É nos dias que correm um valor seguro em qualidade e consistência, o Crasto Reserva Vinhas Velhas tem o seu lugar entre as melhores relação preço/qualidade que temos em Portugal. Um excelente exemplo do bom trabalho que tem sido desenvolvido na Quinta do Crasto chegou quando este que agora falo, ficou em 3º lugar na lista dos melhores vinhos segundo a WineSpectator. O preço ronda quase sempre os 25€, a meu ver mais que justificado e com garantia de total satisfação. É proveniente de vinhedo velho, mais de 70 anos, em que o estágio em barrica rondou os 18 meses, numa madeira que apenas se sente nos primeiros anos e que depois se desvanece, resultando um vinho do Douro muito sereno, com raça mas acima de tudo com uma prova de nariz e boca de elevada elegância e cumplicidade com a região. Abri e servi sem decantar, que os copos são grandes e largos o suficiente para o deixar rodopiar de forma airosa, o tempo foi-lhe dado durante toda a refeição... longo tempo portanto, direi que foi com meia hora de copo que atingiu o seu ponto alto, depois manteve até ao fim da sua existência. De aroma complexo e refinado, dá um gozo tremendo no copo, uma modernidade do Douro associada a todos os bons aromas dos vinhos da região, uma combinação de fruta sólida com toque de esteva, algum licor de cereja, cacau morno que lhe dá certa gulodice e a frescura que embala todo o conjunto. Equilíbrio, elegância, frescura, boa presença na boca com largura e profundidade, presença muito boa, saboroso e persistente com final longo e especiarias. No ponto em que está não lhe darei muito mais tempo de guarda... 92 pts
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21 novembro 2012
26 abril 2012
Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2007
No mundo do vinho há casos em que só muito dificilmente não gostamos do que temos no copo... o vinho de que vou falar é um desses casos. Nascido na Quinta do Crasto, o Reserva feito de Vinhas Velhas é um sucesso, a sua produção ultrapassa a centena de milhar, o preço tem sido quase uma constante e bem comprado rondará os 20-25€, valor correto. O vinho em si é todo ele bastante apelativo, pode ser alarmante a facilidade com que cativa os mais incautos e "batidos" nisto das marcas e dos nomes... mas consegue, tem carisma o malandro, charme na goela pela maneira como graceja com a gente. Com o Douro na alma, mostra na sua atitude já os tiques sofisticados da nova era, vinho mais universal e com capacidade de falar outras línguas... perdeu o sotaque, ganhou em visibilidade. É inconfundível e transformou colheita após colheita numa pedra firme no que a qualidade e acima de tudo, consistência diz respeito e que Portugal tem para oferecer dentro e fora de portas.
É com um bom conjunto de aromas a mostrar frescura e complexidade, que nos cumprimenta inicialmente causando imediata empatia com fruta rechonchuda e limpa, madura e fresca, depois a madeira bem integrada a dar todo o amparo. Mais morno no segundo plano, especiaria doce, alguma compota e a sensação de volume e arredondamento, baunilha, chocolate de leite, debita boa quantidade de esteva e violetas, tudo bem acomodado. Embora a complexidade seja satisfatória não atinge um nível de elevada performance, não será vinho de grande guarda ou de grandes tiradas uma vez que lhe falta mais nervura para tal. Na fruta todo ele com boa estrutura, médio corpo, fruta redonda e madura, suculento, especiaria com pimenta preta, muito boa espacialidade a preencher bem o palato com harmonia e macieza, conseguindo mostrar algum peso e frescura. Final de boca de média persistência com rasgos de mineralidade, todo ele bem composto a dar uma prova de qualidade acima da média. 92 pts
21 dezembro 2011
Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2007

Está quase a chegar o Inverno, comemora-se às 5:30 do dia 22 de Dezembro com o Solstício de Inverno e em jeito de comemoração antecipada começo por brindar a todos com um dos melhores vinhos de mesa feitos em Portugal, o Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2007.
A Quinta do Crasto fica situada no Douro, produtor de topo que tem acostumado os apreciadores a uma qualidade constante nos vinhos que lança no mercado, com o Maria Teresa a coisa atinge o ponto máximo, podendo ser discutível a par do seu irmão Vinha da Ponte, são dois vinhos especiais feitos cada um de uma única parcela que dá o respectivo nome ao vinho.
Basta ir ao site da Quinta do Crasto para ficar a saber que:
"A Vinha Maria Teresa com cerca de 90 anos é uma das mais antigas da Quinta do Crasto. Apesar da baixa produtividade de uma vinha velha, conseguimos com as uvas desta vinha niveis elevadíssimos de concentração que nos permitem obter um vinho muito complexo."
