A Quinta do Ameal (Ponte de Lima) é sinónimo de vinhos brancos de altíssima qualidade onde disponta a casta Loureiro. Este é o Escolha, lote fermentado em barrica usada que acaba por ganhar uma complexidade extra, porque a longevidade essa já é uma garantia dos vinhos deste produtor. Apareceu-me com uma nova roupagem, muito puro de aromas e sabores, fiel ao que sempre foi e a mostrar os atributos com que facilmente cativa os consumidores, equilíbrio, uma belíssima frescura e um extra de corpo ligeiramente mais cheio a pedir uma boa caldeirada. São 16,50€ num daqueles brancos que é um prazer ter no copo e na garrafeira por muito tempo. 93 pts
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17 junho 2019
09 fevereiro 2019
Paço de Teixeiró Avesso 2017
Depois da Quinta do Côtto (Douro) o Paço de Teixeiró é a propriedade da família Montez Champalimaud na região dos Vinhos Verdes. A imagem foi recentemente alvo de uma renovação tal como os vinhos, como é o caso deste extreme da casta Avesso, que se mostrou uma verdadeira surpresa. Destaca-se pelo vigor da fruta madura e limpa (pêssego, laranja, ligeiro tropical), flores brancas, mas acima de tudo pela elegância com que conjuga tudo, a barrica onde estagiou durante 12 meses com direito a 5 de battonage deu-lhe um pouco de gordura e corpo, num conjunto de belíssimo efeito. O resultado é um vinho sério mas muito apelativo que nos convida para acompanhar à mesa pratos de marisco/peixe grelhado, preço a rondar os 17€. 92 pts
28 julho 2017
Casa do Arrabalde branco 2015
Salta no copo este branco carregado de aromas de fruta tropical, citrinos com apontamentos florais, o lote é composto pelas castas Arinto, Avesso e Alvarinho. Passando este impacto inicial o vinho pouco mais tem a dizer, tem a lição bem estudada e mostra-se directo e linear, boa presença de boca em corpo mediano num branco que refresca com predominante citrina a perdurar no final de boca. Um branco que cumpre embora lhe gostasse de ver algo mais de alma e um pouco mais de nervo. O preço ronda os 7€. 88 pts
25 fevereiro 2017
Monólogo Chardonnay P706 2015
Começo por destacar o bonito rótulo deste Monólogo Chardonnay cujas uvas são provenientes da parcela P706 da Quinta dos Espinhos. Um vinho oriundo da zona de transição entre as regiões dos Vinhos Verdes e o Douro, a mostrar-se dominado pela elegância com a fruta tropical e de pomar a marcarem presença, ligeira geleia bem fresca num todo bastante harmonioso. Fundo com ligeiro amanteigado a contribuir para uma boa sensação de untuosidade, replica tudo na prova de boca num vinho que alia frescura com elegância, o preço ronda os 7,5€ e mostrou ser uma bela surpresa. 90 pts
29 janeiro 2016
Soalheiro Oppaco tinto 2013
Dá pelo nome de Oppaco e é o primeiro Soalheiro tinto nascido na colheita 2013, baseado nas castas Vinhão e Alvarinho. Novamente a palavra inovação em foco, uma vez que se trata do primeiro vinho tinto da região com lote de uvas tintas e uvas brancas. O resultado é um vinho que alia a rusticidade da casta Vinhão, domada pela frescura e elegância que a casta Alvarinho mostra nas mãos de Luís Cerdeira. Grande frescura de conjunto, aromas limpos e definidos, aquela rusticidade que se faz sentir num misto de fruta muito presente mas ao mesmo tempo a mostrar um conjunto muito novo e cheio de energia. Diferente e senhor do seu nariz, identidade própria a pedir comida regional por perto, desde Galo de cabidela a uns Rojões à moda do Minho. 91 pts
29 dezembro 2015
Soalheiro TerraMatter 2014
Novidade recente este Soalheiro Terramatter, um Alvarinho da colheita 2014 que teve uma vindima mais precoce, sem filtração e sujeito a depósito cujo envelhecimento é feito, essencialmente, em barricas de castanho (pipas tradicionais da região do Minho). A tonalidade é ligeiramente mais carregada que o normal nos vinhos da casa, nota-se algo fechado e sem a espectável precisão aromática que o produtor nos tem acostumado em todos os seus vinhos. Denso, bom volume de boca com muita elegância e frescura, sensação de ligeira untuosidade. Travo mineral vincado em fundo numa passagem plena de sabor e frescura. Está a meu ver ainda muito novo e será bastante interessante acompanhar a sua evolução, haja garrafas que o permitam. Ronda os 17€ a garrafa e a produção é bastante reduzida. 93 pts
16 fevereiro 2015
Quinta de Sanjoanne Alvarinho 2013
Com a colheita de 2013 nasce o primeiro Alvarinho da Quinta de SanJoanne, produtor que já nos tem acostumado a brancos de fino recorte com uma fantástica apetência para a guarda em cave. Este Alvarinho surge com o cunho da casa, tenso e mineral, muito fresco com fruta limpa a mostrar muito citrino sem o toque tropical em excesso. Na boca muito sabor na passagem pelo palato, mineral em fundo com sumo de fruta pelo meio, acidez a limpar o palato em final de boa persistência. Cheio de detalhe e bonito rendilhado, um Alvarinho muito sério a rondar os 10€, muito cuidado e refinado que fará as delícias a acompanhar umas amêijoas ou mexilhões ao natural. 92 pts
24 junho 2013
Covela Escolha 2012
Eis que surge novamente na prateleira aquele que foi em determinado momento um dos meus vinhos de eleição, na altura com outra roupagem e outros protagonistas, agora o rumo mudou apesar de com os novos donos se ter mantido a mesma equipa de enologia a cargo de Rui Cunha. Aqui voltamos a ter um Regional Minho, um branco onde a Avesso brinca com a Chardonnay, o preço recomendado situa-se nos 16€ e o vinho bate no copo com uns estrondosos 14% Vol.
