Copo de 3: Itália (Abruzzo)
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06 outubro 2010

Binomio 2001

Binomio é um projecto de dois velhos amigos: Stefano Inama da Azienda Agricola Inama em Veneto e Sabatino Di Properzio da Fattoria la Valentina. Uma ideia simples que nasceu da convicção de que a Montepulciano é uma uva nativa Italiana com um extraordinário potencial. A vinha de quase 4 ha, situada na região de Abruzzo, de onde nasce o Binomio foi plantada em 1971 com o clone "Africa", localizada a 500 metros de altitude e foi comprada em 1999. O ano de 2002 marca a consolidação da adega com a adição das últimas cubas de fermentação e uma sala de barricas climatizada.
A compra deste vinho foi um completo tiro no escuro, daqueles vinhos que no desconhecido conquistou a atenção pelo conjunto de dois factores, o preço ao alcance ainda que não sendo barato ficou a rondar os quase 30€ e a pomposa nota que teve na imprensa estrangeira (95 pts da Wine Spectator), aqui a responder a todos aqueles que perguntam se devemos ou não seguir as notas deste ou daquele, neste caso a nota serve como mero sinalizador de qualidade, nada mais, resta depois de provar sabermos se concordamos ou não com o score antes obtido. Portanto foi com a vontade de partir à descoberta de novos aromas e novos sabores que certamente nos aguardavam e desconhecendo por completo tanto a casta como o estilo de vinho que nos esperava, que este vinho me veio parar ao copo... e em boa hora foi escolhido e bebido.

Binomio Montepulciano 2001
Castas: 100% Montepulciano - Estágio: 15 meses barrica carvalho Francês novo e segundo ano 50/50 - 15% Vol.

Tonalidade granada escuro, concentrado com leve rebordo violeta.

Nariz com um aroma denso, profundo e concentrado onde não se consegue fugir da sensação de extracção com uma belíssima geleia de fruta em destaque, mas tudo com excelente qualidade e embalado por uma frescura que torna o vinho bastante apetecível sem cair no enjoo, harmonioso e ao mesmo tempo dando sensação que ainda não se desembrulhou ao completo, mostrando por agora notas de groselha negra, framboesa, cereja, tudo limpo e maduro. Atraentes aromas do estágio e da evolução, muita especiaria doce, suave madeira, pimenta preta, cravinho, lavanda e outras ervas do monte, tabaco, chocolate e toque floral pelo meio. Fundo a derreter para bombom de ginja e lá no fundo uma leve mineralidade/terroso onde assenta todo este colosso.

Boca muito bem estruturada, ampla e quase a mastigar a fruta de tão boa que está, madura, suculenta, complexidade que se sente com variados sabores a surgirem, enche o palato, fruto negro, chocolate, especiaria, com os 15% camuflados que nem se notam, um vinho de puro prazer ainda que com muita garra e garrafa pela frente.  O fina de boca é longo e muito persistente, um todo muito acolhedor com fio condutor assente numa bela acidez.


Um vinho potente, maciço, um autêntico portento de força onde a frescura que contém o transforma numa besta controlada e fácil de se gostar. É de 2001 e enquanto continua a crescer e a abrir os braços, outros à sua volta vão vendo o seu fim anunciado... mesmo quando o preço pedido por eles é superior a este Binomio. Neste perfil, direi neste calibre Howitzer... será certamente do melhor que me tem passado pelo copo nos últimos tempos. 18 - 95 pts
 
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