Copo de 3

08 junho 2018

Arenae Malvasia branco 2015


Para quem quiser saber o que é um vinho de terroir, tem aqui um exemplo perfeito onde a casta Malvasia de Colares é influenciada por toda a sua envolvente: próximidade do mar, solos arenosos e clima. O resultado só pode ser um vinho diferenciado, a proximidade das vinhas ao mar conferem ao vinho um toque muito fresco e salino, quase iodado, em conjunto com as notas de fruta bem fresca e ácida, ligeiro fruto seco, casando na perfeição com pratos de marisco/peixe. Ronda os 15€ por garrafa de 0.50 cl. 91 pts 

Poças Reserva 2009


As uvas que deram origem a este Poças Reserva nasceram no Douro Superior, mas vão até à Régua para serem vinificadas, com o vinho a passar 12 meses em barrica e posterior estágio em garrafa. No copo não contou uma grande história, directo, de corpo mediano e já polido pelo tempo.  O traço do Douro marca o seu perfil, ainda a mostrar ligeira secura de fundo, presença de frutinha redonda a pingar de madura, aconchegada pela harmonia dada por uma complexidade com tudo muito arrumadinho e sem aquela capacidade de cativar ou puxar por nós. Um vinho caro para os 15€ que pedem por ele. 89 pts

06 junho 2018

Torero Grande Reserva Tinto 2010


O caminho escolhido por este produtor, onde desponta o nome de Andrés Herrera, é em tudo bastante peculiar até pelo facto de o tempo de estágio dos seus vinhos ser superior ao normal. Este 2010, cujo lançamento é recente, estagiou 3 anos em barricas usadas e mais 4 anos em garrafa. Na alma tem um blend tipicamente Alentejano com Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet. O vinho tem raça, investe com nobreza, mostrando um bouquet amaciado pelo tempo, recebe-nos com garbo e frescura que lhe dá uma bonita vivacidade enquanto rodopia no copo. A rondar os 15€, pelo poderio que tem pede pratos de forte temperamento, uma presa de ibérico grelhada no carvão será sempre uma excelente opção. 91 pts

05 junho 2018

Marquês de Marialva Bical & Arinto Reserva Bruto 2014



Este espumante é a mais recente novidade da Adega de Cantanhede (Bairrada), com um preço de 8,70€. Se o preço já o torna tentador, depois de o beber dá vontade de ter mais umas quantas garrafas guardadas para ir abrindo de forma descontraida durante o resto do ano. Predomina a elegância tanto nos aromas como na boca, ligeira nota a fruto seco ligeiramente torrado, citrinos e alguma fruta de caroço, montrando-se coeso e preciso. Na boca uma ligeira sensação de cremosidade muito delicada acompanha a frescura e o travo mais cítrico com ligeiro biscoito. Fantástico a acompanhar uns mexilhões ao natural apenas regados com umas gotas de limão. 91 pts

23 maio 2018

Reguengos Reserva dos Sócios 2014


Vem da CARMIM (Alentejo) e apresenta-se como o Reserva dos Sócios da colheita de 2014, um lote com alma Alentejana onde despontam Alicante Bouschet (50%), Trincadeira (30%) e Aragonês (20%) que passaram 12 meses em barricas de carvalho francês e americano. O estilo é opulento, profundo e cheio de sabor, rico em aromas de frutos silvestres maduros, café, cacau, bem casado com a madeira e cheio de energia. Daqueles tintos com uma bela presença de boca, ricos e saborosos, onde a acidez/frescura lhe dá uma vivacidade extra que o acompanha no belo final de boca. Acompanhamento perfeito para umas migas com entrecosto. 91 pts

22 maio 2018

Quinta de Pancas Chardonnay Reserva 2015


O Chardonnay da Quinta de Pancas (Lisboa) sempre fez parte do lote restrito dos melhores varietais desta casta em solo nacional. Contam-se pelos dedos de uma mão esses mesmos vinhos que mesmo apesar dos altos e baixo da sua performance, souberam manter um certo estatuto perante a restante oferta. Este "novo" Quinta de Pancas Chardonnay, 14€, posiciona-se novamente entre os melhores exemplares criados em solo nacional. No copo temos uma bonita expressão da castam, bem casada com a madeira onde passou durante 10 meses, resultando um branco muito fresco com aromas limpos a invocar meloa, pêra, baunilha, flores brancas, pão torrado e uma ligeira especiaria (noz moscada). Boca com acidez muito presente, elegante, brioche a dar ligeira untuosidade seguida de bom nervo, tom citrino num belo final. 92 pts

