Copo de 3

31 julho 2006

O Copo de 3 vai de férias... Escolhas de Verão

Já estavam a tardar mas aqui estão elas, as merecidas férias, o Copo de 3 vai de férias neste mês de Agosto mas promete voltar com mais novidades, mais vinhos, mais entrevistas, mais reportagens...

Para este Agosto deixo as minhas escolhas pessoais no que toca a vinhos brancos e rosados, aqueles companheiros que costumo ter sempre na garrafeira prontos a servir num final de tarde com os amigos, ou para acompanhar um peixe grelhado ou uma mariscada, são as minhas Escolhas de Verão:

Rosados:
Herdade das Servas Rosé 2005
Monte da Peceguina 2005
Adega Coop Borba - AdegaBorba.PT 2005

Brancos leves e frutados:
Quinta da Aveleda 2005
Muralhas de Monção 2005
Muros Antigos Loureiro 2005
Couteiro Mor 2005
Companhia das Lezirias Fernão Pires 2005
Quinta dos Grilos 2005

Brancos encorpados:
Tiara 2005
Redoma 2005
Lavradores de Feitoria Sauvignon Blanc 2005
Deu la Deu Alvarinho 2005
Castello D´Alba Reserva 2005
Coop de Borba Antão Vaz com Arinto 2004
Esporão Reserva 2005
João Portugal Ramos Antão Vaz 2005

PROVA Vinha do Poeta 2003

Vinha do Poeta 2003
Castas:
Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz - Estágio: 6 meses de barrica francesa e mais 3 meses em garrafa - 13% Vol.

Tonalidade granada de média intensidade.
Nariz a mostrar notas iniciais de alguma compota, fruta presente e madura, travo especiado com algum floral que se vai desenvolvendo com o tempo no copo em conjunto com leve baunilha e chocolate. Tudo bem colocado, leve e sem grandes protagonismos.
Boca tem entrada leve e afinado, bem redondo e sem grandes arestas por limar, fresco com fruta madura presente, especiaria e um fundo fresco com balsâmico em destaque a dar boa persistência média/alta.

São cerca de 2,50€ de harmonia, equilibrio, apesar de corpo fino e bem colocado dá uma bela prova.Do produtor Caves da Montanha, Dão, sai este vinho que se mostra como uma homenagem aos poetas.
A disparidade de certas notas que este teve revelam que o vinho pode ter tido uma nobre evolução e apresentar-se em melhor forma nesta altura, é certo que os poetas da nossa terra podiam merecer melhor homenagem mas como o poeta é homem do povo este vinho está em boa sintonia. A comprar e beber nos próximos tempos.

14,5

29 julho 2006

A excentricidade tem limites...

A noticia pode não ser muito recente, mas dos lados de Azeitão mais propriamente do gigante Bacalhoa Vinhos de Portugal saiu um novo vinho, Berardo Reserva Familiar 1995.
Um vinho que se pretende como uma homenagem à família Berardo, relembro que José Berardo é o actual accionista da empresa, com uma produção muito limitada de apenas 1.700 garrafas sendo vendido exclusivamente na loja da empresa por um preço de... e agora é que está o choque, 200€ que segundo o Sr. Berardo «É um vinho que fiz para o meu gosto e para guardar para o futuro, para mim e para os meus amigos, mas estou a ver que tenho mais amigos do que eu pensava.»
Ora 200€ por um vinho que o dito Sr. mandou fazer, não o fez claramente como disse, é um patamar que situa este vinho como o mais caro vinho de Portugal, situando-se acima do Alentejano Pêra Manca e do histórico Duriense... Barca Velha.
Mais comparações de preços podem ser feitas, basta reparar que um mítico Vega Sicilia Único Reserva Especial ronda os 180€ ou mesmo os grandes vinhos de Bordéus (Margaux, Haut Brion, Latour, Cheval Blanc, Lafite...) um Penfolds Grange ou um RWT são vinhos que em grande parte rondam esses 200€ e certos anos até ultrapassam em larga escala, mas normalmente são vinhos que andam perto dessa quantia.
Será lógico uma excentricidade destas ? Tentativa de chamar a atenção ? O vinho tem qualidade para tal ? É para não vender as garrafas, se fosse assim não as metia à venda...
Na minha visão um Barca Velha ou um Pera Manca não valem os 150€ que pedem por eles, mas claro que se o vinho tem esse preço é porque alguem o compra... mas temos grandes vinhos e penso que o nosso tecto mais correcto sejam os 60-70€ no que toca à excelência de vinhos de mesa, retiro os Porto e Madeiras e mesmo Moscatel.

28 julho 2006

PROVA Alandra Tinto

Alandra - vinho de mesa

Castas: Sem referências - 13% Vol.

Tonalidade ruby escuro de boa concentração.
Nariz a mostrar-se com fruta madura, aroma quente com algum vegetal que aparece de fundo, especiado qb e uma ponta de alcool muito fugaz.
Boca a mostrar-se com certa frescura, médio de corpo com fruta presente com alguma secura no final.

