Copo de 3

30 novembro 2006

PROVA Quinta de Alcube - Varietais

A Quinta de Alcube está situada em Azeitão, em pleno Parque Natural da Arrábida, entre as Serras de São Francisco e São Luís e estende-se por 200 hectares de espaço rural preservado.
No rótulo podemos ver
a Capela do Alto das Necessidades, no interior da qual se ergue um valioso Padrão do século XV, classificado como Monumento Nacional.
Das várias actividades da Quinta destaca-se a produção de Queijo de Azeitão em queijaria tradicional e um dos últimos pomares de Laranjas de Setúbal, tal como a produçãode Vinho como é o caso destes dois varietais:


Quinta de Alcube Castelão 2004
Castas: 100% Castelão - Estágio:
10 meses carvalho Americano e Francês + 4 meses em garrafa - 14,5% Vol.

Tonalidade ruby escuro de média concentração.
Nariz a evidenciar fruta madura, com boa dose de frescura a acompanhar um especiado, algum herbáceo em companhia de notas de chá, as notas de barrica estão em segundo plano abrindo com o tempo para cacau, ligeiro torrado com baunilha, com ligeiro fumo de fundo em companhia com balsâmico.
Boca de corpo mediano, fruto bem presente, de imediato a dar entrada uma acidez que dá boa frescura ao conjunto, especiaria de braço dado com vegetal em fundo balsâmico que dá uma persistência final média, com leve adstringência que não chega a incomodar.

Não me lembro de ter provado um Castelão assim, é um vinho de atracção imediata, penso que foge ao perfil de Castelão mais dominador na zona, não sendo melhor nem pior, a palavra que o define é diferente e por isso mesmo é um vinho a seguir atentamente nos próximos tempos.
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Quinta de Alcube Trincadeira 2003
Castas: 100% Trincadeira - Estágio: 10 meses carvalho Americano e Francês + 8 meses em garrafa - 13% Vol.

Tonalidade ruby escuro de concentração mediana.
Nariz de boa intensidade aromática com a presença de boa madeira e notas derivadas do estágio, ligeiros torrados, fumo e alguma baunilha aliada a fruta muito madura com ligeira compota já a marcar presença. Se ao principio se pode mostrar um pouco fechado, com o tempo dá lugar a uma componente vegetal seguida de apontamento floral que me lembra os trabalhos de campo para a faculdade na serra da Arrábida (esteva, mato rasteiro, camomila...), que vem claramente dar nova vida ao vinho com um leve apontamento balsâmico no final.
Boca com boa entrada, estrutura média, fresco e macio, muito agradável e com boa passagem de boca, fruta madura presente com torrados pelo meio, afinado e harmonioso com fundo balsâmico e de persistência média.

Um vinho afinado e equilibrado, tem harmonia de conjunto e consegue cativar durante a prova não se tornando pesado ou enjoativo, ainda com pernas para andar pode estar guardado por mais algum tempo.
Foram engarrafadas 6993 garrafas sendo esta a nº 801
15,5

26 novembro 2006

PROVA Barrancos 2005

Junto ao Vale do Rio Murtega, numa pequena encosta soalheira a caminho da fortaleza de Noudar, nasce este vinho único, fruto do Sol, do Xisto e da Vontade dos Homens desta Terra que lhe deu o nome - Barrancos - Vila raiana, de tradições fortes, gente hospitaleira, paisagens calmantes, touradas, caça, azeite, presuntos... e também de vinho.
Estas são as palavras com que se apresenta este vinho que já vai na sua segunda edição, passando de umas 2.660 garrafas para umas 4 mil na colheita de 2005.

Barrancos 2005
Castas: Aragonez 70% , Touriga Nacional 20% e Alicante Bouschet 10% - Estágio: 6 meses carvalho francês - 13,5% Vol.