De aroma com certa austeridade, desperta para notas de fruta de polpa branca com alguma nectarina, flores brancas com travo mineral marcante em fundo. Fresco e cheio de vida. Não mostra tanto detalhe nos aromas como o Covela 100% Avesso. Na boca mostra uma boa estrutura, firme e coeso, fruta madura e cheia de sabor, vincado na mineralidade com secura no final do palato em boa persistência. A nota menos vai para o álcool que sem se fazer notar muito, mais na boca que no nariz, consegue incomodar ligeiramente durante a prova (ainda mais quando a temperatura sobe no copo). Perde pois o vinho em graciosidade e ligeireza, facto esse que se reflecte na nota final. 89 pts
10 agosto 2009
Navarros Colheita Seleccionada branco 2008
A propriedade ''Casa da Mó'', deve o seu nome, a um achado arqueológico: uma Mó, que foi encontrada há 12 anos, quando se procedia à surriba (saibramento) do terreno para implementar a actual vinha, e que terá sido de um Moinho de Vento construído em tempo imemorial.
A Quinta localiza-se em Viariz, concelho de Baião, em plena Região dos Vinho Verdes, a 400 metros de altitude e de olhos postos no Marão.
Na vinha exposta a sul e de baixa produção, as castas seleccionadas foram o Avesso e Arinto, sendo os solos de origem granítica e textura predominantemente franco-arenosa.
Navarros Colheita Seleccionada branco 2008
Castas: Avesso e Arinto - Estágio: 6 meses em garrafa - 12,5% Vol.
Tonalidade amarelo citrino de média/baixa concentração com rebordo esverdeado
Nariz cheio de frescura e jovialidade, fruta fresca de concentração mediana, com ligações citrinas compostas com toque tropical a envolver. Um ligeiro herbáceo marca a meio termo com toque de rama de tomate, flores brancas e sugestão de uma ligeira geleia dissimulada pelo final mineral.
Boca a indicar um vinho vivo e fresco, com a acidez em destaque pela positiva, fruta presente com toque verde a meio palato. Muito equilibrado entre factores, sente-se ligeiro mineral em fundo, num final de persistência média.
A Quinta localiza-se em Viariz, concelho de Baião, em plena Região dos Vinho Verdes, a 400 metros de altitude e de olhos postos no Marão.
Na vinha exposta a sul e de baixa produção, as castas seleccionadas foram o Avesso e Arinto, sendo os solos de origem granítica e textura predominantemente franco-arenosa.
Castas: Avesso e Arinto - Estágio: 6 meses em garrafa - 12,5% Vol.
Tonalidade amarelo citrino de média/baixa concentração com rebordo esverdeado
Nariz cheio de frescura e jovialidade, fruta fresca de concentração mediana, com ligações citrinas compostas com toque tropical a envolver. Um ligeiro herbáceo marca a meio termo com toque de rama de tomate, flores brancas e sugestão de uma ligeira geleia dissimulada pelo final mineral.
Boca a indicar um vinho vivo e fresco, com a acidez em destaque pela positiva, fruta presente com toque verde a meio palato. Muito equilibrado entre factores, sente-se ligeiro mineral em fundo, num final de persistência média.
Um Regional Vinho, da zona dos Vinhos Verdes, de muito boa estirpe e que colheita após colheita, se mostra bastante afinado e constante no que toca à qualidade apresentada. Este 2008 pareceu-me um pouco mais citrino e com menos fruta de pomar que a colheita de 2007, também ligeiramente mais mineral. Foram 6600 garrafas produzidas com preço indicado pelo produtor de 8€.
15,5
15 julho 2009
Casa do Arrabalde branco 2008
Castas: Avesso, Alvarinho e Arinto - Estágio: cubas inox - 12% Vol.
Tonalidade amarelo citrino de concentração média/baixa.
Nariz com intensidade mediana, fruta bem madura e sumarenta a mostrar-se bem presente durante toda a prova (pêra,banana, citrinos, ananás). Um conjunto que se mostra coeso e fresco, complementando-se em segundo plano com toque vegetal fresco aliado a um aroma floral (flores brancas) e mineralidade a dominar em plano de fundo.
