10 janeiro 2020
Quinta do Carmo Reserva 2003
16 abril 2018
Dona Maria Reserva 2003
22 março 2016
Tinto da Talha Grande Escolha 2003 a 2010
17 abril 2015
Villa de Corullón 2003
29 outubro 2014
Château de Fesles - Bonnezeaux 2003
09 abril 2014
Quinta dos Roques Garrafeira 2003
18 março 2014
Gouvyas Vinhas Velhas 2003
| Fotografia & Receita |
08 janeiro 2014
Adega Borba Cinquentenário Grande Escolha 2003
Com um aroma muito bem definido, fresco e com fruta bem presente, terroso e especiado num todo onde a madeira já se acomodou faz muito, bom de cheirar e melhor de beber. Na boca repleto de elegância, frescura, harmonia entre componentes, muito sabor da fruta, folha de tabaco, licor de mirtilos, acidez presente a percorrer todo o palato num final persistente e duradouro. E para o acompanhar foi feito a pedido um assado de borrego no forno, o vinho e todos os presentes agradeceram. 94 pts
10 abril 2013
Esporão Private Selection 2003
25 fevereiro 2013
Pelada 2003
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| Cabrito à Padeiro (Restaurante A Tendinha) |
14 dezembro 2012
Alion 2003
15 outubro 2012
Pêra Manca 2003
Mataram o Pêra Manca.
Foi a completa desolação após aqueles 5 segundos que me levaram do céu ao inferno, o vinho que tantas boas memórias me faz invocar no pensamento, literalmente morreu, não é mais o mesmo... aquela enxovia que se prostrou no meu copo não podia ser Pêra Manca. Nada ali me fazia recordar o 94, 95, 97 ou mesmo o tremideiro 98. Não chego a entender as razões da mudança, o porquê da mudança, afinal de contas este 2003 é um vinho a preto e branco que por azar encontrei no meu copo naquela fatídica noite, um vinho sem a graça que os anteriores mostravam ter, falta de alma e daquela fantástica solidez de fruta e madeira exótica que nos envolvia o nariz e o a palato, nada ali mostrou ser o que já foi, resulta triste mas apesar da qualidade que tem é apenas igual a tantos outros que ficou cansado, de aroma desgastado pelo tempo e com uma boca mortiça e sem chama, pouca definição ou complexidade e fugaz presença no final... deixou de ser o clássico do Alentejo para ser um mutante travestido de velho clássico. Paz à sua alma...
01 março 2011
Château La Tour Blanche 2003
O Chateau La Tour Blanche nasceu no século XVIII, fica situado no coração da appellation de Sauternes, uma appellation com 2100 hectares que inclui as localidades de Barsac, Bommes, Fargues, Preignac e Sauternes. As três uvas tradicionais são Sémillon, Sauvignon e Muscadelle, sendo que no Chateau La Tour Blanche temos 83% Sémillon, 12% Sauvignon e 5% Muscadelle.
Em prova a colheita de 2003, uma colheita considerada histórica, Verão quente permitiu uma excelente maturação da uva, com chuva a 6 e 7 de Setembro a permitir o aparecimento da podridão nobre de forma homogénea nas várias parcelas de vinha, dando origem à vindima a 15 de Setembro. Com uvas de excelente qualidade e alto nível de concentração vistos apenas 50 anos atrás, seria preciso voltar a 1929 ou mesmo a 1893 para poder comparar. Apresenta-se com 13,1% Vol. um açúcar residual de 178 g/l sendo produzidas 2,915 caixas com preço por unidade a rondar os ...
Estes são os vinhos que são reconhecidos por todos os enófilos a nível Mundial, são autênticos campeões de arena, esqueçam os "docinhos" que se vão fazendo em Portugal, aqui estamos diante daqueles que realmente interessam, inimitáveis e inesquecíveis. De todos os Sauternes Premiers Crus até hoje provados, este mora no topo seguido de muito perto pelo Rieussec.
Na boca, médio de corpo mas enorme de alma, entra com toque de casca de laranja, equilibrado e untuoso, é um grande vinho pleno de elegância e pureza, mousse de pêssego, frescura muito bem calibrada, pleno de finesse com a doçura em grande harmonia com a frescura da fruta, muito presente na boca todo ele se mostra participativo de inicio ao fim, é puro prazer no palato, aqui como no nariz mostra algumas notas de especiarias muito finas. Final longo e persistente, com toques de pêssego e novamente a botrytis a deixar-nos com um prolongado adeus.