Tonalidade ruby escuro de boa concentração.
Nariz a mostrar-se com aromas de boa intensidade, algo fechado de início que ganha com algum tempo no copo, fruta vermelha e negra madura (ameixa, amora, bagas) com ligeiro vegetal/floral (esteva em flor) de segunda linha, em conjunto surge uma ligeira frescura muito bem colocada, o tempo passa e nova vaga de aromas aparece, madeira bem integrada com a fruta, toque especiado com baunilha, torrado ligeiro com algum tabaco e notas licoradas de fundo em companhia com toque de fumo muito diluido no final.
Boca a mostrar corpo de boa intensidade e concentração, frescura presente, equilibrio com vegetal fugaz, balsâmico e fruta madura, torrado, boa passagem com ligeira adstringencia, licor com final de boa persistência.

Uma boa surpresa com um rótulo muito bem conseguido, este não é daqueles vinhos simples e sem graça que se bebem e não nos dizem nada, este Barrancos é acima de tudo um vinho que se mostra com alguma força e carácter, apesar de um pouco fechado dá uma prova interessante, podendo vir a ganhar algo mais com algum tempo de garrafa. Uma justa homenagem ao povo de Barrancos.
15

PORTO E DOURO WINE SHOW 25 e 26 Novembro Casino de Lisboa

Vinhos do Douro e do Porto pretendem cativar o interesse e o paladar do público da capital, não só dos amantes e conhecedores de vinhos como de novos consumidores PORTO E DOURO WINE SHOW, realiza-se nos dias 25 e 26 de Novembro, no Casino Lisboa, a partir das 16h00.

Alguns dos mais conceituados produtores de vinhos do Douro e do Porto vão marcar presença no evento que tem por objectivo ser um dos pontos mais altos dos encontros vínicos do ano e um acontecimento social de referência inserido nas “Comemorações dos 250 Anos da Região Demarcada do Douro” e no programa “Douro no Tejo”.

PORTO e DOURO WINE SHOW junta os melhores produtores e enólogos dos vinhos do Douro e Porto, para preparar dois dias mágicos à volta do vinho. O fantástico Casino Lisboa abrirá as suas portas a este acontecimento, onde marcarão presença os grandes vinhos desta famosa região. ENTRADA LIVRE

Para mais detalhes consultar o site: http://www.essenciadovinho.com/

21 novembro 2006

PROVA Herdade da Comporta

A Herdade da Comporta é um projecto relativamente recente no mundo do vinho, com cerca de 30 hectares de vinha, situada em solos arenosos e solarengos temperados pela proximidade do oceano, digamos que temos uns vinhos em que à primeira vista se destacam lotes bem conhecidos dos vinhos Alentejanos mas em que as condições climatéricas são bem diferentes, com a enologia a cargo de Francisco Colaço do Rosário, vejamos então o que tem cada um deles a dizer:

Herdade da Comporta Branco 2005
Castas: Antão Vaz e Arinto - Estágio: Inox - 13% Vol.

Tonalidade amarelo citrino de média concentração e ligeiramente glicérico.
Nariz com aromas de intensidade mediana, a fruta que supostamente seria de esperar não aparece logo em destaque e dá lugar a um aroma vegetal presente (chá te cidreira) seguido de leve floral, a fruta aparece depois com apontamentos de origem tropical (anonas e ananás), a frescura é mediana num conjunto que se mostra algo tímido.
Boca a dar melhor prova que no nariz, com estrutura mediana, presença de ligeiro vegetal com pontinha mineral de fundo, acidez presente dando boa frescura ao conjunto, final de boca médio e de boa persistência.

Um vinho onde a casta Antão Vaz não se mostra tanto dando lugar ao Arinto, vinho algo introvertido e pouco comunicativo no nariz, melhor na boca sem dúvida alguma, talvez a proximidade do mar e o próprio terroir tenham influenciado o comportamento das castas, preço a rondar os 6,50€ um pouco alto para a qualidade apresentada.
15

Herdade da Comporta Tinto 2004
Castas: Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet e Touriga Franca - Estágio: Carvalho - 14,5% Vol.

Tonalidade granada de concentração média.
Nariz com boas notas de fruta madura (doce de tomate), ligeira presença de vegetal (erva seca) em segundo plano aliada a uma suave componente floral e especiada (cravinho), fresco de aromas em bom equilibrio e harmonia.
Boca bem estruturada, suave na prova de boca com fruta presente, acidez suficiente para dar boa dose de frescura ao vinho, um conjunto muito agradável de persistencia final média.

