Encontrei um vinho acessível na prova, de fina e mediana expressão, com um suave baunilhado a dar as boas vindas, leve na frescura a mostrar grande harmonia de conjunto. Flores, boa fruta entre alperces e laranjas a abrir ligeiramente com as voltas no copo, em fundo com mineralidade ainda que tudo um pouco desfocado. Boca com bom ritmo, corpo mediano que entra com alguma frescura com sumo da dita fruta e alguma calda, fundo mineral num branco de comportamento homogéneo desde que entra até ao final da prova.
É o terceiro varietal desta casta feito em Portugal que aqui coloco nos últimos tempos, e sendo o último foi e é aquele que mais me agradou. Há por aqui algo que o torna diferente, delicadeza, frescura, uma boca com corpo mas ao mesmo tempo a refugiar-se na frescura e delicadeza da fruta... para mim falta-lhe mais alma, mais suco, mais frescura e esclarecimento, mas não estamos em Condrieu e sim na Estremadura e há coisas que por muito que se queiram não se conseguem replicar. Tal como a palavra Madrigal nos diz, é uma pequena composição poética, que exprime um pensamento fino, lisonjeiro e terno... 90 pts
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