Uau que vinho tão bom, é o que se costuma dizer quando se prova algo deste gabarito, o preço nem sequer chega a assustar, por 40/50€ consegue-se comprar uma garrafa de 0.75 de puro luxo no copo. A proporção de prazer que dá ao beber é igual à velocidade com que desaparece na garrafa... servido fresco, seja com entradas em que brilhará com foie gras, ou mesmo numa sobremesa nunca muito doce para não se sobrepor ao vinho, ligando bem com fruta, este é um Sauternes de excelência e um hino ao que deve ser um colheita tardia. 19 - 97 pts
25 fevereiro 2011
Château de Beaucastel Vieilles Vignes Blanc 2003
Mas deixem-me mergulhar num dos grandes nomes do mundo do vinho, situado em Courthezon no Sul do Vale do Rhone, mais concretamente na appellation de Chateauneuf-du-Pape fica o Château de Beaucastel. Conta com 400 anos de história e cerca de 110 hectares de vinha, depois de 3 gerações é a família Perrin ( na actualidade Jean-Pierre e François Perrin) que toma conta dos destinos de Beaucastel desde 1909. Os vinhos que ali são produzidos fazem as delícias da enofilia mundial, a gama é composta pelos Coudoulet em versão branco e tinto, e depois pelos Beaucastel, branco e tinto e finalmente pelos direi especiais, o Beaucastel Hommage a Jacques Perrin e o branco Beaucastel Vieilles Vignes.
O Vieilles Vignes, lançado em 1986, é considerado como o melhor branco do sul de França, proveniente de 3 hectares de Roussanne em que a idade das vinhas passa os 75 anos de idade. As uvas são apanhadas à mão, prensagem pneumática com clarificação do mosto, a fermentação decorre 50% em madeira e 50% em inox, com estágio de 8 meses. A produção é inferior a 500 caixas, coisa pouca para um mundo sedento de o ter nas mãos, a elevada procura aliada à elevadíssima qualidade faz com que seja caro, não tão caro como os topos da Borgonha, mas o seu preço ronda com facilidade os 80€. Não tenho presente a informação se os brancos desta região são de longa ou média guarda, mas neste caso dizem os sommeliers que o vinho deverá ser bebido nos seus primeiros 4-6 anos de vida para depois o deixarmos dormir e só voltar a acordar até que tenha 12-15 anos. Todo um portento num vinho de raro perfil e excepcional qualidade. Em prova o 2003, que se apresenta com 13,5% Vol.
Boca de entrada fresca acompanhada de leve untuosidade com boa espacialidade. Toque leve de calda, vivacidade da fruta, tudo muito limpo e esclarecido, alta costura, anisado com a tal frescura suave durante toda a passagem de boca, de sabores concentrados em harmonia digna de registo. Complementa-se com flores e novamente um toque melado, o fundo é forrado a mineralidade. Parece entrar com tudo muito organizado, dentro da boca quase que dá para ir notando cada coisa a seu tempo, os sabores ficam colados aqui e ali e vem a acidez que limpa tudo para no final dominar a mineralidade.
Cheio de detalhes, pleno de encantos, companheiro de luxo para pratos delicados, Galinha da Índia com Couve é um exemplo, um branco memorável e a entrar directamente para os lugares de topo. No meio de tudo isto não posso deixar passar as sempre presentes memórias de um amigo que tanto gostava desta casta. 19 - 97 pts
16 dezembro 2009
Quinta da Murta fermentado em barrica 2003
A Quinta da Murta é uma propriedade vinícola com 27 hectares, situada a 2,5 km de Bucelas e aproximadamente 20 km a norte de Lisboa. A propriedade possui 14,5 hectares de vinha, implantadas a 250 metros de altitude nas encostas do vale da ribeira do Boição, onde beneficia de solos, exposição e de microclima com características próprias. São constituídas por encepamentos das castas Arinto, Rabo de Ovelha, Touriga Nacional e Syrah, produzindo vinhos brancos DOC Bucelas e tintos Regional da Estremadura. A primeira colheita data de 1994. A Quinta está inserida na Rota dos Vinhos, constituindo também um destino de turismo rural, nas vertentes de provas, vendas de vinho e eventos, oferecendo um enquadramento paisagístico de belo impacto.
