O Special Selection da Quinta de Pancas foi durante os anos 90 um clássico das mesas e uma referência no que toca a varietais produzidos em Portugal. O Cabernet Sauvignon, Merlot ou o Syrah foram vinhos marcantes naqueles tempos, não só pela diferença mas também pela qualidade. Depois de um largo interregno, os Special Selection de Pancas voltaram à ribalta com o mesmo toque de classe que sempre os distinguiu e este Syrah é exemplo disso. Claramente num estilo mais Velho Mundo, fresco mas tenso, fruta em tons de amora preta envolto numa bonita capa de especiaria, algum cogumelo e toque fumado. Madeira bem integrada sem chatear, num vinho pleno de finsse com uma austeridade fina lá ao fundo. Boca cheia de sabor, a frescura combina com a fruta e o toque mais austero em fundo que dá indicação de que um tempo em garrafa só lhe vai fazer bem. O preço ronda os 22€ erm garrafeira. 94 pts
Mostrar mensagens com a etiqueta Tinto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tinto. Mostrar todas as mensagens
28 outubro 2020
27 outubro 2020
Vidigueira Trincadeira 2019
Foi ali ao virar da esquina o tempo em que os varietais tintos nascidos no Alentejo eram dominados pelas castas tradicionais na região. Nomes como Trincadeira, Tinta Caiada, Castelão, Aragonês ou Alicante Bouschet eram costumeiras nos varietais. O tempo fez com que algumas fossem ficando esquecidas, enquanto outras vindas de fora ganharam espaço e cimentaram posição como a Syrah, Petit Verdot ou a Touriga Nacional. Este Trincadeira é um dos últimos moicanos a nascer em solo Alentejano, mais ali para os lados da Vidigueira. Criado na Adega da Vidigueira, preço em loja de 7,29€ é um tinto que mostra no imediato ao que vem, a casta mostra o lado vegetal tão característico com a fruta associada muito madurona com notas de compota, pessoalmente dispensava os 16% que conferem um tom mais morno que a boa frescura do conjunto se esforça em disfarçar. E com todo o seu vigor pede pratos com temperamento forte, qual ensopado de javali. 89 pts
26 outubro 2020
CARMIM Tarefa 2019
A CARMIM lança o seu vinho de talha de nome Tarefa em homenagem ao antigo recipiente de barro utilizado durante gerações para armazenar pequenas quantidades de produtos tradicionais, neste caso as tarefas eram onde nasciam os vinhos caseiros antigamente. Este tinto de 2019 é criado a partir de vinhas velhas onde despontam castas como Alicante Bouschet, Castelão ou Moreto. O preço é de 12,99€ na loja online do produtor. Mostra-se muito atraente de aromas com a fruta muito fresca e roliça a aparecer e a dominar no imediato, o barro faz-se notar em conjunto com algum vegetal/ervas de cheiro e tom mais terroso no fundo a encaixar muito bem. Destaco a acidez no palato com a fruta suculenta e muito limpa, muito prazer a beber e a acompanhar pratos de gastronomia regional como uma perna de borrego assada no forno. 92 pts
04 agosto 2020
Fresh from Amphora 2019
