Copo de 3

07 janeiro 2021

Redoma Reserva 2019

O Redoma Reserva (Niepoort) desde a sua primeira colheita em 1995 que se afirmou no imediato como uma referência de excelência do Douro e mesmo no panorama nacional. Colheita após colheita o seu perfil tem sido afinado, custa coisa de 25€ e hoje brilha com uma altíssima precisão de aromas e grande equilíbrio do conjunto. O vinho estagia em barricas de carvalho francês cerca de 10 meses, o resultado espelha a origem nas vinhas velhas, um vinho de estrutura firme e com uma acidez acutilante, a finesse vem a caminho com mais uns anos de garrafa, a meu ver está ainda novo demais. 94 pts

Grande Discórdia branco 2018


Informa o produtor que o seu branco topo de gama, com preço a rondar os 30€ na loja online, é produzido a partir de uvas da casta Arinto colhidas na Herdade Vale d´Évora, localidade em Mértola, baixo Alentejo. Teve estágio de nove meses em barricas usadas de 500 litros e destaca-se pela complexidade e boa expressividade da casta, envolto na gordura da barrica que lhe remete ligeiramente a fruta para um segundo plano. Inicialmente a baunilha brinca com as notas de limão, mais ácidas e limpas mas com a acidez a tomar por inteiro conta do recado. Um branco a precisar de tempo em garrafa ou pratos de conforto que lhe amparem toda a impetuosidade que leva na alma. 93 pts

05 janeiro 2021

São Sebastião Sauvignon Blanc 2019

Da Quinta de São Sebastião (Lisboa) nasce este Sauvignon Blanc agora com nova imagem, preço a rondar os 5€. Vinho claramente com nariz a mostrar a faceta mais tropical e exótica tão facilmente associado aos vinhos da Nova Zelândia que provamos pela primeira vez para ver como se comporta a casta por lá. Neste caso temos frescura associada a tons de fruta tropical, ligeiro vegetal fresco, tudo muito directo. Na boca perde-se um bocado, começa fresco e com fruta saborosa que se vai esbatendo, em final mais curto que o desejado. Sirva-se com uma entrada como por exemplo uns mexilhões ao natural. 88 pts

04 janeiro 2021

Discórdia branco 2018

A Herdade Vale d’ Évora situa-se a poucos quilómetros da bonita vila de Mértola, no baixo Alentejo. Está integrada no Parque Natural do Vale do Guadiana, beneficiando de uma paisagem marcada por terrenos de ondulação generosa, vegetação autóctone e o rio Guadiana que a serpenteia. Ao longo da propriedade, 550 hectares no total, pontuam as plantações de pinheiro manso, azinheiras e medronheiros e uma vinha, a vinha do Discórdia. Este Discórdia branco 2018 é criado a partir do lote das castas Verdelho, Arinto e Antão Vaz com estágio em cubas de inox. Preço a rondar os 8,50€ num vinho oriundo das terras de Mértola, muita frescura com a fruta fresca e um lado vegetal a mostrar-se bem exuberante, flores com toque de esteva. Conciso e algo tenso, sente-se nervura mas ao mesmo tempo o sabor da fruta faz com que aconchegue o palato. 90 pts

Dona Matilde Colheita 2013

Desde sempre ligada ao Douro e à produção de Vinho do Porto o nome Barros mora na Quinta Dona Matilde desde 1927. É nas vinhas desta histórica Quinta que nasce este Colheita 2013. O engarrafamento foi reduzido, cerca de 3000 garrafas a rondar cada uma os 35€. Um Colheita ainda muito novo, quase que a aprender a dar os primeiros passos, mas a mostrar que tem tudo para se tornar um senhor Colheita na passada do tempo. Por agora está muito centrado na frescura da fruta ainda jovem e madura, ligeiras compotas, bolo inglês, no fundo os frutos secos parecem querer espreitar. Gulodice imensa num copo de prazer a acompanhar os doces tão típicos desta época do ano. E porque é o primeiro do ano, deixo votos de muita saúde para todos. 92 pts

04 novembro 2020

Herdade do Rocim Verdelho 2019

Branco criado pela Herdade do Rocim a partir da casta Verdelho, num vinho que se mostra com uma grande frescura, complementada por sugestões de fruta tropical bem madura e limpa, que dá algum corpo ao manifesto. Mostra-se com nervo e energia, tom floral misturado com ramo de cheiros, tudo bem juntinho num branco muito agradável de se ter no copo e à mesa. O preço é de 11,75€ na loja do produtor, não admira que por lá já esteja esgotado. 91 pts

28 outubro 2020

Quinta de Pancas Special Selection Syrah 2017


O Special Selection da Quinta de Pancas foi durante os anos 90 um clássico das mesas e uma referência no que toca a varietais produzidos em Portugal. O Cabernet Sauvignon, Merlot ou o Syrah foram vinhos marcantes naqueles tempos, não só pela diferença mas também pela qualidade. Depois de um largo interregno, os Special Selection de Pancas voltaram à ribalta com o mesmo toque de classe que sempre os distinguiu e este Syrah é exemplo disso. Claramente num estilo mais Velho Mundo, fresco mas tenso, fruta em tons de amora preta envolto numa bonita capa de especiaria, algum cogumelo e toque fumado. Madeira bem integrada sem chatear, num vinho pleno de finsse com uma austeridade fina lá ao fundo. Boca cheia de sabor, a frescura combina com a fruta e o toque mais austero em fundo que dá indicação de que um tempo em garrafa só lhe vai fazer bem. O preço ronda os 22€ erm garrafeira. 94 pts