As vinhas velhas têm mais de 90 anos nas quais residem mais de 30 variedades diferentes, este é o cerne da magia que as vinhas velhas transportam para os vinhos tão apreciados, um lote composto por pequenos detalhes desta e daquela casta que num conjunto harmonioso atinge patamares de invejável qualidade nas mãos da equipa de enologia da Quinta do Crasto. A produção é limitada e condicionada pelo tamanho da parcela em causa, o vinho tem direito a pisa em lagar tradicional e estágio em barricas novas 80% francês e 20% americano durante 20 meses, do que resulta um caldo com 15% Vol. numa quantidade que ronda as 8.000 garrafas, não vale o que se pede por ele cá dentro valendo quase sempre a compra lá fora... não preciso dizer mais nada.
De aroma luxuoso embora ainda ligeiramente marcado pela madeira, todo ele de bela complexidade, fruta bem madura com toque extraído de bom calibre e sem exagero a rolar bem no copo. Bálsamo vegetal, especiaria fina, tremendo na complexidade que debita, surge com uma camada de vegetal seco a lembrar chá preto, folha de tabaco, ramo de cheiros do monte... dá-me gozo cheirar este vinho. Muita harmonia, cheio e de enorme espacialidade, chocolate preto com fruta fresca a chamar pelo seu nome, cereja, groselha, amora preta... tudo marcado pela finesse e pela bondade da madeira num fundo de recorte mineral.. Na boca repete com a fruta em igual prestação, saboroso na entrada, cheio, estruturado, largo e profundo a completar todos os recantos do palato. Sente-se energia da fruta fresca com a madeira a dar corpo ao manifesto, barrica paciente mas não mordente, rasto fresco e profundo com final muito bom e longo num vinho luxuoso. 95 pts
08 dezembro 2010
Crasto branco 2009
É a terceira colheita deste vinho, nesta colheita de 2009, com menos garrafas que na anterior colheita viu passar das 41600 garrafas de 2008 para as 27797 da colheita de 2009. As uvas, provenientes de talhões previamente seleccionados, foram transportadas em caixas de plástico alimentar de 25 kg e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega. Foram posteriormente desengaçadas e prensadas. O mosto prensado foi transferido para uma cuba de inox onde se manteve a uma
temperatura de 8ºC durante 48 horas até à sua decantação. Seguidamente decorreu a fermentação alcoólica em cuba de inox com temperaturas controladas de 15º C durante um período de 45 dias.
Crasto branco 2009
Castas: Gouveio, Roupeiro e Rabigato - Estágio: Inox - 13,5% Vol.
Tonalidade amarelo citrino de ligeiro toque esverdeado.
Nariz com boa intensidade, a variar entre uma fruta limpa e bem madura (citrinos, alperce, tropical) em ambiente fresco com um travo de espargo verde, relva cortada e suave floral. Um vinho que se mostra jovem, bastante fresco e aprumado com certa dose de delicadeza, assente em fundo mineral.
Boca de corpo médio, bem estruturado com frescura a percorrer toda a boca, do principio ao fim. Sente-se a fruta madura presente ao mesmo nível do nariz, segundo plano com toque vegetal (espargo), onde a mineralidade se faz notar muito refinada no modo como aparece. Um vinho que agrada bastante, que se bebe e torna a beber, com persistência final média/alta.
Segue a mesma onda/perfil da colheita anterior, pareceu.me mais afinado e refinado, sim e talvez um pouquinho menos Duriense de gema. Sente-se aquilo que se cheira, nada está escondido ou difuso, muito menos aglomerado, direi que o aroma está limpo e bastante "palpável". Compra-se por cerca de 9€ um vinho que não nega a terra que o viu nascer, embora com um piscar de olho bastante lascivo para outras paragens mais novo mundo, é claramente um vinho para se ir bebendo com muito prazer e muito calmamente até à chegada da próxima colheita. 16 - 90 pts
temperatura de 8ºC durante 48 horas até à sua decantação. Seguidamente decorreu a fermentação alcoólica em cuba de inox com temperaturas controladas de 15º C durante um período de 45 dias.
Crasto branco 2009Castas: Gouveio, Roupeiro e Rabigato - Estágio: Inox - 13,5% Vol.
Tonalidade amarelo citrino de ligeiro toque esverdeado.
Nariz com boa intensidade, a variar entre uma fruta limpa e bem madura (citrinos, alperce, tropical) em ambiente fresco com um travo de espargo verde, relva cortada e suave floral. Um vinho que se mostra jovem, bastante fresco e aprumado com certa dose de delicadeza, assente em fundo mineral.
Boca de corpo médio, bem estruturado com frescura a percorrer toda a boca, do principio ao fim. Sente-se a fruta madura presente ao mesmo nível do nariz, segundo plano com toque vegetal (espargo), onde a mineralidade se faz notar muito refinada no modo como aparece. Um vinho que agrada bastante, que se bebe e torna a beber, com persistência final média/alta.