A Herdade do Rocim junta-se ao projecto Nat Cool criado pela Niepoort, com este puro tinto de talha, onde o que se pretende são vinhos leves e fáceis de beber. As castas escolhidas foram as tradicionais Moreto, Tinta Grossa e Trincadeira. O vinho foi apenas vinificado em talhas de barro como manda a tradição e depois engarrafado. É daqueles vinhos que surpreende pela facilidade com que ficamos a gostar dele e a apetecer ter por perto, servido mais fresco a acompanhar uma boa mesa cheia de petiscos. Bem composto de aromas, cativa pela veia mais rústica que a talha confere sem mascarar os toque mais subtis de fruta ou o tom mais floral. Na boca tem uma acidez que surpreende, fruta ácida e suculenta capaz de revigorar o palato frente a uns lagartos de porco preto grelhados na brasa. Por 12€ é daqueles que dá um gozo tremendo a beber. 92 pts
Vidigueira Licoroso Tinto
Para comemorar os 60 anos de vida, a Adega da Vidigueira lançou este Licoroso Tinto, vendido a 15€ na loja da Adega. Este licoroso da colheita de 2013 feito com base nas castas Trincadeira e Tinta Grossa surpreende pela complexidade de frescura de aromas que debita no copo. Tem muita vida e muito por onde ir "pegando" à medida que se vai baldeando no copo e bebendo. Desde especiarias, frutos secos a notas mais de compota de frutos vermelhos, aromas e sabores dados pelo tempo que numa prova às escuras nos podia quem sabe levar a pensar em algo esquecido algures numa cave em Gaia. Mas este nasceu na Vidigueira e encanta pelo seu cante, com alma mas acima de tudo um grande prazer. 93 pts
04 fevereiro 2020
Duorum 2017
Mais uma edição de um exemplo do que é um daqueles vinhos extremamente bem feitos e que nos garante prazer, colheita após colheita. Com este 2017 o patamar de qualidade subiu ligeiramente, o preço a rondar os 12€ torna ainda possível o acesso a vinhos de um patamar de qualidade muito superior à média como é o caso. Nasce no Douro Superior, um vinho sem muitas pontas soltas que nos permite um prazer pleno à mesa em companhia de pratos de bom tempero, junta a isso a frescura e a qualidade da fruta que lhe dá aroma e sabor. Envolvente e mostrando grande equilíbrio de conjunto, tem toda uma estrutura que o apoia para durar em garrafa, mas para já o prazer está mais do que garantido. 92 pts.
17 janeiro 2020
Poças Vale dos Cavalos 2009
A Quinta Vale de Cavalos (Numão) no Douro Superior foi adquirida em 1988 pela Casa Poças. Este vinho é criado a partir das castas 50% Touriga Nacional, 20% Touriga Franca, 20% Tinta
Roriz, 10% Tinta Barroca com passagem apenas de 30% do lote em barrica usada. O preço demasiado tentador anda nos 7€, num tinto cheio de classe e carácter que apetece beber. O tempo não lhe fez estragos, afinou e refinou todo o conjunto que se bebe com grande prazer à mesa, sempre num tom fresco e elegante com a fruta em destaque e um bouquet airoso a dar sinais de que a evolução em garrafa foi bastante positiva. Abra-se pois neste momento com um arroz de pato para alegria de toda a mesa. 91 pts
14 janeiro 2020
Indígena 2018
O Bio anda na boca do povo, o frenesim instalou-se a bem de um modo de vida sustentável e saudável, para tal o produto Bio é uma base fundamental. Este modelo à muito que tem vindo a ser seguido por muitos produtores de vinho, acredito que outros por necessidade de negócio tenham de enveredar por este caminho porque o negócio a isso obriga. Mas por outro lado temos produtores que antes das modas sempre os ouvimos falar em que o modelo seguido era o Biológico. A Herdade do Rocim sempre teve isso em conta, os cuidados não são apenas na aparência cuidada dos seus produtos mas também esses cuidados começam na vinha.