Um vinho do prestigiado produtor alentejano, Esporão, neste caso o vinho de entrada de gama Alandra vinho de mesa tinto, bem simples e directo, sem grandes atributos que mesmo com um preço que ronda os 2,5€ a não justificar o investimento.
12,5

24 julho 2006

PROVA Castello D´Alba Reserva Branco 2005

Castello D´Alba Reserva Branco 2005
Castas: tradicionais do Douro - Estágio:
carvalho americano e francês com battonage durante 5 meses - 14% Vol.

Bonita tonalidade amarelo citrino com leve dourado
Nariz a mostrar boa intensidade, com baunilha e fruta madura tropical (maracujá, ananás) e algum citrino (limão, laranja) bem presente em boa parceria com alguma untuosidade, ligeiro amanteigado, notas de frutos secos, com notas de aroma floral que se junta com um ligeiro mineral de fundo. Fresco e apelativo.
Boca a mostrar bom corpo, com boa concentração, fruta bem presente, redondo e afinado, acidez a dar boa dose de frescura ao vinho, numa boa ligação com a madeira, mostra equilibrio entre boca e nariz, ligeiro mineral no final, conjunto muito bem conseguido com final de boca de persistência longa.

Nos tempos mais quentes a prova de vinhos tende quase sempre para vinhos brancos e rosés, talvez por serem mais apelativos e obviamente por serem servidos e bebidos frescos, este vinho elaborado pela VDS é um bom exemplo disso. O preço mais uma vez é uma bela surpresa, a rondar os 5€ no Continente, um vinho que tem tudo para ser uma bela companhia para este Verão e com um pé no Outono, que se mostrou uns furos acima do Reserva 2004.
16,5

Bordéus 2005 - loucura ou talvez não...

A loucura dos preços chegou mais uma vez a Bordéus, as garrafas mesmo antes de sairem para o mercado já atingem preços exurbitantes.
Para ajudar ainda mais, um Sr Parker prova e classifica ainda antes de o vinho estar à venda, ora nesta parte quem se ri são os produtores e distribuidores que assim sabem se podem ganhar mais algum à conta de uma melhor nota.

O melhor de tudo isto são mesmo os preços, para melhor nos entendermos: Uma garrafa de Chateau Latour 2005 é vendida por 600€, mais 275% do que a colheita de 2004 e mais 213% que a colheita de 2000. Uma caixa de 12 garrafas Latour 2005 fica nuns bonitos 7.200€
Para não falar num Chateau Ausone 2005 que bate records, comparado com 2000 está + 221% e com 2004 + 376% ora neste momento uma garrafa atinge os bonitos 1.000 euros, o que equivale a uns 12.000 euros uma caixa de 12 garrafas como costuma ser vendido.

Claro está que com 7200€ podemos comprar muita coisa, desde um Smart em segunda mão a uma Honda VFR 800 F-I também em segunda mão, umas férias de sonho em qualquer parte do mundo, e no que toca a vinhos podiamos comprar 20 caixas (de 6 garrafas) de Charme 2004, ou 42 garrafas de Vega Sicilia Unico 1994 (RP 98+), 120 garrafas de Taylors Vintage 2003, fazer uma garrafeira com 200 exemplares dos melhores vinhos de Portugal, supondo que um casal gasta por mês 200 euros, abastece durante 3 anos sem qualquer problema, ou podemos sempre comprar 18947 Kg de Arroz, 14400 Kg de Esparguete, 16364 litros de leite, 14694 Kg de Laranjas, 1800 Kg de carne picada...

Ora com tudo isto, é de dizer estes Franceses estão loucos... venham as férias com os amigos e regadas com os melhores vinhos Portugueses...

23 julho 2006

PROVA Dumonte 2004

Das terras do Alentejo, pelo produtor Caves Velhas sai este:

Dumonte 2004
Castas: Castelão, Trincadeira e Aragonês. - Estágio: n/indicado - 13,5% Vol.

Tonalidade ruby escuro de mediana concentração.
Nariz inicial com algum vegetal, a notar-se fresco inicialmente com a fruta vermelha madura a aparecer pouco depois em companhia de uma aroma a esteva, o vinho com o tempo no copo passa para uns tons mais quentes, caixa de charutos, leve baunilha tudo afinado e bem colocado.
Boca de entrada média com a acidez a dar boa frescura ao vinho, vegetal em conjunto com a fruta, fraco de complexidade com final de boca a mostrar ligeira secura, persistência final média.

O preço foi de 1,99€ numa superfície comercial, é um vinho de entrada de gama a mostrar-se certinho e afinado, a beber sem problemas.
14

17 julho 2006

Vega Sicilia... na versão branco.

