Da Bairrada mais propriamente da Quinta do Encontro onde brilha a enologia do carismático enólogo Osvaldo Amado, sai este renovado Cuvée 2013. Como não podia deixar de ser, este belíssimo espumante é criado a partir da casta Arinto, tão amada pelo enólogo que a tão bem sabe trabalhar. E nota-se bem a mão do mestre criador, num espumante que passou 48 meses em cave e 3 meses após degorgement para sair para o mercado com preço a rondar os 30€. Um topo de gama que também mudou de imagem, agora mais sóbria, mas o vinho continua cheio de classe e a mostrar-se com um aroma floral muito fresco, biscoito de limão, com ligeira cremosidade e uma ligeira gordurinha a fazer-se sentir. Na boca o pão torrado marcado pela frescura da fruta, creme de limão com notas frescas, num conjunto persistente e cheio. 93 pts
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14 fevereiro 2019
09 fevereiro 2010
ENCONTRO 1 2007
Castas: Baga e Touriga Nacional - Estágio: 12 meses carvalho francês - 14% Vol.
Tonalidade granada escuro de concentração alta.
Nariz de boa intensidade, mostra-se complexo e a mostrar notas de baunilha, cedro, torrado, especiaria. A madeira mostra desde já querer fazer parte de um conjunto harmonioso e equilibrado, todo ele fresco com a fruta negra (groselha, amora, framboesa) igualmente fresca, madura e limpa, quase que se mastiga, leve licor com floral e bálsamo vegetal em segundo plano. Conjunto coeso, com bela presença e a mostrar que vai afinar e refinar com o tempo em garrafa.
Boca muito bem estruturada, um vinho cheio que preenche muito bem toda a boca/boa espacialidade e mostra boa complexidade. Algo bruto na forma como se apresenta, num conjunto que mostra raça/vigor, ao mesmo tempo com boa acidez a amparar, quer a fruta madura quer a madeira com toque torrado, especiaria, algum terroso e os taninos a reclamarem vida longa, num todo harmonioso com belo final de boca.
É um dos novos pesos pesados da Bairrada, a monumental garrafa contribui para isso, mas no que ao vinho toca é um Bairrada a fugir ao conceito Clássico e alia a Baga à Touriga Nacional. É um vinho para guardar ou beber agora com Gastronomia Regional, por exemplo um Cabrito, Xanfana, Feijoada de Javali... pratos pesados para um peso pesado, mas que ao mesmo tempo se mostra fresco. A pouquíssima produção faz com que o preço dispare e se torne tudo menos convidativo, talvez o único senão no que toca a este vinho, pois facilmente se pede 60€ ou mais. Não lhe revejo grande relação preço/qualidade, e pessoalmente apostaria noutros exemplares mais fiéis ao estilo Bairradino, que certamente se aproximam ou mesmo ultrapassam este Encontro em qualidade mas nunca em preço. 17,5 - 94 pts
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