21 maio 2018

Marquês de Marialva Baga Rosé Bruto


Directamente da Adega de Cantanhede (Bairrada) sai este espumante rosé feito a partir da casta Baga, com estágio mínimo de 12 meses em cave e 1 mês após dégorgement. Um espumante delicado e ao mesmo tempo saboroso, fresco e que dá prazer à mesa ou fora dela nos momentos prévios a uma refeição. Destacam-se os frutos vermelhos acompanhados de alguma pastelaria, ligeiríssima cremosidade que o arredonda ligeiramente, mas sempre num tom de harmonia e equilibrio que o torna muito agradável. Por 4,80 € será certamente uma das escolhas para o Verão. 89 pts 

17 maio 2018

Justino’s Terrantez Old Reserve


A Terrantez é uma casta rara, quase extinta, que cobre os vinhos a que dá origem com uma capa de mistério e fascínio. Este vinho da Justino´s (Madeira), entretanto já descontinuado, foi engarrafado como Old Reserve uma vez que quando foi comprado, há mais de cinquenta anos atrás, o mesmo não tinha um registo da colheita, acreditando-se rondar 1930. Estamos perante um vinho com mais de setenta anos, de aromas limpos, profundo, notas de iodo, sotolon, laca, casco velho, bolo de noz com caramelo, floral, exótico e misterioso. Boca com entrada que envolve e forra o palato com travo de amêndoas salgadas, geleia de laranja, enorme elegância com aquela acidez que conquista num final muito longo e persistente. 95 pts

09 maio 2018

Lagar de Baixo Baga 2015


Um puro Baga, da Quinta de Baixo (Niepoort) com estágio de 20 meses em tonéis usados de 2000 litros. O resultado é uma fantástica surpresa no copo e à mesa, um tinto com 11,5% Vol. de aromas muito puros e frescos. Equilibrio, finesse, com garra e nervo que o aguentam por agora e por largos anos, dominado pelos aromas de pinhal, caruma, balsâmico, framboesa bem fresca, travo vegetal pelo meio, muita energia mas também um sabor vincado e uma secura final que limpa o palato e pede mais um trago. Perigosamente apetecível, conjugando finesse com austeridade, frescura e sabor. E quando damos por ele, acabou. Por coisa de 12,50€ é asseguradamente uma das melhores compras, grelhados no carvão, atum, bacalhau, polvo, chocos e lulas, se quisermos juntar-lhe um bife tártaro também alinha, tal a sua versatilidade à mesa. 93 pts

07 maio 2018

Maçanita branco 2017


Edição de 2017 deste Maçanita branco, criado no Douro a partir das castas Viosinho, Códega do Larinho e Gouveio. Fiel a si mesmo, apenas com passagem por inox, as castas dão-lhe vida num conjunto contido e preciso, com uma acidez acutilante, fruta madura, nota floral e vegetal fresco. Na boca é vivo, aguerrido e compacto com um final seco. Continua a ser um belo branco do Douro, na linha da anterior colheita, custa coisa de 7,50€. 91 pts

03 maio 2018

Mare et Corvus branco 2016


Este Mare et Corvus branco feito a partir de um lote das castas  Fernão Pires, Malvasia e Chardonnay, vem da vinha mais Ocidental da Europa Continental, localizada no promontório da Adraga, a 1,5 km do Cabo da Roca, Sintra. Local único e difícil, sobre o Atlântico, fustigado por ventos violentos e nevoeiros salgados, confere uma identidade muito própria a este vinho. E deve essa mesma identidade ser premiada e destacada ? Claro que sim, ainda por mais quando o vinho de maneira franca mostra um aroma de bela intensidade, muito fresco e alegre, limpo com citrinos e polpa branca bem fresca, ligeira ponta de geleia com fundo a maresia. Boca a condizer, elegante, fresco e delicado mas com uma identidade bem vincada a pedir mesa. Fiz-lhe a vontade com uma achova no forno. Uma bela surpresa com preço a rondar os 7,50€. 90 pts

02 maio 2018

Plácet Valtomelloso branco 2012

Das Bodegas Palacios Remondo (Rioja) e criado a partir da casta Viura, oriunda de vinhedos plantados em 1988 e com estágio em fudres ovais de 2000 litros durante 11 meses. O vinho mostra muita classe logo ao primeiro instante, dominado pela fruta amarela bem rechonchuda e muito fresca, especiarias com toque de untuosidade ligeira a aconchegar. Amplo, marcado por uma fina mineralidade lá no fundo, limpo com floral a esbater-se num longo e prolongado final. A acidez sustenta tudo em plena harmonia, num fio condutor que o percorre. É de 2012 mas o tempo parece que não passou por ele, belíssimo branco que custa 17€. 93 pts
 
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