Um dos nomes míticos do mundo dos vinhos, vem de Espanha, desde Valbuena de Duero (Valladolid) Ribera de Duero e é certamente o fiel representante dos vinhos de Espanha no mundo.
Desde 1915 , ano em que viram a luz os vinhos Vega Sicilia e Valbuena, que a qualidade e a mística anda em volta deste produtor.
O último vinho branco desta casa remonta o ano de 1948, pelo que este novo vinho é um acontecimento importante para o produtor e para todo o mundo do vinho.
Foram plantadas em 1994 quatro variedades de uva branca, todas elas de origem francesa (viognier, chardonnay, roussane e marsanne) tendo o produtor esperado 10 anos para que a planta entre numa fase mais adulta e com melhor produção, e em 2004 foi realizada a primeira experiência. Segundo Pablo Alvarez este branco tem o domínio de roussane e marsanne, e aproximadamente 10% de viognier, sendo esta uma das 14 combinações que foram realizadas para a primeira colheita. Destas 4 castas todas elas foram envelhecidas e fermentadas em 11 tipos de carvalho diferente, sendo que serão necessários mais 4 anos para ter uma decisão definitiva quanto ao seu lançamento, sendo o previsto com 15 meses de madeira e 4 anos de garrafa
O vinho segundo a informação é marcado por um absoluto equilibrio entre fruta e madeira, untuoso, denso e persistente na boca onde a viognier apesar da baixa percentagem está presente.
Resta pois esperar, e em 2010 quem sabe poder apreciar este VEGA-SICILIA BLANCO 2004.

16 julho 2006

Descubra as diferenças...

PROVA Alandra Rosé

Seguindo a onda dos vinhos Rosés que faz dois anos tem vindo a surgir a grande velocidade, qual tsunami rosé que nos invade com uma oferta cada vez maior por parte dos produtores, que não querendo ficar atrás também entram na onda, quais surfistas.
O vinho em prova é o primeiro vinho de mesa provado no Copo de 3, um vinho que despensa muitas apresentações, trata-se do Alandra, o produto de entrada de gama do Esporão, que faz bem pouco tempo deixou de ter a data da colheita para passar a ser vinho de mesa.
Aqui em versão rosé, com 13% e tonalidade mais vermelha que rosada a mostrar-se limpo e apelativo.
No nariz tem uma intensidade aromática média/baixa com a fruta vermelha (morango, groselha, framboesa) a tomar conta da prova, tudo bem colocado e directo, um fundo de hortelã em perfil fresco, com a subida de temperatura algum álcool a mais marca presença.
Na boca de corpo médio, mostra-se simples e refrescante, fruta presente com acidez bem colocada, mostra ligeira doçura mas sem exagerar, acaba fresco cumprindo o objectivo mas não deixa muitas saudades. Um rosé simples e agradável, a beber sem complexos sempre que apetecer e sem ter de gastar muito dinheiro.
13,5

15 julho 2006

Joe Berardo compra parte da Sogrape

Ao que parece o Sr. Joe Berardo, facilmente associado ao mundo do vinho pelas marcas Quinta do Carmo e Bacalhoa Vinhos, comprou cerca de 33% da Sogrape.
A notícia revela que esta parte foi adquirida a uma das duas famílias a quem pertencia a Sogrape.
Pela notícia o objectivo será uma futura venda destes 33% possivelmente à outra parte interessada.
A notícia revela também que é uma vontade do Comendador colocar a Bacalhoa Vinhos na Bolsa de Valores.

10 julho 2006

Fraude no mundo dos Beaujolais...

Georges Duboeuf, el sedicente 'rey del beaujolais', ha sido declarado el 4 de julio culpable de fraude por un juzgado de París, y tendrá que pagar una multa de 30.000 euros tras descubrirse que el vino de su bodega procede de una mezcla ilegal de uvas de diferentes procedencias, y no de la zona cuya denominación de origen llevaban. En un juicio que ha conmocionado el mundo vinícola francés, Duboeuf, uno de los productores más conocidos de Francia, se enfrentó a la acusación de burlar el estricto sistema nacional de etiquetado y calidad, y de mezclar uvas baratas, medias y de calidad alta, procedentes de viñedos distintos, para ocultar una mala cosecha en el año 2004.
Durante la investigación realizada el año pasado en la bodega de Duboeuf en Lancié, la brigada antifraude de los vinos nacionales descubrió que una serie de barricas, equivalente a alrededor de 300.000 botellas, habían sido mezclados. El sistema francés de control de denominaciones de origen prohibe las mezclas de uvas de procedencias diferentes para asegurar la exactitud de la denominación de origen de cada botella de vino.
"Todo se había mezclado: el beaujolais con el beaujolais villages, los vinos de 'crus' o pagos [Moulin-à-Vent, Juliénas, Brouilly, Fleurie, etcétera] con el beaujolais villages", explicó durante el juicio el fiscal. Los volúmenes incriminados fueron de 69.000 litros de supuestos 'crus' y de 120.000 a 140.000 kitros de supuesto beaujolais villages. En el juicio, que se ha llevado a cabo en la localidad de Villefranche-sur-Saône, en el valle del Ródano, el hombre al que los críticos vinícolas franceses denominan 'el papa del beaujolais' negó que la mezcla de uvas se hiciera intencionadamente, y achacó el problema a un error humano. Además, Duboeuf afirmó que el vino en cuestión no se ha vendido ni comercializado.
 
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