Mais um vinho da Beyra, novo projecto do enólogo Rui Reboredo Madeira, na Vermiosa. No impacto do rótulo destaca-se a altura das vinhas mas não a idade das mesmas e ficando também a saber-se o solo onde as ditas assentam, entre os xistoso e o granítico com filão de quartzo pelo meio. Quartzo o mineral mais abundante na Terra, está um pouco por todo o lado e até no rótulo onde marca de forma determinante ou não o suposto terroir deste vinho. Foi-se buscar a Síria e a Fonte da Cal, pela informação técnica não cheira sequer a madeira, apenas conheceu o frio do inox. O resultado é um branco seco e mineral, a acidez desponta e os aromas citrinos com toque de pederneira são aquilo que mais se destaca no nariz. Na boca há frescura inicial, uma acidez cítrica acompanhada por frutinha e mineralidade, num conjunto algo amontoado em perfil moderado que se esvazia ligeiramente em final com acidez um pouco "em pontas".
O vinho não me deixou fascinado, esperava algo um pouco mais afinado e equilibrado, mas entendo os que se agarram a ele qual bóia salva vidas num mar de igualdade... De resto e entrando no campo do (des)gosto pessoal, limita-se a ser um bom vinho, não apreciei a falta de definição que apresenta. Na realidade até o vejo algo forçado no seu conteúdo, dispenso a conversa da altitude, do quartzo e todo esse romantismo enológico. Pelos 5€ que custa não vou voltar a ele, apesar de cumprir aquilo a que se destina (pedir mais seria absurdo), pode ser que melhore, pode ser que não, vou ficar atento...