Neste caso o Indígena 2018 é o primeiro tinto bio que sai da adega do Rocim com o certificado de Agricultura Biológica, sendo o vinho apenas estagiado em tanques de cimento e com um preço a rondar os 12€. O resultado é frescura e pureza da fruta, mesmo muita fruta carnuda e suculenta com ameixas e bagas negras a explodirem de sabor na boca, ligeira austeridade com chá preto a dar uma secura que se faz sentir no final de boca. Boca saborosa e cheia de frescura com tudo em grande harmonia a dar uma belíssima prova. De uma casa que é uma referência este não podia fugir à regra. 91 pts
12 janeiro 2020
Esporão Reserva 1999
Uma double-magnum (3 Litros) de Esporão Reserva 1999 foi o vinho que decidi abrir pela passagem de ano. Este é sem dúvida alguma o formato e a altura ideal para ser aberto num jantar com um número alargado de amigos. Abertura com alguma antecedência revelando desde logo um vinho adulto e em grande forma, dando uma prova ao nível do melhor que os Esporão Reserva me têm acostumado. Não foi necessário esperar muito por ele, apesar das idas e vindas para atestar o decanter, afinal a maior volumetria da garrafa atrasa o efeito da passagem do tempo permitindo que o vinho se aguente por muito mais tempo na sua melhor fase de consumo. Muita fruta silvestre ainda com frescura a passear pelo copo, ao lado aromas de caixa de especiarias com folha de tabaco, travo de canela, pimenta e compota de ameixa numa toada mais gulosa. Já aveludado no trato, cheio de finesse e uma frescura que lhe percorre todo o corpo. Muita classe neste tinto que mereceu os maiores elogios de todos os presentes, os grandes vinhos são assim.
10 janeiro 2020
Quinta do Carmo Reserva 2003
Fui vasculhar na garrafeira e decidi que era tempo de abrir este Quinta do Carmo Reserva da colheita de 2003. O vinho nasceu da joint venture existente na altura entre o grupo Lafite Rothschild e a Bacalhôa Vinhos de Portugal. O lote composto por Aragonez, Castelão, Trincadeira, Syrah e Cabernet Sauvignon com longa passagem por madeira. O vinho em nada se compara com os da actualidade, aqui a respirar muito mais os ares de Bordéus. Qualidade muito alta num tom de requinte e saber estar, taninos no sítio, aprumado mas com a fruta ainda a mostrar frescura e vigor. Depois uma complexidade que se desdobra em camadas, caixa de especiarias com um bouquet elegante e convidativo. A idade deu-lhe finesse, boca ainda com vigor, muito sabor da fruta a vincar o palato num final sedoso e apimentado. Apenas resta enaltecer o prazer que dá neste momento a acompanhar um Beef Wellington.
30 setembro 2019
Herdade do Rocim Amphora 2017
Passo a passo a Herdade do Rocim consolidou o seu projecto, é nos dias de hoje uma referência com uma imagem ao nível da qualidade dos vinhos que nos coloca à disposição. Quando pouco se ouvia falar do Vinho de Talha, eis que foi a Herdade do Rocim responsável por um ressurgir de algo "esquecido" e que apenas tinha à altura um vinculo de "artesanato" típico de certas zonas. Com o passar do tempo esse acordar fez despertar outros tantos projectos que hoje nos brindam com grandes Vinhos de Talha. Este que aqui coloco é o Amphora tinto de 2017, um lote de Moreto, Tinta Grossa, Trincadeira e Aragonez cujo processo de vinificação é o tradicional com passagem por talhas. O perfil tem vindo a ser afinado e a cada colheita que passa, muita fruta vermelha com algum vegetal bem fresco, suculento e a puxar para a mesa, mostra-se muito limpo de aromas e com uma fantástica vontade de se beber com um assado de borrego. Ronda os 15€ em garrafeira. 91 pts
28 setembro 2019
Marquês de Borba 2018
Dispensa apresentações este tinto criado por João Portugal Ramos nas terras de Estremoz e que sempre soube manter um perfil de vinho acessível mas ao mesmo tempo com uma qualidade bem acima da média. O preço a rondar os 5€ faz dele uma escolha acertada. Aqui o que se encontra é um tinto marcado pela frescura da fruta, sempre muito limpa e rechonchuda, a passagem por madeira dá um ligeiro toque de complexidade e arredonda um bocadinho os cantos mas continua a mostrar vigor e energia na companhia dos mais variados pratos da nossa gastronomia. 90 pts