27 outubro 2020

Vidigueira Trincadeira 2019


Foi ali ao virar da esquina o tempo em que os varietais tintos nascidos no Alentejo eram dominados pelas castas tradicionais na região. Nomes como Trincadeira, Tinta Caiada, Castelão, Aragonês ou Alicante Bouschet eram costumeiras nos varietais. O tempo fez com que algumas fossem ficando esquecidas, enquanto outras vindas de fora ganharam espaço e cimentaram posição como a Syrah, Petit Verdot ou a Touriga Nacional. Este Trincadeira é um dos últimos moicanos a nascer em solo Alentejano, mais ali para os lados da Vidigueira. Criado na Adega da Vidigueira, preço em loja de 7,29€ é um tinto que mostra no imediato ao que vem, a casta mostra o lado vegetal tão característico com a fruta associada muito madurona com notas de compota, pessoalmente dispensava os 16% que conferem um tom mais morno que a boa frescura do conjunto se esforça em disfarçar. E com todo o seu vigor pede pratos com temperamento forte, qual ensopado de javali. 89 pts

26 outubro 2020

CARMIM Tarefa 2019


A CARMIM lança o seu vinho de talha de nome Tarefa em homenagem ao antigo recipiente de barro utilizado durante gerações para armazenar pequenas quantidades de produtos tradicionais, neste caso as tarefas eram onde nasciam os vinhos caseiros antigamente. Este tinto de 2019 é criado a partir de vinhas velhas onde despontam castas como Alicante Bouschet, Castelão ou Moreto. O preço é de 12,99€ na loja online do produtor. Mostra-se muito atraente de aromas com a fruta muito fresca e roliça a aparecer e a dominar no imediato, o barro faz-se notar em conjunto com algum vegetal/ervas de cheiro e tom mais terroso no fundo a encaixar muito bem. Destaco a acidez no palato com a fruta suculenta e muito limpa, muito prazer a beber e a acompanhar pratos de gastronomia regional como uma perna de borrego assada no forno. 92 pts

16 outubro 2020

Paço de Teixeiró branco 2019


Depois da Quinta do Côtto (Douro) o Paço de Teixeiró é a propriedade da família Montez Champalimaud na região dos Vinhos Verdes. A imagem foi recentemente alvo de uma renovação tal como os vinhos, como é o caso deste Paço de Teixeiró Branco elaborado com as castas Avesso e Loureiro, provenientes de vinhas com uma idade média de 40 anos. Muita frescura e vivacidade nos aromas de fruta, tom floral a perfumar o conjunto de muito bom nível, ideal para pratos de marisco e peixe. Um branco de muito fácil agrado com preço a rondar os 7,50€. 91 pts

15 outubro 2020

Herdade do Moinho Branco Antão Vaz 2018

É na Serra do Mendro, entre Portel e a Vidigueira, que nasce este novo topo de gama do produtor Ribafreixo. Um 100% Antão Vaz oriundo de vinhas velhas e criado pela mestria de Paulo Laureano, o vinho teve direito a todos os mimos necessários para se mostrar em grande. É uma edição muito limitada, apenas 3696 garrafas cada uma a 39,90€ na loja do produtor, num vinho com uma apresentação muito cuidada onde se destaca claramente a imponente garrafa.

A qualidade da fruta (citrino, tropical) destaca-se em grande plano pela pureza mas também pela frescura de todo o conjunto que se esbate numa ligeira untuosidade dada pela barrica. O fundo é tenso, mesmo com uma ligeira austeridade mineral num conjunto concentrado e que se vai desdobrando no copo. Dá um enorme prazer a beber, guloso mas ao mesmo tempo com uma frescura e elegância que cativa. Invejável combinação com uma Sopa de Cação. 95 pts


13 outubro 2020

Romano Cunha branco 2017

O nome Romano Cunha remete-nos para a zona Transmontana, em Vilar de Ouro de onde é oriundo este vinho. Aqui o seu produtor, Mário Cunha, tem uma filosofia muito própria e que não obedece às demandas do mercado, sai quando tiver que sair, ou como se costuma dizer, sai quando estiver no ponto. Porque manda a qualidade e acima de tudo o gosto de quem o faz. O preço esse foi ajustado e ronda os 22€ por garrafa. Quanto ao vinho é daqueles que não podemos deixar de ter umas garrafas de lado na garrafeira, o lote nascido de vinhas velhas é composto por Malvasia Fina, Côdega do Larinho, Gouveio e Moscatel Galego. Grande afinação, muito tenso e ainda alguma dureza a pedir tempo mas também muito saboroso, puro de aromas e sabores com notas de fruta de polpa amarela, floral, alguma pêra verde, ervas de cheiro, conjunto complexidade muito bonita. Saboroso e com uma frescura que o faz perdurar, ligeira untuosidade que parece colar tudo num grande equilibrio de boca. Um prazer à mesa. 94 pts
 
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