Após uma visita bastante animada pelas instalações, sempre acompanhado pelo Hugo Mendes, jovem dinâmico e bastante apaixonado em fazer e mostrar o que faz, que no final da visita tinha já preparada uma prova alargada tanto em referências da casa, como espaçada em várias colheitas. Que melhor maneira de verificar o comportamento de cada marca ao longo do tempo senão esta, e da qual resultaram algumas notas de prova que irei colocar aqui. Agradecer em meu nome e da minha mulher, pela simpatia e atenção prestada. Em jeito de conclusão, no geral pode-se afirmar que o peculiar terroir que ali encontrámos se manifesta tanto nos brancos como nos tintos, notando-se nos brancos um perfil mais seco, fresco, limonado e com ligeira austeridade mineral em fundo, enquanto os tintos mostram uma Touriga Nacional menos expressiva, coesa e de abordagem menos fácil que tantas outras que por aí andam, mas com igual pendente mineral em fundo. São vinhos com identidade bem marcada, à espera de serem conhecidos aqui mesmo ao virar da esquina.
Castas: Arinto - Estágio: barricas novas carvalho francês durante 3 meses, com batonage - 12% Vol.
Tonalidade amarelo dourado de média concentração.
Nariz a mostrar aroma com evidentes notas de evolução, toque petrolado ligeiro, envolvente na calda/melado e fruta cristalizada, sensação de untuosidade com frutos secos torrados. Fruta ainda com alguma vivacidade, sente-se frescura, citrinos (limão, lima), flores brancas, tudo muito arranjadinho numa fina complexidade, com toque mineral de fundo.
Boca com acidez bem presente logo na entrada, o vinho tem uma boa sensação de untuosidade que se conjuga com fruta a lembrar limão, floral e fruto seco. Mostra-se de corpo mediano e fresco, fina complexidade e secura, num final longo e marcadamente mineral, estando em plena sintonia com a prova de nariz.
Já tinha tido o prazer de o provar, voltei a encontrar-me com ele e ainda bem. Arriscaria a dizer que é dos melhores exemplares que provei, com idade, da região de Bucelas, um vinho ainda com vivacidade tanto de acidez como da fruta. O tempo fez-lhe maravilhas, lapidou-o e deu-lhe outros encantos que fizeram as minhas delícias durante a prova. Poderia aguentar mais algum tempo em cave, mas é nesta altura que o vou querer aproveitar com um pargo assado no forno. 16 - 90 pts
05 abril 2009
Baltasar Gracian Tempranillo Viñas Viejas 2003
Do produtor BODEGAS SAN ALEJANDRO (D.O. Calatayud) , uma cooperativa fundada em 1962, composta actualmente por 350 sócios e 1100 ha (variando entre os 750 e 900 metros de altitude, onde castas como Garnacha, Tempranillo, Macabeo, Merlot, Syrah e Cabernet marcam presença) com uma produção total média de 4.600.000 Kg, situada em Miedes, na província de Zaragoza, no vale de Perejiles, a 758 m. de altitude.O nome da Cooperativa vem do nome de San Alejandro, cujos restos mortais se encontram depositados no Convento das Reverendas Concepcionistas Franciscanas, e cujo rótulo se inspira no relicário venerado pela confraria mais antiga da terra, situado na Igreja de San Blas.
O resultado são vinhos apetecíveis e bem feitos, onde se alia um toque de modernidade com algo do passado e onde se joga com preços e imagem sempre atraentes. Recordo que o vinho em prova não passou dos 7€.
São vinhos que sempre encontrei prontos a consumir após saírem para o mercado, mas que costumam melhorar nos primeiros 2 anos de guarda, apesar do exemplar em prova já ter passado o tempo recomendado como de consumo óptimo (seria neste caso 2007)... ou seja, o vinho entrou na fase descendente e convém aproveitar enquanto é tempo. Foi o que fiz...
Castas: 100% Tempranillo - Estágio: 10 meses em barrica - 14,5% Vol
Tonalidade granada escuro de concentração média/baixa com ligeiro toque atijolado no rebordo.
Nariz a mostrar aquilo que já se esperava, um vinho onde os aromas tocam quase sempre nos planos secundário e terciário. A fruta vermelha algo espaçada, mistura-se com compotas, toque de baunilha com queima da tosta, algum envernizado. Sente-se no seu todo um conjunto que a nível da expressividade mostra já algum desgaste.
Boca melhor que a prova de nariz, o vinho mostra ainda alguma vivacidade, com toques de fruta e compota da mesma. Acidez ainda que curta percorre o vinho por completo, balanceando com a tosta e algum caramelo que se faz notar no fundo. Pouco mais tem que dizer, a espacialidade é mediana e o final de boca médio/baixo.
