoc rosé 2016



Por vezes o que temos na garrafa é muito mais que vinho, é também uma identidade e a forma como um enólogo dá voz a uma casta ou parcela de determinada vinha. Este rosé da Quinta do Cardo (Beira Interior) criado a partir da casta Caladoc é disso exemplo. Nos dias que correm é notório que há da parte do consumidor mais exigente uma procura por uma definição/frescura/leveza nos vinhos. Ora aqui temos tudo isso de forma bem medida, um menino bem comportado que sabe estar à mesa. Elegante e com finesse na complexidade, menos concentrado e mais delicado que a anterior versão, que curiosamente gostei mais. Este aqui está muito focado na fruta com notas de bagas ácidas de groselha vermelha, roseiral e uma secura que faz o remate final. 91 pts

29 agosto 2019

Quintas de Borba branco 2018


Um branco já conhecido cá de casa mas que foi com surpresa que o vi ser galardoado na versão 2018 com a Talha de Ouro ao Melhor Branco do Alentejo pelo concurso da Confraria dos Enófilos do Alentejo. Não tardei enquanto não lhe deitei a mão numa incursão à loja da Adega de Borba, onde o preço abaixo dos 4€ o torna uma verdadeira tentação. O calor apertava e as gargantas ao almoço pediam um branco fresco, frutado com toques de flores e uma acidez mais atrevida, nota-se o magano do Verdelho ali a vincar bem o perfil do branco, mais um toque de Roupeiro e Arinto para que o moço não fosse lá ficar triste sozinho. Assim que a modos o branco foi escorrendo bem fresco com uma acidez capaz de nos ir compensado o palato pelas comezainas que iam vindo da cozinha para a mesa. Terá sido o branco do Verão, pelo preço e pelo prazer que dava e continua a dar à mesa, quanto aos prémios, esqueçam lá isso. 90 pts

28 agosto 2019

Monte das Servas Escolha branco 2018


Este é o branco que serve de entrada de gama para os belíssimos vinhos a que a Herdade das Servas (Estremoz) nos tem vindo a acostumar ao longo de mais de uma década. Com a reformulação de rótulos e também da gama de vinhos, veio a mudança da enologia agora a cargo de Luís Serrano Mira e Ricardo Constantino. Este é o Monte das Servas Escolha 2018, branco feito a partir de um lote de tradicionais castas Alentejanas com 10% de Semillon. Bebido por mais que uma vez ao longo deste Verão que passou, custou cerca de 5€, mostrou-se focado na fruta fresca e madura ainda que muito esbatida num conjunto algo difuso, que é salvo por uma acidez que o arrebita ligeiramente e não o permite por momentos cair no esquecimento. 88 pts

27 agosto 2019

Ponte branco 2018


A Ponte das Canas, uma ponte medieval localizada na Herdade do Mouchão (Alentejo), deu nome a um dos icónicos vinhos do produtor, o Ponte das Canas. Agora com nova roupagem o vinho passou a ser designado apenas como Ponte. A novidade é o surgimento do Ponte branco 2018, um vinho da casta Verdelho que já por ali teve fama no ano de 1908. Numa tentativa de reviver esse vinho utilizou-se menos de um hectare de vinhedo e em 2015 fez-se uma enxertia sobre a casta Perrum com cerca de 20 anos. Nasceu assim um branco de grande qualidade, enorme frescura que envolve numa belíssima definição da fruta com travo citrino e de anis estrelado, tal como o vinho que ganha um tom mais roliço e devido aos seis meses de barrica. A produção foi pouca, cerca de 1500 garrafas a coisa de 18€ cada uma. 94 pts

18 agosto 2019

Hugo Mendes Lisboa branco 2018


O desejo de ter um projecto próprio por parte do enólogo Hugo Mendes já vem de longe. Conseguiu materializar o seu sonho com a colheita do Lisboa branco 2016, nesta fase já encontramos a colheita de 2018 num branco que procura dar a conhecer aquilo que segundo o enólogo será ou seria um possível perfil de um branco de Lisboa. Assim nasceu com base na casta Arinto, dominante no nariz e na boca e com toques ligeiros de Fernão Pires. Com preço a rondar os 15€ é um branco ainda a pedir tempo de garrafa, o mesmo tempo que o enólogo sempre vincou ser necessário para os brancos que cria. Ficamos é com a certeza de que o vinho melhorou desde a sua primeira colheita. Este 2018, mais sério e menos trémulo, mostra mais nervo e ao mesmo tempo mais definição, mas já se deixa beber com pratos de temperança forte, neste caso acompanhou em grande um torricado de cachaço de bacalhau. 92 pts