Mostra-se um vinho muito consensual, está bem feito e apelativo, num perfil diferente talvez até se chame de Alentejo-Sadino, ronda os 7€
16

19 novembro 2006

PROVA Terras D´Ervideira

Próximo de Reguengos de Monsaraz, mais propriamente da Herdade da Herdadinha pertencente à Ribeira da Ervideira Sociedade Agrícola, são produzidos os vinhos Terras D´Ervideira, aqui em prova o tinto e o branco:

Terras D´Ervideira Tinto 2004
Castas: Aragonez, Trincadeira e Castelão - Estágio: Inox - 13,5% Vol.

Tonalidade granada de concentração mediana.
Nariz com fruta vermelha e negra (ameixa, bagas, amora), apresenta ligeira compota em companhia de especiado e com fumo de fundo.
Boca de estrutura suave, vegetal com fruta madura, frescura ligeira, boa passagem de boca com o final a mostrar alguma secura vegetal, mostra um bom equilibrio de conjunto, muito afinadinho.

Um vinho que para um preço a rondar os 4€, esperava-se um pouco melhor.
14


Terras D´Ervideira Branco 2005
Castas: Antão Vaz, Perrum e Roupeiro - Estágio: Inox - 13,5% Vol.

Tonalidade amarelo citrino com ligeiro dourado.
Nariz de aroma leve e frutado, apontamento de fruta tropical com companhia de citrinos em companhia de aromas florais que se conjugam com toque mineral de fundo. Sem grande intensidade mas a mostrar-se correcto.
Boca de média estrutura, fruta presente como no nariz, em boa proporção dando uma prova bem equilibrada e com acidez presente a dar frescura ao conjunto, final de boca médio.

Um vinho que apesar de se mostrar sem grande intensidade, mostra-se correcto e a dar uma bela prova, o preço de 3€ é aliciante para a qualidade apresentada, uma boa aposta para o dia a dia que não nos vai deixar mal. 15

16 novembro 2006

PROVA À QUINTA - Vinho com menos de 13% Vol.



Fui buscar o meu exemplar a um produtor que ultimamente tem andado muito apagado, falo da Cooperativa Agricola de Granja, situada perto de Mourão, pertencente à região vitivinícola da Granja/Amareleja.

Terras do Cante 1997
Castas: Trincadeira, Periquita, Moreto Preto e Aragonês - Estágio: envelhecido em madeira e estagiado em garrafa - 12,5% Vol.

Tonalidade ruby escuro muito bonito de concentração média/baixa mostrando já a passagem do tempo com leve laranja no rebordo.
Nariz que não se mostra de grandes exuberâncias, aqui tudo se conjuga num equilibrio e numa afinação muito delicada que tornam o conjunto agradavel, a mostrar-se com frescura de aromas, inicialmente aparece a componente vegetal bem mais presente com uma componente especiada ainda que leve e fina, acompanhada de uma pontinha de químico, com mais um tempo de copo surgem então de forma progressiva frutos silvestres, marcando presença com alguma compota/geleia muito ligeira, em acompanhamento um ligeiro caramelo de leite que nos transporta para notas ligeiras de tabaco(charuto), massapão e final com sensação de fumo e queimado.
Boca com estrutura suave, redondo e sem arestas, macio com a acidez suficiente para o vinho mostrar ainda frescura, boa passagem de boca com notas de geleia, tabaco e madeira, algum vegetal e o final mostra uma ponta de balsamico com ligeira especiaria, em persistência final mediana.

Um vinho fora de modas, um Alentejano com um estilo já pouco visto nos dias que correm, apesar de tudo está em boa forma e a dar uma prova muito interessante, o vinho não tem tanta graduação como os vinhos que se fazem nos dias de hoje, não é um vinho madurão nem de grandes concentrações, está isto sim um vinho fino, elegante e macio, capaz de ficar mais um tempo na garrafeira sem muitos problemas.
16,5

É aqui que se podem colocar as vossas notas de prova em jeito de comentário...
PS: O novo desafio foi lançado pelo Vinho da Casa, bem interessante por sinal.