Segue a mesma onda/perfil da colheita anterior, pareceu.me mais afinado e refinado, sim e talvez um pouquinho menos Duriense de gema. Sente-se aquilo que se cheira, nada está escondido ou difuso, muito menos aglomerado, direi que o aroma está limpo e bastante "palpável". Compra-se por cerca de 9€ um vinho que não nega a terra que o viu nascer, embora com um piscar de olho bastante lascivo para outras paragens mais novo mundo, é claramente um vinho para se ir bebendo com muito prazer e muito calmamente até à chegada da próxima colheita. 16 - 90 pts
25 março 2010
CRASTO 2008
Castas: Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca e Touriga Nacional - 13,5% Vol.
Tonalidade granada escuro de concentração média/alta.
Nariz a indicar um vinho jovem, fresco e bastante aprumado, que transpira fruta vermelha e negra (cereja e bagas) bem madura e de boa qualidade. Harmonioso, com algumas notas de compota, especiaria e fumado que lhe confere um pouco mais de diálogo, sendo que a frescura a ele inerente é colmatada com boa dose de frescura.
Boca de entrada convidativa e prazenteira, redondo com taninos finos e presentes, bem frutado na sua passagem de boca, mediana espacialidade. Frescura associada com ligeiro travo a vegetal seco e com rasto especiado, em final de boca de persistência mediana.
Este Crasto repete a prova consistente que tem vindo a dar em colheitas anteriores, em que a harmonia entre nariz e boca é de salutar. Notei que nesta colheita o vinho mostrou um perfil ligeiramente diferente das anteriores versões, direi mais internacional, mais harmonioso, sem tanto daquele toque vegetal, mato, esteva, bem mais envolvente, guloso, charmoso... talvez até educada em demasia mas ainda com alguma secura no final. Um vinho bastante pronto a ser consumido desde já com 300.000 garrafas que entram no mercado nesta colheita de 2008, com um preço a rondar os 9€ que se mostra algo elevado para as credenciais por ele apresentadas. 15 - 88 pts
03 fevereiro 2010
CRASTO branco 2008
É a segunda colheita deste vinho, nesta colheita de 2008 perdeu o Cercial (pelo menos na ficha técnica deixou de constar) e viu aumentar quase para o dobro a sua produção, foram 25000 garrafas em 2007 e agora em 2008 chegou-se às 41600 garrafas.
Crasto branco 2008
Castas: Gouveio, Roupeiro e Rabigato - Estágio: Inox - 12,5% Vol.
Tonalidade amarelo citrino de ligeiro toque esverdeado.
Nariz de boa intensidade, a variar entre uma fruta bem madura (citrinos, pêssego, fruta branca) em ambiente fresco com um travo de espargo verde, relva cortada e flores brancas. Um vinho que se mostra jovem e aprumado com certa dose de delicadeza, em final mineral.
Boca de corpo médio, bem estruturado com frescura a percorrer toda a boca, do principio ao fim. Sente-se a fruta madura presente ao mesmo nível do nariz, segundo plano com toque vegetal (espargo), a sentir-se alguma untuosidade que dá certa envolvência ao conjunto. O álcool nem se dá por ele, agrada bastante, um vinho que se bebe e torna a beber, com final mineral de persistência média/alta.
Segue a mesma onda/perfil da colheita anterior, embora com um pouco menos de chama quer no nariz quer na boca. Sente-se aquilo que se cheira, nada está escondido ou difuso, muito menos aglomerado, direi que o aroma está limpo e bastante "palpável". O preço ronda os 10€ num vinho que não nega a terra que o viu nascer, e claramente para se ir bebendo calmamente até à chegada da nova colheita. 15,5 - 89 pts
Crasto branco 2008Castas: Gouveio, Roupeiro e Rabigato - Estágio: Inox - 12,5% Vol.
Tonalidade amarelo citrino de ligeiro toque esverdeado.
Nariz de boa intensidade, a variar entre uma fruta bem madura (citrinos, pêssego, fruta branca) em ambiente fresco com um travo de espargo verde, relva cortada e flores brancas. Um vinho que se mostra jovem e aprumado com certa dose de delicadeza, em final mineral.
Boca de corpo médio, bem estruturado com frescura a percorrer toda a boca, do principio ao fim. Sente-se a fruta madura presente ao mesmo nível do nariz, segundo plano com toque vegetal (espargo), a sentir-se alguma untuosidade que dá certa envolvência ao conjunto. O álcool nem se dá por ele, agrada bastante, um vinho que se bebe e torna a beber, com final mineral de persistência média/alta.
Segue a mesma onda/perfil da colheita anterior, embora com um pouco menos de chama quer no nariz quer na boca. Sente-se aquilo que se cheira, nada está escondido ou difuso, muito menos aglomerado, direi que o aroma está limpo e bastante "palpável". O preço ronda os 10€ num vinho que não nega a terra que o viu nascer, e claramente para se ir bebendo calmamente até à chegada da nova colheita. 15,5 - 89 pts
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