15 agosto 2019

Herdade do Rocim Rosé 2018


Ano após ano continua a ser uma das escolhas no que a vinho rosé diz respeito, pareceu-me mais refinado este 2018 em relação ao 2017. A qualidade aliada a um preço que ronda os 8€ faz deste Rosé da Herdade do Rocim um dos eleitos da minha mesa. Feito a partir da casta Touriga Nacional com a riqueza e detalhe a que nos acostumaram por aqueles lados, o vinho deixa a fruta falar de forma solta e desinibida, muito franca num conjunto cativante com muita qualidade e a dar muito prazer no copo e na boca. Fresco, saboroso e com uma secura final que liga tão bem com uma escolha alargada de pratos e pratinhos. 92 pts

12 agosto 2019

Monte de Seda 2018


A poucos quilômetros de Alter do Chão fica situada a Herdade de Vale Barqueiros de onde nos chega este seu Monte de Seda tinto da colheita de 2018. Um vinho com preço a rondar os 4€ a mostrar-se muito focado na frescura da fruta que surge bem vincada tanto no aroma como no sabor. Algum vegetal na boca a dar secura mas de imediato a fruta a ligar bem com ligeiras mais gulosas de compota e algum cacau que lhe dão algum peso e sabor. Correto e muito amigo da mesa. 88 pts

05 julho 2019

Couquinho Superior branco 2018


A Quinta do Couquinho fica localizada no Vale da Vilariça (Douro Superior) e pertence à família Melo Trigo há mais de dois séculos. O nome dos seus vinhos surgiu associado nos primeiros lançamentos aos vinhos da Lavradores de Feitoria, empresa da qual a Quinta do Couquinho foi sócia fundadora. Apenas em 2002, os vinhos ganharam marca própria. Este vinho surge pela mão do enólogo João Brito e Cunha que escolheu as castas Viosinho e Rabigato oriundo de vinhas velhas. Resulta num branco elegante e com uma bela frescura de conjunto onde se destaca um dominante travo de vegetal fresco acompanhado por algum floral e um tom mais mineral e fumado em fundo, dando à fruta o segundo plano. Uma frescura que perdura na boca num conjunto sempre muito equilibrado e preciso, ao mesmo tempo sem excessos e com um bom final. Ronda os 11€ por garrafa e será uma aposta interessante para peixe com alguma gordura passado pela grelha. 90 pts

21 junho 2019

Quinta de Baixo Poeirinho Baga 2015


Da glória que viveu no passado, a Bairrada tem vindo lentamente a tentar cativar a atenção dos consumidores. Nos últimos anos é de assinalar a tentativa de revitalizar a região, com alguns novos nomes a surgirem no panorama Bairradino que se vieram a juntar a nomes sonantes daquela zona e com isso alguns dos seus produtos foram ganhando algum destaque. Este vinho é disso exemplo, da famosa Quinta de Baixo, agora nas mãos da Niepoort. Aliado ao carácter bem vincado que mostra ter, tem o preço que por estas bandas ainda não se compara por exemplo aos Douro da mesma casa, a festa pode ser muito interessante como é o caso deste Poeirinho 2015 cujo preço ronda os 27€. Um vinho que dá um tremendo gozo no copo, pleno de fruta vermelha, expressiva com tom austero a mostrar ligeiro vegetal fresco acompanhado de alguma caruma. Corpo coeso e expressivo, ao mesmo tempo preciso e harmonioso, cheio de vida e sabor, fresco e com nervo que o suportará longos anos em garrafa. Neste momento é um deleite com umas burras estufadas. 95 pts

18 junho 2019

Monsaraz Premium 2014


Sobressai ao falar-se dos vinhos da CARMIM o perfil clássico a que o Reguengos Garrafeira dos Sócios nos acostumou ao longo de décadas. Este Monsaraz Premium vem mostrar um perfil mais moderno, mas ao mesmo tempo requintado e sedutor. O vinho em causa passa por madeira que o marca sem alarido, apenas o suficiente para envolver com elegância, aconchegando a fruta bem carnuda e suculenta em tons negros e silvestres, o cacau com notas de licor de cereja e café. Boca cheia de sabor, bom volume e marcante no palato com rasto suculento da fruta, as notas de mocaccino a aveludarem e arredondar os cantos. A frescura presente dá-lhe vida e profundidade, um belíssimo tinto com preço a rondar os 25€. 94 pts
 
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