Copo de 3: Cristiano Van Zeller
Mostrar mensagens com a etiqueta Cristiano Van Zeller. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cristiano Van Zeller. Mostrar todas as mensagens

10 julho 2015

VZ branco 2013


Este VZ branco 2013 (Lemos & van Zeller) é um belíssimo branco com estágio de 9 meses em barrica com direito a battonage. É daqueles brancos que nos deixa rendidos face à sua qualidade, que apetece cheirar e beber, dá muito prazer e isso é sempre o mais importante. Conquista pela forma como casa a fruta com a madeira, pela classe e grande categoria com que se apresenta. Dá uma prova cheia de carácter, com o Douro bem vincado num conjunto que entrelaça e envolve com as notas ligeira tosta da barrica e a fruta (pêssego, citrinos, pêra), coeso, sério, marcado por um final tenso e mineral. De igual modo toda a passagem pelo palato se enquadra com o já descrito, muito boa presença, amplo e com ligeira austeridade mineral em fundo. Todo o conjunto remete para um consumo que pode ser imediato ou para guardar por mais uns quantos anos na garrafeira, o prazer está sempre mais do que assegurado num vinho cujo preço ronda os 20€ em garrafeira. 93 pts

04 julho 2011

Casa Casal de Loivos 2007

Este vinho vinificado por Cristiano Van Zeller da Quinta Vale D. Maria, juntamente com a enóloga Sandra Tavares da Silva, provém de uma pequena propriedade de 1,6 hectares de vinha com mais de 50 anos que abasteceu com uvas da mais alta qualidade a empresa Quinta do Noval, agora dá origem a este Casa de Casal de Loivos. É um erro pensar que este vinho é o entrada de gama do vinho Quinta Vale D.Maria, são vinhos bem distintos recaindo a minha opção pelo segundo, mero gosto pessoal a falar.

Aqui o peso da garrafa é proporcional ao peso do vinho, apesar da gulodice, da complexidade e da forma harmoniosa como a madeira se casa com tudo o resto, o vinho recai um pouco em alguns aromas quentes e adocicados, eu gosto dos Douro mais frescos e com fruta mais limpa, sem passa de preferência. Procuro aquela secura no final de boca, aquela garra e nervo, coisas que me acostumei a gostar e a procurar...

Vinho rechonchudo concentrado e pujante, são 15% Vol. que curiosamente não se fazem sentir, com frescura e fruta em enorme sintonia, sente-se algum peso, passada intensa, todo ele complexo com fruta negra do tipo cereja muito madura e alguma passa a dar toque adocicado, frescura suave com madeira integrada, especiaria doce, tabaco e cacau... na boca repetimos a dose, fresco, amplo e a tentar preencher toda a boca, sabe ao que cheira o que é bom, eu gosto disto, sente-se o rasgar da fruta pelo meio da boca rodeada de coisas boas. O final é persistente e longo,  um vinho que não é barato pois chega facilmente aos 25€, dá uma prova muito sólida, muito fácil de se gostar e de se beber... apesar de ser muito bom o vinho não me deixa vontade de repetir, encontrei por ali muita repetição, muito do que se costuma encontrar... e o preço face à qualidade não ajuda minimamente. 90 pts

17 fevereiro 2011

VZ branco 2008

Com o boom qualitativo que se tem assistido nos brancos nacionais, hoje em dia pouco é o produtor que não resiste em ter um branco de referência. O Douro será muito provavelmente a zona que mais fervilha no que toca a novidades, e nos brancos  muito e bom se tem feito nos últimos anos. Um desses exemplos surge das mãos do reconhecido produtor Cristiano Van Zeller, um branco baptizado como VZ que coloco em prova com a colheita de 2008. O ano de 2008 deu excelentes condições às uvas da zona de Murça, de onde provêm 95% das uvas deste vinho, vinhas velhas com 70 anos onde predominam Codega, Viosinho, Gouveio e Rabigato. O vinho banha-se em barricas novas de carvalho francês, salta para o mercado em garrafa pesadona com 12,5% Vol. e um preço de respeito que ronda os 25/30€.

No aroma sente-se um vinho com certa dose de untuosidade, algum peso que resulta da passagem por madeira, num todo bastante afável sem grande complexidade ou intensidade. Mistura um travo da fruta madura, alperce e citrinos, com madeira bem integrada, alguma baunilha e tosta dão claras sensações de arredondamento, mas domina uma boa frescura com notas de pimenta branca, algum mato serrano e fundo bem mineral.

Boa entrada de boca, frescura sentida no primeiro instante, toque limonado seguido de imediato por fruta de polpa branca e arredondamento da madeira, ainda que ligeiro pois consegue mostrar uma bela frescura durante toda a prova, sem ter muito peso, amplo e com boa mineralidade. Determinado e com enorme paciência para andar a girar no copo, dá gozo beber uma e outra vez, o álcool em formato ideal, sempre são 12,5% faz com que se beba todo sem se dar por isso... no final apetece mais.

O tempo ajudou a madeira a entrar no sítio certo, está muito bom de nariz e de boca, talvez lhe pudesse chamar de uma enorme bola de algodão, o problema aqui é o preço. Gostei muito mas para o que custa pedia um pouco mais de clarividência no que a fruta diz respeito, ela anda lá mas parece algo apática. A despachar o que se tenha que o 2009 já anda por aí... 16,5 - 91 pts
 
Powered By Blogger Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Portugal License.