Copo de 3: Quinta da Murta
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10 outubro 2016

Murta Rosé 720 Nuits 2012


Feito a partir de uvas de Touriga Nacional da colheita de 2012, este peculiar rosé descansou durante 720 noites em barricas de carvalho Francês antes de um novo sono em garrafa. Um vinho fora de modas, fora de sintonia com as tendências de mercado e que se perfila como vinho de nicho. Não será de fácil abordagem, penso que foi esse o objectivo, a expressão fresca que caracteriza os vinhos da Murta está aqui bem presente, a embrulhar todo o conjunto. Dominado por uma fruta (amora, mirtilo) bem robusta e suculenta, algum floral envolto em frescura, com notas fumadas da madeira em segundo plano. Vinca o palato com uma bela presença, fresco, tenso e com um final seco a pedir pratos de bom tempero e até alguma gordura. Fantástico com uma feijoada de chocos. 90 pts

29 dezembro 2014

Quinta da Murta Reserva Bruto 2008


A Quinta da Murta (Bucelas) possui 14,5 hectares de vinha, implantadas a 250 metros de altitude nas encostas do Vale da Ribeira do Boição, beneficiando de solos compostos por margas calcárias e calcários cristalinos, com numerosas presenças de fósseis. Com natural presença da casta Arinto, cuja acidez natural aliada às características dos solos e do microclima da região permite produzir na Quinta da Murta, agora com enologia de Hugo Mendes, vinhos únicos com grande potencial de guarda onde brilha a gama de brancos e de espumantes.

Uma pequena parte do lote fermentou em barricas usadas, com posterior estágio em garrafa. Mostra um Arinto evoluído, complexo, aroma muito fresco com citrinos maduros, folha de limoeiro, maçã, muito vivo e direto com mineralidade de fundo. Boca com muita frescura, mousse ligeira com citrinos, vivacidade e mineral, numa bela acidez em final persistente e seco. Um espumante polivalente que brilha alto com pratos de marisco por perto, por exemplo mexilhões ou ameijoas ao natural, apenas com umas gotas de sumo de limão e coentros picados. 91 pts

13 fevereiro 2014

Quinta da Murta Clássico 2012

Em Bucelas (Lisboa), na Quinta da Murta os vinhos ganharam nova roupagem mas também ficaram mais airosos, limpos e arrumados. O branco Clássico não é sequer novidade no Copo de 3, já aqui andou numa colheita anterior e se teve em prova aquele que lhe deu origem. Este vinho será aquele que mais detalhe mostra e mais atenção precisa dos brancos produzidos por este produtor. Nele mora a inquietude do enólogo Hugo Mendes em conjunto com a beleza da casta Arinto de Bucelas, demarcando-se pela diferença e cativando por isso mesmo. É um vinho arisco, formoso, apetecível e com um travo exótico/misterioso qual odalisca das arábias. Exala um perfume que se mantém colheita após lançamento, numa muito sua complexidade bem delicada e aqui nesta nova colheita a madeira nota-se bem menos, porque é essa a vontade de quem o faz, no entanto o vinho arredonda nos cantos, ganha aquele balanço bonito na boca, sempre com a acidez muito presente que prolonga e revitaliza o prazer em todo o palato. Mantém o registo a que me vem acostumando, perdendo peso da madeira mas ganhando pelo conjunto mais afinado e limpo de aromas. Vale certamente os 9€ que custa na loja do produtor e o envelhecimento será bastante satisfatório, caso consigamos guardar algumas. 91 pts

03 fevereiro 2014

Quinta da Murta branco 2012

No reino da casta Arinto (de Bucelas), leia-se Bucelas, a Quinta da Murta destaca-se cada vez mais pela qualidade e pureza dos seus vinhos, neste caso falo do Quinta da Murta branco 2012 vinho que apenas passa pelo frio do inox. Brilha aqui a casta Arinto em todo o seu esplendor, num vinho quase que de compêndio no que à casta diz respeito. Sem grandes exuberâncias, dominado por aromas limpos de fruta (maçã verde, lima, limão), camomila, apontamento vegetal (erva), todo ele tenso e acompanhado por uma boa carga mineral em fundo. Na boca continua a boa prestação, bem seco com acidez muito presente, envolto em sabores de fruta indo de encontro ao já destapado no nariz, mostrando-se com nervo e firmeza. Promete uma boa evolução em garrafa, como comprovado em anteriores colheitas, mostrando desde já uma grande apetência para a mesa, neste caso a rondar os 5€ na loja do produtor. 90 pts

26 dezembro 2009

Quinta da Murta Clássico 2007

Entrando em jeito de conclusão das provas efectuadas aquando da visita à Quinta da Murta (Bucelas), falo do topo de gama da casa no que a vinho branco diz respeito. Este é o Quinta da Murta Clássico, um branco que se tornou uma autêntica lufada de ar fresco e que destaco como das boas surpresas do ano, vindos ali de Bucelas, não por ser novidade mas porque ainda não tinha tido contacto com a nova versão do Fermentado em Barrica deste mesmo produtor.

Quinta da Murta Clássico 2007
Castas: 100% Arinto - Estágio: 3 meses com batonage em carvalho françês e americano - 13,5% Vol.

Tonalidade amarelo citrino com leve apontamento dourado.

Nariz com aroma a mostrar uma boa complexidade, nota-se uma barrica a envolver os citrinos bem frescos e maduros, onde ressalta de imediato um aroma a fazer lembrar broas de canela, com alguma baunilha à mistura. Segundo plano com vegetal fresco/talos cortados, flores brancas, mel e mineralidade em fundo com uma sensação de frescura.

Boca com acidez bem presente, citrinos vivos e frescos em boa espacialidade de conjunto. A madeira onde descansou, confere-lhe mais volume que o apresentado pelos outros brancos da Quinta da Murta, apresentando-se também com um leve polimento e ligeira sensação de untuosidade, mas não o suficiente para lhe tirar qualquer vivacidade, sendo no final de pendor seco, fresco e mineral.

Pelo bom potencial de envelhecimento que mostrou com as colheitas anteriores colocadas em prova, direi que é vinho que se pode consumir com todo o prazer desde já, ou ir apreciando e acompanhando a sua evolução ao longo dos próximos anos. O preço ronda os 15€, que não sendo barato se mostra adequado à qualidade apresentada. É de aproveitar e ir comprar no produtor que fica quase sempre mais em conta, vale a pena ir visitar a Quinta da Murta, provar e comprar in loco os vinhos aqui falados e provar as novidades. Um vinho para os tempos mais frios, que namora bem com um peixe no forno. 16,5 - 91 pts
 
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