02 setembro 2019
Bridão Reserva 2013
Escolhi este Bridão Reserva 2013 oriundo da Adega do Cartaxo (Tejo), cujo preço ronda os 8,50€ e não sendo a última colheita no mercado é a meu ver um vinho que começa agora a afinar aromas e sabores. Este Bridão Reserva precisa de ar, precisa de tempo de copo e depois de provado mostra sinais que aguenta mais um tempo em garrafa. Um vinho cheio de garra, com aromas de fruta silvestre e toques de chocolate preto, chá, tudo envolto com uma boa dose de frescura que o abraça e não o deixa cair de maneira nenhuma. Vinho para pratos de bom tempero. 91 pts
01 setembro 2019
Vale Barqueiros Reserva 2015
A poucos quilómetros de Alter do Chão fica situada a Herdade de Vale Barqueiros, de onde sai este Reserva 2015 com preço a rondar os 12€. Um vinho maduro carregado de fruta preta com muita compota e cacau, estruturado mas com gordura a dar peso e um tom mais morno dado pelos 12 meses de barrica, aqui os 15% também ajudam. Taninos firmes a darem vida e persistência tal como alguma frescura que o ajuda a equilibrar "as contas" no final. 90 pts
12 agosto 2019
Monte de Seda 2018
A poucos quilômetros de Alter do Chão fica situada a Herdade de Vale Barqueiros de onde nos chega este seu Monte de Seda tinto da colheita de 2018. Um vinho com preço a rondar os 4€ a mostrar-se muito focado na frescura da fruta que surge bem vincada tanto no aroma como no sabor. Algum vegetal na boca a dar secura mas de imediato a fruta a ligar bem com ligeiras mais gulosas de compota e algum cacau que lhe dão algum peso e sabor. Correto e muito amigo da mesa. 88 pts
21 junho 2019
Quinta de Baixo Poeirinho Baga 2015
Da glória que viveu no passado, a Bairrada tem vindo lentamente a tentar cativar a atenção dos consumidores. Nos últimos anos é de assinalar a tentativa de revitalizar a região, com alguns novos nomes a surgirem no panorama Bairradino que se vieram a juntar a nomes sonantes daquela zona e com isso alguns dos seus produtos foram ganhando algum destaque. Este vinho é disso exemplo, da famosa Quinta de Baixo, agora nas mãos da Niepoort. Aliado ao carácter bem vincado que mostra ter, tem o preço que por estas bandas ainda não se compara por exemplo aos Douro da mesma casa, a festa pode ser muito interessante como é o caso deste Poeirinho 2015 cujo preço ronda os 27€. Um vinho que dá um tremendo gozo no copo, pleno de fruta vermelha, expressiva com tom austero a mostrar ligeiro vegetal fresco acompanhado de alguma caruma. Corpo coeso e expressivo, ao mesmo tempo preciso e harmonioso, cheio de vida e sabor, fresco e com nervo que o suportará longos anos em garrafa. Neste momento é um deleite com umas burras estufadas. 95 pts
18 junho 2019
Monsaraz Premium 2014
Sobressai ao falar-se dos vinhos da CARMIM o perfil clássico a que o Reguengos Garrafeira dos Sócios nos acostumou ao longo de décadas. Este Monsaraz Premium vem mostrar um perfil mais moderno, mas ao mesmo tempo requintado e sedutor. O vinho em causa passa por madeira que o marca sem alarido, apenas o suficiente para envolver com elegância, aconchegando a fruta bem carnuda e suculenta em tons negros e silvestres, o cacau com notas de licor de cereja e café. Boca cheia de sabor, bom volume e marcante no palato com rasto suculento da fruta, as notas de mocaccino a aveludarem e arredondar os cantos. A frescura presente dá-lhe vida e profundidade, um belíssimo tinto com preço a rondar os 25€. 94 pts
07 junho 2019
Romano Cunha 2010
Os vinhos de Mário Romano Cunha (Mirandela) são vinhos com uma vontade muito própria onde podemos afirmar como dizem do lado de lá da fronteira, com os taninos bem postos. São vinhos onde o tempo é que manda, por isso não se estranhe que depois da colheita de 2009 tenha saido o 2008 e só agora o 2010, preço na casa dos 20€. Um tinto que invoca castas como a Tinta Amarela, Tinta Roriz e Touriga Nacional que estagiaram em madeira por algum tempo. Quando olho para estes Romano Cunha não consigo deixar de me lembrar dos Ultreia (Bierzo) também criados por Raúl Pérez.