Boca a mostrar um vinho de corpo arredondado e de espacialidade mediana, conduzido por uma acidez bastante presente durante toda a prova. No seu todo é um vinho coeso, que mostra uma boa harmonia de conjunto, complementando-se com o que parece ser uma leve sensação de calda de fruta com o aumentar da temperatura de serviço, em final de boca de persistência média.
Será certamente uma nota de prova bastante parecida com a que foi feita para o Casa do Arrabalde 2007, mas lado a lado as diferenças não são assim tantas, para que a nota de prova obrigatoriamente tenha de mudar. Notei no entanto que este 2008 se mostra com a fruta mais presente, um pouco mais de frescura e a boca um pouco mais alegre, apesar de se notar um ligeiro açúcar residual, prontamente compensado pela acidez que se faz sentir. Os pequenos detalhes que apresentou a mais em relação à anterior edição, fazem subir em meio valor a nota final. 16
Casa do Arrabalde branco 2007
Castas: Avesso, Alvarinho e Arinto - Estágio: cubas inox - 13% Vol.
Tonalidade amarelo citrino com ligeiro reflexo dourado.
Nariz de intensidade mediana, a fruta (pêra, maçã, citrinos, ananás) a mostrar-se bem madura com alguma calda presente a dar ligeira sensação de gulodice. Conjunto a mostrar-se fresco e com boa dose de elegância, algum vegetal fresco pelo meio com mineralidade a marcar o fundo, onde parece querer espreitar um ligeiro travo petrolado.
Boca a mostrar um vinho de corpo arredondado e de espacialidade mediana, conduzido por uma acidez bastante presente durante toda a prova. No seu todo é um vinho coeso, que mostra uma boa harmonia de conjunto, complementando-se com o que parece ser uma leve sensação de calda de fruta com o aumentar da temperatura de serviço, em final de boca de persistência média.
Um branco que se revelou como uma boa surpresa e que recomendo vivamente para este Verão, com um preço sensato a rondar os 6€. Acompanhou juntamente com a versão de 2008, uma paelha de lagostins.
15,5
26 março 2009
Covela Escolha Palhete 2007
Aproveitei este post para falar do tempo, coisa sem interesse e que muitos podem pensar... é para passar o tempo sem dizer nada que se aproveite, o que também não deixa de ser verdade.Mas a verdade é que o tempo tem estado muito bom, o calor que se vai fazendo sentir, já convida à esplanada, já apela pelo vinho fresco e frutado, começamos a querer encostar os vinhos mais estruturados e pesados para outras alturas, outras estações... outros tempos.
Esta é uma fase de mudança nos gostos dos enófilos, começam a ficar esquecidas e guardadas aquelas garrafas que nesta altura entram na fase menos boa, quase que o vinho adivinha e se resguarda, é dar lugar aos novos dizem as garrafas mais velhas, e nós aceitamos o sábio conselho e procuramos aqueles vinhos que mais se adequam a um tempo descontraído, fresco mas ao mesmo tempo morno, a Primavera.
Com tudo isto quero falar de um Rosé que provei recentemente em muito boa companhia, a prova durante o almoço tinha sido longa e luxuosa, o tempo já dava horas e os minutos avisavam insistentemente que o jantar estava na mesa. Escolhi um vinho que já conhecia, um Regional Minho (que fica ali entre Douro e Minho) feito à base de Touriga Nacional, Cabernet Franc e Merlot. Dá pelo nome de Covelha Escolha Palhete 2007 e a prova que deu foi assim:
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Franc, Merlot - Estágio: estágio em cubas de aço inoxidável, a temperatura controlada - 13,5% Vol.
Tonalidade aproximada à romã madura.
Nariz de delicada complexidade a mostrar muita fruta vermelha, onde se destaca claramente o morango, aquele morango grande e rechonchudo, sumarento e cheiroso, ainda com o toque da rama verde e fresca. No segundo plano mostra que tem mais uns ligeiros retoques, mineral, fumo, embrulhando-se tudo numa bela dose de frescura.
Boca de entrada fresca e de imediato a dar uma sensação convincente de que temos aquilo que esperamos e tantas vezes fica por encontrar. Sabor de concentração moderada a recair novamente na fruta madura, sem qualquer ponta de doçura maçadora, antes pelo contrário o perfil é sóbrio, estruturado quanto baste, mantem-se em grande harmonia. É novamente o morango e um pouco de framboesa, boa espacialidade, passagem fresca com a tal rama do morango a ser trincada nas pontas, apimentado e em final de bela persistência.
Foi servido a 10ºC onde se mostrou um pouco fresco demais, deixando subir para os 12-13ºC onde me pareceu mostrar tudo aquilo que lhe ia na alma. Sente-se no seu todo um vinho fresco, muito ponderado na maneira como se manifesta mas que dá muito prazer durante a prova. Não é o perfil mais jovial, este é bem mais indicado para carnes ou peixes grelhados, e quem sabe uma pizza carbonara. Se o vir não o deixe escapar, é sem sombra de dúvida dos mais sérios rosés que temos em Portugal.
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