Claramente na fase descendente da sua vida, já esteve muito melhor, mas obviamente não é vinho de grandes guardas. Fico aliviado por não ter mais nenhum exemplar destes em agonia na minha garrafeira.
14
01 fevereiro 2009
Quinta Vale d´Agodinho Grande Escolha 2003
Castas: Touriga Nacional (30%), Touriga Franca (25%), Tinta Roriz (15%) Tinto Cão (5%), Tinta Barroca (5%), Outras (20%) - Estágio: 8 meses em pequenas barricas de carvalho francês - 15% Vol.
Tonalidade ruby escuro de concentração média.
Nariz de boa intensidade, aromas maduros com fruta vermelha achocolatada, ao lado de toque compotado. No tom morno que apresenta inicialmente e dos seus 15% junta-se o toque vegetal com balsâmico juntamente a especiaria e baunilha, reveladores de uma barrica plenamente integrada com o conjunto que confere alguma profundidade ao aroma.
Boca de entrada fresca com a fruta a marcar presença de imediato, novas notas de compota, cacau e vegetal. Boa dose de elegância sentida durante a sua passagem, apesar de dar a sensação de ligeiramente adocicado, mostra perfil arredondado onde a frescura marca presença num final harmonioso de persistência média.
15,5
02 dezembro 2008
Quinta das Tecedeiras Reserva 2003
A Quinta da Teixeira Velha, localiza-se na região do Cima-Corgo, em Ervedosa do Douro no concelho de São João da Pesqueira, era o nome pelo qual a quinta era conhecida até ao final do século XIX, altura em que adoptou o nome de Quinta das Tecedeiras. O nome remonta ao passado quando a quinta esteve na presença do condado de S. Pedro das Águias e por tal habitada por freiras e monges. Nesse tempo o cultivo do linho era o produto mais rentável, que tecido pelas freiras (tecedeiras) garantia o sustento da comunidade.Nos dias de hoje, a Quinta conta com uma totalidade de 66ha onde 15ha são de vinha (100% castas tintas), onde 5 ha tem mais dde 80 anos (com mistura de castas, Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga Nacional Souzão, Rufete, Touriga Franca e Tinto Cão) e os outros 10 ha vinha com 20 anos de idade, estando a ser plantados mais quatro, mantendo o encepamento já existente. A primeira vindima foi feita em 2001, na antiga adega entretanto reformulada respeitando e aproveitando as infra-estruturas aí existentes.
Na foto do lado temos a flor que aparece no rótulo, nada mais que a flor do linho.
Tonalidade ruby escuro de concentração média/alta.
Nariz com aroma de bela intensidade, parece querer mostrar ao início umas ligeiras notas químicas que se dissipam rapidamente, mostrando um conjunto de fino recorte e de bela complexidade, onde aromas vegetais a recordar o aroma da esteva e da carqueja, se juntam a uma fruta bem madura (cereja, groselha) com ligeira compota presente. Complementa-se com o travo das especiarias (cravinho, pimentas) entrelaçado na ligeira brisa floral (violetas), denotando uma barrica muito bem acomodada, diga-se de passagem que se mostra de enorme elegância, aportando notas de baunilha, cacau e algum café moído, recordando novamente a sensação morna e de alguma cremosidade presente no mocaccino, com todo o seu consequente envolvimento no restante conjunto, num final fresco que consegue juntar um ligeiro toque balsâmico.
Boca de estrutura bastante harmoniosa, frescura presente durante a prova numa toada ligeira mas mais que suficiente, num todo que se mostra com fruta (groselha, amora, cereja) bem presente. Envolvendo-se o conjunto com notas de especiaria, mocaccino aqui também bem presente aportando as sensações de cremosidade, tal como na prova de nariz. A passagem de boca é bastante afinada e de bela espacialidade, com taninos bem comportados em fundo de recordação balsâmica, com final de persistência média/alta.
Com a produção a rondar as 6.000 garrafas e um preço a rondar os 20-25€, grandiosa relação preço/qualidade diga-se de passagem, fazem deste vinho uma aposta mais que obrigatória, fonte de prazer assegurado enquanto novo ou mesmo após tirar umas férias na nossa garrafeira. Assumidamente este é um dos meus vinhos de eleição, e é pena que fique muitas vezes afastado das mesmas luzes da ribalta que outros vinhos, assumidamente mais caros, têm costantemente direito.
17,5