PROVA Almeida Garrett Chardonnay 2003

Aqui um exemplar proveniente da região da Cova da Beira nas fraldas da Serra da Estrela, do produtor SABE - Soc. Agrícola da Beira, SAsai este Chardonnay 2004 Regional Beiras.

Almeida Garrett Chardonnay 2003
Castas: 100% Chardonnay - Estágio: 6 meses carvalho francês - 14% Vol.

Tonalidade amarelo dourado de bela intensidade.
Nariz com a casta a expressar-se pouco, fruta presente com algum vegetal a surgir ainda que leve, sensação de amanteigado com torrado de fundo, num conjunto de aroma pouco exuberante e complexo e um pouco apagado, leve doçura de fundo com frescura ligeira, mostra-se correcto mas não passa disto.
Boca com boa entrada, redondo e de estrutura mediana, muito afinado com tudo no seu sítio, frescura suficiente a dar alguma vida ao vinho, traço vegetal que se dilui num final de boca médio.

Um vinho que se mostrou correcto e acima da média da qualidade de muitos brancos, apesar de um pouco abaixo do esperado, talvez a nova colheita que se encontra no mercado esteja melhor, com um preço aproximado de 5€ valeu pela curiosidade.
15

PROVA Valle do Nídeo Superior 2004

Mais um Duriense em prova, desta vez proveniente da zona do Pocinho, Vila Nova de Foz Côa, pelo produtor Hermínio Miguel Abrantes sai este:

Valle do Nídeo Superior 2004
Castas: Touriga Franca e Tinta Roriz - Estágio: 6 meses carvalho novo - 13,5% Vol.

Tonalidade ruby escuro de concentração média.
Nariz de boa intensidade, fruta madura e ligeira compota, com toque vegetal de fundo (mato), em conjunto surgem notas de baunilha e cacau, tabaco e especiarias em segundo plano num conjunto que sem ser muito exuberante mostra uma boa afinação aliada a uma frescura muito agradável.
Boca com estrutura média, redondo na prova com frescura presente, a fruta presente acompanha uma leve secura vegetal, boa prova de boca com baunilha e leve balsamico em final especiado de persistência média/baixa.

Um vinho bastante agradável a que talvez falte um pouco mais de concentração para se tornar algo mais sério, mesmo assim é um vinho bastante bem feito e com qualidade bem presente com um preço a rondar os 7€
15,5

PROVA Dona Berta Rabigato Reserva 2005

Em prova mais um vinho do Douro, de Freixo do Numão, Dona Berta Rabigato Reserva 2005 é um extreme da casta Rabigato (Rabo de Ovelha no Alentejo e Dão) o que deve ser caso único pois é casta que costuma andar acompanhada.
O vinho junta uvas provenientes de vinhas com cerca de 150 anos (pré-filoxéricas) com uvas de vinhas novas:

Dona Berta Rabigato Reserva 2005
Castas: 100% Rabigato - Estágio: Inox - 13% Vol.

Tonalidade amarelo citrino com ligeira nuance esverdeada.
Nariz com intensidade média/alta, fruta madura bem presente com notas de ananás, figo, manga e ligeiro citrino, no conjunto a frescura é notória num conjunto com leves aromas florais que se prolongam para notas minerais bem presentes, tudo muito bem equilibrado e elegante, no final tem ligeira sensação de fumo.
Boca a mostrar-se com bom corpo, a dar uma prova de muito bom nível, a fruta de qualidade marca presença em conjunto com uma acidez que nos guia durante a prova de boca sem chegar a ser exagerada, toque mineral de bom tom a marcar o final de boca que se mostra com grande persistência.

É um vinho de qualidade e que sem se entender o motivo parece afastado dos ditos nomes da moda na região, talvez as modas interessem mais a uns nomes que outros, mas o certo é que este Dona Berta Rabigato Reserva 2005 se mostra um vinho que tem tudo para agradar, certamente um nome a conhecer sem hesitar, que mostra qualidade para estar ao lado dos bons exemplares da zona que o viu nascer, preço a rondar os 12€
16,5

PROVA Dona Berta Tinto Reserva 2004

Em prova a versão tinto do Dona Berta Reserva aqui representado pela sua última colheita:

Dona Berta Reserva 2004
Castas: locais - Estágio: carvalho americano e francês - 13% Vol.