A qualidade da fruta sempre muito elegante, fresca e com grande definição aromática, aliada a uma madeira que soube fazer o seu trabalho, afinando e dando suporte a um conjunto amplo e muito agradável. Bonita a complexidade, com notas de cacau, flores e vegetal fresco, explodem as frutas silvestres com elegância e frescura, saboroso e com boa intensidade, evolui de forma calma e serena no copo. Está para durar e encantar, haja coragem para as manter guardadas. 94 pts
A qualidade da fruta sempre muito elegante, fresca e com grande definição aromática, aliada a uma madeira que soube fazer o seu trabalho, afinando e dando suporte a um conjunto amplo e muito agradável. Bonita a complexidade, com notas de cacau, flores e vegetal fresco, explodem as frutas silvestres com elegância e frescura, saboroso e com boa intensidade, evolui de forma calma e serena no copo. Está para durar e encantar, haja coragem para as manter guardadas. 94 pts
31 maio 2019
I Concurso de Vinhos de Talha 2019 - Vencedores
No passado dia 25 de Maio, decorreu nas instalações da Sovibor o I Concurso de Vinhos de Talha 2019. O Concurso contou com a presença de 31 vinhos e teve como objectivo escolher o melhor de cada categoria, Branco e Tinto. Foi unânime a decisão final do júri que ditou como vencedores:
MELHOR VINHO DE TALHA BRANCO
Mamoré de Borba Vinho de Talha Branco 2018
MELHOR VINHO DE TALHA TINTO
Mamoré de Borba Vinho de Talha Tinto 2018
I Concurso de Vinhos de Talha 2019
O vinho de talha é uma paixão que me acompanha vai para mais de 20 anos. A um grande amigo que já partiu, devo grande parte deste entusiasmo e deste saber que tão pacientemente me foi passando nas longas conversas que tinhamos. Mas com o tempo ficou sempre um desejo que finalmente consegui transformar naquilo que foi a maior prova de Vinhos de Talha feita até hoje e que contou com 31 vinhos de produtores de todo o Alentejo, o I Concurso de Vinhos de Talha, realizado no passado dia 25 de Maio nas instalaçãos da Sovibor (Borba).
O Concurso foi um sucesso onde a principal regra ditava que apenas vinhos oriundos de talhas pesgadas poderiam participar. A prova foi cega e bastante animada, com muito debate entre provadores, muita partilha de opinião face à alta qualidade de todos os vinhos que participaram. Os melhores de cada mesa foram apurados para a finalíssima, com cada jurado a dizer qual o seu preferido e a contagem feita por todos, assim nunca haveria enganos e o vencedor seria claro e inequívoco. No próximo post irei divulgar quais os dois vinhos que foram considerados Melhor Vinho de Talha tinto e Melhor Vinho de Talha branco.
Quero deixar um agradecimento muito especial ao Sr. Fernando Tavares à Rita Tavares e ao Engº Antonio Ventura que tornaram possível tal acontecimento, um obrigado à Joana Garcia (Queijaria Monte da Vinha) ao Joaquim Arnaud (Charcutaria) e ao Fontainhas Dias (Fotografia). O último agradecimento vai para todos os que gentilmente acederam ao convite para fazerem parte do júri. Para o ano há mais.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





















