Copo de 3: NAIA 2010

09 fevereiro 2012

NAIA 2010

No vinho há coisas assim, por mais que gostemos de uma marca as condicionantes do ano de colheita podem pregar rasteiras, este Naia é um dos Verdejo que mais gosto de beber e neste 2010 a coisa não se mostrou tão bem como já me acostumou em anos anteriores. Lá por Rueda (Espanha) manda a casta Verdejo, nos últimos tempos alguns vinhos têm pecado por deixarem um pouco de lado o perfil Verdejo e começarem a fazer lembrar Sauvignon Blanc... coisas que confundem, desvirtuam e fizeram com que me afastasse de algumas marcas. Na sua essência são vinhos conquistadores pela sua exuberância e frescura, com acidez viva e uma energética presença na boca, por norma não lhes dou descanso na garrafeira, é vinho para beber no pico do Verão com saladas, peixe grelhado e bichos do mar enquanto não sai o próximo... a última garrafa, o preço na casa dos 7,90€
Este Naia é claramente senhor do seu nariz, personalizado e talvez um bocadinho distante do que se costuma entender como um clássico da região, fora de exageros é muito bem afinado talvez até demais para aquilo que já vi nestes Naia, o aroma bem fresco com fruta madura e colherada de mel, toque verde do vegetal fresco marca também presença com fruta (maracujá, kiwi, lima) a ser completado pela mineralidade em fundo. Há por aqui um leve arredondamento, talvez conferido por alguma passagem por madeira ainda que leve, depois na boca o vinho entra com peso da fruta, ganha corpo, peso de uma fruta madura e redonda e tudo aquilo que já foi falado, sempre com frescura e travo mineral em fundo e enorme secura. Naquela noite resumiu-se a ser apenas mais um entre outros tantos... 89 pts

3 comentários:

Rui Lourenço Pereira disse...

Fica lá com o vinho todo para ti. Destes, pessoalmente, dispenso.

João de Carvalho disse...

Foi a última que tinha, o vinho já foi bem melhor do que se mostrou naquela noite, noutras colheitas era bem mais vistoso e verdejo, acho que ficou penalizado depois de teres bebido um Riesling com docinho... mas também não gostei muito do que encontrei no copo, o que não o impede de continuar a ser aquilo que é, um bom vinho.

Manuel Luis disse...

Não sou apreciador de vinho e raramente bebo. Aprecio e louvo o seu trabalho.
Gosto de beber um copo de Murganheira. Gosto também de uma caseiro feito la em casa, um fresco morangueiro tinto, jovem.
Abraço

 
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