Tonalidade ruby escuro de média concentração.
Nariz de boa intensidade, a fruta aparece madura e com ligeira compota, tudo bem casado com a madeira onde ligeiras notas de baunilha, ligeiro tostado e uma pitada de pimenta complementam um conjunto harmonioso e equilibrado, as notas vegetais marcam presença mas sem se manifestarem muito, com o tempo surge leve cacau e um ligeiro fumo de fundo.
Boca de estrutura média, fresco no conjunto com boa acidez e muito equilibrado no seu todo, tem certo arredondamento com fruta madura presente e alguma secura vegetal. Final de boca de persistência média com recordação de ligeiro mineral.

Um vinho que não se mostrando muito concentrado ou intenso, foge claramente a modas destacando-se pela elegância e harmonia de conjunto, mostra-se equilibrado entre nariz e boca dando uma prova de grande qualidade.
Com um preço aproximado de 15€ é um vinho que vale a pena conhecer.
16,5

15 novembro 2006

FESTA DA VINHA E DO VINHO 2006 - 11 a 19 Novembro


Mais um evento ligado ao mundo do vinho, a Festa da Vinha e do Vinho que se realiza na vila de Borba, entre os dias 11 e 19 de Novembro, com uma forte vertente cultural, onde a gastronomia, a música, e tudo o que diz respeito ao vinho pode ser devidamente apreciado.

Mas afinal não é bem assim, este ano para entrar tive de pagar 2€, a curiosidade e a necessidade de lá ir por vários compromissos fizeram com que mais um ano o Copo de 3 fosse visitar a Festa da Vinha e do Vinho.
Ao entrar a desilusão foi enorme, se no ano passado ainda se contavam alguns produtores de vinhos do Alentejo, com alguns agentes do sector presentes, este ano apenas contei pouco mais que 5 produtores de vinho, com destaque para a Coop Borba, Marcolino Sebo, Dom Januário e Monte Seis Reis...
O mais curioso é que uma festa que tem pelo nome Vinho e Vinha, apresenta uma esmagadora maioria de barraquinhas de artesanato, de todo o tipo e feitio, mais que vistas e revistas nas festas que ocorrem pela zona durante o ano...
O pesadelo pode continuar se pensarmos que nesta festa não se tem um minimo de cuidado no serviço dos vinhos nem sequer se fala em temperaturas ou copos dignos para tal.
Ou tentam melhorar para que seja um evento de referência no Alentejo, coisa que não vejo, ou então tirem o nome à festa porque estão a insultar o Vinho.

10 novembro 2006

PROVA Quinta do Infantado 2003

É mais um vinho do Douro, proveniente da Quinta do Infantado, com uvas seleccionadas em duas vinhas: Serra Douro e Serra de Baixo, na famosa região de Gontelho, um terroir único.

Quinta do Infantado 2003
Castas: não indicadas - Estágio: carvalho de várias origens e idades - 13% Vol. Garrafa 4062/14.400

Tonalidade ruby escuro de concentração média/alta
Nariz a revelar no primeiro contacto aromas de fruta madura de boa qualidade e intensidade , ligeira selecção de compotas presente e com uma frescura presente ao de leve, pó de talco seguido de um vegetal muito sumido, a esteva brinda o vinho com a sua fragrância diluindo-se e dando lugar a caixa de charutos, a madeira está muito bem encaixada no conjunto, pitada de cacau, baunilha e torrado leve, em conjunto com a presença de notas licoradas algum fumo de fundo acompanhado de um subtil balsâmico.
Boca com entrada fresca, a fruta está também presente a dar indicação de alguma compota presente, conjunto afinado e elegante, macio na prova com balsâmico no final.

É um vinho que não se mostra muito complexo na boca, mas é um vinho que se mostra suave e elegante com todos os seus atributos a darem um bom desempenho, dando grande prazer ao provar o vinho.
Como nota curiosa penso que seja o único vinho a ter a bandeira de Portugal no rótulo.
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