Copo de 3

21 novembro 2017

Quinta dos Roques Garrafeira 2008


Nunca é demais repetir aquilo que já aqui foi dito, a Quinta dos Roques (Dão) é nome maior por entre o melhor que se faz em Portugal. Poder tocar num destes Garrafeira é ter o privilégio de beber a essência de toda uma região, um vinho monumental e inesquecível. Apresenta-se num misto de concentração e elegância, um verdadeiro gentleman na sua personalidade com uma frescura que o embala num percurso que tem tanto de complexo como de profundo. Bebe-se com um sorriso, cheio de fruta silvestre acompanhada de caruma de pinheiro, mato rasteiro e bergamota, brisa balsâmica, com passagem fresca e acetinada. É de 2008 mas tem lá bem vincada a garra e o nervo que lhe dá garantias de continuar por cá durante muitos anos à espera de ser aberto e bebido com um imenso prazer. 96 pts

20 novembro 2017

Quinta do Síbio Arinto 2016


Este Quinta do Síbio Arinto 2016 é uma novidade da Real Companhia Velha que surge depois da edição experimental lançada no mercado sob a designação Real Companhia Velha Séries Arinto. São apenas 6.000 garrafas com preço a rondar os 14€. As notas da casta estão presentes em conjunto de boa exuberância com notas de folha de limoeiro, lima, toranja e toque floral. Na boca é um misto de frescura com notas cítricas, fundo marcado pela austeridade mineral que se arrasta num longo final. 90 pts

Vale dos Ares Alvarinho 2016


Apresenta-se com nova roupagem este Alvarinho do produtor Miguel Queimado, que já aqui tinha sido falado na colheita de 2014. Oriundo da região dos Vinhos Verdes, o preço ronda os 10€,  segue as pisadas daquilo que já tinhamos dito sobre ele na versão de 2014. Parece ter perdido algum do atrevimento e ganho algo mais de seriedade, todo ele bem marcado pela pureza da fruta, onde a frescura toma conta de toda a acção. Firme mas muito harmonioso e equilibrado, bonita complexidade com aroma de fruta bem fresca com recorte floral, com uma boca de estrutura firme capaz de proporcionar momentos muitos bonitos à mesa.  91 pts

Planalto Reserva branco 2016


O Planalto (Douro) deve ser dos vinhos que mais habita nas cartas de vinhos dos restaurantes Algarvios em tempo de férias. Não falha, onde quer que tenhamos uma dourada a ser grelhada lá vem a sugestão de um Planalto. Que diga-se, é pago a preço de ouro nesses mesmos locais. Mas que culpa tem o vinho, se na prateleira custa coisa de 5€ e até é daqueles exemplares que segue uma receita de sucesso ano após ano ? Com a acidez bem afinada, fruta presente e aquela ligeira ponta de austeridade a rematar o fundo. Aromas e sabores muito amontoados, mas com acidez a dar vivacidade e alegria ao conjunto. 88 pts

19 novembro 2017

Grandjó Late Harvest 2013



É a GRANja De Ali (Real Companhia Velha) que dá o nome a este branco doce elaborado a partir de uma criteriosa selecção de uvas da casta Semillon, afectadas por podridão nobre (botrytis cinerea). A localização privilegiada da Quinta do Casal da Granja, no planalto de Alijó, com um microclima muito próprio com manhãs de nevoeiro e tardes quentes e húmidas, criam as condições ideais para o desenvolvimento em algumas parcelas do fungo responsável pela podridão nobre. Tem uma produção que não chega às 6.000 garrafas com preço a rondar os 18€.

Apresenta-se com uma finíssima nota glicérica, com as notas características de Sauternes, tudo muito limpo e de grande qualidade com algum tropical seguido de alperce em calda, ligeira tosta em fundo, com toque de doçura equilibrada no imediato com a sensação de frescura do conjunto, que se repete no palato. Belíssimo equilíbrio do conjunto, fresco, delicado e ao mesmo tempo conquistador num longo e persistente final. 95 pts

Quinta do Noval Colheita 1937


O ano de 1937 foi marcado pela coroação do Rei George VI de Inglaterra, data em que a ponte Golden Gate (São Francisco) foi também inaugurada e J. R. R. Tolkien publica 'The Hobbit'. Apenas um vinho como este Quinta da Noval Colheita 1937 poderia estar à altura de tamanhos acontecimentos. Estrondoso tawny velho a mostrar uma fantástica complexidade, fruto seco, grande definição, especiarias, marmelada, caixa de tabaco e madeira velha. Palato luxuoso, com uma belíssima acidez. Tudo muito equilibrado com camadas de sabor que nos guiam num final interminável e sedutor. 97 pts

18 novembro 2017

Trimbach Riesling 2013


A casa Trimbach produz vinho desde 1626 e cedo ganhou notoriedade pelos seus vinhos. Este Riesling é um clássico cujo preço ronda os 15€. É o que se pode chamar um vinho de compêndio no que toca a conhecer a casta num branco seco. Sem tremores nem quebras a meio caminho, tem tudo no sítio conforme esperado. De perfil seco, mostra-se muito elegante e coeso com as notas da casta bem evidentes (malmequer, lima, alperce) em fundo mineral, tudo muito limpo e bem definido, o tempo deu-lhe o já usual toque de gasolina. Belíssimo corpo com a presença de alguma fruta na vertente mais sumarenta de inicio com alperce e depois mais ácida a lembrar uma rodela de limão, que faz disparar a acidez num final de boca seco e bem persistente. 91 pts

17 novembro 2017

Côto de Mamoelas Bruto Reserva Espumante 2014


A Provam é uma sociedade de 10 vitcultores da sub-região de Monção e Melgaço, que decidiram, em 1992, construir uma adega moderna e funcional para produção de vinhos da casta Alvarinho e de Alvarinho/Trajadura. O seu Vinha Antiga foi um dos primeiros Alvarinhos a ter passagem por madeira e o Portal do Fidalgo Alvarinho é um branco bem conhecido da nossa mesa. Desta vez o que nos cai no copo é o espumante Côto de Mamoelas Bruto Reserva 2014, com preço a rondar os 12€. Aroma delicado com a fruta característica da casta bem presente, tudo muito bem embrulhado numa boa dose de frescura, algum biscoito muito ligeiro a dar um extra de complexidade. Boa frescura de boca com bolha fina, elegante e fresco com a fruta a tomar o controlo das operações, num final seco e prolongado. 90 pts 

16 novembro 2017

Palácio da Brejoeira Alvarinho 2016

O Alvarinho do Palácio da Brejoeira nasceu pelas mãos de Amândio Galhano na colheita de 1976 e cedo ganhou o estatuto entre as referências da altura. Passados 40 anos a realidade trouxe uma nova vaga de produtores e um consequente aumento da oferta/qualidade dos vinhos brancos Portugueses. Abrir nos dias de hoje um Brejoeira é encontrar no copo um vinho que não acompanha os quase 17€ que pedem por ele. É um Alvarinho fresco, de aromas finos e delicados, com pêssego, erva cidreira num conjunto aprumado, ligeiramente citrico com leve secura de fundo e um final mais curto que o desejado. Falta-lhe confirmar no copo um estatuto que já teve e do qual parece viver. 89 pts 

 
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