Copo de 3: Ázeo branco 2009

17 junho 2010

Ázeo branco 2009

Com o nascimento do Pedro Dinis, o tempo que dedicava ao Copo de 3 foi sendo cada vez mais reduzido, agora que as coisas estão mais serenas é tempo de voltar à actividade, voltar novamente a falar sobre aqueles vinhos que me vão chegando ao copo e que mais me chamam a atenção, tenho muita coisa de que falar e o tempo começa a ser pouco. O Verão está à porta, dia 21 mais precisamente, e começa a ser tempo para encostar os vinhos mais estruturados e procurar os vinhos mais leves, frutados e frescos. Falando em brancos com frescura/acidez, um dos que mais prazer me deu a provar nos tempos mais recentes, foi sem dúvida alguma o Ázeo branco 2009 (Douro), que agora aqui coloco em prova, um vinho da responsabilidade do enólogo e produtor João Brito e Cunha, que no seu projecto pessoal produz a gama Ázeo (bago de uva em latim). Um vinho feito com Viosinho e uvas de vinhas velhas onde predominam o Rabigato e Gouveio, provenientes de vinhas a 450m-500m de altitude na região de Alijó, Sabrosa e Porrais.

Ázeo branco 2009
Castas: Viosinho e outras - Estágio: teve passagem por madeira - n/d % Vol.

Tonalidade amarelo citrino de concentração média/baixa.

Nariz muito limpo, fresco e delicado, a delicadeza e frescura são mesmo o que mais marca este vinho, elegante, puro, ao mesmo tempo discreto e mineral, a fruta tem boa presença com citrinos, tropical, fruta de polpa branca com floral e uma leve calda com toques fumados, resultante da passagem que teve por madeira e que ampara harmoniosamente todo o conjunto.

Boca de entrada bem fresca, harmonia da fruta que se sente madura de boa qualidade e concentração, com uma acidez firme e refrescante, direi dominante ao lado do toque mineral. Tem uma boa presença na boca, boa dose de secura, muito limpo e com boa persistência, a madeira sente-se muito ténue, totalmente dispersa no espírito fresco que este vinho transmite.

Um vinho que se pode arranjar com um preço bem convidativo que ronda os 8€ numa boa garrafeira, um motivo mais que obrigatório para se ter este vinho por casa nos tempos de calor intenso. É certamente dos brancos que nos últimos tempos mais prazer me deu à mesa, belíssima dose de frescura, mineralidade, identidade e um polivalente amigo dos bichos do mar que foi bebido a acompanhar um arroz de polvo. 16,5 - 91 pts

1 comentário:

OLGA CARDOSO disse...

João, já o tenho em stock! E esta tua nota será certamente uma referência...Não descures a atenção ao Pedro Dinis, mas também não "abandones" este espaço. Gosto de ler as tuas notas! E aprendo sempre com elas...

 
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